Just love me
12 Sou melhor do que você pensava
Notas iniciais
Autora Povs :
As batidas incessantes daquele ritmo eletrônico ecoavam pelo lugar, entrando no ouvido de todos no recinto, que mesmo que já acostumados se incomodavam com aquilo. Exceto por um certo loiro.
Wade se encontrava no chão olhando com os olhos arregalados para o moreno que se afastava de si, sentando-se na escada que ia para o segundo andar.
— Puta que pariu! — exclama Harry esfregando seus olhos. — Será que eu bebi tanto assim?!
— O que aconteceu? — indaga Matt vendo que seu namorado parou de lhe beijar repentinamente.
— Tem dois Peter aqui. — Fala o loiro encarando o moreno que lhe piscou um olho sedutoramente. — E o número dois é safado.
E tudo isso foi o tempo que Wade demorou para se levantar, sentindo uma leve falta de ar por todos esses acontecimentos.
— Wadee, cadê minha vodka? — indaga Peter, pulando nas costas do loiro, com um biquinho.
— Peter, você tem um irmão gêmeo? — indaga Harry sério.
— Não. Por quê?
O loiro aponta para uma direção. Peter segue seu olhar vendo um garoto idêntico a si, sendo a única diferença é que seus cabelos são louros, mas sendo óbvio que não é natural.
O menor arregala os olhos, não acreditando alguém ser tão parecido a si.
— Q-Quem é ele?
— Ben Reilly — Fala Wade do nada. — Meu ex-namorado.
Todos os outros três arregalam os olhos ao ouvir isso. Parando tudo que faziam, prestando a máxima atenção nessas três palavras.
Peter, que ainda se mantinha agarrado as costas do maior, se solta dele, sentindo um aperto no peito, e por alguns segundos se esqueceu como se respira.
— Acho que eu não ouvi direito. — fala Matt tentando raciocinar todas aquelas informações.
— Ouviu sim. Ele se chama Ben, faz cerca de um ano que terminamos.
Todos ficam em silêncio sem saber o que dizer, ficando uma tensão no ar.
— Eu quero ir pra casa. — Fala Peter com os braços cruzados.
— Acabamos de chegar! — Harry se revolta com a idéia.
— Não me importo! Eu quero ir pra casa! — fala em um tom mais alto, com a voz meio trêmula.
Harry não diz mais nada, vendo que todo o fogo que seu amigo tinha se apagou no último minuto. Ele tira a chave do bolso, segurando na mão de Matt com a outra.
— Vamos.
O moreno, vendo que seu namorado ainda fitava sua cópia, por assim dizer, se revolta, ficando na frente do loiro.
Olhando uma última vez para Ben, que lhe mandou um beijo, sorrindo largamente no final. Agarra seu namorado pelos ombros, e com um pouco mais de força o empurra para baixo, beijando aqueles lábios rosas.
Ele insere sua língua, envolvendo-a na do outro sem nenhum pudor. Sorrindo vitorioso ao perceber que o maior fechou seus olhos e agora gemia para si. Até mesmo Peter se surpreendeu ao ver o quão grande foi seu ciúmes.
Ele separa seus lábios, encarando o olhar pidão de Wade.
— Agora podemos ir embora? — indaga de modo grosso.
Wade demora um pouco pra raciocinar, mas assim que percebe a burrada que fez, desvia seu olhar, constrangido.
— Desculpe Baby Boy — diz fitando os olhos amendoados de seu namorado. — Vamos.
O loiro tenta segurar na mão do moreno, mas este se desvia de seu toque, cabisbaixo.
Quando todos na estão no carro ninguém pede explicação nenhuma a Wade, que parecia estar mãos confuso que eles.
— Eu quero que me deixem aqui. — Fala Peter num sussurro.
— Qual é. Já estamos até perto da sua casa. — Diz Harry.
— Eu sei, mas ainda que me deixem aqui.
— Petey, você tá mesmo legal? — Wade pergunta, estranhando seu namorado.
— Eu não sei... — responde o menor sem olhar para o loiro. — Apenas saiba que você vai descer comigo.
Harry, finalmente entendendo o problema, pede para o motorista estacionar o carro em frente a um café. — Serio mesmo Peter? — indaga uma última vez.
Peter sai do carro junto a Wade, batendo a porta.
— Sério. Tchau.
Assim que o casal se despendem eles entram no café, pedindo apenas uma xícara de café.
— O que você tem Petey? —questiona Wade, sentindo uma enorme falta do jeito risonho e feliz do seu namorado.
— Eu só quero que você me responda tudo. E sem mentiras.
— Okay.
— Você me disse que abriu o jogo pra mim, então por que não me falou do seu ex-namorado? E mais! Por que não me disse que somos idênticos?
O loiro suspira, um pouco atônito por essas perguntas terem lhe vindo a cara, sem preliminares.
— Eu te falei tudo. Bom... tudo que me lembro.
— Como assim?
— Às vezes eu vou a uma psicóloga, o motivo era porque me metia em brigas e coisas do tipo, até tinha uns amigos que aprontava comigo. A gente saia às vezes, ia pra shows ou ficava andando por ai. Foi em um show que conheci o Ben. Foi amor a primeira vista sabe? A gente passou a aprontar junto, tipo em roubo e brigas de gangue.
— E como vocês terminaram? Não eram felizes? — era a única coisa que Peter não conseguia entender.
— Muito. Mas ele me enganou, armou uma pra mim e fui preso. Foi os tiras que me mandaram pra psicóloga quando descobriram que era esquizofrênico. Acho que ela encobriu as minhas lembranças do Ben. Só lembrei quando o vi hoje.
Peter ouvia a tudo aquilo, achando difícil acreditar em tudo, mas se era Wade que falava deveria confiar em seu amor.
— Só mais algumas perguntas. Você ainda gosta do Ben?
— Sinceramente? Não! Passei a odiar aquele filho da puta desde que me traiu.
— Então quando nos vimos, você não me salvou do Flash por que eu era parecido com o Ben?
— Talvez meu subconsciente fez isso. Mas eu quero que saiba que quando te vi em perigo senti que tinha que salvar. E quando te vi pela primeira vez não quis mais te deixar.
Foi inevitável o moreno não sorrir bobo.
— Então não gosta de mim por me parecer com o Ben?
— Talvez — o loiro fala brincalhão. — Mas só no físico também. Porque na personalidade são totalmente diferentes.
— Bom saber.
— Ainda vai ficar de cara emburrada?
— Não. Eu que fui idiota mesmo. Vamos embora?
— Sim.
Os dois se levantam, dando um selinho na frente de alguns na cafeteria, que ficaram chocados. Eles pegam em suas mãos saindo de lá.
— Eu tenho que ir agora — fala Peter. — Senão meu castigo vai aumentar.
— Vou sentir saudades.
— Também. Tchau.
Os dois dão um último beijo, refletindo nele todos seus sentimentos. Se despedindo uma última vez, tomam caminhos opostos, sabendo que terão que enfrentar a fúria de seus pais.
~Pov Wade~
Na segunda fui para a escola junto do Matt, que magicamente estava me esperando na frente da minha casa dizendo que queria me acompanhar, e falou que o Harry o passou o endereço de casa. Quando chegamos no colégio, logo vimos o Harry chegando com um dos seus carros, e Petey chegando logo após junto com os pai deles.
— Vá direto pra casa, ouviu? — quase gritou Steve.
— Se quiser pode levar o Harry, vou fazer lasanha e sei que ele gosta. — falou Tony e logo o carro continua o percurso deixando o meu moreno na entrada da escola.
— Ok. — falou parecendo cansado.
Corri até ele e o abracei, e logo ele virou-se para mim sorrindo, dando-me um beijo na bochecha.
— Bom dia. — falou para mim com seu sorriso carinhoso.
— Tão fofo. — falei o abraçando com força.
—Ok, Wade, — falou me empurrando de leve, me fazendo o encarar. — Estou ainda com um pouco de dor de cabeça por conta de ontem, bebi de mais. — falou suspirando.
— Devia ter ficado em casa. E seus pais não notaram que a gente saiu? — perguntei.
— Se eu falasse que quero ficar em casa eles iam desconfiar de algo, e não, eles nem notaram que saímos, quando cheguei eles estavam ... transando . — falou tremendo como se estivesse com nojo. – Hoje falei pra eles que você saiu pela janela do banheiro, andando pelo para-peito até a janela aberta do outro cômodo e foi embora, e incrivelmente eles acreditaram.—disse rindo baixo.
— Que esperto. — falei fazendo um carinho na cabeça do menor, bagunçando seus cabelos.
Então assim eu, meu moreno e o casal do riquinho e o cego, entramos indo para as nossa salas. Sentei no meu lugar de costume, que é a segunda carteira, do lado da janela, sendo que Petey sempre sentava à minha frente. Logo a professora entra na sala, e logo apoio a cabeça na mesa, odiava Química.
— Bem alunos, vamos continuar a matéria da ultima aula, mas antes, vamos conhecer seus novos colegas de sala. Neena Thurman e Ben Reilly. — nesse momento eu juro que tive uma mine parada cardíaca, e depois um choque de realidade que me reanimou.
— Wade. — Peter virou preocupado comigo, e eu apenas olhava para porta vendo a garota com fios negros e um vestido preto, muito curto, realmente muito curto.
— Domino. — falei quase sem voz.
(Ai meu Deus. Ai Jesus. Wade do céu.)
[DOMINO, DOMINO, DOMINO, DOMINO, É A DOMINO PORRA!]
— Ele não era loiro? — perguntou Petey.
— Ele estava usando peruca, mas ele é moreno, que nem você. — falei ainda olhando para a garota.
— Podem se apresentar. — falou a professora.
— Ok, eu começo. — falou Ben. — Meu nome é Bem Reilly. Me mudei aqui pra região a pouco tempo, e quase me matei pra conseguir me matricular nessa escola, por que queria ficar na mesma escola que o Wade Wilson. — falou mandando um beijinho pra mim, e eu apenas desviei o olhar ora fora da janela, enquanto sentia o olhar de todos sobre mim e principalmente de Petey, dava para ouvir os murmurinhos de “será que são gêmeos?”, “ele são iguaiszinhos?”, “um clone, meu Deus!”.
— Tsc, isso não me agrada nem um pouco. — falou ele estalando a língua.
— Você é mais velho que ele, então ele que é sua copia. — falei beijando a bochecha dele o fazendo corar de leve, já que ainda tinha vários que nos olhavam.
— Certo, Sr. Reilly. Agora a senhorita pode se apresentar. — falou para a garota que tinha a pele mais branca que os vampiros de crepúsculo.
— É... — ela tira os fones de ouvido e olha pra sal toda, parando seu olhar em mim. — Sou Neena Thurman, a velha já falou isso. — falou se referindo a professora fazendo a sala rir e deixando a “velha” com raiva. — Mas me chamem de Domino, não gosto do meu nome. — falou desviando o olhar pra o lado.
[Quero agarrar ela.]
(Meu Deus, Wade.)
~Pov [Voz do Wade]~
Levantei daquela cadeira, indo até a Domino e pulando nos braços dela, quase a fazendo cair.
— [Domino, que saudades. Nunca mais fique longe de mim pelo amor de todos os anjos no céu.] — gritei.
— Oi voz dois. — falou afagando meu cabelo.
[ELA SABE QUE SOU EUUUU!]
{Como você saiu sem eu deixar.}
(O amor dele é maior que sua autorização do que ele deve ou não fazer.)
[Exato.]
{ O Petey vai ficar puto, sai do meu corpo.}
[Foda-se o Petey, tem a Domino]
(Mas também amamos o Baby Boy.)
— Podem se sentar agora. — falou a professora bufando irritada.
— [Domino senta do meu lado]. — falei lindo até o cara que já se sentava ao meu lado e rosnando para ele, fazendo ele sair rapidamente de seus lugar, assim deixando a nova aluna sentar-se.
— Obrigada Voz dois. — falou sentando-se sorrindo.
— Não vai liberar um lugar pra mim também, Wade? — vou socar a cara do Ben.
— [Vai a merda.] — falei o mostrando o dedos e voltando a sentar no meu lugar.
— Bom, ainda quero ficar perto de você. — falou indo no cara que sentava ao lado do Petey e o empurrando junto de todo o material do cara que estava sobre a mesa. — Desculpa querido, quero muito ficar aqui, então vaza. — falou primeiramente sorrindo gentil, mas a ultima frase ele falou com seu olhar... indescritivelmente assustador, fazendo o garoto apenas o obedecer e ir sentar em outro lugar.
— [Eu odeio você.] — falei irritado.
— Ah, Dois, você sempre pega raiva muito fácil de todo mundo. — falou rindo.
Apenas estreitei os olhos e sente no meu lugar, ouvindo a professora reclamar de nós.
~Pov Wade~
[Pode encarar essa fera, que eu não to nem um pouco a fim.]
— Sempre deixando a parte chata pra mim. — reclamei baixo.
— Oi Wade. — falou Domino indiferente.
— Hey Querido. — falou Ben.
— Não suporto vocês. — falei levantando e pegando Petey no colo e saindo da sala.
— Wade, para... — reclamava o meu moreno enquanto eu o levava pra fora.
Parei de andar só quando chegamos na arquibancada da quadra, onde o soltei.
— Ficou louco de me tirar da sala daquele jeito, e no meio da aula? — reclamou.
— Primeiro: não quero lidar com o Ben. Segundo: Minhas vozes tomam o controle facilmente perto da Domino.
[Vá a merda.]
(Clara a boca, estrupício.)
— Terceiro: Você não quer lidar com nenhum dos dois. — falei quase entrando em pânico, era coisa de mais pra minha cabeça.
— E quem é essa Neena Thurman? Você nunca me falou dela! E por que eles estão na mesma escola que a gente, ele falou que sabia que você estuda aqui, então você contou algo pra ele?
— Não, porra, ele deve ter ido falar com meu pai, ou me investigou de novo, sei lá. — por que essa vontade de chorar?
— Me fala quem é ela então, pelo menos isso. – respirei fundo.
— Certo. — sentei na arquibancada e ele fez o mesmo. — Eu, o Ben e ela tinham uma gangue e éramos muito conhecidos pelo nome Mercenaries, e por nossos nomes de “mercenários”, eu Era DeadPool, a Neena era Domino, e o Ben era Spider-man, mas eles sempre queria se chamar de Spider-Scarlet, mas meu pai que era tipo “nosso chefe” não deixou ele se chamar Spider-Scarlet....
(Ta desviando o foco... de novo.)
[Realmente.]
—Ok... voltando. A Domino era minha melhor amiga, e pelo o que me lembro eu era a fim dela, ou pelo menos uma das minhas vozes. — Vi a cara de bravo do Petey. — Ahh... mas eu juro que não sinto mais nada por ela também... acho que só uma das minhas vozes que ainda gosta dela, mas isso não faz diferença...
[Ah faz sim.]
(Já falei pra ficar quieto.)
— Certo, continua. — falou Baby Boy desviando o olhar.
— Durante a mesma missão que o Ben me traiu ele contatou a policia que ela era órfã, por que ela realmente era, e assim a mandaram para um abrigo de freiras. A maldita psicóloga conseguiu me fazer esquecer disso também... gghhhnn que raiva. — rosnei. — Tenho ainda mais raiva daquele... — olhei pra o Petey e desisti totalmente de xingar o desgraçado. — Não dá pra xingar ele sabendo que ele tem a mesma aparecia que você. Minha cabeça ta doendo de eu lembrar de tanta coisa.
— Entendi. — falou Petey parecendo meio triste.
— Ei. — fui até ele o abraçando. — Calma, juro que quem eu amo é você, e ninguém mais. — falei beijando sua testa.
— Jura mesmo? — que fofo.
— Juro pela unha do meu dedo mindinho do pé. — ele me olhou de canto com um sorriso desconfiado. — Que foi? Eu amo minha unha do dedinho, é quase mais importante que meu braço. — falei rindo e ele começou a rir também.
— Ok, acredito em você. Também te amo.
Peter Povs :
Mesmo sabendo que vou odiar as próximas horas de aula, Wade e eu voltamos para classe, vendo que todos nos olhavam curiosos, enquanto que o professor cruzou os braços com as sobrancelhas franzidas, mostrando sua irritação.
Vendo que meu lugar já estava ocupado, sento atrás de Raven, no centro da sala.
Mesmo sabendo que terei que enfrentar isso cinco vezes na semana, hoje eu desisti. Resolvi dormir, ainda mais já que sei essa matéria, e só acordei para o recreio, com um beijo carinhoso de meu namorado.
Perto de nosso encontro com Harry, Matt e Gwen, os dois novos alunos ficam em nossa frente.
— Ei Wade, não quer lanchar com a gente? — indaga Ben, fingindo que nem estou do lado do loiro.
— Não valeu, já tenho minha galera.
— Pelo que me lembre nós somos sua galera. E eu sou seu amor. — ele olha pra mim com um sorriso debochado.
— Talvez antes — digo controlando minha raiva. — Mas eu sou seu namorado agora!
— Mas sabe, deve ser meio chato saber que eu fui o primeiro amor do Wade, além de ter sido eu que o beijou pela primeira vez.
Aperto meus punhos, respirando profundamente.
— Mas não foi com você que o Wade transou pela primeira vez! — digo em alto bom tom, fazendo Gwen engasgar com seu suco de uva.
Depois dessa Ben fica em silêncio, sumindo o sorriso de seu rosto.
— Já parou pra pensar que o Wade só transou com você por que somos idênticos? — ele me pergunta.
— Já parou pra pensar que o Wade só transou comigo por que me ama? — indago ríspido.
Pego na mão de meu namorado e praticamente o puxo de lá, indo à mesa dos meus amigos.
— Puta que pariu, o que foi aquilo? — indaga Harry pasmo.
— Não estou com humor pra aguentar merda! — respondo.
— Você foi incrível. — Wade me da um selinho demorado.
— Obrigado.
Ben e Neena sentaram perto da gente mais não falaram mais nada, ficando na deles.
O resto do recreio foi o Wade dando sempre as mesmas explicações, e quando voltamos a classe dormi de novo.
Na saída iria embora com Harry, mas como ele me disse, foi se despedir adequadamente de seu namorado.
Pra mim estava tudo perfeito, até ver ao longe Wade falando com Neena, e Ben vindo ao meu encontro.
— O Wade está ali sabia? — falo de modo grosso.
— Quero falar com você.
— E quem disse que quero ouvir?
— E quem disse que me importo? Eu fiquei me pergunto do porque sermos tão parecidos, além de termos o mesmo gosto pra homens.
— Coincidência?
— Não sei. Eu vejo o porque do Wade gostar de você — Ben se aproxima de mim, ficando a centímetros de distância. — Além de ser bonito, é bem fofinho e inteligente. Quem não desejaria pegar?
— Aonde quer chegar com isso?!
— Só estou dizendo que te acho... interessante. — O moreno acaricia minha bochecha com os olhos brilhando. — Dá até pena que esses lábios já foram beijados. Queria ter sido o primeiro.
Não vendo um rumo para essa conversa continuar, empurro Ben, indo até Wade, que mesmo perto de Neena, sorri para mim.
— Você se esqueceu de uma coisa — Ben pega no meu pulso, virando-me para ele. — O beijo de despedida.
Antes que pudesse fazer qualquer coisa, ele me puxa de forma bruta, grudando nossos lábios, iniciando um beijo.
~Pov Ben~
Prensei meus lábios contra o do Peter, o surpreendendo, logo estalando os dedos para Neena segurar o Wade, e assim ela fez (adoro essa garota). Comecei a mover meus lábios contra os do garoto, e mesmo ele tentando me afastar, não conseguia, era mito mais forte que ele. Fiquei esperando ele ficar sem ar para tentar espirar com a boca, assim que fez isso a abrindo minimamente, adentrei com minha língua, começando o beijo de verdade, e ele tinha um gosto peculiarmente adocicado.
— Tira as mãos dele. — gritou Wade, conseguindo se soltar da Domino, mas logo ela da uma rasteira nele o fazendo cair, assim subindo sobre esse e o imobilizando. — Me solta, porra. É meu namorado.
Peter resmungava contra o beijo, e ele insistia em não fechar os olhos, que garoto chato. O puxei pela cintura para mais perto de mim, fazendo nossos corpos se colarem, afundei uma de minhas mãos nos fios castanhos e aprofundei ainda mais o beijo e me senti satisfeito ao Peter gemer contra o beijo. Assim o soltei.
— Delicinha. —falei limpando a boca e o meu semelhante fez o mesmo.
— Seu... Seu... — ele ia me xingar, mas antes disso um loiro chegou abraçando Peter.
— Cheguei, desculpa a demora. — falou ele me olhando e arregalando os olhos. — O clone do Peter, de novo. — falou apontando pra mim.
— Socorro. — disse Wade ainda no chão com o rosto roxo, já que a Neena o sufocava com as pernas, enquanto o corpo dessa puxava a cabeça dele para trás, sendo que seus braços seguravam suas pernas, e ele de bruços no chão.
— Pode soltar. — falei e assim ela fez.
No mesmo momento Wade levantou respirando o máximo de ar possível e abraçando o "seu" moreno.
— Não... Toca... nele... seu... filho... da.... puta... — falou pausadamente respirando a cada palavra.
— Mas eu nem fiz nada. — falei inocente, vendo a cara de confuso do loiro.
— Se tocar nele de novo eu quebro todos os dentes da sua...
— Tenta. — falei interrompendo Wade, apenas o lançando um olhar serio e fazendo-o se arrepiar acolhendo mais Peter nos seus braços.
— Parem de serem discretos e vão logo para um quarto. — falou Domino se referindo ao casal belíssimo a minha frente.
— Parece que estou me olhando com o Wade no passado, só que era ao contrario, Wilson que se acolhia nos meus braços. — falei rindo um pouco.
— Escuta cá colega. — falou o Loiro entrando na frente dos dois com um olhar superior. — Não vou deixar que fique falando assim dos meus amigos seu retar...
— Eu já peguei o Wade e acabei de beijar o Peter, e como sei que é cliente fiel da Garage te dou uísque de graça. — falei sorrindo, me lembrei dele, era Harry Osborn, o riquinho que já tentei roubar uma vez, mas não colou.
— É... — ele me olhou pasmo, mas logo sorriu me abraçando por trás. — Eu te amo cara.
— Aí que lindo. — falei o abraçando de volta.
— Vamos ser amigos. Pode me chamar de Harry. — falou animado.
— Claro, e você pode me chamar de Ben.
— Peter, ele vai junto com a gente pra sua casa. — falou o loiro e eu sorri sacana.
— O que, não. — reclamou o mesmo.
— Eu não vou deixar. — disse Wade, e assim estalei os dedos e logo Neena entendeu.
— Voz dois, quer ir tomar um sorvete comigo? — perguntou a garota.
Poucos sabem (ou quase ninguém), mas quando uma das vozs toma o poder do Wade os olhos dele mudam de cor, com a voz um os olhos ficam cinzas e com a voz dois ficam meio castanhos. E assim vi a mudança nos olhos do mesmo.
— [Claro, agora.] — falou indo até a garota e saindo rua a fora.
Olhei novamente para os dois garotos vendo a cara de confuso deles, então simplesmente pego eles pelos braços os puxando para fora da escola.
oOo
O motorista parou na frente da torre Stark, e... puta merda.
— É enorme. — Falei arregalando os olhos. — Peter, vou entrar contigo. — falei empolgado.
— Nem vem. — disse abrindo a porta do carro pronto para sair, mas eu o impedi-o puxando ele de volta para dentro.
— Vai Peter, por favor. — implorei tentando fazer uma cara fofa.
— Peter, você devia tentar ser mais legal com o ele. Só por que ele já pegou o Wade, não quer dizer que ele é alguém ruim. — disse Harry e eu acenei positivamente.
— Mas ele esta me provocando o dia inteiro, e me beijou. — falou com indignação na voz.
— Eu também já te beijei, e encho teu saco todo dia. — acenei positivamente novamente.
— Isso é totalmente diferente.
— Para de cu doce, Parker e leva logo teu clone pra dentro dessa maldita torre. — falou Harry rodando as orbes.
— Alem disso. — intrometi-me. — Quero falar algo serio com você. — então lancei meu melhor olhar medonho, que não menos esperado, o fez tremer.
— C-certo. — falou saindo do carro e assim sorri o seguindo.
— Isso vai ser legal. — falou Harry também saindo do carro, e vendo minha cara de confuso ele riu. — O pai do Peter me convidou pra jantar ai hoje. — falou e aí abri a boca como se houvesse entendido tudo.
Entramos no lugar e subimos por um elevador até quase o ultimo andar da torre, e me assustei com uma voz computadorizada que falou com a gente, mas logo achei tudo muito incrível.
— Filho, você chegou. — ouvi vindo de algum canto da casa.
— Sim, e trouxe o Harry, e mais um... amigo. — falou contra gosto, e achei aquilo até fofinho.
— Oh, certo, fiz bastante lasanha. — falou novamente.
— Lasanha. — berrei empolgado.
— Sim. — riu o homem ainda de algum lugar da casa. — Calma que irei aí falar com vocês.
Então...
Um grito vem aos nossos ouvidos e logo à outro loiro chegar na sala, mais um grito, isso claramente, a me verem.
— Peter te clonara. — falou o Stark apontando para mim.
— Vou te proteger. — falou o Rogers puxando o filho para seus braços, e inevitavelmente comecei a rir daquela cena.
— Prazer sr. e... sr. Stark e Rogers, eu sou Ben Reilly. — sorri. — Então realmente Peter é filho dos dois homens mais... "uou" do... mundo. — olhei para o moreno de forma amigável. — Estou com inveja.
E depois de vários "porque se parece com nosso menino?" finalmente me aceitaram melhor, e sentamos a mesa para almoçar, e depois disso Harry foi embora. Me ofereci a lavar a louça.
— Acabei. — falei indo na sala onde Peter estava sentado no sofá vendo TV e Tony dançando junto com o Steve.
— Ah, vem dançar com a gente querido. — falei o moreno me puxando pelo mão.
Dei uma longa risada começando a dançar naturalmente, e sinceramente era divertido, até mesmo tango ele colocou para dançarmos juntos vendo que eu manjava, e assim que a musica acabou ele me abraçou, tipo, um abraço paterno.
— Estou me sentindo amado. — falei rindo um pouco.
— Você dança muito bem. — falou ele. — Peter, devia aprender com o Ben. — o moreno me olhou do sofá e revirou os olhos em forma de negação, enquanto Steve foi sentar-se com ele. — Onde aprendeu a dançar tão bem?
— Ah, eu trabalho como... dançarino, decoro coreografias quase todos os dias. — falei sorrindo meio nervoso já querendo mudar de assunto.
— Nossa. — falou ele me soltando.
—Ah é, Peter, podemos ir conversar no seu quarto, quero falar sobre a matéria de hoje, já que entrei atrasado não estou entendendo o que estão passando. — falei e logo o moreno captou o que realmente queria.
— Claro. — falou se levantando.
Fomos até seu quarto depois de me despedir dos seus pais, e ele trancou a porta.
— Comece. —falou ele parecendo pouco paciente.
— Ficaria muito puto se contasse algo do passado meu com Wade, que vai explicar por que vim o procurar?
— Então realmente esta aqui apenas por causa dele, o que quer com ele? — parecia nervoso. Tudo isso era ciúmes?
— Eu vou morrer de qualquer forma, Peter. — falei ficando serio e ele arregalou os olhos estranhando minhas palavras. — Apenas me deixe contar algo para você, que você vai entender. Não sou tão filho da puta quanto pensa. — falei e ele riu de canto.
— Certo. Conte.
— Obrigado. — falei sorrindo submisso o dando a ilusão de estar por cima.
*
O sr. Wilson deixou claro o que tínhamos que fazer no dia seguinte, entrar numa usina nuclear, onde ficava escondida uma quadrilha que exportava drogas e armas, e roubar toda a mercadoria, era até simples. Então no dia eu, Domino, Deadpool, Silver e Mercenário (sim, "Mercenário" era o codinome dele, lindo não?!), estávamos prontos, sinceramente, o Wilson estava indo longe de mais, mesmo eu achando que seria mole o trabalho, ele estava arriscando muito alem de pagar mal.
— Spider. — chamou-me o velho antes de irmos.
— Que? — perguntei o seguindo para um lugar mais afastado.
— Certo. — falou parando vendo que já ninguém podia nos ouvir. — Quero que faça o seguinte: vá primeiro junto de um amigo meu, ele te levara de carro, assim pega a mercadoria e volte com ele, tudo isso sem ninguém te ver,use os dutos de ventilação, dará direto na sala onde escondem tudo. Depois que tudo já estiver comigo, vá para lá novamente e faça questão que o vejam assim começando um tiroteio com esses, e atire em qualquer silo de contenção com matéria radioativa. — falou me fazendo gargalhar.
— Deixa eu ver se entendi... — falei parando de rir. — Você quer que eu vá lá, entregue pra você tudo, e depois volte lá pra me suicidar com todos junto da cidade, já que material tóxico se espalha, enquanto você foge?! — continuei rindo. — Vá a merda, velho nojento.
— Eu mando em você, seu...
—Você não manda nem na sua própria bunda, seu nojento. — falei revirando os olhos parando de rir. — Não vou me matar e nem sacrificar minha equipe para você tem drogas pra cheirar a vida toda e armas pra revender e ficar rico. Saiba, se for pra passar por cima de alguém aqui, esse alguém será você. — falei sorrindo. — E obrigada pela dica dos dutos de ar.
oOo
Liguei para policia e contei que teria um ataque na usina nuclear da cidade, e falei todo o esquema, dizendo que eu era um detetive que estava investigando um caso de drogas para o exterior, falei para evacuarem todos da cidade e etc. Não confiava no Wilson, se ele me pediu aquilo é por que quer se livrar de nós, então vou me livrar da mercadoria e tentar salvar meus amigos, como? Eu faria com que a policia, depois de tirar todos da cidade, fossem atrás de nós, assim deixaria todos serem pegos, enquanto me esconderia, e depois de irem embora, explodiria o carro com a mercadoria e atiraria no silo de contenção qualquer, tudo isso só pra poder imaginar a cara de merda que o Wilson fará. Mas eu não contava que o Lester e a Siblinova estavam atas de mim ouvindo o que eu falava, então tive que contar a eles tudo.
— Certo. — falou os dois juntos sorrindo de canto.
Eu... tinha feito tudo certo... mas... por que?
*
— O que foi, porque parou? — perguntou Peter.
— É... que eu não gosto muito de lembrar, queria poder esquecer, duvido que o Wade lembre disso, mas, a Silver e o Mercenário deduraram onde eu estava, falando que eles que tinham ligado pra policia fingindo que ele se infiltraram na minha gangue para coletar provas. E... enquanto a policia levava a Neena pra um canto, eu pra outro e o Wade pra outro... os dois ficaram lá junto de outros policiais, e... mataram todos que estavam lá e depois atiraram no silo de contenção, putamente radioativo. — respirei fundo. — Eles morreram por minha causa.
Sentei no chão antes que eu começasse a chorar.
— Eu que devia ter morrido para salvar eles. Eu sabia que o Wilson tava aprontando pra cima da gente. Eu devia ter... — E então rola algo que eu não esperava, o nerd me abraçou.
Que? ele me abraçou, que? Como? Onde? Ele ta com febre? Desmaiou em cima de mim?
— É... Peter?
— Cala boca imbecil. — fiquei quieto depois dessa. — Pode dormir aqui hoje.
— Mas eu ainda não falei...
— Disse pra cala a boca. — grosso.
— Ok. — falei rindo, assim abraçando Peter e o dando um selinho, não de maldade, tipo de boas.... é... levei um soco.
— Vou falar pros meus pais. — assim ele saiu do quarto.
Sorri olhando para o teto e me deitando no chão.
*
— Wade, juro que eu te amo, vou tentar parar de beijar as pessoas. — falei rindo e correndo atrás dele.
— Não acredito em você. — falou virando as costas pra mim e continuando a andar.
Irritei-me, indo até ele e o dando um chute nas costelas, fazendo-o cair no chão.
— Quando eu estiver me confessando, você me olha diretamente nos olhos e diz "eu também te amo". — falei chutando o rosto dele.
— Desculpa. — choramingou se levantando e me puxando em seus braços, me dando um beijo calmo e apaixonado. — Eu te amo, chato. — falou corando.
— Também. — respondi retribuindo o abraço dele.
— Ei, pombinhos. — viramos vindo Silver junto dos outros. — Estamos indo tomar sorvete, querem vir?
— Sim. — respondeu Wade me pegando no colo e saindo correndo comigo na direção deles.
*
Meus pequenos dias de paz.
Uma lagrima solitária escorreu pelo meu rosto mais logo a limpei.
— Vou me vingar, Wilson. Me aguarde. — falei lembrando novamente do sorriso dos meus amigos. — Por eles e principalmente... Levantei do chão. — ... Por mim.
Ainda amo o Wade, mas não vou tirar os dias de paz do Peter, pra trazer os meus de volta.
— Pronto. Pode ficar. — falou ele entrando no quarto novamente, e eu sorri gentilmente pra esse.
— Podemos transar de noite? — e eu ganhei um soco, e eu apenas sorri. — Sabia que nunca deixei alguém me bater, se eu me irritar, você estará bem fodido.
— Foda-se. — gargalhei divertido.
É, realmente nunca estragaria a alegria dele com o Wade, e sim tiraria aquilo que pode os atrapalhar.
De nada.... Deadpool.
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