Just One Of Us
5 Hiccup Haddock e Astrid Hofferson
Notas iniciais
Hiccup Haddock Point of View
Berk, February 26. 5:30 pm.

–Hiccup, para! – me assustei com a voz de alguém, que logo reconheci.
–Astrid, já falei para não me assustar dessa maneira. – só percebi que derramei o balde de água que estava em minhas mãos, quando eu me notei molhado. E se alguém me olhasse agora, com certeza não acharia que aquilo era água. – Que mal lhe pergunte... Parar com o que?
–Você sabe muito bem!
–Astrid, você é minha namorada, eu te amo e blábláblá, mas... Se eu soubesse eu não teria perguntado, né.
–Eu sei muito bem o que você tem planejado, então não vem com essa pra cima de mim. – ela estava com os olhos meio fechados, e eu sabia muito bem o que isso significava. Ela estava com raiva. Para resumo da ópera: Ferrou!
–Hã... Isso depende, o que eu venho planejando? – perguntei, mas quando ela fechou mais ainda a cara e deu um passo para frente, eu recuei, derrubando outro balde de água no chão – Ah, ótimo! – sussurrei para mim mesmo.
–Eu sei que você está planejando fugir do jantar e sumir do mapa. Vai me dizer que você vai com o Banguela a procura de novas “ilhas”? (N/A Caham, nessa fic, eles procuram ilhas!).
–Triddy, querida, eu não faria isso. O jantar é importante para você, então eu vou. – eu tentei me aproximar.
–Não minta para mim. – ela retirou o meu caderno de anotações do bolso – Aqui está todo o seu plano. Devia prestar atenção em onde deixa suas coisas.
–Aí diz hora? – eu perguntei, cruzando os braços.
–Não, mas tem dia! – Ela mostrou a data marcada. Exatamente no dia do jantar.
–Escuta, o jantar só começa as 08h. Eu irei fazer isso às 01h30min. – falei, e ela desfez a cara, desviou o olhar, ela faz isso quando pensa. Depois juntou as sobrancelhas novamente e olhou para mim desconfiada.
–Mas e se não der tempo? Você sempre se distrai quando faz essas coisas. Você lembra que eu não vou estar aqui a partir de sábado? – ela me lembrou. Astrid iria para uma escola nos Estados Unidos. Os pais dela acharam que ela não estava boa o suficiente para uma viking desde que eu a venci. Tudo bem que isso faz dois anos. Mas eles a deram uma chance. E então combinamos que eu a deixaria me vencer, para que ela não fosse embora. Mas a coisa saiu errado, e ela se machucou, então os pais dela resolveram que ela precisava melhorar.
–É, infelizmente eu não consigo esquecer. – entristeci.
–Escuta, se isso é importante para você, eu vou junto. Afinal, você vai ao jantar chato que meus pais querem fazer.
–Fala com os seus pais primeiro, ok? Eu não quero problemas. E... Se você preferir, podemos levar Tempestade e Banguela até “Waterfall”, ao invés de irmos procurar outras ilhas. – eu peguei o caderno, e joguei em cima da cama. Me aproximei dela.
–Hm.. Certo! Mas SÓ porque a Tempestade ama aquele lugar. – ela tentou me enganar. Eu sei que ela ama aquela ilha. É linda, devo admitir.
Ela me deu um beijo e então eu disse:
–Tá, agora me ajuda a secar isso aqui, porque por sua culpa eu derrubei dois baldes de água. – E ela começou a rir. Mas por fim, começamos a secar o quarto.
...
–Eu vou sentir sua falta. – ela disse, enquanto sua mãe a chamava. – JÁ VOU!
–(risos) Eu vou sentir mais. – dei-lhe um beijo apaixonado – Acho melhor você ir, porque eu vou ficar aqui e a sua mãe me dá medo. Vai que ela resolve dar uma de viking pra cima de mim? Tudo bem que ela realmente é uma viking, mas ela é forte, tipo você, e é bem mais forte que eu, então vai que ela tenta me atacar, porque é minha culpa você estar indo pra lá, e sem contar que... – ela me calou com um selinho.
–Você fala demais. – ela disse, subindo no navio.
...
O que a Astrid não sabia, era que eu não deixaria ela ficar quatro anos em uma escola cheia de pessoas (Cof, garotos, cof) sozinha. Por isso, eu disse ao meu pai que iria aprender mais sobre os dragões em uma escola, e ele tinha mesmo que dizer “Você está indo por causa da Astrid, não é?” e eu neguei, obviamente. Mas não é como se ele tivesse caído nessa.
Então, com o Banguela, voei até outra ilha povoada, e peguei um outro navio, um pouco depois da Astrid ter saído.
Essa ilha também tinha dragões e algo que eu não esperava é que no navio, deixaram que eu o levasse. Mas disseram que não podia ficar no quarto, e que levariam ele a outro lugar do navio.
Ao entrar na cabine, deito em uma das camas. Eu queria dormir, mas estava com a cabeça cheia. Estava procupado em aonde teriam levado Banguela.
Consegui dormir minutos depois.
...
Acordei com a porta, um garoto de cabelos brancos entrou e ouvi alguém no fundo “Faltam apenas duas horas”.
–Olá – ele disse, entrando no quarto e sentando na cama.
–Oi, sou o Hiccup. – eu me apresentei. – Você viu um dragão preto por aí?
–Graças a Deus, não! – ele disse.
–Certo, se ele chegar aqui, me acorde por favor. O nome dele é Banguela.
–Ok, pode deixar!
Eu cochilei.
Fale com o autor