Just Love Can
46 Capitulo 46 - Problemas? Nós faz crescer...
Notas iniciais
LONDRES
Marina estava tentando convencer Clara a ir com ela em um jantar aonde Pierre estaria, a verdade é que a morena não havia gostado muito do amigo da fotografa.
Marina: — Amor, vamos é um jantar importante, preciso de você lá comigo.
Clara: — Eu já disse que não estou me sentindo bem. Chama a Flavinha para ir com você.
Marina: — Por favor.
Clara disse sem nem pensar.
Clara: — Não.
Marina: — Por que?
A morena não queria magoar a sua amada dizendo que não queria ir, por que Pierre estaria lá, a verdade é que Clara sempre esbarrava com ele na faculdade e ele não era nada amistoso e sempre soltava comentários sobre Marina que a morena não gostava nem um pouco, mas por outro lado para ela a felicidade de sua amada era mais importante do que suportar Pierre por uma noite. Clara deu de ombros e disse:
Clara: — Eu vou, já que é tão importante pra você.
Marina: — Obrigada. Deu um beijo na bochecha da morena e saiu do quarto em direção ao estúdio. – Eu já volto, tenho que pegar uma coisa.
Assim que a esposa saiu a Clara disse para si mesma:
Clara: — O que eu não faço por você?
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A morena já havia tomado banho e estava fazendo a maquiagem, quando alguém bateu na porta.
Clara: — Pode entrar.
Flavinha: — Oi, podemos conversar um minutinho?
Clara: — Claro. O que foi? Flavinha estava com os olhos inchados. Você estava chorando?
Flavinha: — Recebi um email do seu irmão.
Clara: — E você leu?
Flavinha fez que sim com a cabeça.
Flavinha: — Ele disse que sente muito e o que o amor dele por mim ainda está lá, só que um filho...
Clara: — Um filho é uma força maior.
Flavinha: — Como você sabe?
Clara: — Meu pai falava isso, pelo menos é o que a Helena conta, que ele dizia que por um filho nós fazemos qualquer coisa.
Flavinha: — Até...
Clara: — Abrir mão de um amor.
Flavinha: — Você ainda está chateada com ele?
Clara: — Estou, ele que trazer aquela mulher pra cá.
Flavinha: — Não é só isso que esta incomodando você, o que foi?
Clara: — Você sempre sabe né?
Flavinha: — Impossível não saber. Por que não queria ir nesse jantar hoje? A Marina me contou, comigo você sabe que pode falar.
Clara: — Não gosto daquele Pierre.
Flavinha: — E por que? Ele é amigo da Marina desde...
Clara: — Desde sempre, eu sei. Ele da aula lá na faculdade, certo?
Flavinha: — Certo, mas o que isso tem demais?
Clara: — Toda vez que esbarro com ele, faz algum comentário sobre a Marina. Do tempo em que eles saiam juntos pra balada. E é sempre quando eu passo sabe, parece que ele faz de implicância.
Flavinha: — Ele deve estar com ciúme de você, antes da Marina casar, toda vez que vinha a Londres vivia andando com ela pra cima e pra baixo. Flavinha sabia que a amiga estava magoada, mas também sabia que a morena já mais falaria do assunto com a esposa, já que Clara fazia de tudo por Marina. – Devia falar isso pra Marina.
Marina: — Me falar o que?
Clara: — Uma idéia que tive para exposição.
Marina: — Pode ser depois, temos que ir.
Clara: — Pode sim, meu amor.
Marina pegou a morena pela mão e disse para a amiga:
Marina: — Não, nós espere acordada.
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O jantar de certo modo ate que correu tranqüilo, mas em determinada hora da noite quando Clara e Marina conversavam com um casal que havia ido na exposição da morena. Pierre puxou Marina pelo braço dizendo que queria apresentar alguém pra ela, deixando a morena sozinha.
Marina: — O que é isso Pierre?
Pierre: — Calma, só quero te apresentar alguém sem a sua esposa por perto. Piscou para a amiga.
Marina: — O que você quer dizer com isso?
Pierre: — Vamos ate a cobertura que você vai entender. Ele saiu puxando a fotografa, nem dando a chance dela argumentar.
A morena já estava ficando nervosa, afinal não se leva uma hora para se apresentar alguém, todo garçom que passava ela perguntava se eles haviam visto Marina e a resposta era sempre negativa. Depois de mais um tempo ali sentada esperando por Marina, resolveu ir procurar a amada pelo salão e nada. Avistou uma escada e viu que havia um segurança na frente, ela fez menção de subir, mas ele a impediu.
Clara: — Estou procurando a minha esposa Marina Meirelles e o amigo dela Pierre, será que poderia deixar eu ver se eles estão lá em cima?
Segurança: — Desculpe, não posso deixar ninguém subir.
Clara: — Pode pelo menos me dizer se eles estão lá?
Segurança: — Não posso dar essa informação.
Clara já estava furiosa, mas se sentou novamente no mesmo lugar aonde estava antes, esperaria pela esposa. Depois de mais uma hora ali sentada, lhe disseram que ela tinha que ir e que provavelmente Marina já devia ter ido embora e ela não havia visto.
Clara: — O senhor me explica como minha esposa iria embora sem mim?
Garçom: — Eu não sei, afinal a esposa é sua.
Clara já tinha lagrimas nos olhos.
Clara: — Seu grosso.
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Pierre havia segurado a fotografa na cobertura aquele tempo todo não deixando a amiga sair de lá sempre inventando uma desculpa.
Pierre: — Vamos curtir a noite, em nome dos velhos tempos.
Marina: — Você esta louco, que curtir a noite. Você me fez deixar a Clara sozinha ela deve esta preocupada.
Pierre: — Não ligue pra aquela sem sal, chega de brincar de casinha, esta historia de mamãe e filhinho não é pra você.
Marina: — Pierre, isso não é brincadeira. Mil coisas devem esta passando pela cabeça dela. Procurou seu celular na bolsa e não encontrou. – Pierre, meu celular?
Pierre: — Nada disso, aproveita a noite, ficou aqui até agora. E também a morena sem sal, já esta indo embora sozinha.
Marina: — O que? Pierre apontou para baixo e Marina viu a esposa entrando num taxi. – Pierre, por favor?
Pierre: — Eu conheço você, essa não é a sua vida.
Marina: — É a minha vida agora, ela é a minha vida. É a vida que eu escolhi viver e agora eu sou feliz, devia pensar nisso. Agora me da o meu celular e a chave do meu carro?
Quando viu o taxi saindo Marina se desesperou e saiu dali correndo.
Marina: — Droga, aquele taxi já saiu. Eu estou frita, graças aquele idiota.
Clara: — Talvez não esteja, afinal esse seu amigo é um idiota.
Marina se assustou e olhou pra trás e viu sua amada.
Marina: — Você não entrou no taxi?
Clara: — Isso era o que aquele idiota queria. Ela já vem me atormentando a um tempo com comentários nada agradáveis sobre você.
Marina: — E por que não me disse?
Clara: — Ele é seu amigo, eu não queria...
Marina: — Nenhum amigo meu é importante na minha vida se ele magoa a pessoa que mais amo. Me desculpa por ter te deixado sozinha.
Clara: — Não há o que desculpar, a culpa não foi sua. Vamos pra casa?
Marina: — Vamos.
Meia hora depois Marina estava estacionando o carro na garagem de casa e a morena saiu na frente, quando a fotografa alcançou, ela já estava quase entrando em casa.
Marina: — Espera.
Clara: — Amor, me deixa ir dormir, amanha de manha estarei melhor e ai conversamos.
Marina a puxou para um beijo tão apaixonado que a morena não teve como resistir, retribuiu o beijo.
Marina: — Eu te amo. A morena ia falar mais Marina colocou o dedo nos lábios da morena impedindo que ela falasse algo. – Espera, não terminei. Eu não sei o que o Pierre falou para você, direta ou indiretamente, mas aquilo tudo é passado. Quando você entrou na minha vida, uma nova Marina surgiu, com você eu aprendi que são as pequenas coisas que realmente fazem a diferença, que nos fazem felizes e se me pedir um exemplo é fácil, o seu sorriso, ele me faz feliz, eu poderia pontuar mil coisas sobre você e ficaríamos aqui ate o amanhecer, por que meu amor, lá fora pode ter cem mil mulheres, mas eu não estou nem ai, por que a mulher que eu amo e desejo esta bem aqui nos meus braços.
Clara ficou sem palavras em frente aquela declaração, então fez a única coisa que precisava para selar aquele momento, deu um beijo em sua amada e disse:
Clara: — Vamos pra cama?
Marina: — Pensei que queria dormir.
Clara: — E quero, mas com minha esposa do lado é bem melhor.
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Duas semanas haviam se passado desde aquele jantar e tudo estava muito corrido na casa do casal e no estúdio, já que a exposição se aproximava.
Flavinha: — Meninas, temos que mandar o material ate amanha.
Clara: — Mas já esta tudo selecionado e formatado.
Flavinha: — Jura?
Clara: — Terminei tudo ontem a noite.
Flavinha: — E a Marina cadê?
Clara: — Natação, com a pequena.
Flavinha: — Essas duas ultimas semanas foram uma loucura, tanta coisa pra fazer e ainda temos os nossos cursos. Vocês tem alguma coisa pra hoje a tarde?
Clara: — Consulta medica.
Flavinha: — Alguém esta doente?
Clara: — Não, exame de rotina. A verdade é que elas iriam na consulta para ver se poderiam tentar a fertilização, já haviam feito os exames necessários e estavam indo para ver o resultado.
Flavinha: — Ok. Mas demora muito?
Clara: — Eu não sei. Por que?
Flavinha: — Tenho que marcar uma reunião.
Clara: — Sobre a exposição?
Flavinha: — Reunião final.
Clara: — Pode ser amanha a tarde. Eu e a Marina não temos nada marcado.
Flavinha: — Ótimo.
Quando Flavinha ia saindo do estúdio, Marina estava entrando com Valentina.
Marina: — Viu pequena, não disse que a sua mamãe estava aqui.
Clara: — Tinha alguém com saudade é?
Marina: — Na verdade, duas.
Clara encheu as duas com beijos.
Clara: — Que tal as minhas meninas tomarem um banho e depois comermos o bolo de chocolate com morangos que tem lá na cozinha?
Marina: — Bolo de chocolate e com morango?
Clara: — Aham.
Marina: — Vamos pro banho agora.
Depois de meia hora Marina desceu com a filha.
Clara: — Nossa como as minhas meninas estão cheirosas.
Se sentaram para comer o bolo e conversavam em tom descontraído.
Marina: — Amor?
Clara: — Oi?
Marina: — A consulta é hoje né?
Clara: — Sim.
Marina: — Estou nervosa.
Clara: — Não precisa ficar nervosa e você sabe disso.
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As três em ponto as duas já estavam no consultório medico, o nome do medico era Joseph, ele seria responsável pela fertilização e acompanharia toda a gravidez.
Marina: — E então doutor os resultados?
Joseph: — Perfeitos. Eu diria impecáveis. Podemos fazer a retirada dos óvulos hoje e em três dias fazer a implantação dos óvulos fecundados. Já decidiram quem vai engravidar?
Marina: — A Clara.
Joseph: — E os óvulos que vão utilizar?
Marina: — Os meus.
Joseph: — Já escolheram um doador?
Clara: — Ainda não.
Joseph: — Preciso que decidam hoje, esta bem? Vou dar um tempinho para vocês e depois Marina iremos fazer a retirada dos óvulos ok?
Marina: — Esta certo.
O medico saiu deixando o casal sozinho no consultório.
Marina: — Acho que concordamos com aquele que tem as características mais parecidas com a suas né amor?
Clara: — Qual daqueles dois? Você decide.
Marina pegou as duas fichas das quais elas haviam ficado na duvida, ela as leu novamente e disse:
Marina: — Esse aqui.
Clara: — Então, é esse ai.
Marina: — Vamos conseguir manter segredo?
Clara: — Acho que sim. Conseguimos ate agora.
O medico voltou e levou Marina ate a sala para o procedimento e a morena esperou na sala de espera. Um tempo depois Marina, já estava na companhia da amada.
Joseph: — Tudo certo meninas, vejo vocês em três dias.
Clara: — Muito obrigado doutor.
Marina: — Nosso filhotinho esta a caminho.
Clara sorriu e deu um beijo em sua amada.
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JUNHO
A primeira semana de junho chegou e com ela a correria, a exposição seria dali a três dias. Tinha uma semana que a morena havia feito a implantação dos óvulos e Marina era todo cuidado com a sua amada.
Flavinha: — Eu já sabia que vocês eram um grude, mas estão passando dos limites. Disse em tom de brincadeira. – Temos que ir na galeria, já esta tudo no lugar, só falta o alvará das artistas e assinarem os papeis.
Clara: — A parte chata.
Marina: — Podemos passar naquele café que você gosta depois, o que me diz?
Clara: — Boa idéia.
Flavinha: — Estou convidada também?
Clara: — É claro.
Foram para galeria e a cumplicidade do casal, era visível ate na hora do trabalho.
Marina: — A melhor revisão de galeria de todos os tempos.
Clara: — Isso por que estamos juntas, mas devo confessar que nós duas juntas arrasamos.
Flavinha: — Meninas, terminamos aqui. Agora é só esperar o dia da exposição.
Clara: — Vamos tomar aquele chocolate quente para comemorar?
Marina: — Pra já.
Estavam no café brincando e rindo e conversando sobre a expectativa daquela exposição e depois foram para casa.
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Marina: — Amor, falta um mês para a nossa pequena fazer um ano. Passou tão depressa.
Clara: — Isso é verdade.
Nesse instante Diogo entrou correndo pelo quarto do casal.
Diogo: — Marina, pega a sua câmera. Precisa registrar esse momento.
Marina: — O que foi pai?
Diogo: — Vem logo.
Desceram as escada correndo e avistaram Flavinha com tentando aparar Valentina que estava de pé apoiada na mesinha de centro da sala.
Clara: — Amor, ela vai dar os primeiros passos.
Assim que Clara falou isso a menina soltou a mãozinha da mesa e pela primeira vez se equilibrou e arriscou o primeiro passo. Clara e Marina começaram a chorar ao ver a filha ao dar os primeiros passos e nesse instantes nenhumas das duas se lembrou de registrar o momento, foi a madrinha da pequena que bateu as fotos. Valentina era só sorriso, a pequena estava com orgulho de si mesma.
A pequena olhou para as mães e começou a dar passinhos em direção a elas, e as duas se abaixaram e assim que a filha chegou ate elas, a envolveram em um abraço e disseram:
Clara e Marina: — Nosso orgulho.
Diogo: — Será que ela vai gostar de futebol?
Marina: — Pai. Se levantou com a filha no colo. – Ela acabou de começar a andar.
Diogo: — Nunca é cedo para começar a gostar de um esporte.
Clara: — Meu sogro, acho que ela puxou a Marina, prefere os esportes aquáticos.
Diogo: — Tem razão.
Flavinha: — Temos que comemorar.
Diogo: — Eu busco o champanhe.
Clara e Marina se olharam e a fotografa disse:
Marina: — Que tal um suco, assim a pequena brinda também.
Diogo: — Esta bem, afinal a conquista é dela.
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EXPOSIÇÂO
O grande dia do casal chegou e a exposição era comentado por toda Londres, o trabalho da morena já era bem conhecido na cidade, mas quando anunciaram a exposição do casal, os fãs ficaram eufóricos.
Marina: — Pronta?
Clara: — Sim
Marina: — Nada de bebidas alcoólicas, meu amor.
Clara: — Eu sei. Clara sorriu.
Marina: — Quando vamos fazer o teste pra saber se deu certo?
Clara: — Temos que esperar mais uns dias.
Marina: — Estou ansiosa e preocupada.
Clara: — Não fique esta tudo bem. Estamos bem. Pegou a mão da amada e colocou em sua barriga. A fotografa sorriu.
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Logo que chegaram com os filhos aquele bando de jornalistas vieram pra cima, enchendo elas de perguntas, mas logo foram resgatadas por Diogo e Flavinha. Já dentro do salão, Valentina andava de mãos dadas com Ivan de um lado para o outro e Marina só batia fotos.
Clara: — Amor, temos que apresentar a nossa exposição. Eu sei que eles estão lindos, mas precisamos mesmo ir.
Marina: — Esta bem.
A fotografa puxou a amada e foram apresentar a exposição. Flavinha anunciou e Marina começou a falar.
Marina: — Primeiramente, Boa noite a todos. Eu e a minha esposa estamos muito orgulhosas do nosso mais novo trabalho intitulado: Uma visão, dois olhares. Como todos sabem, todos nós podemos olhar para a mesma coisa, mas interpretá-la de forma diferente, não é amor?
Clara: — Boa noite a todos. É sim meu amor, e esse foi o nosso objetivo. Como todos aqui sabem o meu estilo e do Marina são bem diferentes, mas em um determinado momento, não sei se por magia, ou qual motivo, eles se encontram. E foi isso que queremos passar essa noite que apesar de dois olhares encontramos uma visão que convergisse. A sincronia perfeita.
Marina: — A sincronia que só é perfeita, por que temos como maior inspiração o amor, não só o amor que sentimos uma pela outra, mas também o amor pelo nosso trabalho.
Clara: — Bom, é isso que queríamos passar e esperamos que gostem, aproveitem a noite.
Depois do discurso foram elogiadas por todos, estavam amando a exposição.
Flavinha: — O que foi aquilo? Arrasaram. E vocês tem visita.
Marina: — Visita?
Luiza: — Sim, não poderia faltar a esse big evento e sem falar a saudade que estava de vocês.
Clara: — Por que não disse que vinha?
Luiza: — Queria fazer uma surpresa.
Marina: — É ótimo ter você aqui. Já viu seus primos?
Luiza: — Já, e o Ivan, super protetor.
Clara: — Desde que ela começou a andar. Ele fala, mamãe ela pode se machucar.
Marina: — Mas a verdade é que adoramos ver ele cuidar da irmã, né amor?
Clara: — Isso é mesmo verdade.
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Marina: — Pai?
Diogo: — Já sei, hora de levar as crianças pra casa. E vocês?
Marina: — Vamos depois, tenho uma surpresa pra minha amada.
Diogo: — Está certo.
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Todos já tinham ido embora a exposição foi um sucesso.
Marina: — Amor, vem cá?
Clara: — Oi?
Marina: — Vem comigo? Mas tenho que tampar seus olhos. Confia em mim?
Clara: — Sempre.
Marina guiou a amada ate a surpresa que ela havia preparado, um jantar romântico.
Marina: — Pronta?
Clara: — Sim.
Marina tirou as mãos.
Clara: — Que lindo. Um jantar para nós duas. Quando planejou isso?
Marina: — Tive uma ajudinha sabe?
Clara: — Sei.
As duas se sentaram para jantar.
Marina: — Como não podemos beber, nosso cardápio é suco de laranja e um bela massa, o que me diz?
Clara: — Perfeito.
As duas comeram e depois se deitaram para ver o céu estrelado.
Clara: — A noite esta linda.
Marina: — Linda, perfeita, por que estou com você. É como se o tempo, não passasse, como se os problemas não existissem.
Clara: — Se não houvesse problemas nossa vida, não teria a mínima graça.
Marina: — Pode ser.
Clara beijou a amada com um desejo que Marina sorriu no meio do beijo.
Clara: — O que acha de esticarmos a noite? Disse abrindo o vestido da amada.
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