Notas iniciais
Não demorou tanto quanto eu achei que fosse. Antes de qualquer coisa eu queria agradecer a linda recomendação que a fanfic ganhou, então, muitíssimo obrigada Mister! Esse capítulo é inteiramente dedicado à você. Boa leitura!

A neve caia fortemente, Belle estava exausta pela noite mal dormida. Pensava em como estaria Alex, se Rumple demoraria à voltar para ela. Sentia-se como se o céu estivesse prestes a desmoronar, no entanto a morena não queria ficar chorando por algo que ela sabia que ninguém poderia mudar, desceu as escadas do castelo as pressas e logo já estava no estábulo. O lugar estava um pouco sujo, é verdade, mas nada que a impedisse de cavalgar.

Passou horas tratando do cavlo que escolhera, quando sentia uma certa confiança finalmente montou nele. Ao contrário das histórias que ela lia ao invés de branco como os usados pelos heróis, ele era negro como o ébano, os olhos brilhavam em um tom de castanho escuro e por pequenos momentos ela viu o quanto ele era bom. O cavalo arisco tinha o nome de Le Fou, Belle não sabia o que significava apenas que ela o havia escolhido. Minutos depois de montar ela tentava fazer com que ele anda-se na floresta, queria sentir o aroma da terra, além do mais estava muito frio para que ela ficasse em casa, precisava esquentar o sangue.

Cavalgou durante um longo tempo, reparou em um córrego que havia perto de onde ela estava e conduziu o cavalo até ele. A neve estava quase nula, era como se Belle não sentisse o frio que as outras pessoas provavelmente estavam sentindo, infelizmente ela não havia reparado nisto. Parou para olhar sua própria imagem refletida na água e quase caiu, quando foi que aquelas mechas haviam mudado de cor? Não era o cabelo inteiro, eram somente alguns fios, entretanto o tom de loiro já começava a se manifestar nos restantes.

Esse foi o menor dos sustos, ao levar as mãos até a água para tirar os maus pensamentos da cabeça a mesma se transformou em gelo puro. O que estava acontecendo com ela? Montou rapidamente em Le Fou e sem olhar para trás saiu em direção ao Castelo das Trevas. A princesa estava apavorada, correu até a biblioteca, ela tinha que achar algo sobre o que estava acontecendo. Leu dezenas de livros, a noite já chegava e ela ainda não havia encontrado nada que pudesse ajudá-la. Enfim achou algo que poderia lhe dizer algo, talvez poderia auxilia-la se já não fosse tarde demais.

Leu com atenção cada parágrafo do livro em busca de outra solução, mas era impossível. Descobriu uma figura muito familiar em uma das páginas, um floco de neve em forma de pingente. A correntinha que havia dado para Alex antes de deixá-la partir, era aquilo que a protegia. Mas porquê esconderam isto dela? Esconderam isto de todos? Será que seu pai havia tomado esta decisão? Perguntas e mais perguntas corroíam a cabeça da moça e a única coisa que ela esperava era que Rumple tivesse uma solução.

Uma semana que ele havia ido e ainda assim todas as vezes que se direcionava para os seus aposentos passava pelo quarto de Alex para lhe dar boa noite e lhe dizer o quanto a amava, mas tudo o que encontrava era um berço vazio, ela não teve tempo de sofrer pela perda da filha, Belle não podia dizer que não doía mais, apenas pensar que aquele aperto havia achado um lugar para ficar, ela tinha aprendido a conviver com ele.

Ela não saiu de casa com medo do quê poderia acontecer caso encostasse novamente na água. Tomar banho estava ficando cada vez mais difícil. Por este e outros motivos ela ficava no jardim horas e horas fitando o horizonte, esperando apenas um sinal de Rumple. Lembrou-se do dia que ele trouxe Alex, um bebê tão pequeno, tão frágil e dependente dela, mas estava certa de que este era o melhor para menina.

Uma sombra apareceu a quilômetros de distância dela, era ele, só podia ser. Não demorou para Rumple chegar até ela e lhe beijar. Os dois estavam loucos de saudades um do outro, queimavam só de pensar que teriam que se afastar mais uma vez. Entretanto, no momento o que preocupava Belle era sua difícil relação com o gelo. Ela o olhou com receio e ele apenas sorriu.

— Tome. — O Senhor das Trevas tinha um pequeno circulo azul nas mãos, era como uma aliança.

— O que é isto?

— Algo que irá te proteger. É muito importante que não tire do seu dedo. — Rumpelstiltiskin já colocava o objeto no dedo de Belle, assim que se encaixou os cabelos dela voltaram ao tom castanho de sempre.

— Espere.... Olhe para mim! — Ela estava realmente confusa, esperava respostas, uma noite somente dos dois ou então que eles lamentassem juntos a perda da pequena, mas ele chegou e logo lhe deu algo que ela nem sabia do que se tratava. — Rumple, o que é isto? Irá me proteger do quê, de quem?

Ele respirou profundamente, apontou para ela com dor nos olhos e respondeu com a maior sinceridade do mundo.

— De si mesma.

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O tempo passou mais rápido com Rum ali, os dois tinham uma rotina um pouco quanto divertida. Ele sempre a levava para cavalgar, as vezes era chamado por uma emergência e isto sempre o deixava extremamente irritado. A morena entendia o fato de que com os poderes dele de volta era mais complicado os dois passarem um tempo maior juntos, ela sempre lhe dava um beijo de boa sorte.

A noite os dois conversavam sobre qualquer assunto sem nexo, não se importavam a hora que iam dormir ou se iriam dormir. Aquela noite em especial eles tinham muito o que falar. Ele não queria contar à ela de imediato, mas Belle conhecia o seu olhar.

— O que está te preocupando tanto, amor?

— Tirando o fato de que antes de você chegar tudo quanto era líquido que eu tocava transformava-se em gelo? — Ela deu um meio sorriso forçado.

— Há algo que você está querendo me perguntar, não se preocupe, eu te responderei qualquer coisa.

Ela o olhou desconfiada, mas ela tinha que perguntar, precisava saber.

— Como foi que você perdeu o seu filho? Há tempos essa dúvida me corrói, sempre que eu perguntava você desviava ou me dava algo para fazer imediatamente, mas eu nunca soube. Por acaso tem alguma coisa a ver com o fato de você ter trago Alex para cá?

— Antes de eu começar, promete que não vamos brigar?

— Prometo.

Ela era perseptiva, isso era óbvio. Ele deu um sorriso fraco, sabia que tinha que falar a verdade, porque ele ainda escondia isso dela? Tentou resumir a história, ocultando as mais vergonhosas partes.

— Há muito tempo, na Guerra dos Ogros havia uma vidente. Ela me disse que eu me tornaria pai e que minhas ações no campo de batalha deixariam meu filho sem mim. Logo eu deduzi que eu morreria, feri a mim mesmo e consegui voltar para casa vivo, eu paguei um preço alto por isso. — Por mais que tivessem passados séculos desde que aquilo ocorrera ainda era doloroso falar sobre o assunto. — Assim como estava certa sobre as outras coisas, estava certa sobre meu filho. Milah, minha esposa havia dado a luz. Depois de uns anos ela me deixou sozinho com Bae.

— Ela morreu?

— Não, não. Ela fugiu... Quando meu filho completasse 14 anos seria levado a Guerra e provavelmente morreria. Eu não podia deixar isto acontecer, Belle. Foi assim que eu me tornei Senhor das Trevas, mas perdi meu filho....

— Perdeu? Como? — A curiosidade dela estava aflorando mais a mais a medida que ele lhe contava a história.

— Uma Fada deu à ele um feijão mágico que o levou a uma terra sem magia, eu deveria ter ido junto, mas não fui, o deixei ir. Tentei de todas as maneiras possíveis e impossíveis reencontrá-lo, mas nuca tive sucesso. Foi então que reencontrei a mesma vidente de anos atrás e ela me disse que eu voltaria a vê-lo, porém eu não faria isso sozinho, eu precisava de ajuda.

— Ajuda? De quem?

— De uma criança, mais especificamente de uma menina. Até eu perceber que a garotinha viria até mim sem eu interferir já era tarde.

— Tarde? Quer dizer então que...

— Eu negociei a Alex pensando que ela seria a menina que me levaria até Baelfire. Perdoe-me.

— Está tudo bem, Rumple. Mas você está me escondendo algo, algo que aconteceu quando você foi levar Alex de volta. O que é?

— São só rumores Belle. Nada para se preocupar.

— Diga-me, por favor. Eu estou me esforçando para não brigar, Rum.... — Ela fez graça.

Ambos deram uma leve risada. Como era possível alguém ser tão linda, tão meiga e estar completamente apaixonada por ele?

— Está certo. Acontece que enquanto eu andava pela vila em busca de algumas coisas eu ouvi alguns homens falando sobre feijões mágicos.

— Mas você me disse que eles tinham acabado, que já não restava nenhum.

— Ao que tudo parece a Rainha Branca de Neve e o Rei ajudaram o último gigante, mas o que importa é que ele voltou a cultivar os feijões. Eu só preciso esperar o momento certo que eles precisem de mim novamente e enfim negociar dois desses feijões....

— Eu não posso mesmo ir com você?

— Sinto muito, mas Bae não está onde eu pensei que estivesse. De alguma forma ele foi parar em um lugar muito mais perigoso para nós do que um mundo sem magia. Uma velha amiga minha me deu algo em troca de uma oportunidade de falar com a filha e bem.... Descobri que meu filho está em outro lugar.

— Outro lugar? Onde é que ele está, Rum?

Ele realmente odiava pensar que seu filho estava naquele lugar, odiava imaginar que seu pai tinha posse de seu filho e que provavelmente ele teria que morrer para salvar Bae. Sangrava só de pensar que teria que deixar Belle e talvez nunca mais a visse, não iria contar a ela esses detalhes, apenas disse em alto e bom som a localização do menino.

— Terra do Nunca.

Notas finais
Queria pedir desculpas por qualquer erro cometido neste capítulo, eu o fiz de repente, nem sei se ficou coerente com o último que postei. Se ficaram em dúvida sobre o que está acontecendo com Belle leiam o capítulo anterior, nele pode ter um nome conhecido da Disney. Obrigada à todos que ainda comentam!