Notas iniciais
Olá! Eu iria postar ontem, mas perdi um bom tempo do meu dia no médico (exame de rotina). Quando cheguei em casa fui ver o novo episódio de OUAT, então esqueci de atualizar. Desculpem essa cabeça de vento.... Boa leitura!

Um mês desde que a criança estava no castelo, um mês que Rumple havia partido em viagem e ela não o vira desde então. A pequena já começava a demonstrar suas próprias características como a pele bem alva, os olhos azuis e alguns fios loiros que faziam qualquer um se apaixonar. Belle costumava a limpar o castelo em três, no máximo quatro dias, agora com a bebê demorava um pouco mais de uma semana. Entretanto, ela não se importava, a menina havia trago uma coisa que há muito não tinha: Esperança.


Ela não podia sair do castelo, nem ao menos ir comprar alguma coisa na aldeia mais próxima. Então improvisou um berço com o cesto de roupas, pegou um dos muitos travesseiros que tinha no castelo e conseguiu deixar o lugar bastante confortável para a bebê. A primeira vez que teve que colocar uma fralda ela não tinha ideia de como fazer, mas agora parecia que havia o feito a vida toda. Sempre que terminava suas tarefas ela andava no enorme jardim com a menina ou aproveitava que a pequena havia adormecido e ia ler um livro, levava o berço improvisado e sentava-se no sofá que Rumpelstiltiskin acomodara ali.


Tudo o que Belle queria era a ajuda de seu senhor neste momento, ela sabia que ele já havia tido um filho e só pelo modo de Rumple falar do mesmo deduziu que ele havia sido um bom pai. Talvez ela não quisesse somente a ajuda dele, talvez ela quisesse a presença constante dele ali, talvez. O tempo parecia se arrastar sem Rumple no castelo, as noites eram mais frias e os dias mais longos. A única coisa que a animava era ver aqueles belos olhinhos azuis todo este tempo. A bebê era um refúgio.


Passou-se mais um mês até que Rumpelstiltiskin retornasse ao castelo, Belle não sabia o porquê da demora já que ele possuía mágia, provavelmente procurava por algo demasiado difícil de se encontrar. Ele a havia prometido contar tudo sobre a criança que levara até ela sem nenhuma informação, mas quando ele voltou ela só queria ficar perto dele, observa-lo a rodar a roca como fizera tantas outras vezes.


O coração do temido Senhor das Trevas não sofria assim há tempos. Desde que quebrou o acordo com seu filho não sentia-se de tal modo, ficar longe daquela bela mulher durante dois meses foram demais para ele, mas precisava encontrar o feijão que o levaria até seu garoto. A procura foi inútil, entretanto serviu para ele perceber o quão complicado era ficar sem Belle.


Sabia que durante esses poucos meses a morena havia ficado responsável pela criança e também sabia que não devia ter feito isto. Quanto mais tempo as duas passassem juntas mais difícil seria a separação. Assim que ele pôs os pés no castelo, teve vontade de correr até a moça e abraça-la, ver aquelas belas jóias que ela tinha no lugar dos olhos e beijar aqueles lábios desenhados à mão... Não! Ela não passa de uma princesa, uma parte de um acordo. Ele tentava convencer a si mesmo, sempre ouviu dizer que quando se pensa muito em um sentimento ele passa a fazer parte de você.


Todos os dias ele ia até a aldeia tentar encontrar uma família para a criança ou ao menos isso era o que ele falava à Belle. As primeiras semanas ele não mentiu realmente tentou achar alguém, um rei ou um príncipe que não podia ter filhos, como fez com Rei George e Príncipe James, mas depois de um tempo a menina foi fazendo parte do cotidiano deles. Cada segundo era precioso ao lado dela e de Belle. Os momentos eram bons e divertidos, sempre como uma família.


Quase um ano e ele sabia que a princesa de Avonlea já tinha noção do que estava acontecendo, não do sentimento dele por ela, mas sim pela garotinha. Ele tinha que lhe contar tudo e falar finalmente a decisão que tomara. Seria complicado e libertador de certo modo. Aproveitou que a bebê dormira e chamou Belle até a biblioteca, teve dificuldades de achar as palavras, mas finalmente começou.


– Acho que já está na hora de você saber como esta menina chegou até mim, não é?


– Não. – Ela foi rápida e sincera.


– Não queres saber sobre a pequena? Achei que gostasse realmente dela.


– E gosto. Na verdade amo, mas tudo que me interessa é que você também sente algo especial por ela. Sei que não irá querer que ela vá embora.


– Seria melhor se deixasse eu contar tudo. Será menos doloroso depois. – Ele disse de modo quase que carinhoso. Ele podia nitidamente ver nos olhos dela que não importasse o que ele diria, o amor que ela tinha sobre a menina era grande demais para acabar de repente.


– Não a leve, por favor.


– Não podemos ficar com ela, Belle.


– Por que não?


– Não seja persistente, menina.


– Você quer levá-la. Pois bem, me dê um bom motivo. – Ela mantinha-se firme.


Eu sou o Senhor das Trevas, não posso ter fraquezas. Pensou ele com franqueza, sabia que qualquer um que entrasse na sua vida teria que sair logo em seguida. Mas não podia negar que era tentador poder viver feliz por um tempo. Talvez não fosse tão errado assim.


– Tudo bem, mas se ela ficar... – Ele foi interrompido antes do término.


– Sabia que pensaria melhor. Muito obrigada, Rumple. – Belle parecia uma criança que ganhara um presente que almejara por um bom tempo, o abraçou com todo amor que tinha, contudo novamente ele a afastou.


– Meu Deus, Belle. Escute! – Rum falou um pouco mais alto, mas não chegou a gritar, muito menos a assustar. – Ela não poderá ficar aqui por muito tempo. Mais um ou dois anos no máximo.


– Por quê? Ela não tem ninguém a não ser nós dois. Nós somos a sua família agora. – Ela pegou a mão dele com cuidado, como se tivesse medo de outra vez ter o seu toque rejeitado.


Rumpelstiltiskin ficara tão feliz dela incluí-lo nesta frase que deixou-se ser tocado, na verdade as poucas vezes que isso ocorrera a sua vontade era deixar-se levar pelos encantos da moça. Mas ele sempre pensava que afastando-a ele estaria protegendo Belle de si mesmo.


– Tem os pais... – Ele disse receoso, sabia que Belle reprovaria a atitude que ele havia tomado, mas a opinião dela não é importante, não é verdade? Cada vez mais Rumple tentava se afogar em suas próprias mentiras.


– Pais? Quer dizer que você é realmente o homem que falam? Que tira os filhos dos pais e vice-versa? – Ela podia ter raiva, ódio na voz, mas não. Falava serena, de modo calmo.


– A moça estava desesperada faria qualquer coisa para sair daquela vida. Eu apenas fiz um acordo.


– Acordo este que ela teria que te dar a filha? – Belle estava quase ficando nervosa, mas tinha algo que ela não sabia explicar, que a fazia confiar no homem a sua frente.


– Me deixe continuar. – A morena apenas corcordou com a cabeça.– Ela assinou o acordo sem ler os termos dele, lhe dei um belo castelo, um verdadeiro amor e ainda de quebra ela se livrou das meia-irmãs e da madastra. Ela quis me enganar, eu podia ter caído se eu tivesse certeza de que a Rainha Má lançaria a maldição, mas sei que ela desistiu, então ela teve um parto prematuro e sua primogênita pertence a mim. Como sempre foi antes mesmo dela ser concebida.


– Mas por que você queria um bebê?


Ele olhou para ela, vivia no castelo há mais de um ano e nunca saíra dali. Sempre obedecia a ele, seria Belle tão confiável? Ele sentou-se ao lado dela no sofá azul e continuou.


– Não posso lhe dizer, ainda não. Pretendo te contar logo, garanto.


– Tudo bem... – Talvez ela estava exigindo coisas demais dele, resolveu mudar o assunto. – Agora que tenho certeza que ela ficará precisamos achar um nome para nossa princesinha... Pensei em Charlotte, o que achas? Me disseste uma vez que achava um lindo nome.


– Muito bom realmente, mas a mãe dela pediu-me para chama-la de Alexandra. Podíamos chama-la de Alex...


– Um belo nome e pelo que vejo um nome de seu gosto.– Ela escutou um zumbido e subiu para ver a pequena que já chorava a plenos pulmões no berço, agora feito de madeira.


Alguns traços em um tom de azul bebê davam uma delicadeza incrível. Flores em rosa destacavam-se por todo o berço e o móbile encantado por Rumple deixava tudo mais belo. A menina não parecia querer parar de chorar, mas o encontro dos seus olhos com a figura feminina que entrava no quarto, fez qualquer sentimento de medo ir embora. Belle conhecia o olhar da menina e sabia exatamente que era somente mais um sonho ruim.


– Pronto minha princesinha, mamãe está aqui... Mamãe está aqui, Alexandra. – Ela dizia com tanto amor que nem percebeu que se próprio intitulou. Rumpelstiltiskin que via a cena através da fresta da porta emociou-se, ele não podia corrigí-la. Ela era a mãe de Alex. Ninguém mais.

Notas finais
Espero que tenham gostado, o próximo não irá sair tão rápido quanto este... Mas espero que não desistam da fanfic. Bjusss...