Just Us.
1 Capítulo Único
Eu sentia a respiração dele batendo na minha nuca, enquanto escutava os seus batimentos cardíacos, contando-os para me distrair, sentia o carinho dele em meu cabelo o que me relaxava, fazia eu me sentir mais calmo e seguro.
—No que você tanto pensa? -Nico perguntou e eu levantei a cabeça que estava deitada em seu peito.
—Nem eu sei direito, só sei que tenho muita coisa na cabeça ultimamente — dou de ombros e ele sorri, suas covinhas ganham destaque quando ele sorria, seus óculos estavam meio tortos no rosto, mas aquilo não parecia incomodá-lo, mas não quis me conter em arrumá-los, e depois pousar minha mão sobre sua bochecha e fazer carinho com os dedos ali.
—Will...Você parece em um mundo paralelo ultimamente -ele fala e eu dou risada.
—É só que eu não tenho dormido direito, tenho feito horas extras, e o ano tá acabando, sabe que a escola tá uma loucura -eu falo e me sento ao seu lado, apoiando as costas na cabeceira de sua cama.
—É eu sei...Você quer dormir? Eu realmente não quero que você vire um zumbi, eu posso fazer trabalho do italiano enquanto isso.
—Eu não vim para a sua casa para dormir, di Ângelo.
Ele me olha com uma carinha que só ele sabe fazer, não muito maliciosa, mas com certeza sensual. Eu respondo com um olhar desafiador, o chamando para mim. Suas mãos então me agarram pela cintura me levando até seu colo, onde sou recebido com beijos e os retribuo com carícias.
—Quer ir até o fim dessa vez?- Nico pergunta pouco depois de recuar levemente, deixando um de meus beijos a ser dado.
Relembro nossa tentativa falha de ter tido uma boa primeira vez. Tudo havia dado errado e aquilo ficaria martelando na minha cabeça até cobrir essa péssima experiência com uma melhor.
—Sim-respondo e logo junto nossos lábios novamente, como se selasse um acordo.
Começamos a nos despir, eu tirava sua camiseta e ele a minha. Eu me abaixei e desabotoei sua bermuda. Nico se assustou com meu ímpeto, nunca tomei a frente com tanta coragem.
Mas ainda faltava mais uma "camada". Pensei ser um daqueles momentos nos quais é melhor fazer o que deve ser feito e só depois lidar com a situação. Subi meus olhos para encontrar com os dele, isso me encorajaria. Nico piscou para mim, dando o sinal que eu tanto precisava para confirmar se estava indo pelo caminho certo.
Aquele era o caminho certo, eu ia segui-lo, mas ia fazer o trajeto mais longo.
Dei um selinho nele, beijei sua bochecha, e subi minha boca para o lóbulo de sua orelha, ele arfou quando eu suguei aquele local e desci minha língua pelo seu pescoço, o lado esquerdo de Nico era sua fraqueza, mas o pescoço era algo, incomum.
Enquanto eu descia meus beijos, ele me apertava mais contra o seu colo e eu sentia o volume crescer contra o meu.
Deixei uma marca rubra em seu pescoço, minhas mãos desceram e arranhavam suas costas enquanto eu me abaixava e beijava seu abdômen não definido mas liso, suas mãos puxaram os meus cabelos loiros quando eu comecei a abaixar sua cueca box.
E finalmente lá estava eu, cara a cara com o membro totalmente ereto dele. Por incrível que pareça, não hesitei. Comecei a dar leves e molhados selinhos.
—Não fique de mãos abanando-ele disse entre pequenos gemidos.
Segurei seu pênis enquanto o chupava. Fazia movimentos de sobe e desce, tanto com a minha mão, quanto com meus lábios e língua.
Aos poucos vou aumentando o ritmo e, junto com ele, os gemidos dele se intensificavam.
Seus dedos seguravam os meus cabelos e os puxavam, ele impulsionava o corpo para frente.
Eu levantei o olhar para ele, e vê-lo de olhos fechados, e no rosto uma expressão de prazer, era gratificante além de extremamente excitante.
Senti o líquido em minha boca e me afastei, olhei para Nico que parecia em êxtase, uma felicidade grande bateu sobre mim por ter sido eu a proporcionar aquilo, o beijei fazendo ele sentir o próprio gosto.
Nico correspondeu e se jogou sobre mim fazendo eu cair de costas sobre a cama, suas mãos percorreram meu corpo, e suas unhas arranhavam minhas costas enquanto descia minhas mãos e apertava a pele exposta de sua bunda.
Eu ainda estava de bermuda o que estava realmente incomodando.
Eu senti as mãos dele descendo o zíper e algo que não sei o nome exato, veio do meu âmago dando uma onda de prazer.
Quando ele desceu a minha cueca, e senti sua mão em meu membro não consegui controlar o gemido que saiu engasgado da minha garganta.
Aquilo me fazia esquecer qualquer experiência ruim, em qualquer dos sentidos, era como ir até um mundo paralelo.
Quando senti o contato de sua boca na minha pele, os gemidos foram incontroláveis, os movimentos eram de vai e vem e intensos.
Senti todo meu corpo ficando rígido e Nico também deve ter sentido já que foi afastando a boca mas manteve a mão no meu pênis.
Senti o líquido sair, e foi como ir dar uma volta no céu.
Eu estava totalmente relaxado, vi ele pegando algo na gaveta.
—Está pronto?-disse entusiasmado segurando uma camisinha.
—Só se for agora! -exclamei confiante, no calor do momento, esquecendo que aquilo iria doer, até muito.
Nico sorriu e logo me deitei de costas com a parte inferior do meu corpo inclinada para cima. Ele pegou um lubrificador no mesmo lugar onde tinha pego a camisinha. -Que garoto preparado! -brinquei.
Ele sorriu e depois começou a me acariciar. Senti algo um pouco gelado e sabia que era uma questão de tempo. Tentava, é claro, aproveitar o momento, mas esta espera era difícil pois eu sabia o que estava por vir.
—Vamos começar?-ele perguntou segurando minha cintura com uma mão, a outra, provavelmente, ele estaria usando para direcionar o caminho que seu membro deveria tomar já que ele nunca fez isto antes.
—Ok -sussurrei tenso apertando o travesseiro a qual havia me agarrado.
Ele começou. Só pelo simples encostar eu me arrepiei. Ele deu um gemido de esforço e o senti me puxando para mais perto. Estava começando a penetrar.
—Faça de uma vez, acho que vai ser melhor -pedi.
—Ok.
Assim ele fez. Eu sentia cada centímetro dentro de mim. Não entendi nada que se seguiu pelos próximos momentos, eu não sabia exatamente de onde toda aquela dor vinha, vinha do centro do meu corpo e proliferava-se ao resto, minha respiração estava falha quando depois de uma eternidade comecei a sentir uma onda de prazer, seguida de outra, de fato, aquilo era bom.
Nico começou a fazer o clássico movimento frente/trás. Ele gemia cada vez que ia para frente e eu também. Com o tempo ele foi aumentando o ritmo e eu juntei forças e fiquei de quatro para aguentar.
—Eu tô quase lá -falou entre gemidos e grunhidos após um tempo em "alta velocidade".
Me ergo até ele até encostarmos nossas bocas. Ele me segurava forte, percebi que ele havia chego ao havia chegado ao clímax.
O meu não tardou e dessa vez a volta no céu foi mais intensa e acompanhada de um longo gemido da minha parte.
Ambos deitamos na cama exaustos, eu de barriga para baixo e ele de lado me encarando com um pequeno sorriso no rosto eu sorri para sua expressão.
Quando nos olhamos nos olhos começamos a rir sem um motivo aparente.
—Conseguimos! — eu falo e ele solta uma gargalhada sem ar.
Nos levantamos apenas para nos virar na cama, nos sentamos encostados na cabeceira da cama, nossas mãos estavam entrelaçadas, e ele apoiou a cabeça no meu ombro.
Alguns de seus fios de cabelos escuros grudavam na testa e na nuca.
Agora com certeza eu poderia esquecer aquele incidente horrível.
Porque a nossa primeira vez tinha sido simples, não planejada, uma tarde normal, depois da escola e antes do trabalho.
E isso tornou as coisas especiais, não terem sido programadas, ter a chance de se surpreender.
—Acho que eu quero dormir agora...-falei e Nico desencostou a cabeça do meu ombro para encostar na cabeceira como eu.
O seu rosto carregava um semblante feliz, ele havia tirado os óculos em algum momento que eu não havia percebido.
Eu gostava dele, e isso era a parte mais especial.
—Acho que eu vou te acompanhar...Dane-se a lição de Italiano -ele sorri e eu o beijo, o beijo era mais casto e calmo do que tudo tínhamos feito.
Nos deitamos em sua cama e ficamos brincando com os nossos dedos entrelaçados, em silêncio.
Nenhum tinha a coisa certa a dizer.
E isso era algo bom.
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