Just Tonight
3 Capitulo - An Unpleasant Encounter
Um instante depois, Naomi ouviu o som abafado de seus passos na escada central da casa do campo, sentia seu coração pulsar violentamente dentro do peito, as luzes começaram a piscar, apressou os passos em direção ao corredor, mas por fim as luzes se apagaram deixando a em pânico, odiava o escuro. Tentou se controlar para não entrar em pânico. Sentiu uma pontada em seu estomago provocando lhe ânsias.
Droga! Achou que não poderia piorar sua situação, mas pensou cedo demais.
Encontrava-se tão imersa em pensamentos e aflições que, quando passou pelas portas da sala de vídeos que ficava no andar superior, continuou a retorcer ambas as mãos de forma nervosa, mas parou assim que ouviu as portas sendo abertas atrás dela ou na frente já não sabia onde estava – perdida em plena escuridão –, passos apressados em sua direção, e sentiu que lhe tocavam o ombro.
– Está perdida, Nany? – soou rouca aquela voz inconfundível de Michael – Será que precisa de companhia?
Ela balançou a cabeça, incapaz de falar. Mas se afastou na direção da imensa janela, cruzou os braços.
– Agora sim, posso morrer em paz. – respondeu com ironia – Pois não falta absolutamente nada para estragar meu dia.
Michael se aproximou com passos lentos enquanto colocava ambas as mãos dentro do bolso de seu blazer Armani, um sorriso se espalhou pelo rosto moreno – perfeito – imediatamente, braços fortes a envolveram e puxaram contra o peito, fazendo arfar.
– Mas o que está fazendo seu idiota? – berrou furiosa enquanto desferia golpes para que ele a larga-se.
A risada de Michael quebrou o breve silencio, ela estava com tanta raiva que sentiu seu corpo todo tremer, se afastou ajeitando o vestido.
– Qual é? Sei o quanto quer isso, ainda me lembro da nossa última noite no hotel Boston Plaza. Não era fingimento, e você adorou. – satirizou.
Naomi passou a mão sobre o enfeite de mesa e arremessou na direção de Michael que não conseguiu desviar devido à escuridão, ele gemeu de dor – ao menos ela tinha uma boa mira, mesmo na escuridão – sem delongas retirou os saltos e caminhou na direção da porta.
O que o surpreendeu ainda mais, contudo, foi a sensação de formigamento em seus dedos, a qual se espalhou pelo braço. Mesmo se negando, sabia que ele ainda mexia com seus hormônios, — odiava admitir –, apesar de seu relacionamento complicado no passado, e do ressentimento quanto descobriu que Michael havia traído a.
Naomi caminhava com passos rápidos na direção do corredor, mas sentiu a forte mão de Michael a impedir de continuar.
– Pare de bancar a santinha, sei que esta adorando esbarrar comigo, pode ficar se fazendo de bicho ferido para os outros, mas eles não a conhece como eu, Nany. – murmurou no ouvido da jovem.
Ela apertou sua mão na dele com tanta força que ele começou a perder a sensação nos dedos.
– Dobre sua língua, seu cretino! Já lhe disse que não quero mais ver essa sua cara lambida em nem uma parte, agora volta para sua noivinha e me deixa em paz. – rebateu.
Rapidamente largou a mão dele e ajeitou os cabelos e abriu a primeira porta que achou e entrou, bateu a com tanta força que conseguiu a emperrar.
– Merda! – berrou tentando abri-la, em vão
Sentiu seu rosto ferver de raiva com a risada de Michael do lado de fora, arfou decepcionada e encostou se na porta, antes que pudesse cogitar em pular a janela a luz voltou, e se deparou com o tal Charles sem camisa debruçado sobre a pia encarando a com aqueles lindos olhos azuis.
– Acho que não fomos apresentados, não de uma forma educada. – grunhiu Naomi enquanto o observava sem nem um pudor – Claro que depois do que você fez, acabando com meu vestido, bom sou Naomi.
Ela estendeu a mão na direção dele, mas não houve uma retribuição de gesto, o que fez Naomi abaixar a mão e respirar fundo.
O contraste era impressionante, ele parecia era bem mais alto, elegante e confiante diferente de do tal George e seu ex-noivo Michael, assim que notou os olhos da garota em seu abdômen se virou e vestiu a camisa.
– Não vai dizer nada? Sr. Inglês. – perguntou enquanto se aproximava dele.
Naomi mordeu o lábio, rezando para que a primeira reação dele não fosse ficar na defensiva. Charles se virou na direção dela e a encarou.
– Sou Charles o irmão, mais velho de seu futuro cunhado e a senhorita deve ser a irmã caçula de Claire. – disse por fim.
Ele a fitou por um instante, como se fosse dizer algo irônico, depois pareceu mudar de ideia. Virou-se e caminhou na direção da porta, tentou abri-la – em vão, estavam presos – Naomi sentou se sobre a tampa da privada, deixando suas pernas um pouco separadas, Charles ao se virar desviou seus olhos para o canto – jurava que tinha visto sua calcinha – e ela não conteve uma risada.
– Quantos anos tem, Charles? É que dizem que os mais velhos devem se casar primeiro e pelo visto vocês não ligam para essas bobagens. – disse encarando o.
Charles deu uma leve tossidela e permaneceu parado junto a porta.
– Não ligo. – respondeu-a.
Se as palavras o incomodaram, ele não deixou transparecer, pois permanecia com a expressão intocada.
– Deve me odiar pelo que fiz não é? Não o culpo, ultimamente não ando tendo dias bons. – disse enquanto desviava seus olhos para o canto. – Eu me odiaria no seu lugar.
Charles encarou-a por alguns segundos, assim que voltou seus olhos na direção dele podia jurar que ele quase havia sorrido, e se viu desejando que isso fosse verdade. Ao menos, assim, pareceria normal.
Talvez ele houvesse se esquecido de como sorrir – concluiu – mas os homens em sua maioria para ela eram; imbecis, arrogantes, egoístas, narcisistas; mesmo assim conseguiam ocultar seus malditos sentimentos.
– Deve repensar em suas atitudes e a forma com que trata as pessoas que mal conhece. – respondeu.
Afinal quem pedira a ele conselhos, nem se quer o conhecia direito, ela se levantou e caminhou em sua direção, parou alguns passos de distancia dele e o encarou de cima a baixo – mesmo tendo uma imensa diferença de altura, uns vinte centímetro talvez, concluíra que ele deveria ter seus 1.87 pra mais – respirou fundo e assentiu, estendeu novamente sua mão na direção dele.
– Espero que me perdoe pelo escândalo de alguns minutos atrás. – disse, de forma surpreendente, Charles concordou e apertou a delicada mão de Naomi. – Tentarei ser mais sociável.
Antes que pudesse responder, ouviram a voz de George do lado de fora, o que não demorou a que ambos enfim pudessem sair daquele banheiro, Claire arregalou os olhos ao ver Naomi atrás de Charles segurando os saltos nas mãos, claro não poderia faltar a pequena plateia, tia Velda, sua mãe e seu padrasto, todos parados encarando a como se tivesse acabado de cometer um crime hediondo.
– Aliás, Steve, já pedi desculpas ao rapaz pela gritaria. – disse encarando o dentro dos olhos antes de desaparecer por entre o corredor.

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