Notas iniciais
Oi, Nanami falando. Esse cap ficou curto, mas é bem importante, então espero que gostem.

Peter Povs:

— W-Wade... Você pode se levantar? – pergunto gaguejante, todo vermelho.

Não posso dizer como estou envergonhado. E sem ar. Wade mesmo sendo magro pesa muito.

Se eu pudesse enterrar minha cara num buraco já teria feito isso.

Do jeito que caímos Wade ficou bem no meio de minhas pernas, e estou sentindo algo bater no meu órgão.

— Desculpa Petey – ele se diz com a voz meio rouca apoiando as mãos perto da minha cabeça e erguendo a metade de seu corpo, mas para e fica olhando para mim.

— Wade, o que aconteceu? – pergunto com minhas bochechas ardendo.

— Eu não sei explicar. – Wade fala de maneira calma passando os dedos por meu rosto. – É que você está tão fofo.

— Eu não to entendendo. – Digo um pouco nervoso por essa ação repentina.

Wade solta um riso malicioso e se aproxima do meu rosto, ele segura em meu queixo, fazendo-me fita-lo.

— W-Wade?

— Shh... – Wade lambe os lábios, dando uma mordida no final. Iria dizer mais alguma coisa, mas antes ele me beija de um jeito selvagem, arrancando-me suspiros.

Toco em seu ombro na intenção de empurrá-lo, mas Wade não moveu um músculo.

Ele adentra com sua língua em minha boca, fazendo-me ter cócegas quando passa a mesma em meu céu da boca.

Quando vi já tinha me entregado e brincava com seus fios louros. Eu explorava a boca de Wade, mas diferente dele, de um jeito tímido.

Tudo estava perfeito, até eu sentir que estava tento uma ereção, e não era só eu. Arregalo os olhos, voltando a empurrar o Wade com todas as minhas forças. Viro meu rosto encerrando o beijo por fim.

— Chega. – Digo com a voz um pouco fraca. – Melhor pararmos por aqui.

— Petey, mas estava tão bom. – Wade fala com jeito pidão.

— Não podemos fazer aqui, e se alguém nos virem?

— Ah tá bem – Wade sai de cima de mim e me ajuda a levantar – Mas então podemos fazer em outro lugar? – indaga com um sorriso malicioso.

Olho para baixo constrangido.

— Não sei – digo meio baixo, vendo incerteza na minha voz – Acho que ainda está cedo pra pensarmos nisso, não acha?

— Não sei, talvez você tenha razão – Wade suspira a contra gosto – Mas se continuar pelado não prometo nada.

Não pude evitar dar risada. Colocamos nossas roupas e fomos à sala, onde está Harry e Matt.

— Vocês demoraram – fala Harry com um sorriso maldoso no rosto – O que estavam fazendo?

— Nada de mais. Apenas colocamos as nossas roupas. – Digo meio ríspido.

— Vou fingir que acredito. Que tal sairmos pra comer alguma coisa?

— Vou estar em casa antes da meia noite?

— É claro, eu acho.

— Aonde vamos? – pergunta Matt.

— Podíamos ir a um restaurante mexicano, eu conheço um super bom. – Fala Wade parecendo empolgado.

— Mexicano? Não sou muito fã de coisas picantes. – Fala Harry fazendo careta.

— Mcdonalds então? – fala Matt.

— Eu prefiro.

— Pra mim tanto faz. – Digo.

— Tá bom. – Fala Wade não muito convencido. – Mas ainda sim preferia meus tacos.

— Vamos logo, estou morrendo de fome. – Fala Harry atrás da chave do seu carro.

~Pov Wade~

Chegando no McDonalds, já dava pra ver o sol se pondo do lado de fora da janela, perto da mesa onde estávamos sentados, para mim o dia estava acabando muito rápido. Estava comendo um Angus, nada comparado ao meus tacos, mas era bom, de qualquer forma. Coloquei-me a olhando para o Baby Boy, ele parecia bravo falando com o Harry, mas ele continuava fofo de qualquer forma.

—Wade, você não acha que devíamos fazer isso? — perguntou Harry olhando pra mim, e eu o olhei com um olhar confuso, do que ele estava falando?

— Claro que não.—Falou Petey.

— Tão falando do que? — perguntei curioso.

— Você não ouviu? — perguntou Matt.

— Eu... Estava pensando. — falei dando de ombros.

— Estávamos falando sobre depois daqui ir numa boate, baladinha marota... — fala parecendo querer me converse de que era uma ótima idéia.

— Mas o Petey tem que voltar antes da meia noite, essas coisas começam meio tarde. — falei terminando meu hambúrguer.

— Ah fala serio. Então eu e o Matt vamos. — falou Harry olhando esperançoso pra o ruivo.

— É, pode ser. — disse Matt dando de ombros.

— Eu te levo em casa, Petey. — falei para o moreno ao meu lado.

— Valeu, vamos agora. — falou ajeitando os óculos no nariz e se levantando.

— Claro. — falei me levantando.

— Tchau pra vocês dois, vão perder a melhor parte da noite. — falou Harry.

— Espero nos encontramos novamente Wade. — falou Matt.

— É, amanhã procura a gente no intervalo, aí você conhece a Gwen. — falou Harry. — Ela é uma garota metida, mas gente boa.

— Ta. — falei rindo.

Assim eu e Baby Boy saímos do local indo a pé em caminho da torre Stark dele, que não era tão longe dali.

— O dia foi legal hoje. — falei olhando para a lua, que estava assemelhando ser enorme, por conta dela ainda estar baixa.

— Pra mim foi... confuso. — concluiu.

— Por que?

— Sei lá. Parece que aconteceu muita coisa de uma vez só. — falou me fazendo rir.

— Podia ter acontecido mais. — falei com um sorriso malicioso nos lábios.

— Idiota. — falou rindo me empurrando de vele.

Assim continuamos andando, até chegarmos na frente da torre.

— É isso, então... Tchau. Nos vemos amanhã. — falou acenando.

— Calma.—falei assim o chamando, fazendo ele se virar para mim.

— Hum?

Assim me aproximo dele e o dou um selinho.

— Té mais “namorado”. — falei em afastando.

oOo

Uma casa horrível, mal cuidada, que de fora dava pra ver a imundice que era dentro da mesma, aquilo eu chama de “lar”. Fico minutos na frente da casa encarando a porta marrom onde a tinta descascava, assim finalmente a abrindo, fechando-a silenciosa. Em passo leves começo a subir as escadas.

— Aonde estava? — olhei para baixo vendo um homem um pouco mais baixo que eu, barrigudo por conta do abuso de cerveja que aquele tomava.

— E desde quando se importa? — perguntei segurando no corrimão e o olhando com escárnio, assim como ele olhava pra mim.

— Não me importo, é que a cerveja estava acabando e precisava de um idiota feito você pra ir lá comprar pra mim. — falou e eu apertei com força o corrimão, não queria olhar na cara daquele infeliz.

— Estava na casa de um amigo, fazendo trabalho de escola. Agora vou pro meu quarto. — falei subindo as escadas.

— Eu disse que a cerveja esta acabando. — repetiu batendo pé com força no chão.

— Então vai comprar você, seu velho bêbado. — falei entre dentes.

— Olha como fala com seu pai, seu psicopata.

— Cala a boca. — gritei nervoso.

— Ha ha, louco igual era sua mãe. — gritou no mesmo tom.

— Cala a boca pra falar dela. — falei descendo as escadas e parando na frente dele. Meu coração pulsava de raiva, queria poder matar esse homem que me recusava em chamar de pai. — Seu lixo. — falo apontando o dedo pra ele.

— Aponta de novo pra mim, que deixo mais cicatrizes nesse corpo de merda que você tem. — falou ameaçador.

Queria o matar, eu era capaz disso, mas respirei fundo voltando a subir as escadas indo pro meu quarto.

— Covarde. — ouso ele gritar.

Bato a porta com força a trancando, indo para a cama e me deitando.

(idiota)

[Aquele filho da Puta.]

Eu perdia o controle nesses momentos, as vozes perdiam o pouco controle que tinham. E quando peguei o celular para o jogar contra a parede, ele faz o som de mensagem.

“O Harry descobriu seu numero e me passou, queria saber como ele consegue descobrir tudo quando quer.”

Era... o Petey. Sorri um pouco, me acalmando minimamente, respirando fundo.

É Wade, um dia após o outro.

Notas finais
Comentem e me deixem feliz.