Just Tonight
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Regina caminhava pelo silencioso palácio. Sozinha.
Ela se viu subindo até o topo da torre norte, olhando as estrelas, a brisa sobrando em seus cabelos...
Anos atrás teria sentinelas ali, mas agora levaria um tempo para a ordem ser restaurada, se fosse restaurada.
Regina se preguntava se era egoísmo se sentir tão devastada pelo fato do filho não lembrar dela, uma vez que ele estava feliz... Toda a dor dos últimos anos seria esquecida, assim como ela e todos os anos que tiveram... A rainha se encontrava perdida em seus pensamentos quando ouviu passos subindo a escadas.
– O que você esta fazendo aqui? – Hook perguntou, surpreso, ao chegar ao topo da escadaria.
– O que VOCÊ esta fazendo aqui?
– Andando, pensando... – ele deu de ombros indo na direção da Rainha. Não vestia seu costumeiro traje pirata e sim calças pretas e uma camiseta branca, que ressaltavam seus músculos definidos, do mesmo típico tecido daquele mundo.
– Não consegui dormir. – Disse voltando-se novamente de costas para ele. Podia ver o reino inteiro dali.
– Sinto muito por seu garoto. – O pirata disse depois de um tempo, aparentemente sem graça.
Regina virou para ele, deixando-o sem folego por um segundo. Ele não havia prestado atenção à Rainha ao chegar, mas agora... Ele podia ver cada curva sinuosa, acentuadas pela fina camisola negra que caia feito uma luva em seu corpo escultural. O longo cabelo negro jogado casualmente sobre os ombros, o generoso decote... Seus lábios carnudos e convidativos.
– The Fairest of Them All – Ele sussurrou quase inaudível, mais para si do que para ela.
Regina lhe deu um sorriso, um triste sorriso. Ou o mais próximo que ela conseguia de um.
Hook nunca a vira tão devastada quanto nas ultimas semanas. Era uma coisa estranha para ele, a Rainha era alguém que ele associava a vingança e poder.
– Parece que estávamos errados. – Ela sussurrou olhando para baixo, para tentar esconder o brilho das lagrimas em seus olhos. – Vilões não podem ter finais felizes.
– Você pelo menos pode dizer que algo de bom veio de sua vingança. – Ele colocou uma mexa do cabelo dela para trás. – Enquanto eu...
– Você acha... – A voz dela era baixa e rouca, se sentia desconcertada com a proximidade do pirata, mas a dor ainda se fazia presente e Hook se perguntou se era assim que ela se parecia após ver o amor de sua vida ser morto. – Você acha egoísmo me sentir tão quebrada por não ter Henry comigo? Afinal, ele esta feliz...
Regina nunca deixaria de achar estranha a naturalidade com que falava de qualquer coisa com o pirata, sem medo de parecer fraca... Ele a entendia como nenhum outro jamais entendeu, porque ele passara pelo mesmo. Ele sabia e entendia seu desejo de vingança... Ele sabia como era perder a coisa que você mais amava, ele sabia como era ter o gostinho do amor outra vez e tornar a perdê-lo. Ele sabia como era estar destinado a uma infelicidade sem fim.
– Não. – Ele sussurrou. – Você o foi crescer, o criou... Ele é seu filho. Seria desumano se não se sentisse assim. – Ele deu mais um passo a frente, ficando a centímetros da Rainha.
Ela olhou para ele e colocou uma mão sobre seu peito. A sobrancelha erguida, a sombra de um sorriso malicioso ameaçando vir à tona...
Por um momento Hook se sentiu hipnotizado pelos penetrantes olhos castanhos de Regina. Ele estava tão perto dela que podia sentir o leve perfume de rosas na pele dela, os lábios levemente entreabertos... Ele sentiu a respiração dela acelerar.
Naquele momento nada parecia importar. Naquele momento o corpo do pirata pulsava pela Rainha.
Ele a puxou para si.
O beijo do pirata era tão faminto quanto o da Rainha era urgente.
Os dois estavam quebrados, os dois queriam pelo menos um momento em que não tivessem que pensar em nada.
Regina sentiu o gancho correndo por sua perna, a mão do pirata passeando por seu corpo fazendo suas pernas bambearem.
Ela o queria. Ela queria que ele a fizesse esquecer, nem que por um instante, toda a dor e caos ao seu redor.
Regina quebrou o beijo, sem folego. Sentia-se desnorteada, seu coração acelerado...
Hook olhou para o peito arfante de Regina por um momento antes de coloca-la contra a fria pedra dos limites da torre e traçar uma linha de beijos da mandíbula da Rainha até seus seios... O roçar de sua barba fazendo-a se arrepiar...
Ela sentiu o gancho subindo sua camisola e a mão do pirata voltar a percorrer seu corpo.
Talvez não fosse o suficiente para preencher o buraco deixado por aqueles que ficaram para trás... Mas era o suficiente para afastar a tristeza, apenas essa noite.
Fale com o autor