Just Love Can

52 Capitulo 52 - Tragédia.


Notas iniciais
Boa noite. Mais um capitulo para vocês. Boa Leitura. Anne.

A loira chegou na sala de mãos dadas com o pequeno e assim que viu Flavinha abriu um sorriso.

Manuela: — Boa noite a todos.

Todos responderam e Flavinha se aproximou dela lhe dando um abraço e dizendo em seu ouvido.

Flavinha: — Você fica mais linda tímida sabia?

Manuela: — Assim não vale.

Nesse instante Ivan puxou a loira para ajudar a montar o quebra cabeça.

Ivan: — Vem tia Manu ajudar a gente?

Marina: — Manu é filho?

Ivan: — Chamamos tia Flavinha pelo apelido, nada mais justo que chamar a tia Manu também.

Marina: — Então ta. A fotografa voltou a atenção para o quebra cabeça.

Depois de um tempo Clara se levantou para ir ver como estava o jantar e arrastou Flavinha com ela.

Clara: — Você vai ter que me contar tudinho, detalhe por detalhe.

Flavinha: — Eu sei, só que depois.

Voltaram para a sala e uns dez minutos depois a empregada disse que o jantar estava servido.

Marina: — Comida italiana em homenagem a nossa convidada.

Ivan: — Lasanha? Tia Manu podia vir mais vezes aqui.

Clara: — E será bem vinda.

Jantaram e clima de harmonia e brincadeiras, após o jantar a morena foi colocar as crianças na cama e depois voltou para a sala na companhia das amigas e da esposa.

Clara: — Que tal um vinho?

Marina: — Seria ótimo, o que dizem meninas?

Flavinha: — Perfeito.

Ficaram conversando amenidades até que Clara não se agüentou mais.

Clara: — Como se conheceram?

Marina: — Amor?

Clara: — Vai me dizer que você também não esta curiosa?

Marina: — Assim você assusta ela.

Manuela: — Sem problemas.

Flavinha: — Eu conto ou você conta?

Manuela: — Você.

Flavinha: — Está bem, mas nada de interrupções, certo?

Clara: — Certo. Marina apenas fez que sim com a cabeça e abraçou a esposa.

Flavinha: — Tudo começou por culpa da Clara. A morena foi tentar falar, mas Flavinha fez um sinal e ela se calou. – Sem interrupções. Bom, continuando, a Clara estava olhando uma referencias para a aula de pintura e entre os papeis estava uma coisa sobre uma palestra que a Manu ia dar e a Clara disse que estava doida para assistir, eu queria ir com ela, mas acabou que não deu pra ir. Naquele dia eu busquei a Clarinha, mas na hora em que eu a vi ela conversava com certa loira, quando ela chegou no carro me contou que tinha convidado ela para a exposição, eu não saberia explicar, mas mesmo de longe eu senti algo diferente, palavras não definem. Então esperei a exposição de vocês com uma ansiedade tremenda, quando chegou o dia da exposição, meu coração pulava e eu me perguntava, será que ela vai? Me ocupei com o trabalho.

Marina: — Por isso estava aérea aquele dia?

Flavinha: — Sem interrupções.

Marina: — Desculpa.

Flavinha: — Quando chegou a noite da exposição e eu entrei na galeria procurei ela, mas foi só no final da noite que a vi conversando e então me aproximei e me apresentei, apenas trocamos telefones, depois nos encontramos em um café. Depois ela teve de voltar a Itália, aonde fica o ateliê dela, ai nos falávamos por telefone e assim foi por...

Manuela: — Por algumas semanas, ate eu perceber que não dava mais para ficar só conversando com ela, algo havia mudado, não era só amizade, cheguei ao ponto de ligar pra ela para contar pequenas coisas que alegravam o meu dia.

Flavinha: — E as ligações antes de dormir?

Manuela: — Horas no telefone. Então decidi vir pra cá e passar uma temporada e conhecer ela melhor, por que a distancia da ate certo por um tempo, mas chega uma hora que...

Marina: — É preciso o contato, o carinho.

Clara: — A gente entende.

Manuela: — Entendem?

Flavinha: — No começo elas também se falavam muito ao telefone, a única diferença é que elas moravam na mesma cidade e nos estávamos em países diferentes.

Clara: — Certo, mas não deixa de ser distante.

Flavinha: — Pode ser.

Marina: — E vocês estão namorando pra valer?

Manuela: — Pra valer.

Clara: — Bem vinda a família.

Levantaram as taças e brindaram.

Marina: — Só um aviso, nada de machucar a minha amiga-irmã certo?

Manuela: — No que depender de mim, isso nunca vai acontecer.

Clara e Marina se retiraram deixando o casal sozinho na sala.

Manuela: — Passei no teste.

Flavinha: — Teste?

Manuela: — Sim, eles são a sua família, quero saber se eles gostaram...

Flavinha: — Se é assim tão importante, meu amor, passou com honras e louvor, só de agradar as quatro crianças já é o primeiro passo e as meninas adoraram você.

Manuela: — Eu tenho que ir.

Flavinha: — Não senhora, essa noite você fica comigo. Não aceito não como resposta. Deu um beijo apaixonado na amada. – Estou com saudade de você,

Manuela: — Se é assim eu fico.

>>>

Os dias passavam e a morena já estava nervosa com um patrocinador da exposição em Amsterdã, ele estava dando dor de cabeça sempre colocava algum defeito, entrou no estúdio bufando.

Clara: — Não vou mais para essa exposição, não quero nem saber, eu pago a multa do contrato, a exposição está oficialmente cancelada. Bufou ao telefone, a pessoa no outro lado da linha tentou argumentar, mas a morena esta irredutível. – Não importa, não conta comigo, eu cansei dessa implicância toda com o meu trabalho, um critica aqui outra critica lá tudo bem agora, isso já é sacanagem. Faltam poucos dias e querem que eu refaça, isso não vai acontecer. Sinceramente não me importo em pagar a multa do contrato. A exposição esta cancelada. A pessoa do outro lado falou mais um pouco. – É sim a minha decisão final.

Marina olhava a morena desde que ela entrou, mas não disse nada quando a morena sentou ao seu lado.

Clara: — Podemos ir direto para Grécia eu acho?

Marina: — Quer conversar sobre o telefonema?

Clara nada disse.

Marina: — Amor?

Clara: — Eles queria que eu refizesse tudo, dizendo que estava fora do tema proposto.

Marina: — Eles já não tinham aprovado as fotos?

Clara: — Tinham, isso que me irritou. Pago a multa e me livro disso.

Marina: — Se eles já haviam aprovado não precisa pagar multa nenhuma.

Clara olhou para esposa e disse:

Clara: — Esquece isso, me beija?

Marina: — Meu amor, isso você não precisa pedir.

Clara: — Você está muito ocupada? Disse em meio ao beijo.

Marina: — Não, por que?

Clara: — Vamos subir pro nosso quarto?

Marina sorriu, se levantou e estendeu a mão para a amada. Subiram as escadas em meio aos beijos e caricias. Assim que entraram Marina trancou a porta e voltou a beijar a sua morena arrancando suspiros e aqueles gemidos baixos que ela adorava tanto ouvir, se livrou logo a das roupas, ter a pela da morena junto a sua se tornou algo urgente. Marina fazia os carinhos sem pressa, mas enlouquecendo a amada.

Clara: — Não tortura a sua esposa não, me leva pra cama e me faz sua.

Marina não prolongou o sofrimento de sua esposa a levou ate a cama e admirou o corpo dela por uns instantes antes de colocar seu corpo sobre o dela, acariciou cada cantinho daquele corpo moreno, ate que sua mão desceu ate o sexo da amada e ela começou a ouvir gemidos mais altos e logo ela sentiu os espasmos da amada e o orgasmo maravilhoso que ela proporcionara para a sua amada. Depois de recuperado o seu fôlego a morena inverteu os papeis e assim se amaram a tarde toda, só desceram na hora do jantar.

>>>

Depois que colocaram os filhos na cama resolveram olhar algumas fotos que Marina tinha que selecionar e se distraíram com isso, foi quando Flavinha entrou com um telefone na mão e lagrimas nos olhos.

Clara: — O que aconteceu?

Flavinha: — Telefone pra você.

Clara pegou o telefone e logo reconheceu a voz.

Helena: — Irmã aconteceu algo horrível. Disse já com a voz chorosa.

Clara: — O que aconteceu?

Helena: — O Felipe...ele...o Felipe...

Clara: — O Felipe o que? A morena já estava com os olhos marejados. – Não fala que ele...

Helena: — O Felipe morreu, irmã. Nosso irmão partiu.

Clara: — O que como assim morreu? Como?

Helena: — O avião em que ele estava com a esposa, caiu. Sem sobreviventes. Estamos indo agora pra Goiânia por causa do Júnior.

Clara: — Júnior?

Helena: — Depois que ele se separou da Vanessa casou de novo, casou com Maria Luiza e tiveram um menino lindo, lembra muito o Ivan, ele tem dois anos.

Clara: — Por que ele não me contou nada disso.

Helena: — Não sei, depois daquela historia com a Vanessa você sabe que ele se afastou de todos. Irmã, você vem pro Brasil?

Clara: — Helena, eu não sei se,,, se eu to pronta.

Helena: — É seu irmão, seu sobrinho.

Clara: — Eu não posso. A morena largou o telefone e subiu as escadas correndo, Marina que ainda não sabia o que estava acontecendo pegou o aparelho e conversou com a cunhada e se chocou com o que ouviu.

Depois que desligou o aparelho ela saiu em disparada atrás da esposa, mas não encontrou ela em lugar nenhum, foi ate o jardim e viu Flavinha.

Flavinha: — Ele morreu Marina.

Marina apenas abraçou Flavinha, mas ela precisava achar a esposa.

Marina: — Você viu a Clara?

Flavinha: — Garagem.

Marina estava com medo que ela tivesse saído, mas a morena apenas estava sentada no seu carro olhando pro nada. Marina se sentou ao lado da esposa e segurou a sua mão.

Clara: — Eu não quero ir pra lá.

Marina: — Ele não está lá.

Clara: — Do que você está falando?

Marina: — Do seu medo, do seu ex marido. Ele esta na Argentina fazendo um curso de culinária.

Clara: — Como você sabe?

Marina: — Coisas do seu sogro.

Clara: — Você sabe tudo o que ele faz?

Marina: — Sei.

Clara: — Por que?

Marina: — Meu pai diz que quem quer cuidar bem da família se cerca por todos os lados, te prometi que você não veria mais ele, nem você e nem as crianças e estou cumprindo a promessa. Amor precisamos ir, é o seu irmão.

Clara: — Nós podemos ate ir, as crianças ficam.

Marina: — Esta bem, vamos entrar tenho que mandar preparar o jatinho.

Clara: — Ele teve um filho.

Marina: — Um filho?

Clara: — Ele se casou de novo.

Marina: — Então temos mais um sobrinho?

Clara: — Parece que sim. O que vamos dizer as crianças?

Marina: — A verdade.

A morena concordou com a cabeça e voltaram pra casa.

Marina: — Partimos amanha depois do almoço.

Notas finais
E ai gostaram? Comentem... p.s.: se passou algum erro me desculpem. Aviso: Meninas como eu já havia comentado, nossa história está chegando ao fim, mas como tem muita gente dizendo que não quer que a fic termine, eu tive a ideia de fazer uma outra como se fosse uma segunda temporada, uma continuação. Deixem nos comentarios ou ate mesmo lá pelo twitter se voces gostariam de ter a continuação. Bom final de semanas a todas. Pra quem ainda não tem meu twitter é @MVroengard. Anne. :)