KURAI YOKUBÔ (desejos obscuros)
1 Prólogo
Notas iniciais
Toda vez que um raio iluminava o céu, através da janela ampla, Hades se regozijava com o reflexo do corpo esguio e das nádegas roliças no espelho na parede oposta do quarto, compondo uma imagem provocante e prazerosa. Os cabelos platinados do amante se encontravam sensualmente emaranhados, a pele alva ruborizada após mais um orgasmo...
A chuva forte era quase como um ritual que se repetia sempre que algo mudava em sua vida, derramando-se lá fora, enquanto tomava Minos nos braços e o preenchia com seu gozo.
Em meio ao vórtex sensual, Hades recordou-se de todos os percalços até o momento atual, onde desfrutava de uma surpreendente intimidade com Minos, algo que jamais cogitara ser possível, ainda mais com alguém tão jovem. Com ele, embriagava-se de um sentimento profundo que se completava com o erotismo frenético que os unira desde a primeira vez...
Olhando-o com uma expressão saciada e selvagem, Hades recuou alguns centímetros, erguendo o queixo de Minos com um dedo e beijando-lhe a boca. A língua do jovem correspondeu de imediato, enroscando-se à sua com a mesma fome, atiçando-o, novamente.
— Já está na hora... Vamos tomar o desjejum e vou deixá-lo na faculdade. – sussurrou Hades contra os lábios de Minos, lutando para deixar a cama onde o prazer começava a dominar suas ações.
— Já...?
— Não está curioso para o seu primeiro dia de aula?
— Estou, mas...
— Mas o quê?
— Gosto de transar pela manhã.
Hades sorriu e rolou, deitando-se de costas e levando Minos consigo. O jovem sentou sobre o corpo másculo com um olhar malicioso. Sem deixar de olhá-lo, Hades agarrou os quadris estreitos do amante, acomodando-o sobre seu falo túrgido.
— Eu adoro te comer pela manhã ou qualquer hora, mas não quero que chegue atrasado logo no primeiro. – disse o executivo.
Minos ficou sério e, em seguida riu, levando a mão aos cabelos desalinhados.
— Ah! É o primeiro dia. Vai ser aquela coisa de apresentações e...
— E você está com medo. – cortou Hades tocando-o no rosto.
— Medo? Eu? Tá brincando.
Encarando-o com aqueles olhos azuis acinzentados, Hades desceu a mão pelo pescoço alvo, em seguida acariciou os mamilos que se endureceram de imediato. Tornou a segurar os quadris com força e acariciou as coxas grossas.
— É natural que esteja ansioso. Mas vai se sair bem.
Minos sorriu e levou a mão ao falo rijo de Hades, subindo o corpo para encaixar-se nele.
— Vou me sentir melhor se me comer de novo... – falou naquele tom rouco e aliciante que fazia Hades sucumbir ao pedido todas às vezes.
Encaixando-se no falo rijo de Hades e descendo sobre ele com um movimento sinuoso, porém forte, Minos ofegou ao sentir a glande invadir-lhe o canal quente e apertado e sorriu quando viu o amante morder o lábio inferior...
— Ah... eu adoro isso... – gemeu extasiado ao sentir as mãos grandes e macias segurarem-no com força pelo quadril, fazendo-o sentir-se invadido, profunda e prazerosamente.
Para Hades, a sensação de ser acolhido naquele espaço quente e apertado do corpo de Minos era sempre extasiante.O prazer que sentia, quando estava dentro dele, dominando-o e sendo dominado pela natureza passional do jovem amante, parecia nunca acabar, mesmo que transassem muitas e muitas vezes. Minos sempre superava todas as expectativas. Era no corpo dele, nas profundezas que seu falo alcançava, no olhar agudo e febril que o fazia sentir-se desejado sem limites, que atingia os picos mais altos de prazer...
— Então aproveite! – grunhiu Hades movendo os quadris para cima e sentindo o impacto do corpo de Minos junto ao seu.
Com os olhos fechados e os lábios entreabertos, Minos usufruiu daquela sensação, o falo pulsante e potente, deslizando para dentro do seu corpo, enlouquecendo-o, incitando-o cavalgar com mais rapidez e fúria para senti-lo tocar-lhe o ponto do prazer muitas e muitas vezes...
E foi assim que ele gemeu alto, abriu um pouco mais as pernas fechando as mãos nos braços de Hades, com uma forte pressão nos dedos trêmulos pela chegada do clímax.
— Goza dentro de mim... – pediu Minos, o olhar ébrio de prazer, num tom urgente, querendo mais daquelas investidas.
Por fim acabou gozando, contraindo-se ainda mais, deixando os dedos afundarem-se nos braços do amante, enquanto seus joelhos afundavam-se no colchão e as costas se arqueavam ainda mais no mesmo instante em que os respingos de seu sêmen cobriam o tórax de Hades.
Sentindo seu membro pulsando e o baixo ventre anunciando que logo chegaria ao orgasmo, Hades estremeceu, violentamente, e inundou o interior de Minos com seu prazer. Um último gemido saiu dos lábios bem desenhados do executivo e ele fechou com força os olhos. Moveu os quadris não tendo pressa em sair de dentro de Minos.
O corpo trêmulo de Minos se contraiu e ele desabou sobre o peito de Hades, fazendo-o sentir as batidas aceleradas de seu coração. Hades apertou-o forte, sentindo o suor e o gozo espalharem-se, por ambos os corpos. Esperou que seu falo desinchasse e se moveu saindo e deixando que o gozo escorresse por entre as nádegas de Minos.
— Então... agora está pronto? – perguntou o executivo com um tom malicioso.
— Agora sim... – respondeu Minos mordendo os lábios bem feitos e puxando-o para um beijo permeado pelos últimos ofegos pós-orgasmo.
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Shun havia tomado uma decisão radical. Tingira os cabelos verdes, optando pelo castanho escuro e agora se olhava no espelho, estranhando um pouco aquele rosto tão conhecido. No entanto, gostara do resultado. Prendeu-os num rabo de cavalo baixo e colocou um par de óculos escuros. Olhou-se novamente, agora se detendo na camiseta preta com uma caveira e no jeans claro que fechava o conjunto. Abriu um sorriso e respirou fundo.
— Eu gostava dos cabelos verdes. – disse Aiolia entrando no closet.
— Achei melhor mudar um pouco. Vida nova, visual novo.
Aiolia abraçou-o por trás, encostando o queixo no ombro do amante. Sabia que Shun estava se esforçando para deixar o passado para trás e se a mudança da cor dos cabelos ajudasse, ele apoiaria.
— Tem razão. Ficou bonito. Aliás, o que não fica belo com este rosto angelical que você tem?
— Sou tudo, menos um anjo, Aiolia. – retrucou Shun sorrindo.
— Pois para mim, você será sempre o meu anjo. – disse Aiolia retirando os óculos escuros de Shun.
Enterrando os dedos nos cabelos longos e macios, o leonino pressionou-os contra o couro cabeludo, puxando a face angelical de encontro a sua. Os lábios de Shun se abriram e a boca pequena e experiente mostrou que, realmente, não era um anjo.
— Por Deus... Vamos logo ou eu não respondo por mim. – disse Aiolia.
Shun mordeu o lábio. Sabia que ainda era cedo, então...
— Vem cá... – disse ele e suas mãos delicadas iniciaram uma jornada erótica por dentro do cós da calça social do leonino, as juntas dos dedos roçando prazerosamente os pelos do abdome do amante.
Aiolia sorriu, seu perfil másculo mostrando tesão e ternura.
Com um toque suave, as mãos de Shun viajaram pelo peito largo, adentrando a camisa impecável e tocando os mamilos. Em seguida, rumaram para as costelas e as contornaram devagar e prazerosamente. Aiolia ergueu as mãos para a presilha do cinto.
— Não. – disse Shun.
Quando as mãos longas do leonino voltaram, obedientes, a pender nas laterais do corpo, Shun se incumbiu de abrir o cinto. Seus dedos eram ágeis e, ainda assim, pareciam sem pressa nenhuma... A respiração de Aiolia se alterou. O zíper foi aberto e a braguilha se abriu. O aroma da pele e do sexo, misturado à fragrância do sabonete usado no banho matinal fez Shun fechar os olhos com deleite. Tinha vontade de engolir aquele cheiro.
Baixando o corpo e inclinando a cabeça, Shun pressionou os lábios ao umbigo do leonino, enquanto escorregava as mãos por dentro da calça e a deslizava pelas pernas musculosas do amante.
Lento, sedutor e suavemente tocou o falo túrgido e pulsante por cima da cueca, primeiro com as mãos e, em seguida, com os lábios.
Aiolia soltou um gemido rouco, quando a língua quente e macia o tocou. E quando a boca gulosa e pequena engoliu por completo o seu membro, o executivo achou que morreria de prazer.
Sem piedade, Shun sugou, lambeu e por fim colheu o gozo de Aiolia em sua boca, deixando o leonino tonto e arfante.
— Deus, Shun...!
A expressão do rosto de Aiolia fez Shun sorrir, enquanto passava a língua, sedutoramente pelos lábios úmidos.
— Agora sim, podemos ir. – disse ele com um ar travesso.
Aiolia passou a mãos pelo cabelo acobreado, seus olhos verdes cativos do olhar de Shun. Foi com supremo esforço que não tomou o amante nos braços e o levou para cama, onde faria amor com ele por toda a manhã.
— Seu pequeno demônio... – sussurrou rente aos lábios do jovem, antes de tomá-los em um beijo ávido e profundo.
Shun começou a rir. Gostava da forma como se sentia com Aiolia. Ele o fazia se sentir seguro e... bonito.
— Decida-se! Uma hora sou um anjo, outra, sou um demônio. – brincou ele.
— Você é a minha perdição, uma mistura perfeita de inocência e sensualidade. O que vou fazer com você, Shun Amamiya? — perguntou Aiolia roçando os lábios e beijando o pescoço alvo.
— Amor, mas... não agora. Vamos? — murmurou Shun levando os lábios de encontro aos do executivo.
— Vamos. — disse Aiolia rindo e logo, ambos deixavam o apartamento para começar um novo dia cheio de descobertas e surpresas.
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Ângelo olhou para a fotografia de Afrodite que colocara sobre sua escrivaninha. Aqueles olhos cristalinos e aqueles lábios sedutores haviam operado um milagre em sua vida. Voltara a sentir e aproveitar os prazeres da vida e a convivência com o jovem amante tornara-se uma fonte de contentamento constante.
Ele se afastou da mesa de trabalho, girando sua cadeira e contemplando a paisagem pela janela ampla do escritório. Sorriu ao lembrar o nervosismo do amante ao ser deixado na universidade e a posterior surpresa ao descobrir que fora matriculado na Tókio Daigaku, a mesma onde Minos fizera sua inscrição e exame de proficiência.
Minos vai estudar aqui! A voz melodiosa se manifestara daquele jeito sexy e rouco que atiçava todos os pelos do corpo do italiano e Ângelo sentira na pele, a gratidão e alegria de Afrodite quando ele o beijou ...
Agora, Ângelo se preparava para mais um dia de trabalho pesado. Voltou a sentar em sua mesa, bateu levemente numa das teclas do computador, abrindo uma tela com diagramas e estatísticas. Respirou fundo e tentou tirar da cabeça a cena do beijo demorado e quente que Afrodite lhe dera ao se despedir. A noite anterior também havia sido ardente, Afrodite o esperara com um jantar, mas antes, encenara um striptease sensual que o levara à loucura.
Dominador, o loiro o despira e, habilmente, conduzira o bailado erótico, o beijando e lambendo os mamilos, o tórax, o vão da virilha... Com um olhar enlouquecedor, foi descendo até o baixo-ventre e envolveu seu membro rígido com os lábios úmidos, fazendo-o ofegar.
Gosto do seu apelido... Máscara da Morte. É sexy e perigoso... Vou chamá-lo assim na intimidade. Dissera Afrodite sorrindo.
Ângelo lembrava, detalhadamente, de quando jogou a cabeça para trás, gemendo e agarrando os cabelos de Afrodite.
O loiro continuou a sugar e acariciar, até sentir o prazer do italiano derramando-se em sua boca. Engoliu o gozo do amante com o olhar fixo em seus olhos febris e depois o beijou com sofreguidão e luxúria.
Ah, Afrodite era único...Jamais sentira um prazer tão selvagem e, ao mesmo tempo, tão transcendente com alguém, como sentia com ele.
Ângelo correspondeu, enlouquecido, sentindo o corpo vibrar e seu sexo endurecer, novamente. Puxou Afrodite pelos quadris e roçou o membro entre suas nádegas, mordendo e lambendo o suor das costas do outro. Com um gemido, o penetrou e começou a masturbá-lo, aprofundando-se dentro dele, gemendo cada vez mais alto e estocando como se quisesse fundir seu corpo ao do amado.
Afrodite já não gemia, gritava alto e rouco, sentindo-se invadido de um jeito tão intenso e tão completo. Começou a empurrar seus quadris para trás, querendo o italiano mais rápido e mais fundo e inundando-o com o seu gozo.
Num gemido gutural, Ângelo gozara, junto com Afrodite, sentindo nas mãos o sêmen quente do amado. O Abraçara e lambera a mão molhada, querendo eternizar aquela entrega extrema, o gosto do amante, do amor explícito em cada gota de suor, de saliva e de sêmen.
Depois, aconchegaram-se, de lado, entrelaçando as pernas e olhando- se nos olhos. Havia tanto a dizer e, ao mesmo tempo, tanto a calar. Uma vida nova começava e era tão maravilhoso que ele temia estar sonhando...
Ainda imerso nas lembranças prazerosas, Ângelo estava sorrindo de leve, quando a secretária bateu na porta e entrou.
— Alguém quer falar com o senhor...
— Quem é? Não tenho nada marcado tão cedo.
— Não, bem, senhor... É..
— O que foi senhorita Katsumoto?
A secretária hesitou e olhou por cima do ombro.
Parada onde Ângelo não podia vê-la, Dione olhou para a jovem compassivamente. Pobre menina, vê-se que teme os homens e não possui nenhum atributo sedutor...Ela levou, delicadamente um dedo à boca, instruindo a secretária para não continuar com aquele assunto e notou um brilho de alívio e confusão nos olhos orientais.
Ângelo franziu o cenho, mas Katsumoto saiu e fechou a porta suavemente.
— Deixe comigo, minha querida... – disse Dione. – Eu vou entrar e o senhor Ângelo vai me receber.
— Mas... – a secretária voltou a olhar para a porta fechada e mordeu nervosamente os lábios. – Minha função é vetar as pessoas que não marcaram hora e...
— Não se preocupe com isso. Não sou uma estranha e... sou a mãe de Hades.
A jovem entreabriu os lábios e sorriu.
— Oh! Então está bem! Por que a senhora não disse antes?
Dione sorriu e seu olhar fulminou a jovem, embora suas palavras fossem educadas e num tom amoroso.
— Não gosto de me impor pelo nome de meu filho. Agora se me dá licença.
— C-Claro! Pode entrar! Creio que o senhor Ângelo vai recebê-la sem problemas quando souber quem a senhora é.
Quando Dione entrou, Ângelo ergueu a cabeça e seu rosto assumiu uma expressão enigmática.
— Perdoe a intromissão... – disse ela quase ronronante. – E, por favor, não culpe sua secretária, eu pedi a ela para falar com o senhor.
— Em que posso ajudá-la? – perguntou Ângelo franzindo o cenho e analisando aquela mulher madura e bela que o olhava de um jeito estranho.
— Me chamo Dione e preciso da sua ajuda. Sou a mãe de Hades.
— Sente-se. – disse ele tentando entender o que a mãe do sócio e amigo desejava e o que ele teria a ver com tudo isso.
— Obrigada. Sei que isso parece estranho, mas assim que eu explicar ficará mais claro. Eu e Hades não nos vimos há muito tempo e... bem, tomei a decisão de procurá-lo, mas ele se recusa a me ver.
Ângelo pigarreou e interfonou para a secretária pedindo um café.
— Senhora... Dione. Eu e Hades somos amigos e sócios, mas em nenhum momento eu interfiro na vida pessoal dele e nem ele na minha. Se há alguma coisa entre vocês, eu não tenho nenhum poder para interferir. Ele nunca partilhou nada sobre sua família.
Dione piscou e um brilho aquoso revelou que seus olhos estavam cheios de lágrimas.
— Eu sei, senhor Ângelo... Não pediria nada que o embaraçasse ou colocasse numa situação delicada com meu filho. A única coisa que lhe peço é que... que permita que eu permaneça aqui, na sua sala. E quando meu filho chegar, peça a ele para vir aqui.
Acostumado a enfrentar toda a sorte de batalhas comerciais e judiciais, Ângelo ou como era conhecido, Máscara da Morte, viu-se colocado contra a parede. De um lado, a mãe de Hades parecendo tão frágil e abalada e de outro, seu instinto sinalizando que aquela mulher era como uma dinamite, pronta para explodir e causar muito estrago... Qual atitude tomar? Perguntou-se, enquanto Dione continuava o seu teatro particular.
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A movimentação era grande. A Universidade tinha três campus localizados em Tóquio,especificamente, Hongô, Komaba e Kashiwa. Cerca de vinte e oito mil estudantes circulavam por ela, dos quais dois mil e duzentos eram estrangeiros e oito mil e quinhentos eram doutores que trabalhavam em atividades relacionadas à pesquisa ou ensino.
As várias instalações incluíam dois hospitais, um serviço de biblioteca com mais de oito milhões de publicações e um museu. No entanto, apesar de parecer uma gigantesca colmeia de abelhas, havia monitores educados e sorridentes orientando os recém-chegados.
Minos não acreditou quando encontrou Shun e Afrodite no mesmo campus e na mesma universidade. A alegria de ter os amigos na mesma universidade parecia surreal.
— Eu não acredito! Como vocês vieram parar aqui e porque não me disseram nada seus putos? – falou Minos abraçando os dois.
— Eu também não sabia. Eu disse a Aiolia que queria fazer Artes visuais ligada ao design e à ilustração digital e ele disse que me inscreveria. – disse Shun.
— Aconteceu o mesmo comigo! Eu queria fazer Artes cênicas e Ângelo disse que entraria em contato com a universidade e que só precisava dos meus dados e documentação. Estou achando que tudo foi tramado pelo seu deus do submundo. – completou Afrodite.
— Hades? – questionou Minos.
— E existe outro? Ele faz tudo por você! Deve ter falado com os nossos namoridos e combinado tudo.
— Ah, se ele fez isso por mim eu...
— Você o quê? Meu albino favorito...
Minos cochichou no ouvido dos dois e logo os três caíram na gargalhada.
— Com licença. – disse uma voz baixa e educada, interrompendo a conversa.
— Sim? – disseram os três, ao mesmo tempo.
— Meu nome é Kinnosuke Natsume e sou responsável pela orientação dos estrangeiros. Vocês são... Minos Solberg de Griffon, Afrodite Hansson e Shun Amamiya. Certo? Os três estão matriculados em cursos diferentes, mas na mesma área. Como são calouros, farão algumas disciplinas juntos. Vou encaminhá-los ao auditório do campus. Sigam-me, por favor.
Afrodite sorriu, Shun mordeu o lábio e Minos franziu a testa. Em minutos estavam em um auditório lotado e barulhento. Havia um palco amplo onde homens e mulheres estavam dispostos lado a lado. Quando o reitor entrou, todos silenciaram. O homem baixo e trajando uma roupa tradicional sorriu e dirigiu-se ao microfone.
— Bom dia a todos! Sejam bem-vindos à nossa universidade! Vou lhes apresentar nosso corpo docente.
Os alunos bateram palmas, mas logo voltaram ao silêncio respeitoso. Um a um, os professores foram sendo apresentados. De repente, um homem belo e alto chegou, causando certo furor. Não era japonês e parecia bastante entusiasmado.
Afrodite cochichava algo no ouvido de Shun quando o nome do professor que chegara atrasado ecoou em seus ouvidos.
— N-Não... Não é possível! – sussurrou ele levando a mão à boca.
— O que foi Afrodite? – perguntou Shun.
Visivelmente pálido, Afrodite não respondeu, apenas continuou ouvindo a apresentação.
— E o senhor Kanon Andreas Karedes será o professor convidado, este semestre. Ele ensinará fotografia artística e fotografia cenográfica, assim como será o orientador dos calouros das artes cênicas!
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