Justiça: O Pergaminho de Haruki
4 4 - Sonhos e sacrifícios
Notas iniciais
Arco 1 — Vale da Lua de Prata
Em algum local próximo das fronteiras entre o País do Fogo e o País das Fontes Termais, nas primeiras horas da manhã…
Silvanna Senju, Eudora Hatake, Haruki Senju, Akaemi Yuuhi e Zaku Mikazuchi seguem viagem na carruagem da ONSU destinada a levá-los para o Vale da Lua de Prata. O grupo saiu há poucos minutos do local no qual se hospedaram, na cidade de Masara. As horas avançam, a manhã se torna tarde e os territórios do País da Geada são alcançados pelo veículo. Pouco tempo mais e os passageiros da carruagem guiada pelo funcionário da ONSU já podem avistar, ao longe, o belíssimo cenário que caracteriza o destino final desta viagem: o Vale da Lua de Prata.
Haruki e Akaemi são os que mais se impressionam com a bela paisagem. O Vale da Lua de Prata trata-se de um extenso vale de árvores com cascos prateados e folhas de um verde extremamente reluzente. A região é imensa, cercada por duas grandes montanhas e acolchoada por um belíssimo gramado constantemente molhado pela umidade presente no ar. Em um ponto mais ao centro do vale, há um grande círculo de pedras distribuídas de forma horizontal. Ali, muitas pessoas já estão reunidas, visto que todas as equipes de Gennins da Aldeia da Nuvem já chegaram. Diante de tudo isso, o irmão mais jovem de Aiden Flynn trata de se manifestar:
— É o lugar mais lindo que eu já vi!
— Eu não poderia discordar de você, baixinho – acrescenta a Gennin do clã Yuuhi.
Zaku, por outro lado, embora intimamente reconheça que o cenário é encantador, não vê motivos para expressar isso de forma verbal. As duas adultas no interior do veículo, por outro lado, já conhecem o Vale da Lua de Prata há anos. Apesar disso, Silvanna – sentada entre Eudora à sua direita e Akaemi à sua esquerda – sorri quando seus olhos avistam algumas Flores Lunares ao longe. Elas são dotadas de pétalas de um belíssimo prata, visíveis em algumas árvores e em canteiros espalhados pelo local.
Logo, o veículo que os guia estaciona. Eudora abre as portas e convida o grupo a se reunir com os demais dentro do círculo de pedras. Ela explica brevemente que, dentro de alguns minutos, todos estarão por aqui e as principais explicações poderão ter início. Luna Shihoin da Aldeia da Nuvem, Yuzuriha Kaguya da Aldeia da Névoa e Vale Kahn da Aldeia da Areia guiam todos os diversos jovens por aqui, com o auxílio de outros funcionários da ONSU, para se acomodarem nas pedras. Após Silvanna e seus tutorados se juntarem ao aglomerado de pessoas dentro do círculo, minutos se passam e, enfim, as demais equipes da Aldeia da Folha chegam também.
— É um prazer recebê-los aqui nesta tarde – articula Luna, devidamente posicionada no centro de uma maneira que todos ao seu redor são capazes de vê-la e ouvi-la muito bem. – Como todos já devem saber, teremos dois dias de atividades. O primeiro dia, no caso hoje, será direcionado para a coleta de Flores Lunares. Cada equipe será guiada por um Jonin Especial em todo o vasto território do Vale da Lua de Prata. A missão consiste em colher as flores sem agredir o meio ambiente. Solicitamos que não colham os botões, nem retirem flores de outras espécies sem necessidade. É importante que este local, protegido como uma reserva ecológica internacional pela ONSU, permaneça são e salvo para os próximos anos.
— Vocês terão algumas horas para a missão e, quando concluírem, terão uma hora livre. O toque de recolher será quando alcançarmos a meia-noite – Vale Kahn, ao lado esquerdo de Luna, começa a explicar a sua parte. – No dia de amanhã, acordaremos às 07:30 e explicaremos as atividades que serão realizadas até o anoitecer. É importante que durmam bem porque as tarefas de amanhã podem exigir um pouco mais de cada um de vocês.
— Agora, pedimos que se preparem – articula a loira Yuzuriha, ao lado direito de Luna Shihoin. – Novas equipes de três integrantes serão formadas entre ninjas da Aldeia da Folha, da Aldeia da Nuvem e dos Apátridas.
Diferente das duas aldeias mencionadas, os Apátridas não são vinculados a nenhum vilarejo ninja específico. Trata-se de um programa especial da Aliança Shinobi gerenciado pela ONSU. Ao longo dos meses, a Organização recolhe jovens em situação de vulnerabilidade social e os incorpora ao programa quando concordam. Uma vez parte dos Apátridas, um jovem recebe uma educação similar às das Academias Ninjas, mas orientados por funcionários da ONSU de nível Chuunin.
Quando aprovados como Gennins, eles são preparados por Jonins Especiais para o Exame Chuunin. Um Apátrida que se gradua como Chuunin tem o seu perfil analisado por aldeias oficiais e escolhe uma das três propostas de inserção que recebe. Desse modo, se torna um ninja legítimo do vilarejo que escolheu para integrar.
— Nós, Jonins Especiais, como já explicado, estaremos encarregados de guiá-los e ajudá-los em quaisquer dúvidas que surjam. Os seus tutores, por outro lado, serão meramente observadores. Eles estarão atentos às suas atividades para que possam avaliar o desempenho individual de cada um e a capacidade de cooperação com aliados novos – desse modo, Yuzuriha Kaguya encerra a sua fala.
— Aguardem por alguns minutos e informaremos as formações escolhidas para as equipes – anuncia Luna, alterando o seu olhar entre cada um dos vários jovens ao seu redor.
Os tutores de cada uma das equipes se reúnem no centro junto com Eudora, Luna, Vale, Yuzuriha e outros Jonins Especiais aqui presentes. Conversando entre si, os adultos manuseiam e trocam algumas pranchetas, anotando informações conforme discutem suas ideias. Enquanto a grande maioria dos outros Gennins conversam entre si bastante animados, Haruki, Zaku e Akaemi permanecem calados apenas observando a reunião à certa distância.
A reunião dos adultos dura por pouco mais de três minutos. Logo, os Jonins se afastam do centro e se aproximam dos seus Gennins novamente. Os Jonins Especiais da ONSU, por sua vez, aguardam o fim do burburinho entre os ninjas em formação para que possam retomar a palavra.
— Já temos uma decisão – afirma Luna Shihoin, carregando uma prancheta com uma folha cheia de anotações em suas mãos. – Escutem bem para que não percam os seus nomes quando forem anunciados. Se alguém não escutar o próprio nome, venha diretamente até nós que informaremos outra vez.
A mulher mascarada, utilizando as anotações em sua prancheta, começa a anunciar alguns nomes. Primeiro, ela menciona aqueles que farão parte da Equipe A, mas nenhum deles é um nome conhecido por Haruki, Zaku ou Akaemi. Em sequência, Luna menciona os que integrarão a Equipe B. Logo depois…
— Zaku Mikazuchi da Aldeia da Folha. Sakuya Shihoin da Aldeia da Nuvem. Rupa Dores dos Apátridas – Luna Shihoin articula em determinado momento, atraindo toda a atenção dos tutorados de Silvanna Senju para si. – Vocês são, temporariamente, a Equipe C. Aproximem-se do Jonin Especial Vale Kahn, escolhido para orientá-los.
— Boa sorte, Zaku! – declama Haruki enquanto o jovem de face coberta se levanta.
O Gennin em questão olha diretamente nos olhos do pequeno Senju, o que deixa Haruki desconcertado por alguma razão – e isso é notado por Akaemi, quem dá uma leve risada. Sorridente, a garota do clã Yuuhi também faz seus votos para seu companheiro:
— Também te desejo sorte. Até depois.
— Obrigado, Haruki, Akaemi. E até mais – diz ele, acenando com um movimento positivo de sua cabeça e se retirando enquanto Luna Shihoin anuncia mais alguns nomes.
Silvanna, por sua vez, de pé e de braços cruzados, observa cada traço das interações entre os seus três tutorados. Analítica como é, a loira rapidamente nota determinados aspectos que poderão ser fundamentais no futuro das relações entre o trio. Mesmo assim, permanece em total silêncio.
— Haruki Senju da Aldeia da Folha. Aruhana Yotsuki da Aldeia da Nuvem. Akira Kurotsuchi dos Apátridas – anuncia Luna Shihoin, fazendo o coração de Haruki acelerar pela ansiedade. – Vocês são, temporariamente, a Equipe E. Aproximem-se do Jonin Especial Hayabusa Fuuma, escolhido para orientá-los.
— Agora é sua vez, arrase! – diz Akaemi, sorrindo e enviando um beijinho para o colega ao seu lado com o movimento da mão direita.
— O-obrigado… – ele agradece com o rosto levemente corado, levantando-se com tudo da pedra que estava dividindo com a garota até então. – Tchau!
Desse modo, o pequeno Senju corre às pressas para longe enquanto Akaemi acena com a mão direita, genuinamente torcendo pelo êxito do seu colega. Silvanna, por outro lado, observa o afastamento dele com pensamentos específicos:
— Esse jeitinho tímido e inseguro… Ele me lembra um certo alguém.
Conforme se aproxima, o irmão mais jovem de Aiden Flynn Senju avista dois Gennins maiores já à sua espera. A garota é Aruhana, consideravelmente mais alta, de pele parda como a de Haruki, longos cabelos negros lisos até a cintura, lábios grossos e olhos de um castanho claro muito envolvente.
O outro, quem ele imagina ser o tal Akira, é um sujeito alto, de corpo esguio, pele clara, cabelos lisos rosados que chegam até o fim do pescoço e olhos castanhos. Ao redor do olho esquerdo, Akira possui uma mancha roxa circular que chama bastante a atenção de Haruki. Em seu íntimo, o Senju fica se questionando que tipo de marca aquilo é. O rosto do sujeito também o intriga por possuir traços que, aos olhos do filho da Segunda Hokage, são simultaneamente masculinos e femininos.
— Oi! – o terceiro Gennin a se aproximar exclama para eles com um singelo sorriso no rosto.
— Olá – Akira o responde, sorrindo como Haruki.
— Oi – diz Aruhana, de maneira sutilmente mais seca enquanto cruza os braços.
— Estão preparados? – pergunta um homem alto, de corpo magro, cabelos negros levemente bagunçados, pele clara e olhos exoticamente vermelhos.
Parte do rosto do homem é coberta por uma máscara ninja, impedindo os Gennins de visualizarem os seus lábios. A coisa mais “comum” em sua aparência é o uniforme branco padrão de todos os associados à Organização das Nações Shinobi Unidas. Com um olhar sério, o Jonin Especial Hayabusa Fuuma, da Aldeia da Neve, espera pacientemente pela resposta dos três menores de idade.
— Sim – confirmam os três, ao mesmo tempo.
Com isso, o mais velho passa algumas orientações e entrega uma grande cesta para cada um dos três. Explica que eles podem escolher quaisquer localizações no Vale da Lua de Prata, um território vasto, para colher as Flores Lunares. Quando olham para seus arredores, os Gennins percebem que as outras equipes também estão começando suas tarefas. Sem muita demora, após um breve acordo, os três escolhem um lugar para começar, ao norte do círculo de pedras.
— Por favor, eu sei que essas questões são meio complexas, mas me tratem no masculino hoje – articula Akira, andando entre Haruki e Aruhana rumo ao local escolhido pelo time.
Enquanto Aruhana esboça uma expressão de quem entende o contexto de sua fala, Haruki arqueia a sobrancelha direita, deixando claro a sua total confusão. Ao perceber isso, o mais alto dos três olha para o pequeno Senju e sorri.
— É que, quando olham para mim, muitas pessoas não sabem qual gênero utilizar para me tratar – explica o mais velho do trio. – Eu sei que isso é confuso, mas a minha identidade flui. Como água corrente, sabe?
— Não muito… – admite o menor, olhando nos olhos de Akira, ainda especialmente interessado na estranha marca roxa. – Mas não importa. Te tratarei como preferir.
Enquanto os jovens começam a colher as plantas, muito longe dali, um grupo de doze pessoas trajando túnicas com capuz completamente prateadas observam o aglomerado de Gennins. Cada um , utilizando luvas brancas, faz uso de um binóculo. Isso é o que lhes permite observar com riqueza de detalhes à distância sem uma aproximação indevida. Os indivíduos sorriem, aparentemente ansiosos pelo que estão dispostos a fazer na noite que se aproxima.
— Interessante. Não estávamos contando com a participação de Apátridas – articula um dos homens.
— Isso apenas significa que a nossa busca será ainda mais divertida – afirma um segundo homem encapuzado, ao lado direito do primeiro.
— Não sejam levianos! – exclama um terceiro, o último à extrema direita no grupo. – Nossa missão é sagrada e conectada ao grandioso Deus da Luz. Não encham os seus corações com interesses pessoais mundanos. O que fazemos pela luz são atos santos em prol da salvação da humanidade.
— Perdão, irmão – pede o primeiro homem que havia se manifestado. – Você tem razão. Devemos encontrar a escolhida para o sacrifício. Uma vida por toda a humanidade e pelo novo mundo. Abençoado seja o Deus da Luz por nos cobrar um custo tão pequeno.
— Louvado seja o Deus da Luz – dizem todos os homens, em coro, dispostos a tudo para cumprir a sua “sagrada”, e “incorruptível”, missão.
…/–/–/…
Enquanto isso, longe dali… Aldeia da Folha, País do Fogo…
O local é a Biblioteca Central da Aldeia da Folha. Aqui, registros históricos de eventos, dados sobre técnicas e outras informações importantes são protegidas. Há incontáveis corredores que guardam inumeráveis prateleiras com livros e pergaminhos repletos de dados preciosos. A Biblioteca Central serve tanto para o aprendizado teórico de ninjas inexperientes quanto para consultas eventuais dos veteranos. O segundo caso é o que traz Risei Kotomine até aqui.
Assentado ao redor de uma mesa de madeira na sessão de leitura, o velho homem de pele branca enrugada, cabelos brancos lisos penteados para trás, sobrancelhas finas e profundos olhos castanhos observa com atenção uma gravura registrada em uma determinada página de um livro. O material em questão é sobre medicina ninja. A imagem é uma fotografia do rosto de Jeanne D’arc Senju, focada principalmente na marca de losango em sua testa.
— O auge do controle de chakra… – diz o velho homem para si mesmo enquanto passa os dedos de sua mão direita sobre a gravura.
— O que faz aqui, pai? Revisitando o passado com a ajuda desses registros antigos? – questiona um homem que surge de um dos corredores que levam até esta seção.
O sujeito alto de pele clara atrai para si o olhar de quem ele chamou de pai. Kirei é o filho de Risei e em muito se parece com ele no que diz respeito aos traços faciais. O mais jovem, no entanto, possui cabelos castanhos um pouco maiores que os do seu progenitor. Ambos, curiosamente, trajam vestes muito similares, caracterizadas por tons escuros de roxo e preto.
— Talvez… – o velho homem assim responde logo após erguer seu rosto e olhar na direção do filho.
Kirei, por sua vez, após se aproximar o suficiente, puxa a segunda cadeira ao redor da mesa e se assenta. Ele repousa suas mãos sobre a mesa sem a intenção de atrapalhar a leitura do seu pai. Ainda assim, mantém seu olhar castanho silencioso fixado sobre a face reflexiva de Risei. Isso é o suficiente para o mais velho olhar para o filho uma vez mais.
— O que deseja comigo, meu filho?
— Estou preocupado. Você voltou a ficar obcecado com a Regeneração da Criação e o Selo Byakugou por causa dos Bestiamorfos – alega Kirei, olhando diretamente nos olhos cansados do pai.
— Eu ajudei Jeanne a fundar o Corpo Médico da Aldeia da Folha. Estive ao lado daquela jovem prodígio quando ela estabeleceu um sistema médico ninja que foi copiado por todas as outras aldeias, em todo o mundo – argumenta o chefe do clã Kotomine sem desviar o olhar do seu primogênito. – Agora que aqueles demônios estão retornando, não acha que é meu dever fazer de tudo para proteger o legado que construímos?
— O senhor já está em uma idade na qual deveria se aposentar – alega o outro. – Suas contribuições para este lugar são incomparáveis. Ninguém viveu tanto tempo e fez tanto pela Folha quanto você. Por outro lado, também sabe que não há nada que sua experiência e conhecimento podem fazer para alcançar técnicas que apenas ela dominou.
— Apenas ela? – questiona Risei, arqueando a sobrancelha esquerda. – Talvez esteja se esquecendo da ladra que fugiu com uma de nossas duas Espadas Lendárias.
— Ikaruga? E quem se importa com aquela louca? Pode ter sido aluna da Segunda Hokage, mas nunca se importou com a medicina ninja. Talvez tivesse se tornado uma grande médica, mas ela só se importa consigo mesma. Sequer merece a nossa menção – argumenta o filho do experiente ancião neste recinto. – Se quer tanto um novo usuário da Regeneração da Criação, talvez devesse focar a sua atenção na nova geração.
Em silêncio por alguns momentos, o velho médico ninja suspira e compreende o que Kirei quer dizer. Desse modo, após consideráveis segundos, dá vida às suas palavras outra vez:
— Haruki Senju, o filho mais novo de Jeanne?
— Sim – confirma, erguendo suas duas mãos o suficiente para apoiar o seu rosto sobre ambas. – Ele tem um refinado controle de chakra e um aparente interesse em medicina ninja. Basta saber se o garoto tem a fibra necessária para suportar o peso do sacrifício.
— Não creio que ele estará preparado em tão pouco tempo. A nova guerra certamente eclodirá em breve. É impossível que alguém tão jovem alcance o nível de medicina ninja da Segunda Hokage antes disso – opina Risei.
— Existem meios alternativos. E você sabe do que estou falando…
Ouvir isso faz o velho ninja abaixar o seu rosto e voltar a olhar para a fotografia da Segunda Hokage. Em silêncio, ele analisa a imagem de Jeanne D’arc Senju enquanto tenta buscar a resposta em seu âmago. Se fizessem “aquilo”, a mulher que deu tudo pela Aldeia da Folha e pelo mundo poderia perdoá-los? Após sacrificar tanto e perder tanto, se estivesse viva, Jeanne levaria o próprio filho em um caminho tortuoso como medida desesperada para salvar a humanidade? A questão é: se esse trajeto for escolhido, o que restará para ser salvo no fim…?
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Horas depois, de volta ao Vale da Lua de Prata…
Haruki Senju, apoiado por seus colegas temporários Akira Kurotsuchi e Aruhana Yotsuki, concluiu a primeira parte da missão no Vale da Lua de Prata. Por horas, o trio coletou Flores Lunares na região enquanto o mais velho tentava todos os artifícios para explicar algumas questões de gênero para o baixinho da equipe. Com o devido empenho de ambas as partes, o filho da Segunda Hokage eventualmente entendeu.
Já Aruhana, para a sua própria surpresa, se divertiu ao longo dessas horas na presença daqueles dois. Isso porque ela tende a ser mais ríspida com os garotos, o que poderia ser o caso de Haruki. Porém, a inocência e doçura do Gennin da Aldeia da Folha foram suficientes para convencê-la de que nem todos os garotos merecem um soco seu entre os dentes.
Após as horas de trabalho, eles tiveram uma breve pausa de uma hora. Nesse meio tempo, cada um dos três compartilhou o seu sonho com o outro. Aruhana deseja ser uma kunoichi poderosa como as guerreiras supostamente ancestrais do seu clã, nas lendas sobre o antigo mundo. Desse modo, acredita que poderá pagar uma dívida do seu passado. Akira sonha ser parte da ONSU no futuro. Assim, poderá criar projetos de assistência social e combate aos abusos que muitas crianças pobres sofrem nas mãos de pessoas como os antigos cientistas insanos do País da Tecnologia. Haruki, por sua vez, quer encontrar o seu lugar no mundo para se fortalecer ao máximo e ser capaz de proteger tudo o que sua mãe protegeu até o fim da vida. E, quem sabe quando chegar a hora, conseguir encará-la no outro lado sem medo de não ter orgulhado a maior médica ninja que o mundo já conheceu…
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