KURAI YOKUBÔ (desejos obscuros)

12 Capítulo 12 - Aliados improváveis...


Notas iniciais
♥*♥ Galerinha amada!!!! Mais um capítulo, espero que gostem!!!

Hades não parecia nada satisfeito. Em sua ausência muitas coisas tinham acontecido, uma brusca queda em negócios em andamento, a investigação sobre a morte da sua mãe e o incêndio que ele mesmo provocara, repórteres desejando entrevistá-lo, as questões da Fundação esperando ações imediatas, um turbilhão de coisas exigindo sua atenção, todas ao mesmo tempo. Porém, nada disso o perturbava tanto ou era mais importante do que acontecera com Minos.

Estava sentado atrás da mesa, com os cotovelos apoiados nos braços da poltrona, o dedo longo tocando a firme linha dos lábios desenhados, os olhos apertados e brilhando perigosamente, enquanto visualizava a imagem do jovem, os olhos violáceos tristes e confusos...

Já o tinha visto com aquela expressão, mas fora no início, quando descobrira que ele era menor de idade e mantinham uma relação turbulenta e desafiadora, o desejo cerceando seus atos sem se preocupar com as consequências. Nesses momentos, o sexo era a resposta e o bálsamo para as dores do corpo e da alma. Nutriam-se com o forte erotismo que os unira desde o primeiro encontro. Iluminavam as sombras que os acompanhavam com tórridas sessões de carícias, beijos, penetrações profundas...

Sentiu um espasmo na virilha que se refletiu imediatamente em seu membro quando se lembrou do toque da língua úmida e quente, do corpo receptivo e do olhar... Ah, aquele olhar que somente Minos ousava manifestar. Ele era destemido, desaforado, mas ainda assim o único a desarmá-lo, a fazê-lo sentir uma emoção poderosa, capaz de tirá-lo da indiferença para lançá-lo no abismo da paixão.

Ele se ergueu, irritado por não saber como lidar com o ódio que sentia contra si mesmo e contra quem fizera aquilo com o amante. Se ocupara em cuidar para que Minos tivesse todos os cuidados médicos e, mesmo desejando ficar ao lado dele todo o tempo, deixara que ele ficasse junto da tia, porque, afinal, ela se revelara um apoio familiar importante e ele achara que Minos se sentiria mais seguro tendo uma atenção feminina.

O problema maior era que não sabia como agir com mais afeto. O fato de o amante sofrer a mesma violência que ele, o fazia agir com o mesmo distanciamento que aplicara a si próprio. Nunca desejara piedade de ninguém, seu orgulho masculino se sobrepusera à dor e à vergonha. Não ofereceria piedade à Minos, ofereceria amor, mas este amor estava ligado à profunda comunhão física que ambos tinham e seria insensível se o tocasse agora, quando ainda era recente o abuso e a humilhação que isso causara. Sentia-se em uma terrível dicotomia, porque o que menos queria era dar a impressão que não se importava ou que as coisas entre eles haviam mudado. Entretanto, não conseguia. O visitava, conversavam, mantinham distância física...

Duas batidas na porta. Era bom ter os pensamentos interrompidos naquele ponto, refletiu com amargura. O imperador do Shinjuku era um incompetente quando o assunto era vulnerabilidade emocional. Era como ser exposto a uma intensa radiação, deixando a pele em carne viva e o coração descompassado. Caminhou até a cadeira e voltou a sentar-se antes de dizer com frieza:

– Entre.

Ângelo respirou fundo antes de segurar a maçaneta da porta. Passando a mão pelos cabelos, num gesto de nervosismo enquanto abria a porta, ele tensionou o maxilar e entrou.

A primeira coisa que notou era que o parceiro de negócios parecia tão tenso quando ele próprio e isso, de certa forma, o acalmou. Os dois eram conhecidos por sua frieza, enquanto Aiolia era a própria chama da generosidade. Não era à toa que tanto ele, quanto Hades colecionavam apelidos dados por quem os conhecia bem ou não.

– Preciso falar com você. – disse Ângelo.

– Sente-se. – falou Hades.

– Prefiro ficar em pé. O que eu tenho para conversar é pessoal.

– Mais um motivo para se sentar. – disse Hades.

Ângelo obedeceu.

– Olhe, eu sei que você tem passado por sérios problemas e não quero sobrecarregá-lo com os meus. Mas sei que você tem um homem capaz de rastrear qualquer informação. Eu preciso da ajuda dele.

– Aiacos. Ele pode conseguir o que você deseja. Dê-lhe o meu nome e ele fará o que você pedir. Tome. – disse Hades escrevendo um número em um cartão em branco e estendendo ao executivo.

– Obrigado. Você está bem? – perguntou Ângelo notando a expressão grave e imponente, mas ainda assim um tanto abatido.

– Esta é uma pergunta interessante. Jamais poderia imaginar que o meu bem-estar dependesse do bem-estar de outra pessoa. – confessou Hades.

Ângelo suspirou. Sentia o mesmo. Levantou-se da cadeira e foi até a ampla janela de vidro que exibia uma bela vista da Baía de Tóquio.

– Sei bem do que está falando. O bem-estar de Afrodite tornou-se uma obsessão para mim. Ele sofreu um acidente na universidade e eu quase enfartei.

– Foi grave?

– Não, ele caiu da escada e quebrou o tornozelo, mas passa bem. Ele me contou sobre o que aconteceu com Minos. Posso imaginar como se sente a respeito. – disse o executivo voltando a sentar-se na cadeira.

– Eu vou descobrir quem fez isso. E quando descobrir, aí sim eu vou me sentir melhor.

Uma expressão de solidariedade formou-se no rosto do italiano.

– Parece que nós dois estamos sendo desafiados ao extremo, não? Mas, aprendi que amar é uma força que nos prepara para tudo.

Com uma sobrancelha elevada, Hades olhou para o parceiro que ficara conhecido como Máscara da Morte.

– Prepara? – questionou o executivo.

– Sim, meu amigo. Aprendi com Afrodite que o amor cura e fortalece. Ele me curou das angústias e culpas do passado. Agora sou eu quem vai protegê-lo e ampará-lo. Sou capaz até de matar por ele.

– Diga-me, como demonstra o seu amor fora da cama? – Hades arriscou perguntar.

Um sorrisinho brincou nos lábios do italiano.

– Eu o faço sentir que o desejo erótico e o amor são parceiros. Cortejar um homem é diferente de cortejar uma mulher. O emocional das mulheres é mais profundo e complicado. Elas atribuem um sentido a todo e qualquer gesto e foram acostumadas a separar o amor romântico do amor erótico. Já o nosso é mais direto, basta saber-se desejado verdadeiramente que o amor torna-se consequência. Bem, vou preparar a próxima pauta da reunião e depois voltar ao hospital.

– Diga à Afrodite que iremos visitá-lo, assim que possível.

– Eu digo.

Quando o executivo deixou a sala, Hades tomou uma decisão. Desmarcou todos os compromissos daquele dia, apesar de saber que eram importantes. No entanto, após ouvir as palavras de Ângelo, queria que Minos soubesse que nada havia mudado, principalmente os seus sentimentos para com ele. E, depois disso, a sua caçada teria início.

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Naoko fitou o homem alto com aparência de pantera como se ele tivesse falado em um idioma que não reconhecia. Colocou os contratos que analisava ao lado do computador e cruzou as mãos sobre o tampo da escrivaninha.

– Sinto muito, mas os três voltaram atrás e não vão dar nenhuma entrevista. Teremos de mudar a estratégia. – disse ele em um tom nervoso.

Sem querer, a oyabun da Gardênia suspirou, recuperando o fôlego.

– Você é o repórter! E é você quem tem de abrir espaço para que possamos devassar a vida do Todo Poderoso Hades e encontrar uma brecha. Este é o momento ideal, ele está fragilizado com questões pessoais, perdeu a mãe e não tem se envolvido nos negócios da Bolsa como antes.

– Eu investiguei. Mesmo tendo alguns prejuízos, ele continua sendo uma referência no mercado de investimentos. Seria melhor que achássemos algo particular, tipo... um escândalo sexual, por exemplo.

Os olhos negros de Naoko se estreitaram.

– Não creio que ele seja tão descuidado. Nem todos os homens levam a paixão acima de suas obrigações como o meu irmão, por exemplo. Por falar nele, você o viu?

– Hoje não. Ele tem acompanhado Yoshiki em seus projetos e o homem não parece muito satisfeito com a companhia dele.

– E quem ficaria? Hiroaki é incorrigível. Eu o mantenho aqui em consideração ao meu pai.

O repórter se inclinou e tocou a mão de Naoko, fazendo-a retirá-la e olhá-lo como se ele a tivesse espetado com uma faca.

– O que está fazendo? – ela perguntou com uma expressão raivosa.

– P-Perdão, não quis ofendê-la. É que... bem, eu sei do seu esforço para gerenciar tudo e...

– Já conversamos, agora saia. – disse ela com uma voz calma e seca.

O repórter obedeceu. Apesar de sentir-se atraído, sabia que Naoko não era uma mulher para ser desafiada e quem o fizesse, ficar impune. Ao bater a porta, encontrou-se com o guarda-costas dela, Raiden, e desviou o olhar depois de cumprimentá-lo com uma saudação feita com a cabeça.

Raiden entrou no escritório e viu sua amante e chefe aborrecida. Ele examinou o rosto dela e disse com a voz grave:

– Algum problema?

Depois de hesitar, ela falou:

– Não creio que meu pai dure muito mais. Fui vê-lo hoje e creio que ele só tem alguns dias. Hiroaki sumiu, não consigo encontrá-lo. Pode encontrá-lo para mim?

O guarda costas se aproximou e a puxou para perto. A voz grave e os olhos escuros eram tentadores...

– Você é a oyabun basta ordenar.

Naoko elevou os olhos perdendo-se na escuridão dos olhos do amante. Desejara ser a chefe da família e sabia ter competência para tal, porém era uma tarefa árdua, solitária e que a fazia deixar-se em segundo plano. Sempre.

– Você está preocupada... – sussurrou ele abraçando-a.

Ela fechou os olhos e lembrou-se quando tinham se tornado amantes, a sensação de tornar-se mulher e comungar com a força yang em todo o seu esplendor. Em seguida, quando os abriu, os olhos negros de Raiden cravaram-se nela, exalando sexualidade.

O sangue de Naoko começou a latejar nas têmporas. Raiden tocou o queixo delicado, elevando-o... Ela percebeu o fogo naquele olhar e sentiu um desespero primitivo, a vontade de entregar-se ao corpo daquele que amava tanto.

Com sofreguidão, deslizou a mão para acariciar o volume promissor dentro da calça do amante, enquanto ele enfiava a mão por baixo da camisa dela, abrindo o sutiã e acessando aos seios pequenos e já túrgidos pela excitação.

– Rápido... – ela ofegou e começou a abrir o zíper.

Raiden deu uma risada abafada e empurrou as mãos dela para fazer ele mesmo. Com ansiedade, ela observou a ereção pulsante, rígida como pedra. Ele a puxou para o colo ao sentar sobre a poltrona e a colocou face a face com ele.

Naoko se moveu de modo sensual e se abaixou no colo dele, gemendo baixo ao sentir o falo rijo dentro de si. Então, segurando-a nos braços e com o peito roçando nos seios pequenos dela, ele a balançou, olhando-a nos olhos enquanto a penetrava. Em um ritmo crescente, ele a preencheu com vigor, gemendo rente aos lábios dela e colhendo os ofegos que ela deixava escapar.

A doçura mesclada com força, o olhar lúbrico metamorfoseando-se em amor fez a excitação de ambos explodir em um forte e rápido orgasmo, fazendo com que ambos esmagassem os lábios um do outro para abafar o grito de prazer que tentava escapar das bocas.

Após o último estremecimento do gozo eles ficaram parados e ofegantes, os olhos negros mergulhando na ternura que aquele momento fugaz permitia que manifestassem um ao outro. Finalmente o som da batida na porta estancou o torpor de prazer. Raiden a colocou de pé. Tremendo, ela ajeitou as roupas e ele subiu e fechou o zíper da calça.

Ele olhou para ela ofegante, enquanto observava sua desarrumação.

– Vá limpar-se no toalete. Eu verei quem está aí.

Naoko elevou uma sobrancelha, o rosto corado pelo orgasmo.

– Dando ordens a sua oyabun?

– Cuidando da idoneidade moral da minha oyabun. – respondeu ele com malícia.

Ela sorriu e Raiden se viu tomado pela alegria, algo raro em sua vida como yakuza. Assim que ela fez o que ele dissera, ele passou a mão nos cabelos curtos, inspirou e abriu a porta.

– Gostaria de falar com a senhorita Naoko. – disse Yoshiki enfrentando o olhar inquisitivo de Raiden.

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Halldora engoliu em seco quando o instinto de proteção falou mais alto e resolveu mentir.

– Não, ele não está. Quem é o senhor?

– Meu nome é Hiroaki, sou... amigo do Minos.

– Pena! Mas, ele não se encontra e acho que vai demorar. – disse ela com um sorriso falso.

O japonês espiou, mais uma vez.

– Sabe onde eu encontro ele? É urgente e... Ei!

Hiroaki não terminou a frase. Uma mão masculina puxou-o pela gola da jaqueta, fazendo com que ele desse um passo forçado para trás.

– Como você ousa vir aqui? – a voz grave de Hades se fez ouvir, deixando Halldora ainda mais atônita.

O japonês tentou reagir, porém Hades o imobilizou, mantendo o braço do yakuza dobrado às costas e imprimindo uma dolorosa pressão que arrancou um ofego de dor.

– Me larga seu imbecil! O que está fazendo?

Hades pressionou ainda mais, fazendo Hiroaki gritar.

– Ai, caralho! Você vai quebrar o meu braço!

– Isso não é nada... Eu vou ter o prazer de fazer picadinho de você, maldito! Em Minos você não toca mais! Aliás, vou providenciar que você não toque em mais ninguém!

– Ei! Mas o que é isso?

A voz de Minos se sobrepôs à cena. Hiroaki estava com os dentes cerrados pela dor e Hades o mantinha imobilizado ali, na porta do apartamento sob o olhar arregalado de Halldora e de uma vizinha que, ao ouvir o barulho, resolveu espiar...

O japonês já estava vermelho de dor. Hades encarou Minos vendo-o franzir o cenho e vir ao seu encontro.

– Solta ele e vamos entrar. – disse o jovem com uma calma que surpreendeu o executivo.

Num primeiro momento, Hades continuou com Hiroaki sob seu domínio. Porém, logo após cruzar a soleira da porta do apartamento, empurrou-o para dentro, fazendo-o tropeçar e ir de encontro à estante, fazendo cair alguns porta-retratos.

Minos colocou-se a frente do amante, impedindo-o de se aproximar do japonês que ofegava de dor e raiva, segurando o braço que fora torcido sem piedade.

– Halldora... Por favor, nos deixe sozinhos. – disse o jovem.

– E-Está bem, eu... Eu vou fazer um café.

Hades permaneceu encarando Hiroaki como se ele fosse uma fera e ele o caçador. Um movimento em falso e eu quebro o pescoço desse animal. Pensava ele.

– O que está fazendo aqui? – perguntou Minos para Hiroaki.

O yakuza fitou-o, tentando ignorar o olhar de Hades que permanecia intenso e fixo em si.

– Eu vim te avisar de novo pra ficar esperto. Aquele seu professor é mais perigoso do que você imagina.

– O professor Yoshiki? De novo essa história, Hiroaki?

Hades franziu o cenho e avançou na direção de Hiroaki que quase recuou, mas resolveu enfrentar o executivo, mostrar que apesar de tudo, não tinha medo dele.

– O que está dizendo? – falou o executivo com um tom grave.

– Estou dizendo que ele me drogou e me levou pra um apartamento na periferia próximo do Ageha. Contratou uns atores de merda pra fingir que eram sequestradores. Ele viu Minos e eu conversando aquele dia na estação de TV e disse pra eu ficar longe do que era dele. Ele quer o Minos.

– Você está mentindo! Você drogou e violentou o Minos e agora vem aqui com essa história absurda! – falou Hades se aproximando, novamente de Hiroaki e pegando-o pelo colarinho.

Ao ouvir que Minos fora violentado, Hiroaki ficou com uma expressão atônita, a surpresa fazendo-o estancar, embora Hades o sacudisse com força.

Merda! Cheguei tarde demais! Pensou o yakuza ainda sob o jugo de Hades.

Minos se aproximou. Estava confuso, a mente sendo, mais uma vez, sendo tomada por imagens saltitantes de rostos, mãos e olhares que ele não conseguia distinguir. No entanto, seu instinto dizia que Hiroaki estava falando a verdade. Ele tocou nas mãos de Hades que continuavam firmes no colarinho do yakuza.

– Eu sei que parece absurdo, mas... acredito nele.

O executivo olhou com severidade para Minos, antes de largar Hiroaki.

– Seus colegas foram testemunhas do que aconteceu! Yoshiki é um professor renomado. Esse homem é um bandido e durante muito tempo quis você! Agora ele aparece aqui com essa história sem pé nem cabeça! Como pode acreditar no que ele diz?

Antes que Minos respondesse, o celular de Hades tocou. Ele desprezou a chamada, porém a insistência o fez atender, mesmo que não quisesse fazê-lo.

– Aiacos? Sim, eu dei seu número. Agora preciso desligar. O quê? Quem? Como assim? Está bem, obrigado por me avisar.

Assim que desligou, Hades estava sério, a fúria cedendo e outra expressão se construindo no belo rosto...

– Vamos recomeçar... Conte novamente essa sua história. – disse ele encarando Hiroaki.

– O que foi? Por que mudou de repente? – perguntou o japonês.

– Hades? O que Aiacos disse que o fez mudar de ideia? – questionou Minos.

– Ele contou que tentaram acessar informações sobre você.

– Quem?

– Um professor. Aiacos não sabia, inicialmente, quem era. Foi a irmã dele quem pediu. Ela não quis dizer o nome, mas deixou escapar que ele era professor. Mais tarde, ela confidenciou ao irmão que este professor garantira a ela um teste na televisão se ela fornecesse as informações. Não existem coincidências, ou seja, o professor só pode ser Yoshiki.

– Eu disse! Aquele cara é um pervertido. A primeira vez que ele foi ao estúdio de TV ele levou aquela boneca loira e comeu ele lá. O professor renomado gosta é de foder com os alunos, isso sim! – falou Hiroaki.

– Onde você entra nessa história?

– Ele nunca foi com a minha cara e eu também não fui com a dele. Fomos obrigados a trabalhar juntos. Acho que ele quer me incriminar, porque é fácil pra todo o mundo achar que um cara como eu faria isso e ele não.

Hades teve de concordar que Hiroaki tinha razão. Alguém inteligente como Yoshiki jamais seria comparado ao yakuza.

– O que você fez após se safar do sequestro?

– O que você acha? Matei os dois cretinos e toquei fogo naquele pulgueiro.

– Ai, meu Deus... – murmurou Halldora quase derrubando a bandeja que trazia com café ao ouvir o relato do japonês.

Minos pegou a bandeja das mãos da tia, beijou-a no rosto e cochichou em seu ouvido. Ela assentiu com a cabeça e deixou a sala rapidamente.

– Eu não sei o que pensar. Nunca desconfiei de nada, sempre o achei um homem correto e ele... me estuprou. – disse Minos se atirando no sofá e fazendo uma careta de dor.

– Como foi essa história de estupro? – perguntou Hiroaki.

– Alguém me drogou no clube Ageha quando eu estava com a turma da universidade. Eu cuidei pra não tomar nenhum daqueles drinques que servem lá, eu bebi uma cerveja e depois... Depois alguém me alcançou outra. Eu bebi e tudo... desapareceu. Acordei na casa do Misty e eu soube pela dor no meu corpo que alguém tinha me estuprado.

– E eles disseram que fui eu. Foi isso?

– Sim, foi. Misty não chegou a afirmar, mas agora lembrando a cena, Yoshiki dizia o tempo todo que você tinha me assediado.

– Você acabou caindo na mesma armadilha que eu. Mas o que me deram não foi tão forte, foi só o suficiente para aquele escroto me tirar do bar e me levar para aquele pulgueiro. Eu sempre bebo muito, mesmo. Ninguém estranhou. Aquele maldito! – disse Hiroaki entre dentes.

– Minos, vamos voltar à última cena que você se lembra. A pessoa que te entregou a cerveja. Foi um garçom? – perguntou Hades. – Faça um esforço. – disse tocando-o nos ombros.

– Não... Era alguém da turma. – disse Minos fechando os olhos. – Ei, experimenta essa e vamos para a pista de dança! – Ele me chamou, era o... Henry. Ele me estendeu uma garrafa aberta e eu bebi! Eu lembrei... – completou quase gritando.

Hades levou a mão aos cabelos firmemente presos em um rabo de cavalo baixo. Sua mente fazendo associações, enquanto seu emocional fervilhava. Respirou fundo, tinha que manter a frieza e pensar, cuidadosamente. Reconstruir os fatos e colocar cada um em seu lugar...

– Esse Henry deve ser amigo do Misty. Estou certo?- perguntou Hades.

– Sim, está. O Henry é aquele tipo de amigo capacho, o Misty faz o que quer com ele.

– Tudo que Yoshiki contou foi confirmado por Misty. Ele começou a história dizendo que recebeu um telefonema. Ou seja, os dois fizeram isso juntos ou Misty está acobertando seu amante. De qualquer forma eu vou descobrir. A primeira coisa a fazer é conseguir o celular do Misty. Ele deve nos contar muitas histórias e nos mostrar o teor dessa relação. De um jeito ou de outro, vamos saber quem é, realmente, este homem. – disse o executivo.

– Como vai conseguir isso? – questionou Hiroaki.

– Tenho os meus meios.

– Como pode ver, eu jamais faria algo desse tipo com o Minos. Ser um yakuza não é só ser um bandido. Temos um código de honra. E Minos... ele sempre foi...um amigo.

– Amigo? – cortou Hades com escárnio.

– Quer que diga com todas as palavras? Então eu digo, eu fodia com ele muito antes de você! Não é porque se apaixonou por ele que só existe o imperador do Shinjuku na vida dele. E eu jamais forcei alguém a fazer sexo comigo. – provocou Hiroaki.

– Quer um conselho? – disse Hades encarando Hiroaki no fundo dos olhos negros. — Caia fora e fique escondido. Ao matar os sequestradores e por fogo no apartamento, você não deixou provas que o incriminassem e nem que incriminassem Yoshiki. Ele vai ter que reestruturar seu plano ao saber que você se livrou. A polícia fará investigações e você encabeçará a lista de suspeitos, ainda mais sendo um yakuza. Permaneça longe e vigilante.

– Eu nunca fui e continuo não indo com a tua cara. Mas, nesse caso, eu vou propor uma aliança temporária. Esse cara não ferrou só com a vida do Minos. Ele ferrou com a minha também e eu quero ter o prazer de matá-lo. Vou fazer o que diz, mas quero estar junto quando isso acabar!

– Digo o mesmo. Mas, a morte é muito pouco para homens como Yoshiki. Matá-los, apenas, é como esmagar um inseto pernicioso. Não, eu quero vê-lo destruído. Quero ter o prazer de desmascará-lo, fazê-lo perder tudo o que tem, o nome, a fama, o cargo, os amigos, a vida que construiu. Quero vê-lo rastejar e quero que ele seja um exemplo para todo o pervertido que pensar em fazer algo semelhante com quem me é caro.

Hiroaki elevou uma sobrancelha. Não gostava do executivo, mas tinha que concordar que ele tinha colhões.

– Ok. Mas, pelo menos uma surra eu quero ter o prazer de dar daquele escroto.

– Entre na fila. – disse Hades.

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– Deixe-me ver se entendi direito. O senhor afirma que meu irmão abusou de um de seus alunos e que o ameaçou quando foi confrontado. É isso? – perguntou Naoko voltando a se sentir irritada.

– Não somente isso. – disse Yoshiki mostrando alguns saquinhos com pó branco e seringas descartáveis. — Veja, encontrei isso em um armário próximo de um dos estúdios. Seu irmão usa drogas pesadas e eu temo que ele faça algo ainda mais grave. Quero que me entenda, eu sei que não escolhemos a família que temos e vejo que a senhorita tem idoneidade moral e competência que, infelizmente, falta ao seu irmão. Isso não pode continuar, temos que retirar Hiroaki do cargo.

Naoko olhou dentro dos olhos de Yoshiki. Ele era extremamente educado, de vez em quando sentia nele um pingo de arrogância que ele disfarçava bem com um elogio ou uma colocação inteligente.

– Vou falar com ele.

– Ele a procurou hoje?

– Não, ele está sumido desde ontem.

Yoshiki franziu o cenho.

– Bem, não vou mais tomar o seu tempo. Espero que possamos resolver isso o mais rápido possível. – disse ele olhando para Raiden que permanecia no ambiente, mas silencioso como um felino espreitando a caça.

Assim que o professor deixou a sala, Naoko olhou para Raiden.

– Esse homem esconde alguma coisa.- disse ela.

– Não gosto dele. É envernizado demais. Vou procurar Hiroaki. – concluiu Raiden.

– Faça isso. Meu irmão é um imbecil, mas já usa drogas o tempo suficiente para saber onde guardá-las. Não creio que as traga para cá. Há algo de errado nessa história.

– Fique tranquila, eu encontro ele.

Naoko suspirou e olhou para o amante. A simples lembrança dos instantes em que fizera amor a fez sorrir. Raiden pareceu compactuar com as lembranças e também sorriu. Os óculos escuros ocultavam os olhos dele, mas ela podia sentir o ardor deles, mesmo assim.

– Nos vemos hoje à noite? Em meu quarto?

Raiden sorriu e fez que sim com a cabeça. Naoko voltou ao trabalho, a pele ainda quente e o coração pleno. Desde que assumira a família como oyabun os negócios haviam prosperado, o envolvimento com drogas, jogos e prostituição diminuído consideravelmente. Apenas algumas pequenas facções da família persistiam em continuar no submundo. Ela trouxera a Gardênia para o mundo às claras, nada de mortes ou atividades ilegais.

Mesmo que seu pai tivesse construído seu império financeiro com sangue, ela preferia usar a inteligência e o poder do dinheiro. No entanto, tudo isso exigia de si uma postura forte, fria e sagaz, distanciando-a do amor que ela se permitia em pequenas doses e encontros furtivos.

Amava Raiden e se perguntava até quando poderia viver esse amor em conta-gotas. Você é a oyabun e ele seu subordinado. Casar-se com ele afrontará a família e eles questionarão o seu poder. Dirão que é fraca e submetida aos desejos!

Enquanto Naoko divagava, em meio, aos contratos e relatórios, Yoshiki deixava o prédio. Havia usado de todo o seu autocontrole para procurar Naoko e preparar o terreno para incriminar Hiroaki. Quando soubera do incêndio, chegara a ter esperanças que o yakuza tivesse morrido também. Porém, quando a policia identificara os corpos, tudo fora por água abaixo e ainda ficara temeroso. Hiroaki conseguira fugir e antes que viesse em busca de vingança, tinha que resguardar-se. Espalharia boatos e plantaria provas. Aquele imbecil acabaria na cadeia!

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Hiroaki deixou o apartamento de Minos, não mais como um inimigo e sim como um aliado para desmascarar Yoshiki. Não tinha sido fácil, não gostava de Hades e sua natureza rebelde queria acabar com o professor de uma vez, mas o plano do executivo tinha o seu mérito. Aliás, ele sabia muito bem ser cruel.

Quando ficaram sozinhos, Minos e Hades refletiram em silêncio, ambos parecendo digerir o significado dos novos desafios a serem vencidos, enquanto Halldora estava perplexa e nervosa. Como as aparências podiam enganar tanto?

– Vou fazer outro café. – disse ela.

Hades aproveitou para aproximar-se de Minos.

– Você está bem? – perguntou ele notando a palidez do jovem.

– Estou. – murmurou Minos sentindo vontade de atirar-se nos braços de Hades, mas não se permitindo agir com fraqueza. O executivo certamente desprezaria o sentimento de decepção que o corroia neste momento. Saber que Yoshiki era um homem desprezível e perverso trouxe uma enorme tristeza para si. Porém, antes que ele se afastasse, Hades o envolveu em um abraço.

– Sei que está decepcionado. É normal. – disse ele tocando-o no rosto e fitando-o bem dentro dos olhos. – Mas vai passar. Eu juro que vou fazer aquele homem pagar por tudo o que fez a você.

Minos sentiu o olhar forte, mas também havia ternura nas íris azuis. Por um momento, ainda sustentou a postura to nem aí, ultimamente estava difícil expressar seus sentimentos em palavras. Mas, quando Hades aproximou os lábios e roçou nos dele, ele deixou de representar.

A boca sensual do executivo parecia atear fogo a sua e Minos se agarrou a ele e puxou-lhe o rosto apartando os lábios, convidando-o a tomar o que quisesse. Suas línguas dançavam, enroscadas uma na outra, sentindo, saboreando, mordiscando...

Hades podia sentir tudo isso na boca de Minos e o fez sentir o mesmo. Então, ao perceber que estava indo longe demais, afastou-se um pouco e sorriu.

– Vem comigo... – murmurou ele, acariciando a face de Minos.

– Pra onde?

– Para o meu apartamento.

Os olhos de Minos exibiram aquele brilho moleque que fazia o coração de Hades aquecer. Bastava vê-lo feliz para que algo dentro de si se expandisse e isso, apesar de surpreendê-lo todas as vezes que acontecia, era algo que não imaginava abrir mão. Nunca mais!

Hades foi até a cozinha e conversou com Halldora, enquanto Minos pegava algumas roupas em seu quarto.

– Vou levá-lo para passar o final de semana comigo. Mas como é o aniversário dele, pensei que podemos organizar uma festa surpresa com a família e os amigos mais chegados. Mando buscá-la no sábado. – disse o executivo enquanto bebia uma xícara de café.

– Ah, eu fico tão feliz que o leve. Ele andava triste achando que o senhor não gostava mais dele.

– Eu sei e a culpa é minha.

– Ele o ama tanto... Minos sempre foi um jovem maduro, mas ele cresceu muito depois que começou a se relacionar com o senhor. Acho que todos nós crescemos, inclusive eu. – disse Halldora com um meio-sorriso.

– Halldora... Eu quero viver com Minos.

– Tipo... um casamento? – perguntou ela com a voz embargada pela emoção.

– Sim. Com dezoito anos ele já pode ser emancipado e podemos nos unir.

– Ele já sabe?

– Não, vou propor no dia do aniversário. Por favor, guarde segredo até lá.

Halldora fez o típico sinal dos dedos cruzados sobre os lábios. A alegria que sentia era tamanha que ela não ousava falar.

Minos apareceu na cozinha. Era estranho ver Hades ali, a realidade que os separavam era enorme. Seu amante era um dos executivos mais poderosos de Tóquio e estava sempre elegante, os ternos bem cortados alongando sua silhueta deixando-o belo e sensual. E ali estava ele, conversando com Halldora e bebendo café na cozinha apertada de um apartamento cuja metragem equivalia a uma das peças de sua cobertura luxuosa.

– Estou pronto. – disse ele e sua voz saiu rouca.

– Então vamos... Essa noite eu quero cuidar bem de você. – falou Hades terminando seu café e olhando, sugestivamente, para Minos.

Mais tarde, na cama ampla, em sua cobertura, Hades puxou Minos para si e o jovem entreabriu a boca para recebê-lo. Os beijos começaram como toques suaves, lábios que se roçavam até o executivo apoderar-se da boca com ousadia, lambendo e sugando até fazê-lo ofegar... Então contemplou, enlevado, aquela face corada que se mantinha em seus braços e colou seu corpo ao dele, as ereções se tocaram e pulsaram juntas...

– Senti saudades de tê-lo assim... em meus braços. – disse o executivo

Minos murmurou seu nome e Hades continuou a acariciá-lo, sua boca se movia como uma tempestade sobre a dele, provando-o, varrendo cada centímetro da pele alva e ardente. Beijou-o profundamente enquanto esfregava os mamilos sensíveis com as pontas dos polegares até senti-lo arquear os quadris e gemer rouco.

–Hades... – murmurou Minos querendo dizer algo que se perdeu no frenesi de prazer.

O executivo sorriu, queimando-o com um olhar repleto de malícia e desejo. Minos tentou puxá-lo de volta para beijar-lhe a boca, contudo Hades escapou iniciando uma viagem de carícias pelo seu abdômen até alcançar a região entre as pernas...Antes que Minos pudesse expressar o que aquele ato fazia consigo, Hades estava tomando seu membro na boca de um jeito que arrancou gemidos cada vez mais altos do jovem.

Língua. Lábios. Dentes... Seu corpo quase convulsionou sob os movimentos atrevidos e incessantes da boca do executivo. Minos sentia suas entranhas enrijecendo a cada segundo. O sangue pulsava em suas veias e pele, os tremores do gozo varriam sua sanidade, parecendo nunca ter fim.

Um grito rouco escapou de sua boca quando Hades sugou não só o membro, mas tudo em volta, abocanhando, lambendo e por fim levando-o nas profundezas da garganta para acolher o gozo do amante.

Uma explosão de prazer trouxe o alívio e tudo formigou, pulsando por segundos intermináveis. O orgasmo deixou Minos tonto e Hades com uma expressão de triunfo.

O executivo aproximou o rosto e alinhou o corpo, esfregando-se no corpo abaixo de si. Não iria penetrá-lo, mas o faria saber que o fato de ele sentir prazer e a visão do rosto afogueado o fazia sentir uma excitação tão poderosa como quando o ato ia até o fim. Sussurrando o nome daquele que amava, repetidas vezes, no mesmo ritmo em que sua carne era friccionada e pulsava junto ao corpo do amante, Hades gozou gemendo alto e deixando-se cair sobre Minos.

O jovem o abraçou com força e por incontáveis minutos permaneceu deitado sob ele, saboreando o peso do corpo viril, as batidas do coração e a respiração ofegante de Hades. Naquele instante, compreendeu que o amante acabava de demonstrar seu amor, sua preocupação e cuidado. Como sentira falta disso! Pensou.

– Eu acho que já podemos fazer de verdade. Com preservativo. – disse Minos levando a mão ao rosto de Hades.

– Ainda é cedo, quero ter certeza que estará, plenamente, recuperado.

Minos sorriu.

– Eu te amo... – disse mordendo o lábio inferior inchado de tantos beijos.

– Eu também te amo e quero que nunca duvide disso. – falou o executivo beijando-o, novamente e, em seguida, deitando-se ao lado dele e puxando-o para si.

Dormiram abraçados, os corpos saciados e tranquilos. Hades finalmente relaxava, pelo menos naquele momento. Minos também se permitia ser acolhido pelo sono. Desde o estupro, suas noites eram insones tentando lembrar alguma coisa. Agora, porém, que descobrira sobre Yoshiki queria apenas sentir o calor do corpo de Hades e guardar a sensação de amor e prazer no seu...

Minutos depois, Hades despertou e viu que Minos ainda dormia. Sorriu ao vê-lo relaxado e aconchegado a si. Como dissera a Ângelo, o seu bem-estar estava intimamente ligado ao de Minos e tudo que ameaçava esse bem-estar seria, simplesmente, aniquilado.

Levantando com cuidado para não acordar o jovem, Hades levantou e pegou o celular.

– Aiacos?

– Fala Senhor dos Infernos. O que manda?

– Quero falar com a sua irmã e quero que, enquanto isso, você faça uma varredura na vida de Yoshiki. Quero saber tudo sobre esse homem e também sobre um tal Misty, colega de Minos na universidade. Descubra o celular dele e veja se consegue rastrear as últimas chamadas.

– Hã... Minha irmã é um tanto difícil. O outro pedido é mais fácil.

– Não se preocupe, não vou constrangê-la. Diga a ela que estou disposto a pagar muito bem por algumas informações.

– Ok! Quando deseja falar com ela?

– Hoje mesmo.

Notas finais
♥*♥Agradecimentos especiais a toda essa galera maravilhosa que comenta: ♥Nina Leona Puma, ♥Aki Yo , Axl4k7 , ♥Angelique , ♥ Agatha Marie ♥Thammi , ♥Miyu , ♥Litha_Chan ,♥Ditemasck , ♥Tatoonthesky ♥Luthie ,♥Kass e ♥Zeeh Hot . Lindas, amo vocês! Que favorita, ♥ Miss Winchester ♥ Suh Domingues ♥Lince ♥Mandy Red ♥Little Girl ♥Yumili ♥Iris Prisma ♥ Brunaryo ♥ Thaty Hanayume ♥ Lorenak ♥ Kimy. Vocês são demais!!! Que recomenda, ♥ Thaty Hanayume ( Muito obrigada, amadinha!!!) Que silencia♥. ♥Se não fosse o carinho e a presença de vocês, minha vida não teria esse colorido especial!!! Bjs e boa semana!♥*♥ *** Detalhe, só para mostrar que a vida supera a ficção...Vejam a loucura disso. Acho que perto desse cara, o Yoshiki é um taradinho de segunda categoria.. https://br.noticias.yahoo.com/homem-%C3%A9-detido-jap%C3%A3o-sedar-estuprar- filmar-cerca-122212597.html