Just love me
7 Se fossemos um casal
Notas iniciais
Peter Povs:
– Tem certeza que quer ir embora comigo? – indago sem muita certeza.
– Sim – Matt fala – Não estou muito a fim de ir embora sozinho hoje.
– Não prefere o Harry? Eu posso chama-lo se quiser. Vocês estão sempre andando juntos.
– Não precisa – fala Matt apressado – Sem falar que acho que ele já foi embora.
– Tá bem – confirmo um pouco confuso, pego meu celular – Vou ligar pro Tony, ele está aqui perto, quem sabe busca a gente. – Desbloqueio meu celular quando Matt nega.
– Não precisa, estou a fim de andar mesmo.
Isso tá estranho, muito estranho.
– Tem certeza? – indago confuso.
– Sim – Matt pega sua bengala – Vamos?
– Vamos. – Vou ao lado dele, começando a caminhar.
Estamos a uns dois minutos quietos, queria puxar assunto, mas nem sei por onde começar.
– Peter... – Matt fala incerto. Olho de relance para ele. – Seus pais acham que está namorando o Wade certo?
– Sim... – respondo um pouco confuso.
– Foi você ou ele que tomou a atitude?
– No começo fui eu, mas quando nos beijamos foi mais o Wade, fiquei um pouco envergonhado. – Desvio meu olhar para baixo corado, é meio constrangedor falar essas coisas do nada.
– Mas você gosta dele?
– Não sei – digo sincero com minhas bochechas queimando – Nem sei direito o que é gostar, tudo está sendo meio novo pra mim.
– Mas vocês vão continuar com esse namoro? – Matt insiste nesse assunto – Tipo levar ele a sério?
– Não podemos mudar de assunto? – pergunto exasperado, não gostando do rumo dessa conversa.
– Não – Matt diz autoritário, que me surpreendeu, ele sempre costuma ser tão calmo. Só com essa palavra dei de ombros, sabendo que não tenho escolha. – Vai me responder?
– Eu não sei a resposta! Nem sei direito o que é gostar – suspiro pesadamente. Procuro apressar os passos, querendo chegar logo em casa, só que por isso Matt diminui ainda mais sua velocidade, sorrindo maldosamente.
– Qual é Peter, é só uma perguntinha. Prometo não contar pra ninguém.
Encaro um pouco o chão, pensativo.
– Promete?
– Prometo.
– Eu acho que gosto do Wade, mas não tenho certeza, só faz uma semana que o conheço. Será que dá pra gostar de uma pessoa tão rápido assim? – indago ainda perdido em pensamentos.
– Claro que sim, o amor não olha o tempo – diz Matt convicto, parecendo ter a máxima certeza.
– Como pode ter tanta certeza?
– Não tenho – faço uma cara emburrada pela resposta. – Apenas sei.
– Matt, você gosta de alguém?
– Acho que sim – ele fala envergonhado. Sorrio vendo que agora eu estou por cima.
– Posso saber quem é?
– Talvez eu responda se responder todas as minhas perguntas – ele sorri brincalhão.
Penso um pouco, mas confirmo.
– Okay.
– Essa vai ser hipotética – Matt começa, segurando um sorriso malicioso. – Se você gostasse do Wade e não quisesse que esse namoro fosse mais de mentira, pediria ele em namoro?
Coro bravamente pela pergunta.
– Bem... eu... ahn... – gaguejo diversas vezes. – Não sei se teria coragem.
– Voltando ao hipotético. Você quer pedir em namoro, mais não tem coragem e espera o Wade tomar a atitude, só que ele é lerdo demais e não entende as suas indiretas, ai tomaria coragem e pediria ele em namoro?
– Não sei...! Algum dia ele iria entender, não?
– E se ele não se importar? Acho que pro Wade vocês podem transar em um namoro de mentira. – Fala Matt debochado.
Engasgo com minha própria saliva, dando umas tossidas. Sério mesmo que o Matt Murdock está falando essas coisas tão abertamente pra mim? Aquela sauna o mudou pra sempre!
– Você transaria com um cara que não tem um relacionamento com você? – o moreno arqueia as sobrancelhas.
– Não! – digo exasperado.
– Então pediria ele em namoro?
– Não tenho coragem!
– Peter, mas sem sexo você e o Wade vão ser só amigos que se pegam às vezes, é isso que você quer?
– Não!
– Então agora teria coragem suficiente pra pedir ele em namoro?
Olho irritado para Matt, que só ficava com aquele sorriso debochado estampado na face.
– Talvez, quem sabe... – digo apressando os passos, agora sendo correspondido pelo moreno – Mas não prometo ser o melhor pedido de namoro. Com certeza vou gaguejar, erras as palavras e ter um ataque!
– Tudo bem, ainda vale.
– Vale pra que? – indago, olhando confuso para Matt.
Ele toca sua bengala em algo e sorri maldoso.
– Parece que cheguei em casa – ele fala. – Até amanhã Peter.
Ele pega um maço de chaves, toca na ponta de todas até parar em uma, a coloca na fechadura e abre a porta de sua casa.
– Espera! Você nem me disse de quem gosta.
– Não vou dizer.
– Mas você diss- Matt me interrompe.
– Eu disse talvez. Até amanhã Peter – ele repete e fecha a porta.
Cruzo os braços, totalmente indignado com essa resposta, volto a andar bufando.
Amanhã quero muitas explicações!
oOo
~Pov Wade~
Fim das aulas para muitos era um paraíso, finalmente, depois de um dia cansativo de estudos, poder ir para casa descansar ou ir sair com os amigos.... Queria poder sentir esse alivio.
— Está parado aqui já faz 10 minutos. — falou Harry surgindo no meu lado. — O Matt e o Peter passaram pelo seu lado e você nem viu.
— Oh, é que não quero voltar pra casa, ele vai estar lá. — falei lembrando o que ele fez de manhã.
— Acho que o velho não vai tentar algo novamente. — falou Harry que a tal ponto já sabia sobre meus problemas com meu pai e o que ele fizera.
— Não, ele vai tentar, se não for fisicamente vai ser verbalmente. — falei com raiva nos olhos.
Ele quebrou a garrafa de cerveja na mesa, deixando a parte que ficara em sua mão com pontas afiadas, assim apontando para mim.
— Não atreva me desobedecer. — falou com fúria.
— Já falei que não vou matar nenhum desse idiotas que você deve, se foi você que entrou nessa, saia sozinho. — falei quase rosnando.
— Não estou te dando escolhas. — gritou.
— Como se eu me importasse, eu faço o que eu quiser, não sou mais aquela criança burra, que era apenas você me encher de porrada que te obedecia. — gritei no mesmo tom.
(Se ele quer tanto que matemos alguém, mata ele.)
[Odeio ele, odeio, odeio, odeio, odeio.]
(Mata, mata, mata.)
As vozes estavam me enlouquecendo, elas não paravam de berrar.
— Calem a boca. — gritei puxando meus fios de cabelos. — Eu já vou indo. — falei pegando minha mochila no chão e indo em direção da porta, e as vozes gritavam ainda mais.
— Seu retardado, louco, psicopata. Devia ter morrido com aquela vadia que chamava de mãe. Você não presta pra nada. — Gritou ele vindo em minha direção com a garrafa quebrada, fazendo um corte por cima da minha camiseta.
Cansei.
Virei de frente para esse, agarrando sua garganta e começando a sufocá-lo, assim o jogando no chão, ficando por cima dele e continuando a esganá-lo.
(Mata, Mata, Mata esse filho da puta.)
[Como ele ousa falar da mamãe. Quem é ele pra falar dela.]
— Eu odeio você. — o sangue me subiu a cabeça, ia matá-lo, me livrar daquela tortura que era saber que todos os dias teria que aguentar aquele porco imundo falando merda.
Mas então em cai na real, olhei para ele, já estava roxo e quase desmaiando. Soltei-o com lágrimas nos olhos de tanta raiva e me levantei.
— Não quero ser um monstro como você. — disse saindo correndo da casa, colocando minha camisa xadrez para cobrir o corte nas costas.
Ainda sentia o corte arder um pouco, mas juro que por dentro estava me sentindo bem por quase ter o matado.
— Quer que eu vá com você pra sua casa? — olhei para Harry incrédulo.
Ele estava querendo... ir pra casa... minha casa... depois de tudo que falei para ele?
— Aquele bosta vai estar lá, e a casa é imunda, mesmo que eu limpe ele sempre suja tudo com cerveja e resto de comida. — falei.
— Nojento. — falou torcendo o nariz. — Mas acho que vai ser legal, quero ver como o velho vai se comportar comigo lá. — disse com um sorriso divertido.
oOo
Quando menos percebi estava dentro da limusine do Osborn indo para minha casa.
— Então, já pensou em transar com o Peter? — quase engasguei com a pergunta do loiro.
— Que pergunta é essa do nada?
— Vai dizer que não quer?! — falou rindo um pouco do meu acanhamento. — Mas sabe, acho que se você pedisse com jeitinho, o Peter com certeza aceitaria.
— S-sério? — começava a me animar.
— É... acho bem seriamente que ele gosta de você, e acho que ele ficaria com você sim. — falou com razão na voz.
— Acho que não, ele e os pais dele são muito certinhos...
(Menos o Tony.)
— Acho que ele não... transaria comigo sem algo formal. — falei rindo pelo pensamento.
— Tipo um casamento? — Harry obtinha um sorriso de canto.
— Talvez, se depender do Steve. — falei rindo e Harry riu junto.
— Talvez não, acho que se você pedisse o Peter em namoro, seriamente, tipo, você pedir ele realmente em namoro, ele libera pra você, já que até os pais dele acham que vocês já estão juntos. — falou, e meio que achei um ponto de lógica naquilo.
Quando paramos na frente da minha casa, logo vi a feição de nojo do Harry, saímos do carro e logo paramos na frente da porta.
— Não vai entrar? — perguntou ele.
— To com... um pouco de medo. — e se meu pai contasse sobre minha doença, e se Harry espalhasse para todos, e se eu perdesse tudo o que esta me deixando pelo menos um pouco feliz....
— No três nos abrimos... 1... — ele tava falando serio? — 2. — é acho que sim. — 3. — assim eu e ele levamos à mão a porta a abrindo, já que sempre estava aberta.
Olhamos em volta e pude perceber...
— Ele não esta. — falei aliviado.
— Que pena. — disse fingindo desanimo. — Mas vamos para o seu quarto, que sem ofensa, esse lugar fede. — disse sorrindo amigavelmente falso.
— Tá.
Assim que entramos no meu quarto logo ele pulou na minha cama, encarando as paredes totalmente brancas e o quarto limpo.
— Imaginei algo bem diferente em relação ao seu quarto. — falou rindo.
— Tipo o que?
— Não sei, algo como o resto da casa e não parecido com um quarto de hospital ou hospício. — às vezes ele era tão sincero que machucava.
— Desculpa te decepcionar. — falei rindo de canto.
— Bom, mas vamos ao principal. — disse se levantando. — Vou te ajudar a transar com o Peter. — falou convencido.
— Ma para isso...
— Você teria que pedir ele em namoro? Claro, mas você também gosta dele então isso te beneficia, certo? — riu divertido afagando meu cabelo.
— Bom... Vamos com calma. — falei engolindo em seco o fazendo gargalhar.
oOo
~Pov Autora~
Logan recolhia os equipamentos da última aula no final do período, aquilo muitas vezes o irritava seriamente, pois achava plenamente que aquilo se tratava de um dever dos alunos.
— Você tá com uma cara de zangado. — falou Scott que estava sentado em um dos bancos da arquibancada observando o professor.
— Achei que já tinha ido embora, junta da sua namoradinha. — falou o baixinho ainda nervoso.
— A Jean não é minha namorada, e você sabe muito bem isso, ainda mais que sou comprometido. — falou ainda com um sorriso divertido no rosto, sendo que continuava com o seu óculos escuro inseparável.
Assim que o professor guardou todos os equipamentos foi até o moreno que ainda permanecia na arquibancada, assim sentando-se ao lado do rapaz.
— Por que está usando os óculos agora? — questionou olhando para o garoto.
— Também sabe que não gosto dos meus olhos. — falou sorrindo gentil enquanto levava sua mão direta ao rosto de Logan.
— Epa, Epa, calma lá...
— Eu olhei a escolha inteira antes de vir pra cá, não tem ninguém. — falou de forma um tanto tentadora.
— Por mais que eu queira te beijar aqui é agora... — olhou em volta. —... Não quero sair na porrada com mais um aluno. — falou mordendo o lábio interior ao ver, Scott colocar a mão direita na coxa do mesmo e se aproximando perigosamente do membro deste.
— Não vai ter nenhum "Wade Wilson" pra nos flagrar dessa vez. — falou no seu tom normal, mas deu para ver a vontade na voz deste. — Faz quase um mês Logan, sinto sua falta.
O professor preocupado olhou em volta não vendo ninguém, talvez se deixar levar um pouquinho seria bom.
— Apenas um beijo então. — disse.
No mesmo, Scott senta no colo desse, se envergando um pouco parando milímetros do rosto de Logan, assim tirando os óculos, já tendo os olhos fechados e colando seu lábios ao do amante. Logo iniciaram um beijo necessitado, um tentava provar mias do outro, tanto com o contado das línguas e lábios, quanto pelas mãos de ambos que percorriam um o corpo do outro. O mais velho leva as mãos diretamente da bunda do garoto no seu colo, as apertando com força, tirando um leve gemido do mesmo entre o beijo, que retribui com uma mordida no lábio de Logan e o prazer do moreno ao ver os olhos azuis do garoto.
O beijo prolonga e quando menos esperavam, estavam um esfregando o corpo no outro, ambos já bem animados.
— Temos que parar por aqui. — falou Logan separando os lábios do de Scott.
— Logan...
— Amanhã você vai embora comigo, aí vamos pra minha casa, pode ser assim? — viu o sorriso de Scott crescer de ponta a porta.
— Claro. — falou saindo do colo do professor. — Vou falar pra minha mãe que vou dormir fora. — disse dando um beijo no pescoço de Logan e indo em direção à saída. — Até mais professor.
Assim viu a silhueta do garoto desaparecer com o tempo e logo pode se acalmar um pouco, ao mesmo tempo em que sabia que aquilo era errado, era tão bom.
Levantou-se indo em direção do estacionamento do colégio onde estava sua moto, estava pronto para ir embora e sonhar mais uma noite com o pirralho do qual podia dizer estar apaixonado.
oOo
Natasha Povs:
Antes eu achava que o clima entre o Clint e o Pietro era estranho, tipo eu te odeio mais tenho que te aturar. Já estava pensando em pedir pro Fury deixar o baixinho ser meu parceiro, só para amenizar as brigas, Wanda e eu não aguentava mais as brigas dos dois, pareciam duas crianças birrentas disputando um sanduiche de presunto, e acreditem, já brigaram por isso.
Muitas vezes almoçava sozinha só para não ouvir mais uma discussão dos dois, para não correr o risco de usar meus golpes de jiu-jítsu em dois otários, e às vezes para não magoar certa ruivinha.
Não sei quando começou, mas posso afirmar que é culpa das brigas do Clint e Pietro, que nos aproximaram mais. Antes, nós duas nos víamos no máximo três horas por dia, que era nos treinos, e raramente em missões que fazíamos juntas. Mas com todas essas brigas nos aproximamos. Exemplo, nas horas de meu almoço eu ficava na sala de treinos, pegava um dos colchões, encostava-o na parede e comia meu lanche em paz, sem escutar um único som, até o dia em que ouvi a porta se abrir e uma ruiva envergonhada entrar.
– Posso ficar aqui? – foi à primeira coisa que ela disse, escorada na porta, quase com a máxima certeza que eu diria não, eu queria, mas por algum motivo assenti e a deixei entrar.
Sentei-me mais ao lado esquerdo do colchão, indicando que ela podia se sentar.
– Me desculpe – Wanda falou envergonhada, sentando-se ao meu lado. – Estou cansada de toda aquela gritaria e esse é o único lugar onde não dá pra ouvir.
Tímida, ela me fitou, deixando-me por milésimos segundos, hipnotizada por seus olhos castanhos, que mais parecem vermelhos. Envergonhada, ela desviou o olhar.
– Eu te entendo – digo fitando-a, buscando ver mais uma vez esses olhos que não consigo descobrir a cor. – É por isso que venho aqui todos os dias.
– Eu posso vir também? – Wanda me pergunta, incerta. – Com você?
Solto um sorriso de canto.
– Claro. – Pego meu sanduiche e o reparto no meio. – A partir de agora, todos os dias, vamos almoçar juntas, okay?
– Okay. – Wanda sorri para mim, ela pega um dos pedaços do sanduiche e o morde, e pelo olhar o achou delicioso.
Dou uma mordida no meu, apreciando o gosto.
Encaramos-nos uma ultima vez, dando uma risada abafada por estarmos mastigando.
E depois dessa dia sempre almoçamos juntas.
oOo
Não paro de fitar Clint, que me encara com as sobrancelhas cerradas, como se me desafiando e ver quem fitava por mais tempo o outro, minha vontade era de leva-lo pra fora, perguntar um monte de coisas, que não podem ser ouvidas por menores, mas sei que ele vai me olhar feio e dizer que não é de meu interesse, porque vejo que nem pra si mesmo admitiu por completo o que sente por Pietro.
Será que quando esses dois namorarem finalmente vão parar de brigar? Seria um sonho.
Mais não custa tentar.
– Wanda, quer ir ao banheiro comigo? – indago. Não quero ir ao banheiro, mais se for pra deixar esses dois sozinhos e finalmente se entenderem vale a pena.
– Não pode ir sozinha? – questiona Clint grosso.
– Não. – Digo no mesmo tom de voz.
– Vamos – Wanda me puxa pela mão as pressas, parece que até ela quer fugir desse lugar. – Quer sair daqui?
– Eu já ia te perguntar. – Falo, gostando cada vez mais dela.
Sorrateiramente, saímos de lá.
Vendo que já estávamos a uma distancia considerável, caímos na risada.
– Pra onde quer ir? – indago.
– Uma loja de Cds abriu aqui perto, podíamos passar lá.
– Eu topo.
–--
– Esperava outra coisa. – Digo ao entrarmos, não é muito grande, e tem apenas cinco fileiras de Cds, e pelo que parece todos são gêneros de rock, além do fato de nem haver câmeras de seguranças.
– Mas aqui tem sempre as melhores bandas – Wanda corre para uma determinada prateleira onde está escrito “emocore” e pega um Cd. No final do corredor tem um rádio, ela coloca o Cd às pressas, e me puxa para o final do corredor toda animada. Ela liga o rádio e a musica toca.
– É My Heart da Paramore, uma das minhas preferidas. – Ela fala vendo minha confusão.
– Quer dançar? – indago sendo contagiada pelo ritmo animado da musica.
– Acho que não vai dar muito certo.
– Não ligo – seguro em sua mão, esticando-a, enquanto que com a outra toco no meio de suas costas.
Dando de ombros, a ruiva faz o mesmo.
Começamos a dançar, mexendo as nossas cinturas, dando minis-pulos e rodando de um lado pro outro, só imagino o que o atendente deve estar pensando de nós.
– Você se importa do seu irmão estar gostando de outro cara? – pergunto do nada.
– Não, até fico feliz, ele não parece muito o tipo de cara que se apaixona sabe.
– E se uma garota gostasse de você? O que faria?
– Se eu gostasse dela pediria em namoro – ela fala com os olhos brilhando.
– E se eu falar que gosto de você?
– Iria te pedir em namoro.
– Então você gosta de mim? – indago, segurando o sorriso.
– Gosto – ela responde um pouco constrangida.
– Vai me pedir em namoro?
– Você gosta de mim?
– Gosto.
A ruiva cora um pouco, aproximando nossos rostos.
– Você quer namorar comigo? – ela indaga corada.
– Quero.
– Esse é o momento em que a gente se beija?
– Acho que sim.
Paramos de dançar, olhando uma pra outra, uni minhas mãos a dela, aproximando ainda mais nossos rostos, deixando nossos narizes se tocarem. Soltando um ultimo sorriso, nos beijamos. Foi mais como um selinho, então abrimos mais nossas bocas, sentindo como seus lábios são macios e doces.
Não sei se foi a musica ou o beijo, talvez os dois juntos, mais nesse momento foi a primeira que senti as famosas “borboletas no estomago” e sendo sincera, não quero que acabe.
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