Just Love Can

54 Capitulo 54 - Essa foi a última vez...


Notas iniciais
Boa noite pessoal e um bom inicio de semana para todos nós. Penúltimo capitulo. Boa leitura. Anne.

LONDRES

Nesse momento Flavinha entrou no estúdio e viu o rosto de Marina que não estava nada feliz.

Flavinha: — Seu pai já te contou né? A fotografa fez que sim com a cabeça. – A Clara tem um reunião marcada amanha.

Marina: — Ela não vai, a Clara não vai.

Clara: — Não vou aonde?

Marina ficou pálida ao ouvir a voz da esposa, ela olhou para a fotografa e perguntou novamente.

Clara: — Fala amor, não vou aonde?

Marina: — Na reunião, nós acabamos de chegar.

Clara: — Reunião, mas eu não marquei nada. Flavinha?

Flavinha: — Lembra aquele patrocinador chato da exposição? Clara fez que sim com a cabeça e a amiga continuou. – Então, ele marcou uma reunião para amanhã, apesar do seu assistente dizer que você não havia autorizado que marcassem. Só que tem uma coisa a mais...

Marina: — Flavinha...

Flavinha: — Ela precisa saber... Esse patrocinador é a sua mãe?

Clara: — Minha mãe?

Diogo: — Aurora.

Clara: — O que?

Diogo: — Ela era um dos principais patrocinadores dessa ultima exposição.

Clara: — Como isso é possível?

Diogo: — Ela pediu para um amigo fazer isso por ela.

Clara: — Foi ela que me infernizou nesses últimos dois meses?

Diogo: — Ao que parece sim.

Clara: — Flavinha que horas é a reunião amanha?

Flavinha: — As oito.

Clara: — Espero você de manha ira comigo.

Marina: — Amor?

Clara: — Você e o nosso advogado também.

Marina não disse mais nada e ninguém, eles ficaram ali conversando e acabaram esquecendo esse assunto por enquanto.

>>>

Na manhã seguinte o casal levantou junto e saíram junto com Flavinha para a reunião e logo que chegaram lá esbarraram com Aurora que ao ver Clara abriu um sorriso, mas a morena lhe lançou um olhar que ela não esperava receber da filha.

A reunião começou e a morena nada disse, deixou que o advogado falasse por ela. Marina também falou e Flavinha e quando chegou a vez da morena falar ela foi bem clara em suas palavras.

Clara: — Bom, você está alegando que eu quebrei o contrato, mentira, eu fiz as fotos no tema proposto, mas se o problema é dinheiro eu pago a multa apesar de saber que eu não estou errado e quero cancelar essa pareceria agora esse patrocionio não me interessa. Aurora arregalou os olhos e tentou falar. – Não ouse me interromper, achei que tinha ficado claro que não te queria na minha vida e volto a repetir, não quero nenhum contato contigo nunca fez parte da sua vida.

Aurora: — Não fale assim com sua mãe.

Clara: — Mãe? Minha mãe mora no Brasil e se chama Francisca e apesar de não me dar bem com ela, graças a você, aos poucos me acerto com ela, agora com você, eu não quero nada.

Aurora: — Eu só queria fazer parte da sua vida, mas você me evitou esse tempo todo...

Clara: — Por que queria fazer parte, quando lhe disse que não queria você nela?

Aurora: — Você é minha filha, me afastei de você uma vez e não queria te perder de novo.

Clara: — Me perdeu no dia em que me deixou com meu pai e nunca mais me procurou.

Aurora: Mas?

Clara: — Podia ter mandado cartas, sei lá, mesmo que eu não as recebesse, hoje faria a diferença... mas agora chega desse teatro... não confio em você, não espere de mim, mas do que você já tem que é a genética.

Aurora: — Não confia em mim por causas das palavras do seu pai deixadas numa carta, confia mais num homem morto?

Clara: — Ele era meu pai, aprendi a amar mesmo ele não estando presente, mas de certa forma ele se fez presente, já você...

Aurora: — Eu tentei me aproximar... juro que tentei...

Clara: — Não lutou, não merece meu amor, uma mãe não abandona o filho, fica com ele ate as ultimas conseqüências.

Aurora: — Pensei que com seu pai você ficaria melhor.

Clara: — Foi bem melhor, você esta vendo, deu certo. Estou casada com a melhor pessoa do mundo, que é o amor da minha vida, tenho filhos lindos. Se sinta feliz por isso, mas não me peça para deixar você entrar na minha vida.

A essa altura a morena já chorava muito.

Clara: — Olha acho que você já entendeu, não é?

Aurora: — Se é assim que você quer, mas eu posso te pedir uma coisa?

Clara: — O que?

Aurora: — Me da um abraço? Eu sei que talvez seja demais, mas se não quiser vou entender...

Clara a abraçou e depois saiu da sala sem se despedir, Marina e Flavinha ainda ficaram na sala por alguns instantes.

Marina: — Acho que agora você entendeu, não ouse fazer ela chorar de novo, esses últimos dias não foram fáceis. Não ouse aparecer de novo na vida dela, se não, não respondo por mim.

Saiu daquela sala batendo a porta e encontrou a esposa no corredor.

Marina: — Amor, você esta bem?

Clara: — Estou, vamos pra casa?

Marina: — Ela não ai aparecer de novo.

Clara: — Sei que não vai vi nos olhos dela, agora ela entendeu o que eu quis dizer.

Marina: — Que tomar um chocolate quente antes?

Clara: — A Flavinha vai também?

Marina: — Claro que vai.

>>>

Nos primeiros dias após o encontro com Aurora a morena andava calada e Marina respeitou isso, afinal ela sabia que a morena precisava de um tempo para digerir os últimos acontecimentos. A fotografa estava no estúdio com Flavinha e Diogo quando Clara entrou, ela apenas entrou e abraçou a esposa e disse no ouvido dela:

Clara: — Posso conversar com você?

Marina: — Aham

Clara: — Te espero no quarto.

Antes que a fotografa pudesse dizer qualquer coisa, a morena já havia saído e Marina ficou lá parada sem entender nada.

Flavinha: — Acho melhor você ir.

Marina: — É mesmo.

A fotografa subiu as escadas pensando no que a esposa poderia querer falar com ela ficou preocupada, assim que ela entrou no quarto e fechou a porta a morena falou.

Clara: — Acho melhor você trancar a porta.

Marina ficou sem palavras com a imagem que viu a sua frente, sua morena em uma bela langerie branca. Clara se aproximou dela e disse:

Clara: — Eu tranco. E abraçou a esposa por trás colocando uma venda nos olhos da amada e já retirando a camisa que a fotografa usava.

Marina: — Você disse que queria conversar. A morena se afastou um pouco da amada e a pegou pela mão levando ate a cama e lhe deu um beijo apaixonado e quando o ar faltou em seus pulmões e separaram os lábios ela disse:

Clara: — Se você não esta gostando do assunto podemos mudar. Você quer que eu mude de assunto?

Marina: — Definitivamente não, mas por que a venda?

Clara: — Para aguçar os seus sentidos.

Marina: — Eu prefiro ver você.

Clara: — Hoje você vai me sentir, não me ver.

Clara retornou o beijo e depois beijou o lóbulo da orelha o ponto fraco da fotografa e ouviu um gemido baixo, mas que mostrou a ela que estava indo no caminho certo para levar a sua mulher ao céu, aos poucos sem pressa foi despindo a fotografa que apenas se entregou ao momento e as caricias que recebia. A morena começou a beijar o pescoço e descendo bem devagar ate os seios, depositando beijos pelo caminho, quando ela chegou ate o seio deu uma atenção maior a eles sabia que aquilo exitava sua amada, depois desceu depositando beijos no abdômen e quando Marina achou que ela chegaria ate seu centro de prazer a morena fez o caminho de volta e fez isso muitas vezes torturando sua amada.

Marina: — Amor, não me tortura não preciso de você.

Clara: — Não estou torturando você, mas me diz o que você quer?

Marina: — Quero você.

Clara: — Me quer aonde? Roubando um beijo da fotografa.

Marina: — Preciso de você dentro de mim.

Clara atendeu o pedido de sua amada lhe deu um beijo nos lábios e foi descendo novamente sem pressa, beijos o interior das coxas e assim que chegou ao sexo da amada começou a depositar beijos carinhosos, mas os gemidos de Marina mostravam que ela queria mais, muito mais, então sem Marina esperar ela introduziu dois dedos na amada e logo Marina teve um gozo maravilhoso, palavras não descreveriam. Assim que sua respiração voltou ao normal disse:

Marina: — Acabei de ir ao céu e voltar.

Clara subiu beijando o corpo da amada ate chegar aos lábios, depois do beijo retirou a venda.

Marina: — De onde veio isso tudo?

Clara: — Saudade de você. Saudade de fazer amor com você. Mais um beijo apaixonado.

Marina: — Acho que agora é minha vez de matar a saudade de você, não?

Clara: — Nossa conversa é muito longa, só estamos começando.

As duas se amaram ate que o cansaço chegou e com ele o sono, corpos suados, enroscados, satisfeitos e acima de tudo apaixonados.

>>>

O casal andava em clima de lua de mel e Clara recebeu um email que ela achou animador, só faltava uma coisa para ela se sentir completa se entender com sua mãe Chica, estavam a alguns anos afastadas e apesar de toda aquela confusão, a morena não guardava rancor, a um tempo ela tinha perdoado Chica e queria que os filhos conhecessem a avó.

Ela estava sentada com o notebook no colo e leu o email

‘’ Maninha, boas noticias para todos nós. Mamãe resolveu reunir o nosso clã de novo, eu fiquei super feliz, afinal nossa família cresceu muito nesse pequeno intervalo de tempo, não é? Só de crianças, temos deixa eu ver, Júnior, Ivan, Valentina, Enzo, Mariana e Arthur, já pensou essa galerinha toda junta que alegria. Luiza esta namorando, arrumou um francês, que se chama Vicenzo, lindo e super simpático vocês vão adorar conhecer. Não posso esquecer dos seus agregados alem das crianças é claro, Diogo, Flavinha e a namorada. Nossa família cresceu tanto, estamos todos bem e felizes na medida do possível, mas essa alegria pode ser maior se estivermos juntos, mesmo que por pouco tempo. Então eu e a dona Chica estamos convocando todo o clã dos Fernandes para uma reunião de família o que me diz?

Helena, estamos com saudades. Beijos pra todos. ‘’

No mesmo instante em que terminou de ler pegou o telefone para ligar para irmã, assim que Helena atendeu elas conversaram por horas. Marina entrou no quarto e a morena estava com um sorriso tão lindo que a fez sorrir também.

Marina: — Qual o motivo de tanta alegria?

Clara: — O que acha de uma reunião de família? Todos juntos, na nossa casa em Santa Tereza?

Marina: — Isso é serio?

Clara: — Acabei de falar com Helena, só não falei da idéia da casa queria conversar com ela primeiro, o que me diz?

Marina: — Um passeio no Brasil? Maravilhoso. Com você e nossos filhos? Melhor ainda.

Clara: — Mais nós queremos o clã completo.

Marina: — Como assim?

Clara: — Seu pai, Flavinha e Manuela. Você acha que eles vão querer ir?

Marina: — Creio que sim. Estou com tanta saudade daquela casa.

Clara: — Eu sei, eu também, mas...

Marina: — Eu já sei que você gosta daqui, mas será que já não está na hora de voltar pra casa, pro nosso cantinho artístico? Não quero forçar nada, só pensa com carinho?

Clara: — Vou pensar.

Deu um beijo na amada.

Clara: — E agora que tal um filminho?

Marina sorriu e disse:

Marina: — Só se for de terror.

Clara: — Comédiaromantica, água com açúcar.

Nesse instante Flavinha bateu no quarto.

Marina: — Entra.

Flavinha: — Querem assistir um filme comigo, Manu e as crianças?

Marina: — Programação?

Flavinha: — Homem aranha escolhidos pelos meninos e Frozen pelas meninas, e ai?

Marina: — Acho que nem terror e nem comedia, amor. A morena caiu na gargalhada e Flavinha não entendeu nada e depois elas explicaram. Todos reunidos na sala assistindo filme com direito a pipoca, chocolates e um penca de besteira. Quando Diogo chegou em casa deu um belo sorriso e perguntou:

Diogo: — Posso me juntar a vocês?

Ivan: — Pode vô, mas silencio.

Diogo se reuniu a família e se divertiram, depois da seção cinema e as crianças postas para dormir contaram sobre a idéia de irem ao Rio e todos adoraram a idéia e assim encerram mais um dia, fazendo planos para mais uma viagem.

Notas finais
E ai gostaram: Comentem... p.s.: se passou algum erro desculpem Aviso: Bom meninas, eu decidi que vai ter sim uma segunda temporada de Just Love Can, mas vai levar um tempinho até eu postar, mas prometo não demorar. Vão perguntar, por que, eu sei. Antes da segunda temporada de Just Love Can, vou postar a nova que estou escrevendo, mas como essa fic aqui é meu xodó seu que não vou resistir por muito tempo. Fiquem de olho na no twitter que eu vou avisar direitinho. Obrigado por todos os comentarios e conselhos, fico muito feliz com todos eles,, Beijos e Abraços, Anne.