Notas iniciais
Bem, é uma fanfic curtinha que achei bem fofa de escrever, apesar de que aho que alguma coisa ficou meio confusa no meio do caminho :/ Queria postar essa fic no spirit também, mas lá ainda não tem essa categoria. E quando vi que já tinha essa categoria aqui não perdi tempo e vim logo postar ^-^ Espero que gostem :3 Boa leitura.

Era de conhecimento de vários que o prisioneiro Uno do prédio 13, cela 13, número 11 tinha um cabelo invejoso de tão bonito que era. Longo, liso, aparentemente macio, bem cuidado, alternava entre o rosa e o loiro...Realmente, o cabelo do Uno era lindo, todos que o conheciam tinham que admitir – Mesmo Kiji, que nunca diria isto em voz alta, mas até mesmo ele pensava o quão belo era o cabelo daquele rapaz.

Mas um dia, uma pequena incógnita surgiu na cabeça do tão formoso e pomposo comandante do prédio 3: Quem faz a trança do Uno?

Uma pergunta meio besta de se fazer, sendo a resposta mais óbvia que seria o próprio Uno, mas ele pensou que ter um cabelo longo daquele levaria um tempo considerável para trançar, ainda mais se fosse ele mesmo que o fizesse, pois seria complicado fazer uma trança reta sendo que ele não teria um bom ângulo para fazê-lo, mesmo com a ajuda de um espelho; além do mais, ele conhecia Uno o bastante para saber que talvez o mesmo fosse um tanto preguiçoso para fazer ele mesmo tal coisa, visto que seria mais simples deixá-lo solto como o próprio Mitsuba faz, ou prendê-lo em um rabo de cavalo.

Kiji ficou com muita vontade de perguntar isso para o inglês, mas conhecendo ele, seria melhor deixar essa pergunta morrer consigo, ou foi o que pensou quando ouviu Hajime reclamando na sala dos supervisores que Seitarou ficava perguntando para Uno que produtos ele passava no cabelo para ser do jeito que era. Então o comandante do prédio 3 foi á procura do rapaz com a desculpa que também queria saber quais produtos Uno usava, e o que Seitarou lhe contou quando fez a tal pergunta para o inglês finalmente tirou sua curiosidade.

~*~*~ Dois dias atrás ~*~*~

Mais um dia havia se iniciado na prisão Nanba, mas muitos detentos ainda dormiam naquele horário, não que isso fosse desculpa alguma para Hajime, que saiu acordando – mesmo que de forma sutil – todos os seus prisioneiros, até chegar na cela 13, a mais problemática de todas.

— Oe, bando de inúteis, hora de levantar. – Ele disse em um tom mais alto, não chegando necessariamente á gritar, mas alto o bastante para acordar aqueles quatro.

— Bom dia Hajime-chan, já está na hora dos remédios? – Perguntou Nico meio que em um estado de sonambulismo.

— Ainda não Nico, e acorde primeiro antes de fazer perguntas. – O supervisor o repreendeu.

— Já tá na hora de comer? – Rock foi o próximo á perguntar enquanto bocejava, acordando aos poucos.

— Não, ainda não está, e pare de só perguntar por comida seu esfomeado. – Disse de forma séria o careca.

— Hajime, vê se fala mais baixo, dava pra te ouvir lá da sala de repouso. – Jyugo disse passando por Hajime e entrando na cela como se estivesse simplesmente entrando em um quarto, o que deixou o homem muito puto da vida, mas preferiu não dizer nada, pelo menos o lezado do Jyugo voltou para cela.

— Ne Jyugo, arruma aqui meu cabelo. E bom dia pra você também, gorila~ — Uno respondeu de forma meiga e sarcástica para o guarda, o que o deixou com uma veia saltando de sua testa, que só não entrou na cela dar uns tapas naquela cara bonita do inglês porque Seitarou chegou na hora e o parou.

— Supervisor, calma por favor. Deixemos isso de lado, o senhor tem coisas mais importantes para resolver, como a reunião matinal com a diretora daqui á 10 minutos. – O jovem guarda disse segurando o punho fechado do mais velho, que ficou mais calmo ao ouvir que teria trabalho á fazer. Apenas suspirou e foi embora, dando um último aviso para aqueles “patetas” para ficarem na cela.

— Certo, tanto faz. – Uno respondeu sem ânimo. – Ei Jyugo, venha cá fazer minha trança, vamos vamos, meu cabelo não vai se arrumar sozinho. – Sorriu descaradamente enquanto se sentava em uma cadeira e fechava os olhos, bonitinho e paciente, esperando o japonês fazer seu “trabalho”.

— Tá Uno, já vou. Mas bem que você poderia dormir com o cabelo preso, daí não me daria o trabalho de trançá-lo todo dia. – Jyugo reclamou enquanto se punha atrás do inglês de pé e pegava seu cabelo bicolor e o separava em três mechas, passando uma por dentro da outra e começando á fazer o bendito penteado em Uno.

— Tá doido cara? Meu cabelo fica marcado e embaraçado se eu dormir com ele preso. Por que você acha que meu cabelo é maravilhoso e cheiroso desse jeito? É porque eu o deixo solto á noite e você trança ele de manhã depois que eu o penteio. Simples assim. – Sorriu por fim com sua explicação um tanto quanto simples, mas que fazia sentindo. Pelo menos, na cabeça do número 11 fazia.

— Parece que essa é a única coisa em que o Jyugo é bom, né Rock-kun? – Nico brincou enquanto ria baixinho da cara de coitado que o número 15 fez quando disse aquilo.

— Parece que é mesmo Nico, mas pelo menos ele faz isso bem melhor do que a gente, e tem mais paciência para trançar o cabelo do Uno toda manhã. Isso que eu chamo de comprometimento, hahaha. – Rock também riu com sua frase enquanto Nico e Uno riam também, fazendo Jyugo apenas suspirar derrotado e dar um tapinha nac cabeça do inglês depois de ter terminado seu serviço.

— Pronto seu fresco, terminei. – Disse depois do tapa – na qual Uno fez o favor de reclamar que tinha “doído” – e foi para o banheiro fazer suas necessidades.

— Obrigado Jyugo, pelo menos descobrimos algo na qual você é bom e faz bem feito. – Sorriu, o que na verdade foi uma bela flecha no pobre japonês.

E assim se seguiu o dia normalmente na cela 13, mas os mesmos não sabiam que Seitarou havia escutado aquela conversa, o que levou ele a perguntar tal coisa para Uno no dia seguinte, e agora estava relatando aquela conversa para o supervisor do prédio 3, que suspirou em alívio ao saber quem fazia as tranças do Uno.

E com isso, um mistério fora revelado, ou melhor, dois, pois também foi revelado que Jyugo era bom em algo: Arrumar o cabelo do Uno.

Notas finais
E é isso. Espero que não tenha ficado muito confuso ou que os personagens tenham ficado diferentes do costume. Obrigada para quem leu.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!