Justice League Unlimited 2.0
9 Capitulo IX
Notas iniciais
Finalmente conseguiram chegar em Central City. Flash não estava acreditando no que estava vendo, todos estavam acabados e ele não pôde fazer nada para ajudar. Shayera se aproximou da Canário Negro e tirou o comunicador de seu ouvido.
– Questão, está na escuta? -- Indagou ao por o míni aparelho no ouvido.
– Shayera?! Nossa! Graças a Deus você voltou – Questão mexeu em alguns botões do centro de comando da Liga e localizou o dispositivo que a ruiva comunicava-se. Indicava na tela que o dispositivo era da integrante Canário Negro. Então ela está em Central City. — O que está acontecendo?
– Essa pergunta é minha – ela não pretendia continuar a conversa. Notou que Flash pegava Zatanna e Cigana, colocando-as nos ombros em seguida. – Não podemos perder tempo, Questão. Depois você me explica tudo. Nos transporte para a Torre agora.
Questão se lembrou que uma dos sete fundadores estava de volta. Isso o deixou mais confiante, só faltava o Flash. Ele obedeceu as ordens da gavião e transportou os dois para a torre.
Flash estava as duas damas no ombro e Vixen no colo e Shayera segurava John nos braços.
– Flash? Você também? – O rapaz não estava entendendo mais nada.
– Explicações, agora não. – Shayera disse. – Wally, volte e busque a Canário e o Arqueiro, que eu vou encaminhar esses para o setor médico.
Flash apenas assentiu e voltou para terra.
– Cadê todo mundo? — Indagou a ruiva. — Dá uma mãozinha? – Questão correu e pegou Vixen do chão.
– Estão na terra e os outros estão protegendo a torre – assim que disse, Shayera assentiu e pediu que ele a seguisse até o setor médico.
Chegando lá, ela colocou John em uma das macas e Questão fez o mesmo com Vixen. Dr. Meia Noite já estava a caminho do setor e ela teria que deixar John mais um pouco.
– Busque os outros – ela disse. O jovem sumiu novamente pelos corredores. Ela colocou as mãos na beirada da maca e se apoiou nos braços, forçando-se a não derramar lágrimas. Seu rosto estava encharcado e suas mãos tremiam. Não queria se mostrar tão fraca na frente do Questão. – Desculpa, John... – Ela sussurrou, fechando os olhos.
– Pelo quê? – A voz saiu fraca e pausada, mas a calmaria não deixou de assustar a ruiva. Ela o olhou fixamente e sorriu quando ele arqueou uma das sobrancelhas. Ele sempre fazia isso quando estava confuso. – Senti sua falta, Shay.
– Eu também... — Ela sussurrou.
Shayera deixou as lágrimas escorrerem por seu rosto, mas não as esqueceu. Passou as costas da mão próximo aos olhos, secando-as.
– Shayera! – Wally gritou.
– Eu preciso ir, amor... – Ela se inclinou sobre ele e encostou, cuidadosamente, seus lábios nos dele. – Vou voltar assim que resolver essa situação, então fique aqui quietinho me esperando. — Passou a mão pelo rosto ferido dele e se encaminhou para a porta.
– Só toma cuidado – ele disse, antes que ela saísse. Assim vendo porta abrir outra vez. Era Questão com Zatanna nos braços.
Shayera encontrou Dr. Meia Noite no corredor, mas apenas o cumprimentou. Ela e Wally foram imediatamente para o centro de comando da torre. Nenhum dos dois tinha um comunicador, deixaram para trás antes de sair sem pedir licença.
A ruiva mexeu em um dos computadores e conectou-se com o comunicador de Bruce.
– Batman, tudo bem por aí? — Shayera indagou.
– Mulher Gavião? Pensei que estivesse morta – ele disse rapidamente. Deveria estar em luta.
– Sem ironias, morcego. Tentem distraí-los um pouco mais...
– O que vai fazer?
– Wally e eu vamos até o planeta deles – ela disse, chamando a atenção do individuo ruivo, que estava ao seu lado.
– Não demorem... – O morcego desligou o comunicador.
Shayera correu até uma outra sala e pegou algumas ferramentas que seriam muito úteis. Comunicadores, roupas de astronautas, entre outras coisas. Os dois foram rápido para Central City.
– Sabe o que fazer? — Indagou Shayera.
– Sei... — O velocista disse apenas isso, arrancando um sorriso dos lábios da ruiva.
– Então vamos...
Shayera segurou em suas mãos e alçou voo. Batendo as asas depressa, ela se aproximou da nave e o largou em cima da mesma.
– Entra lá! – Gritou, esquivando-se dos tiros
Aproximadamente 10 segundos depois a porta da nave foi aberta e Shayera entrou.
– Vamos ver de onde veio a nave – ela mexeu em alguns botões e apareceu o nome do planeta na tela e as coordenadas do mesmo. — Hm, Omega 23. – Shayera se concentrou no comunicador. — Batman, desde quando existe um planeta chamado Omega 23?
– Não sei, Mulher Gavião. Até onde eu saiba só existem 22 Omegas. E todos eles são nossos aliados.
– Eu sei disso. Obrigada – desligou o comunicador. – Vamos para Omega 12, o mais próximo da terra.
– Quais as coordenadas? — Wally perguntou.
– Vamos descer para o sul, uns 300 anos-luz. Coordenada -22088/+362.
– Pode deixar!
“Tomara que seja o certo a fazer...” – Pensou a ruiva, olhando através da janela da nave.
– Levaremos menos tempo que o esperado. Essa nave chega ao dobro da velocidade da nossa. Em quinze minutos estaremos lá.
– Poderíamos nos aliar com esse planeta também. Então poderíamos usar um pouco da tecnologia deles. – Shayera tirou o cinto de segurança assim que a nave saiu da orbita da terra, rumo à imensidão negra cercada de pontinhos brilhantes e lixo espacial. – Coloque no piloto automático e vamos conversar, Wally. – Ele o fez.
Shayera levantou um pouco e puxou a máscara dele, deixando o cabelo ruivo se manifestar em harmonia com os lindos olhos azuis.
– Bem melhor... – Sorriu, fazendo-o sorrir também. — Mas você não vai me escapar. Por que foi atrás de mim? — O ruivo coçou a cabeça, pensando numa desculpa.
– Por que você é a integrante que é mais próxima de mim na Liga. Eu gosto de todos, mas gosto mais de você e da Diana, não poderia deixar você fugir de nós desse jeito, então eu fui, mas não foi tão em vão assim como você disse na carta.
Shayera estava boquiaberta. Não estava acreditando no que acabara de ouvir. O velocista, mais brincalhão e palhaço do universo sendo sério e sincero. Nossa, ficou quanto tempo fora mesmo? Dois mil anos?
– Mas eu não fugi de vocês – ela lançou-lhe um sorriso de desculpas. – Você e a Diana, para mim, também são os mais próximos de mim. John não conta, não é? – Ela arqueou uma das sobrancelhas.
– Ah, com certeza não... – Ele riu. – O que vocês estavam fazendo no setor, hein? Não aguentaram nem esperar chegar em casa – o ruivo suspirou e depois riu do desembaraço dela.
– Não houve nada, bobão! – Ela o seguiu com as risadas. – E também nem rolaria nada, porquê ele está péssimo.
– Ahhhh, então se estivesse bom... — Shayera o olhou arqueando as sobrancelhas. – …rolaria lá no setor médico mesmo? NOSSA!
– Para com isso, seu bobo! – Eles riam mais uma vez. – Senti sua falta.
– Eu também senti. Onde se enfiou? Rodei planetas e planetas atrás de você.
– No Japão. – A ruiva sorriu.
– Não acredito que comeu peixe cru por dois meses! – Os dois riam e então notaram que estavam chegando perto da órbita do Omega 12.
Os ruivos colocaram o cinto e programaram a entrada no planeta para um minuto e meio. Rapidamente entraram e pousaram na superfície árida. Os dois saíram da nave, mas foram abordados poucos segundos depois pela guarda do planeta.
– Mulher Gavião – apontou para si. — E Flash – agora para ele. – Somos do planeta terra. Aliados dos 22 Omegas. Gostaríamos de falar com o seu governante.
– Sigam-me – apenas disse e seguiu para uma torre enorme próximo à algumas casas e lojas.
Seguiram-no como foi-lhes dito e então chegaram no centro da torre, onde havia um alienígena bem arrumado sentado numa mesa. A cor de sua pele era verde bem clara, o que fez Flash se lembrar de meleca. Shayera também achou um nojo, mas deixou essa questão de lado.
– O que posso fazer pelos senhores? – O meleca perguntou.
– Como o senhor sabe nós somos do planeta terra, que é aliado ao de vocês. Gostaríamos primeiro de saber se o Omega 23 é um novo planeta de vocês.
– Sim, é. Civilizamos ele em pouquíssimo tempo, mas ainda falta alguns ajustes para ficar perfeito como os outros 22. Por que a pergunta?
– Poderia resolver um dos ajustes agora? — Flash indagou, tirando as palavras da boca da ruiva.
– Como?
– Omega 23 está atacando em peso o nosso planeta. Esqueceram de avisá-los sobre os aliados? – Shayera se manteve paciente.
– Merda! Comunicarei-me com eles agora.
E assim saiu da sala, deixando os dois sozinhos.
– Você estava certa, Shayera – Wally lhe lançou um sorriso.
– Eu sempre estou, Wally...
A porta foi aberta outra vez, fazendo com que os dois virassem para ver se era o mesmo homem meleca. E era.
– Já me comuniquei com o planeta e pedi-lhes que cessem o ataque. O que podemos fazer para reparar os danos no planeta de vocês?
Shayera olhou para Wally, que conseguiu, por incrível que pareça, pensar na mesma coisa.
– Só queremos duas coisas. Que o exercito do Omega 23 reparem os estragos nas cidades e que usem a tecnologia de vocês em nossas naves. – Shayera piscou para o riuvo.
– Tudo bem, se é só isso...
– Não! – Shayera se assustou com o pronunciamento de Wally. — Tem mais uma coisa.
– O que quiser.
– Eu esse seu broche aí – apontou para o broche prateado, que tinha o formato do planeta omega 12. Shayera revirou os olhos em descrença e então o cara deu o broche para ele, que ficou todo sorridente.
Os dois foram para frente da nave e, antes de entrarem, apertou a mão do comandante.
– Muito obrigada – Shayera disse.
– Desculpe a confusão. Mande lembranças a Super Man – Acenou quando entraram na nave.
O percurso levou o mesmo tempo, 15 minutos. Pousaram na torre e entraram correndo para ver se tudo havia voltado ao normal.
– E então? – Eles foram parados forçadamente por uma voz muito, mas muito familiar.
Shayera e Wally viraram e viram Diana encostada no batente da ultima porta de aço que passaram. Ela aparentava estar cansada e seu corpo estava coberto de arranhões.
– Os marajás resolveram aparecer? – Ela sorriu.
– Diana! – Gritaram em uníssono e correram para abraçá-la.
– Vão com calma. Eu não estou em perfeitas condições, esqueceram?
Eles riram e a soltaram.
– Super Man quer ver os dois. Ele está na terra, mas pediu para reunir todos quando chegassem.
– Todos? – Shayera arqueou as duas sobrancelhas.
– Sim, John já está melhor. Não pode se esforçar, mas nos reuniremos no setor médico. Até por que Bruce e Jo\'nn estão lá também.
– Eles estão bem? – Indagou o velocista e a princesa assentiu.
Depois de alguns minutos os sete fundadores se reuniram no setor médico. Os quatro ficaram em pé, de frente para os três, que estavam deitados em camas.
– Parabéns aos dois e bem vindos de volta – Super Man se pronunciou primeiro. — O que tem para nós?
– Conseguimos com que eles restaure os danos, use sua tecnologia em nossas naves e um broche. – Shayera respondeu.
– Um broche? — Indagou Bruce.
– Também não entendi – Super Man sorriu.
– Trouxe para dar para o morcegão ali. Sei que ele gosta dessas baboseiras.
Deu na mão de Diana para que ela o entregasse depois.
– Agora os três melhorem logo que vamos os sete até Omega 23, seja lá onde for. — Super Man disse.
– Mas e o comando? – Shayera indagou.
– Questão cuidou muito bem dessa parte por hoje, então ele fica no comando rapidinho até irmos lá.
– Vou metralhar geral em Omega 23. Uhuul! – Flash gritou, suspendendo os braços.
– Você não vai metralhar ninguém. Sossega o facho aí! — Diana disse, arrancando risada de todos os presentes.
Continua...
Notas finais
Reviewss? xD
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