Juuzou e Sen são os tipos de namorados que...
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Juuzou e Sen são os tipos de namorados que...
Sempre apoiam um o outro, não importa o que aconteça 2.
Atualmente.
Sen se senta no gramado, um túmulo com uma palavra escrita na sua frente, a vista do por do sol de onde estava era linda, o tom vermelho pintando tudo ao seu redor, se ela estivesse viva ela com certeza diria que eram respingos de sangue de um corpo morto das estrelas, Sen iria rir porque sua irmã nunca conseguia pensar em qualquer outra coisa que não fosse assassinato e comida, não que ela comesse coisas normais já que sua dieta era feita de ser humanos, mas quando ela se referia a isso com ela era sempre para piadas, sempre para fazer elas duas rirem em um lugar longe de outras pessoas ou ghouls, um lugar onde se sentiam seguras para serem irmãs, Sen muitas vezes se perguntou o que deu errado ao longo dos anos, talvez fosse sua culpa? Se ele fosse um ghoul e pudesse proteger a irmã talvez ela não tivesse sido pega pela cgg? Se tivesse impedido ela de ler o livro anos atrás quando pequena ela poderia desistir de seus planos? Talvez as duas não tivessem se separado? Ela não sabia, era muito tempo perdido e muitas complicações para ela achar a resposta, se sua irmã estivesse viva ela iria perguntar a ela:
— Por que?
A pergunta escapa de seus lábios igual suas lágrimas de seus olhos, sua dor e saudade sendo transmitida por sua voz e soluços, seu arrependimento era uma das maiores coisas que a atormentavam, ela podia ter salvo Eto? Ela não sabia, as duas eram distorcidas a sua maneira, mas Eto foi quem afundou mais ainda nessa escuridão que habitava nela, Sen também teria se afundado nela se isso significasse poder ficar com sua irmã, mas ela tirou ela de sua vida antes disso, ela sabia que teria morrido se tivesse seguido Eto, mas ela preferia isso do que se separar da irmã, ela podia ter feito algo, mas ainda assim...:
— Você queria me salvar não é? De me jogar nesse abismo e morrer junto de você.
A verdade escapa de seus lábios quando ela percebe o motivo por trás disso, como ela sentia sua falta, não havia um dia que pensava que podia ter feito algo diferente, mas no fundo ela sabia o motivo por trás disso, sabia tão bem quanto conhecia Eto, sabia que tinha feito isso para protege-la sua amada irmã mais nova por minutos, ela sabe e isso a consome todo dia que ela se lembra dela:
— Poderíamos ter feito de um jeito diferente! Outra pessoa poderia poderia ter sido o vilão disso, você podia ter parado e esquecido isso!
Ela grita para o túmulo, ela sabia das trevas que sua irmã segurava, não sabia de seus planos, mas sabia de cada medo e insegurança dela, sabia que ela queria mudar as coisas, mas... ela só podia fazer isso de uma maneira, e isso a levaria para o túmulo como uma pessoa incompreendida para sempre:
— Acho que não, você nunca desistiria não é? Você sempre foi incrivelmente teimosia mais do que eu até, você sempre foi minha irmã Eto, mesmo quando você não se arrependeu de suas ações eu ainda te amei, eu te amei tanto que quando soube o que você fez com outra pessoa que eu amava eu não pude sentir nenhuma coisa além de vergonha quando soube que ainda amava você.
Ela se lembra da vergonha que sentiu quando descobriu qual ghoul tinha atacado Shinohara, lembra que naquela noite à um ano atrás, quando ela descobriu de um colega de Juuzou que ghoul tinha matado Shinohara em uma proclamação de vingança bêbada, ela se sentiu arrependida e envergonhada, como se fosse ela quem tivesse deixado Shinohara daquele jeito e não sua irmã, ela tentou odiar ela por causa disso, mas não conseguiu, ela ainda a amava não importa o que ela fosse, seja um vilão para o mundo ou o terrível ghoul coruja, ela amava sua irmã não importa o que ela fosse, ela pensou muitas vezes em falar isso para Juuzou, mas decidiu levar esse segredo para o túmulo, ela não queria ver seu rosto quando ele descobrisse que ela compartilhava o mesmo sangue do ghoul que tinha deixado Shinohara em coma, ela sabia que ele provavelmente a perdoaria, mas não importava o que ela ainda se sentiria culpada por tudo o que aconteceu:
— Por que eu fui a única que nasceu como humana? Se você também fosse igual a mim... Eu me pergunto se as coisas teriam sido tão ruins.
Ela engole suas lágrimas, seus sentimentos morrendo dentro se si, quando pensa nisso, ela lembra muitas vezes que sua irmã se orgulhava de ser uma ghoul, mas que ainda sentia inveja dela por poder levar uma vida normal, sem ter que se esconder nas sombras, talvez ela não merecesse sua lágrimas, era mais fácil pensar desse jeito afinal de contas:
— Será que você ainda lembrava de mim? Ou você escolheu esquecer para fazer esse caminho mais fácil de avançar?
Ela lembra de quando pegou seu corpo do necrotério quando soube que ela morreu, uma lista dos ghouls criminosos mortos tinha sido anunciada na TV, quando ela viu o nome de sua irmã ela não conseguiu pensar em mais nada além de ir até ela, mas não esperava que fosse tão difícil olhar para ela daquele jeito, morta e miserável, seus únicos pertences eram suas roupas e nada mais, ela queria chorar naquele momento, mas quando pagou o suborno para o homem que trabalhava lá, ela sentiu que era como se estivesse enterrando uma estranha no meio do mato, era sua irmã, mas ao mesmo tempo era alguém totalmente diferente e com uma história que ela não conhecia, esse tinha sido o resultado de suas ações e pensar que ela estava sorrindo quando morta apenas fez tudo mais difícil:
— Você é uma estranha para mim Eto, você é minha irmã e ao mesmo tempo não é, eu te amo e ao mesmo tempo sinto arrependimento em relação a você, me diga Eto, o que eu deveria fazer?
Seus cabelos longos voam ao vento, diferente de sua irmã ela não tinha cortado eles, apenas deixará eles crescerem livres por suas costas e mesmo que fosse problemático cuidou deles, ela acha que aquele corte de penteado ficava bonito em Eto, que sempre foi a mais madura entre as duas, mas agora ela não sabia mais, o que ele era? Quem era? Como era? Será que ela ainda amava ela? Ou ela se deixou consumir por tudo aquilo dentro dela e esqueceu qualquer outro sentimento? Ela não sabia, não sabia de nada e isso a deixava angustiada, ela sabia que ela não merecia aquelas lágrimas dela, então por que ainda chorava? Ela engole suas lágrimas e tristeza, um gosto amargo em sua boca quando suas lágrimas cessam, ela se prepara para levantar, mas sente uma mão em sua cabeça, se movendo de maneira carinhosa, ela vira para trás e vê quem ousava tocar nela em tal hora, mas quando vê Juuzou ela congela no lugar, sua voz morrendo em sua garganta:
— Está tudo bem chorar quando estiver triste.
Ela sente nostalgia quando ele fala assim, do mesmo jeito que foi a dois anos atrás, mas a angústia e a vergonha dele pegar ela nesse estado foi pior, ela quer se desculpar com ele, pedir perdão por esconder isso dele e dizer que ela se sentia arrependida por tudo o que sua irmã fez, mas nada saiu de sua garganta quando ela observou seu rosto, tão calmo e pacífico, ele tinha mudado no passar desses anos, ela tinha observado essa mudança de perto, ele tinha crescido e amadurecido, e foi nessa hora que ela soube que podia confiar isso a ele, que podia chorar e botar para fora todas as suas inseguranças, igual ele tinha feito dois anos atrás, ela iria mostrar esse lado para ele, e só para ele:
— Está tudo bem eu chorar por ela mesmo depois de tudo o que ela fez com você?
Ela fecha os olhos, esperando algum julgamento ou um sinal de reprovação, mas ela apenas responde com suavidade:
— Foram as escolhas dela, não as suas que fizeram isso acontecer.
Ela suspira, seu coração batendo forte contra suas costelas, as lágrimas começam a derramar de seus olhos e um pequeno soluço sai de sua boca:
— Mesmo que ela possa não me amar mais?
— Eu tenho certeza que ela nunca te esqueceu.
Seus soluços ficam mais altos, sua angústia sendo posta em sons, o toque em sua cabeça era reconfortante e a prova que ele estava lá, que não a culpava por não ter contado a ele, e ela sentiu como se um peso tivesse sido tirado de seus ombros e naquela hora, ela chorou por todos aqueles anos perdidos com sua irmã, e pelo fato de que ele ainda ficaria lá para era, não importa o que acontecesse.
—x-
Juuzou e Sen estam andando de volta de mãos dadas, um consolo para ela que estava com os olhos vermelhos de tanto chorar:
— Como você sabia onde eu estava Juuzou?
Ele dá um pequeno sorriso enquanto anda ao seu lado, seu cabelo preto bagunçado por causa da luta de dias atrás, Sen se dá um lembrete mental de escovar seus cabelos mais tarde:
— Eu queria dizer uma coisa para você, quando te achei você estava indo para algum lugar e te segui.
Sen cora de vergonha quando nota que ele estava vendo tudo desde o início:
— Então você ouviu tudo?!
Ela pergunta quando olha para ele, que apenas continuava sorrindo despreocupadamente:
— Sim, desde a primeira fala.
Sen suspira, ela não notou Juuzou por causa que estava muito perdida em seus próprios pensamentos, mas talvez isso não fosse tão mal, já que tinha confortado ela mais tarde, ela iria aguentar a vergonha dessa vez:
— Ok, mas o que é que você queria dizer para mim?
Ele olha para Sen e um leve rubor aparece em suas orelhas, mas ele apenas vira a cabeça e continua a andar normal, Sen iria perguntar a ele o que estava acontecendo, se não fosse pelo fato de que sua próxima frase tivesse deixado sua mente em branco:
— Eu gosto de você.
Ela para de respirar, para de pensar e por um minuto acho que seu coração também parou, Juuzou estava se confessando para ela, ele estava querendo dizer mesmo isso que ela tinha ouvido? Ou só queria dizer isso como amigos? Ela podia sentir seu cérebro trabalhando na velocidade da luz, e embora ela tenha pensado em pelo menos mil e uma frases diferentes para falar naquele momento, tudo o que ela pode fazer naquele momento foi corar muito:
— Como assim gosta de mim? Você quer dizer como amigos ou... algo mais?
— Eu gosto de você Sen, e é mais do que um afeto por um amigo.
Ela respira fundo e mais uma vez sente como se seu coração fosse sair do peito naquele dia, ela sente seu rosto ficar ainda mais quente quando Juuzou olha para ela e sorri, era tudo como uma grande ilusão, como era ele que se confessava e ela que ficava corada? Não devia ser ao contrário? De onde veio tanta coragem? Como ele soube como se sentia antes dela saber? Ele sequer tinha dado sinais a ela? Ela tenta se lembrar de algo anormal nos dias anteriores, mas não consegue:
— Você tem uma prova que é amor e não afeto?
Ele olha para ela de modo sério e ela retribuiu o olhar, ele pega sua mão que estava entrelaçada com a dele e leva ao seu peito, e ela sente seu coração, batendo rápido e descontrolado e ela volta a observar seu rosto e seu rubor em suas orelhas:
— Eu me sinto melhor quando estou com você Sen, meu coração bate mais rápido como se eu estivesse em uma luta, quando você está feliz eu também estou feliz, e quando você está triste eu quero te abraçar.
Sen cora ainda mais, um sorriso em seu rosto aparece, gentil e cheio de amor para ele e só para ele, pois na mesma medida que ele gostava dela, ela o amava do mesmo jeito, ela aproxima seu rosto do dele e consegue ver seus olhos arregalados quando ela toca de leve seus lábios no dele e se afasta, apenas para ver ele com as bochechas coradas, ela ri de seu estado:
— Eu também gosto de você, sempre gostei Juuzou.
Ela dá uma pausa para ver seu rosto vermelho e suas risadas ficam mais altas:
— Você está parecendo um tomate agora.. hahahaha... haha... acho que não sou a única vermelha por aqui.
Ele enche suas bochechas e faz um beicinho, ela continua brincando com ele, era como se eles ainda fossem amigos, mas aquele beijo tinha provado que tudo isso tinha mudado:
— Eu gosto, deveríamos fazer mais vezes isso.
Ele dá um beijo em sua bochecha, e dessa vez é ela quem fica com o rosto vermelho, ele sorri feliz para ela:
— Onde foi que você aprendeu isso? Onde está o meu inocente Juuzou?
Ela faz seu próprio beicinho, mas não parece nem um pouco irritada:
— Perguntei para a esposa de Shinohara, Akira e alguns subordinados, muitas coisas que eles falaram eram chatas, mas me explicaram muitas coisas.
Sen sorri quando imagina Juuzou, logo ele perguntando sobre coisas relacionadas ao amor, ele com certeza deve ter dado muito trabalho, ela pensa divertida, ela pega sua mão e volta a liderança de sua caminhada:
— Mas não fique tão orgulhoso, lembre que eu fui a primeira a se confessar.
Ela murmura, mas ele ouve e sem nenhuma mudança no rosto responde:
— No hospital? Sim, eu sei disso.
Ela se vira para ele, um rosto chocado e pura indignação escrita nele:
— Você sabia esse tempo todo?! E nunca me contou?
Ele desvia o olhar, mas ela consegue ver um sorriso em seu rosto:
— Você nunca me perguntou e eu não sabia se era realmente você.
— JUUZOU! Você sabia esse tempo todo? Eu pensei que você não tinha me ouvido!
Ele vira o rosto para ela e beija sua bochecha em uma tentativa de acalmar ela, dito e feito ela parece menos brava depois disso:
— Eu não sabia o que isso significava na época, mas quando aprendi vi que me sentia do mesmo jeito, mas eu meio que descobri isso só três dias atrás.
Ela suspira, ela amava Juuzou muito e era muito fofo o fato de ele ser tão denso quando se tratava disso, mas o coração de uma donzela era sagrado! Mesmo para alguém que não tinha nenhuma ideia sobre o amor:
— Que seja, tenho muito tempo com você para te ensinar sobre o coração de uma mulher apaixonada, mas até lá você ficará sem beijos até que peça desculpas.
Ele protesta contra ela e sua punição ridícula:
— Mas acabamos de começar isso! Isso é injusto, como eu poderia saber disso anos atrás?
Ela sorria e tira um pirulito do bolso, com Juuzou como amigo(agora namorado) ela sempre carregava algum açúcar no bolso:
— Coma um doce, e se você se comportar talvez eu pense no seu caso.
— Okay.
Eles ficam com as mãos entrelaçadas e avançam para sua casa, talvez no futuro ela pudesse fazer ele se mudar para sua casa e poderia ser nossa casa, mas ela iria ao ritmo dele, eles sempre apoiariam um ao outro.
Do mesmo jeito que ela estava lá para ele, ele estaria sempre lá para ela.
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