Just One Of Us

10 Just a prom — Part One


Notas iniciais
As notas bugando -.- http://conviteriasantacruz.com.br/wp-content/uploads/2014/04/130.jpg

Perdoem o tempo que fiquei fora, mas ainda não sei se vai dar pra postar frequentemente.
FELIZMENTE esse capítulo está enorme, e estava bem maior, mas resolvi cortar pela metade :')) Então aproveitem esse capítulo nesse feriado :)
Quer dizer, tecnicamente o feriado foi ontem, mas hoje é feriado no meu estado, anyway XD

ENJOY IT ♥

E.L.P. Island, terça-feira, 11:30 am.

Merida abriu a porta do dormitório, analisando o quarto por completo, procurando qualquer sinal de vida. Ao ver que estava vazio e que poderia ficar sozinha, entrou e bateu a porta, se jogando em cima da cama.
Pegou seus fones e os conectou no celular, colocando as músicas no aleatório.
Ela voltou a procurar suas memórias, já que ainda não se lembrava de muita coisa. O que estaria acontecendo com ela, afinal? Estaria com amnésia? O que diabos aconteceu para ela se esquecer de tudo? Aliás, como isso aconteceu?

Levantou da cama, andando em direção à escrivaninha, abrindo a gaveta e pegando sua agenda e caneta.
Costumava anotar coisas ali, para que não se esquecesse das coisas mais importantes...

Abriu a primeira página, dando de cara com um entediante clichê: Querido Diário.

Perto do dormitório da ruiva, Jack e Chase estavam em aula de informática.

Que história foi aquela de ‘não vou ao baile’? ”

Chase enviou uma mensagem virtual à Jack, que estava a algumas fileiras dela.

“O que você quer dizer? ”

“Como assim você não vai ao baile? É claro que você vai. Não é? ”

“Chase, eu não vou. Por que isso é uma coisa importante? ”

“Desde quando isso NÃO é uma coisa importante? ”

“É um baile, não um bilhete de loteria”

“Ah claro, porque um bilhete de loteria para você, é bem mais importante. Jackson, você é uma celebridade, primeiro que é rico, um simples bilhete não faria diferença para você. Segundo, sendo um rockstar, você precisa estar lá”

“Já parou para pensar que talvez esse seja exatamente o motivo para eu não querer ir a esse baile estúpido? ”

“Hã... Não, porque não há motivos para você não querer ir”

“Há mais motivos do que você possa imaginar”

“Jack, você sempre me contou tudo, porque acha que eu não saberia? ”

“Todo mundo tem segredos que não contam nem para os melhores amigos, Chasity”

“Nós não”

“Ah, não? Vai me contar o que diabos você está fazendo aqui, então? ”

“Eu já disse que meus tios queriam ficar de olho em mim, depois daquela festa que o senhor deu”

“Eu sei muito bem que há motivos por trás disso. Você tem poderes, não tem? ”

— NÃO!

Chase, sem pensar, gritou isso em sala. Todos olharam assustados para ela, inclusive a professora, que parou de tirar uma dúvida de um aluno.

— Não concorda com meus modos de ensino, senhorita Moon?

— Hã? O que? Não é nada disso. — Ela disse atordoada, balançando a cabeça, tentando clarear a mente. Jack sabia? Sabia de tudo? Ela teria dado mole? Alguma brecha para que ele descobrisse?

— Não? Então como é? Gostaria de explicar a matéria no meu lugar, Chasity?

— Juliana, não é? — Chase se levantou e encarou a professora — Eu acho que você sabe muito bem que eu não estou falando de sua matéria estúpida. A qual eu já estudei, e você sabe que sou muito melhor nisso do que você em seus cinco anos de profissão.

— Saia já dessa sala — senhorita Smith se alterou de raiva, se levantando bruscamente e apontando para a porta. — Seu tio ficará sabendo que você, além de usar o computador, em horário de aula, para mandar mensagens para seu namorado, confrontou sua professora.

— Ah, ótimo. Irei agora mesmo contar para ele que você, ao invés de dar suas aulas, estava bisbilhotando as redes sociais dos alunos, ele ficará tão feliz com você — ela caminhou até a porta, falando ironicamente. Abriu a porta dupla e quando estava fora de sala, voltou um passo e encarou a professora — E a propósito, Jack não é meu namorado.

— E aí eu saí de sala, mas voltei e disse “E a propósito, Jack não é meu namorado” e bati a porta. Não sei não, mas acho que a irritei.

Chase contava tudo o que havia acontecido na aula de informática, excluindo apenas o assunto que conversava com Jack, para Elsa. A mesma ria muito.

— Noooossa, se você não fosse sobrinha do diretor, estaria bem ferrada agora — riu — Você mandou bem! Não teria tido coragem de falar essas coisas para ela.

— Eu ainda segurei muita coisa, eu queria falar muito mais.

— Você é uma peça, Chase. Vamos almoçar?

Chase assentiu e as duas saíram do dormitório, indo para o refeitório.

Ao terminar de ler as anotações, Merida estava atordoada, não lembrava de muitas daquelas coisas. Foi como ler o diário de um desconhecido. Ela estava um pouco assustada, com medo de estar doente ou ser algo mais sério. Como assim ela esquecera de tudo?

Fechou o caderno e o jogou no chão. Fechou os olhos e resolveu esquecer isso. Não seria difícil, afinal, esquecera sua vida inteira. Riu seca com esse pensamento. Pouco tempo depois, adormeceu.

— Alguém viu a Merida hoje? — Rapunzel perguntou, ao se juntar aos amigos à mesa do refeitório, com sua bandeja cheia de coisas light.

— Não depois do café da manhã... — Elsa respondeu, logo bebendo seu suco de morango.

— É, eu também não tive nenhuma aula com ela hoje — Chase falou com indiferença, mas logo se preocupando mais — Por que? Não a viu ainda?

— Não... precisava falar com ela, mas nada de acha-la.

— Ah, senta aí, depois procuramos. — Jack falou, puxando a cadeira pra Punzie se sentar.

A mesma esqueceu da amiga na mesma hora, já com esperanças falsas e olhinhos brilhantes, pela pequena ação de pura gentileza do cantor.

— Tudo bem, então.

Trid? — Hiccup entrou no dormitório da namorada, a procurando.

— Oi amor, o que foi? — A loira apareceu do banheiro, onde estava escovando os dentes.

— Hã... Está ocupada aí?

— Não, não. Por que? Aconteceu alguma coisa?

— Nada, só queria ver minha namorada. Não posso? — Ele se aproximou dela, depositando os braços na cintura fina da garota.

— Você sabe que sim — Ela aproveitou a proximidade para roubar um beijo dele.

— Vem, tenho uma surpresa.

Hic pegou a mão da namorada e guiou-a para fora da escola.

— Aí está você! — Rapunzel entrou no quarto com tudo, acordando Merida bruscamente.

— Hã? — A ruiva, ainda meio sonolenta, perguntou, enquanto se sentava na cama.

— Estou te procurando o dia todo. Onde esteve? — A loira entrou no banheiro e pegou a escova de cabelos.

— Fiquei por aqui o dia inteiro. Estava lendo um livro antigo e acabei adormecendo. Por que? Queria algo? — Observou a amiga voltar ao quarto, ainda penteando o cabelo, e se sentar na cama, ao seu lado. A loira a olhou, transbordando inocência pelos olhos. — Ah, não. Nada disso. Não.

— O que foi, Mery? — Rapunzel falava com uma voz doce, hipnotizante, fofa. Seus olhinhos grandes brilhando, inocentes.

— O que você está fazendo, Rapunzel? — Merida se levantou da cama rapidamente, piscando os olhos rapidamente.

— Mery, por favor! Vamos ao baile! — Merida estava quase sendo hipnotizada, mas algo dentro dela a permitiu resistir.

— RAPUNZEL!

A loira imediatamente caiu na cama, desacordada. Merida, sem saber o que fazer, a deitou na cama rosa e saiu correndo.

Elsa estava lendo um livro na biblioteca, o qual fora indicado pela professora de Literatura, para que pudessem comentar sobre o mesmo na próxima aula. Era um romance clássico, bem do gênero que ela gostava. Estava concentrada, ainda nas primeiras páginas e estava adorando.

— Elsa? — Daisy entrou na biblioteca de repente, chamando a atenção da loira.

— Ah, oi, Daisy — Elsa marcou a página com seu marcador azul e encarou a ruiva a sua frente — Precisa de alguma coisa?

— Na verdade, preciso de ajuda com o comitê do baile. Será que você e seus amigos podem me ajudar? — Ela se sentou na frente de Elsa, a olhando com expectativa, esperando a resposta da loira.

— Eu adoraria ajuda-la, mas preciso falar com os outros sobre isso antes de te responder.

— Sim, sim, claro. Obrigada, El — Daisy levantou-se rapidamente, pegando sua pasta e começando a andar delicadamente até a saída da biblioteca.

Hic guiava Astrid até uma parte tranquila do jardim, onde o mesmo havia preparado uma surpresa. Esperava que a garota dissesse “sim” após fazer a proposta à mesma.

— Hic, já chegamos? — Trid perguntou, já impaciente com o tanto que andavam.

— Ainda não, fique calma, estamos chegando.

Pouco a frente, Hiccup retirou a venda — que havia colocado logo após saírem do dormitório — da namorada, a permitindo ver todo o local. Hic havia preparado um piquenique ao ar livre para os dois. Uma toalha amarela — a cor favorita de Astrid — listrada estava estendida na grama, com uma cesta entreaberta em cima.

Os dois se sentaram logo após Astrid dar um selinho em agradecimento e aprovação no namorado, e Hic começou a tirar as coisas de dentro da cesta. Dois copos de plástico amarelos, suco de laranja natural, sanduíche natural, uvas, morangos, framboesas e amoras, uma torta de limão cremosa e algumas balinhas de gelatina.

...

— Estava uma delícia, amor, mas posso saber o motivo disso tudo? — Astrid questiona, deitada na grama ao lado do namorado.

— Nenhum motivo, ué, só queria te agradar. Não gostou?

— Claro que gostei, só que você não costuma fazer essas coisas por motivo nenhum — A loira se virou para ele, deitando-se de lado.

— Dessa vez eu fiz.

Ela o olhou desconfiada, arqueando uma sobrancelha. Ele a observou pelo canto do olho e sorriu.

— Tudo bem, você me pegou.

Ela riu enquanto ele se levantava e andava em direção à cesta, onde pegou uma caixinha aveludada e se ajoelhou na frente dela.
Astrid arregalou os olhos, surpresa.

— Hic, o que você...?

— Shhh... Deixe-me falar.

“Quando te vi pela primeira vez, eu senti como se tivesse amado você a vida toda. Como se já te conhecesse, como se meu amor por você existisse desde que nasci e que a parte que faltava em mim fosse você. Eu soube naquele instante que era você. Você era aquela que eu amaria para sempre. E desde que você também percebeu isso — o que demorou bastante tempo —, tem me acompanhado em tudo, me feito companhia, me aturado e vice e versa. Por isso eu não poderia querer ninguém mais ao meu lado para isso. “

Astrid estava emocionada, surpresa e mais que tudo: assustada com o que sairia a seguir da boca do amado.

— Então, Astrid... — ele tirou um envelope bege com uma faixa vermelha formando um laço, que separa um estampado na parte inferior e entregou a ela.

A loira abriu o envelope, tremendo. Hic abriu a caixinha e disse, antes que ela pudesse terminar de ler o convite.

— Quer ir ao baile comigo?

Ela tirou o convite da frente e olhou o namorado e depois olhou a caixinha. Um colar com pingente de coração estava preso a uma espuma vermelha. Suspirou aliviada, terminando de ler o convite.

— Que susto você me deu. Claro que quero — Abraçou o moreno, pegando a caixinha.

— Achou que eu fosse te pedir em casamento? — Ele perguntou, rindo.

— Talvez, do jeito que você é estranho — Ele a olhou, fazendo um biquinho — Mas te amo mesmo assim.

Os dois se beijaram, caindo na grama em seguida.

Rapunzel se sentia tonta, sem controle sobre o próprio corpo. Tentava se mexer, abrir os olhos, gritar por ajuda, mas nada de se mover. Estava assustada, sem saber o que estava acontecendo e sozinha. Se perguntava o que havia acontecido, por que ela estava desmaiada? O que teria a feito ficar assim?

— Punzie? — Ela ouviu uma voz forte, porém feminina a chamar — Rapunzel, o que está acontecendo? — A voz repetia — Punzie, você está me vendo?

Finalmente a loira entendeu o que estava acontecendo. Estava sentada na cama, olhando fixamente a ruiva a sua frente, mas sem enxergar nada. Sua visão foi ficando mais clara, a possibilitando enxergar tudo a sua volta, inclusive a amiga.

— Mer? — Chamou com pouca voz.

— Ai, garota, que susto você me deu! — A ruiva levantou da cama e jogou uma almofada nela, o que a fez rir.

— O que aconteceu?

— E você pergunta para mim? Estou tentando entender desde que você desmaiou — Merida pegou o caderninho que jogara no chão e o abriu.

— Eu desmaiei?

A ruiva parou de olhar o caderno e o colocou na gaveta de volta, a trancando. Voltou imediatamente para a cama, se sentando ao lado da amiga e a encarando.

— Você não se lembra de nada? — Rapunzel negou — Bom, você começou a ficar pegajosamente fofa, falando sobre o baile. Parecia que tentava me hipnotizar e quando eu consegui resistir, você desmaiou.

— Ai Zeus. Por quanto tempo fiquei desmaiada?

— Aproximadamente... — olhou as horas no relógio — vinte minutos.

A loira, atônita, se levantou da cama e dirigiu-se ao banheiro, sussurrando um simples “tomarei uma ducha” para a ruiva, que estava sem entender a situação.

Chase e Elsa estavam no quarto, ouvindo música e conversando sobre coisas aleatórias.

— Vamos lá para fora? — Elsa chamou.

A ruivinha demorou um pouco a responder.

— Vamos.

As duas saíram do dormitório e caminharam até o jardim, em silêncio.

Já quase fora da escola, alguém trombou com Elsa, a derrubando no chão.

— Arg — Gemeu de dor, ainda no chão. Olhou para cima, na tentativa de ver quem a derrubou, mas tudo que viu foi Chasity olhando para frente, incrédula. Seguiu o olhar da ruiva e viu um garoto alto se distanciando.

— Que idiota — A loira comentou, ao se levantar com a ajuda da amiga.

A ruiva o olhou novamente, dando de ombros.

— Mas é gato. E tem um estilo legal — As duas observaram o garoto que se afastava. Skinny Jeans preta rasgada nos joelhos, camisa larga do Blink-182 e uma jaqueta de couro por cima. Cabelos escuros penteados em um topete, um boné virado para trás e olhos azuis acinzentados que logo foram cobertos por óculos escuros.

— Que estilo... diferente — Elsa estranhou as vestes do rapaz.

— Como assim diferente?

— É que de onde eu vim, não tinha essas coisas — ela pensou um pouco — Pelo menos não no reino.

— Do que você está falando? — Chasity não fazia ideia do que a loira estava falando. Estavam no século XXI, não estavam? Como assim Elsa ainda não havia se acostumado com o estilo? E o que ela queria dizer com “Não tinha essas coisas”?

— Em Arendelle não haviam pessoas vestidas desse jeito, nem do jeito que você e Merida se vestem — Elsa parou para pensar.

— Amiga, seja específica, aonde você morava?

— Arendelle, Noruega.

Chase então viu tudo. Será que Elsa já estava descobrindo tudo? Assim tão rápido? Como ela poderia ter descoberto tudo de maneira tão fácil? Depois de tantos anos escondendo a verdade...

— Acho que é coisa da sua cabeça — Tentou conduzi-la.

— Não, Chase, lembra o que eu fiz com o uniforme? É a coisa mais curta que eu já vi na vida — Pensou um pouco — Com exceção dos shorts da Gwen.

— Ficou ótimo em você, tenho certeza que combina mais do que aqueles vestidos enormes.

— O que eu tinha na cabeça?

A loira saiu correndo de volta para o quarto, de onde nunca queria ter saído.

...

Logo após um longo e relaxante banho, Elsa se olhou no espelho.

Pensando em tudo que já passara. Sua família viva, seu reino feliz, o tempo em que tudo era normal. Ela era uma princesa leal, com uma irmãzinha animada, pais super protetores e um povo incrível. Ela lembrava de sua infância. Completamente feliz, todos os anos que vivera alegre ao lado de sua irmã e seus pais, quando ela controlava os poderes de forma aceitável. Perdeu o controle uma vez, porém foi algo simples. Mas a segunda foi mortal.

— Por que isso tinha que acontecer comigo?

A loira abriu o armário, pegando uma calça jeans branca e uma camiseta jeans amarrada. Na parte de Merida, achou um sapato estranho, porém devia admitir que era maravilhoso, a amiga não se importaria se ela o pegasse emprestado, certo? Vestiu tudo e pegou alguns acessórios e fez algo básico no rosto, apenas escondendo um pouco do inchaço nos olhos. Penteou os longos fios platinados com os dedos e os jogou para o lado, logo os escondendo com uma touca cinza.

Ia se deitar e tentar relaxar um pouco, mas lembrou-se do pedido de Daisy e resolveu sair e tentar encontrar seus amigos.

Boooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooom, esse cáp foi basicamente o início de toda a trama (que tecnicamente começou no cáp passado quando a Mery esqueceu as coisas), com a Mer esquecida, a Punzie dando uma de Aurora, Elsa se dando conta do que anda fazendo e a misteriosa aparição do garoto misterioso.
E tem também as Mericupps me matando pelo momento Hiccstrid. Seguinte, Sofi, foi preciso, ok? Mas vc sabe a trama dos dois, então, pare de me encher o saco no Skype ♥ HICCSTRIDS, APROVEITEM O MOMENTO, PORQUE NÃO VAI DURAR MUITO NÃO!

*Vai ter um poukito de Mericupp no baile u.u*
E a partir daqui, tem bastante treta...........
OBRIGADA POR NÃO DESISTIREM DE MIM, CONTINUEM NÃO DESISTINDO!
*Talvez a parte dois saia até sábado... Não sei, ela está com um desenvolvimento chato ;-; o cáp tá indo legal, só que bem lento...*
Kisses From a Gothic Girl s2

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.