Just Love Can
44 Capitulo 44 - Você é o meu alicerce.
Notas iniciais
MAIO
Clara estava sentada na cama de seu quarto, estava esperando Marina que tinha ido em uma reunião sobre a exposição delas. A morena estava lendo um livro.
Marina chegou e Clara nem viu e se assustou quando as mãos da amada tamparam seus olhos.
Clara: — Quem será?
Marina: — Não faço a mínima idéia.
Clara: — Oi amor, como foi a reunião?
Marina: — Falamos disso depois. Tenho uma boa noticia par ate dar.
Clara: — É mesmo? Por que não fala agora.
Marina: — Esta bem. Consegui trocar o local da exposição?
Clara: — Conseguiu?
Marina: — Sim, vai ser aqui em Londres.
Clara: — Eu não acredito.
Marina: — Pode acreditar.
Clara: — Como você conseguiu?
Marina: — Não precisei insistir muito, assim que eu falei, eles aceitaram.
Clara: — Ótimo. E o tema eles gostaram?
Marina: — Adoraram a nossa idéia de representar coisas do passado que estão voltando a moda agora.
Clara: — E o nosso prazo?
Marina: — Um mês.
Clara: — Perfeito.
Marina: — Eu posso saber o que a minha esposa estava lendo?
Clara: Um livro sobre gravidez.
Marina: — Gravidez?
Clara: — Eu andei pensando e acho que podemos adiantar a chegada do nosso bebê.
Marina: — Isso é serio?
Clara: — Seriíssimo.
Marina: — E desde quando você esta pensando nisso?
Clara: — Tem um tempinho já.
Marina: — Mas você acha que a gente da conta? Que dizer, eu sei que agente da conta, mas achei que você queria esperar.
Clara: — Eu mudei de idéia. E sei também que você quer a chegada de mais um pequeno logo. Só temos que decidir uma coisa.
Marina: — O que?
Clara: — Quem vai engravidar?
Marina: — Você. Vou adorar você grávida de novo.
Clara: — Então esta decidido?
Marina: — Sim.
Clara: — Vou ligar para marcar a nossa consulta.
Marina: — Já?
Clara: — Sim. Marina beijou a esposa.
Marina: — Depois você liga, deixa eu curti você um pouquinho. Estou o dia todo fora de casa, estou com saudade de você. Clara retribuiu o beijo da amada.
Clara: — O que a minha amada tem em mente?
Marina: — Hum... não vou dizer, vou mostrar pode ser?
Clara: — Pode sim.
Marina beijou o pescoço da morena e começou a desabotoar a camisa da amada. Clara disse ofegante:
Clara: — Você trancou a porta?
Marina: — Não, eu esqueci. A fotografa se levantou correndo e trancou a porta. – Que cabeça a minha.
Clara: — Eu entendo você.
Marina: — Me entende?
Clara: — Sim, eu passei o dia todo pensando em você.
Marina: — Bom, saudades matamos agora e a conversa fica pra mais tarde. Beijou a amada, demonstrando todo o seu desejo e vontade que ela estava de amar a sua mulher.
Terminou de abrir a camisa de sua amada e depositando beijos conforme a pele estava sendo exposta e a pressa da fotografa era tanta que ela retirou também o sutiã e abocanhou o seio da amada e sorriu quando ouviu os gemidos de sua mulher. A morena usava um short que logo tirado pela amada também.
Clara: — Amor, tira sua roupa também preciso sentir você.
Marina: — Atender ao seu pedido é um honra.
A fotografa retirou as sua própria roupa e voltou a beijar a sua amada e se amaram muitas vezes ate que o sono chegou.
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Aquela manhã amanheceu com uma chuva chata, aquela chuvinha que da preguiça de sair da cama. Marina observava sua mulher que ainda dormia ao seu lado e começou a depositar beijos no rosto de sua amada, na tentativa de acordá-la.
Marina: — Amor, acorda. Esta na hora.
Clara: — Ah não. Me abraça e fica aqui vai?
Marina: — E a sua aula?
Clara: — Hoje não tem aula.
Marina: — Então hoje você vai passar o dia comigo?
Clara: — O dia todinho coladinha em você. Tanto tempo que não fazemos isso, não é? Vou trabalhar com você.
Marina: — Vou adorar.
Nesse momento alguém bateu na porta.
Flavinha: — Posso entrar?
Marina se levantou para destrancar a porta.
Marina: — É claro. Você esta chorando?
Flavinha nada disse apenas deixou que as lagrimas rolassem. Clara viu que a amiga realmente não estava bem e se levantou e correu e a abraçou e perguntou no ouvido de Flavinha:
Clara: — Isso tem a ver com o Felipe?
Flavinha concordou com a cabeça.
Clara: — Vou resolver isso agora.
Nesse instante Flavinha gritou.
Flavinha: — NÃO. Deixa isso pra lá.
Clara: — O que aconteceu?
Flavinha: — Ele terminou comigo.
Marina: — Por telefone?
Flavinha: — Sim.
Marina: — Mas o que ele disse?
Flavinha: — Que estava apaixonado por outra pessoa e que já estava morando junto com ela e que eu era uma realidade distante.
Marina: — Que canalha. Olhou para Clara. – Desculpa falar assim do seu irmão amor, mas ele é um canalha.
Flavinha: — Esse tempo todo e ele me traindo. Eu não consigo acreditar.
Clara: — Amor, fica com ela que vou ligar para o Felipe.
Marina: — Esta bem.
Flavinha: — Clara não precisa. Mas a morena não ouviu, mas a amiga já havia saído do quarto.
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Clara: — Felipe que historia é essa de você terminar com a Flavinha.
Felipe: — Calma minha irmã.
Clara: — Calma nada. O que aconteceu?
Felipe: — Eu sou homem.
Clara: — Essa é a resposta que você tem pra me dar que você é homem?
Felipe: — Sim, eu tenho as minhas necessidades. Eu vou me casar.
Clara: — Casar? Como assim?
Felipe: — Ela esta grávida.
Clara: — Você ainda engravidou a moça. Aonde anda o seu juízo?
Felipe: — Eu não sei, mas eu ainda amo a Flavinha.
Clara: — Filho não é motivo para casar.
Felipe: — Clara, é um filho e isso é mais importante que qualquer coisa.
Clara: — E você tem certeza que é seu?
Felipe: — Tenho. Eu não vou discutir com você. É a minha vida.
Clara: — Pensei que eu fazia parte da sua vida.
Felipe: — E faz, mas...
Clara: — Isso não é assunto meu.
Felipe: — Tambem não é assim Clara. Você vai tomar as dores dela?
Clara: — Ela é minha amiga, mas que isso é como uma irmã. Não acho isso justo, mas como você disse isso não é da minha conta. E desligou o telefone.
A morena voltou para o seu quarto e Marina estava sozinha.
Clara: — Cadê ela?
Marina: — Disse que queria ficar sozinha. Conseguiu falar com seu irmão?
Clara: — Consegui. Vai ser pai e vai casar.
Marina: — Como assim? Alem de trair, ele ainda vai casar?
Clara: — Ainda teve a cara de pau de dizer que ainda ama ela.
Marina: — Eu não acredito que ele fez isso com ela, mas ela supera. É sempre assim.
Clara: — Ela sabe que nós estamos com ela não é?
Marina: — Sabe sim. Agora vamos trabalhar?
Clara: — Antes um banho, please?
Marina: — Esta bem. Te espero no estúdio.
Clara: — Nada disso, você vem comigo.
Marina: — Mas amor?
Clara: — Amor nada. Você vem comigo.
Marina: — Eu tenho que arrumar o estúdio.
Clara: — Toma banho comigo que eu ajudo você.
Marina: — Não consigo dizer não pra você.
Clara: — Ainda bem que não. Beijou a amada e a puxou em direção ao banheiro.
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Desceram as escadas em meio a risos e beijo e entraram no estúdio.
Clara: — O que eu tenho que fazer?
Marina: — Esse ensaio é meu e seu, então use a imaginação meu amor.
Clara: — Você quer que eu monte o cenário?
Marina: — Sim, sim. Pode começar. Solte a imaginação.
Clara: — Esta bem.
Marina: — Amor eu pensei num nome para exposição.
Clara: — E qual foi?
Marina: — Uma visão, dois olhares. O que acha?
Clara: — Perfeito.
Marina: — Missão um. Pronta. Agora é com você.
Clara: — Vamos tomar café?
Marina: — Pedi para trazerem pra cá. As modelos chegam as dez e hoje não temos a Flavinha ela foi dar uma volta antes da aula.
Clara: — Ela precisa mesmo de um tempo sozinha.
Marina foi ate a cozinha ver se a bandeja de café da manha delas já estava pronta e quando voltou ao estúdio viu que a morena tinha montado o cenário do ensaio, mas não estava ali no estúdio. Deixou a bandeja em cima da mesa e foi ver aonde a sua amada estava e encontrou ela no quarto da filha.
Marina: — Tudo bem amor?
Clara: — Sim. Só vim ver a nossa princesa.
Marina: — Ela dorme tão bonitinho. Parece você.
Clara: — Ela tem o seu humor, quando contrariada então. Sorriu.
Marina: — Como isso é possível?
Clara: — Ela é sua filha, não precisa explicação maior que essa.
Marina: — Verdade. Amor será que nossos pequenos vão ter ciúme do novo irmãozinho ou irmãzinha?
Clara: — Acho que não. Bom, pelo menos com o Ivan não teremos problema, ele nunca apresentou ciúme da Valentina, agora essa pequena aqui. Apontou para a filha sorrindo. – Só vamos saber na hora que o bebê chegar.
Marina: — Você marcou a consulta?
Clara: — Vou ligar hoje.
Marina: — Agora vamos que daqui a pouco as meninas chegam. Ainda bem que você não tem aula hoje.
Clara: — Tenho uma novidade para você.
Marina: — Que novidade?
Clara: — Como esse período eu fiz mais matérias no próximo eu só tenho aulas a tarde.
Marina: — Jura?
Clara: — Sim, vou ter mais tempo pra vocês.
Marina: — Isso vai ser muito bom.
Clara: — Vai ser ótimo. Agora, vamos trabalhar?
Marina: — Sim. Beijaram a filha e foram trabalhar.
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O dia passou corrido e Marina era só sorriso por ter sua amada trabalhando com ela. As duas revisavam para tirar as fotos e em todo momento trocavam idéias uma com a outra.
Marina: — Ate que enfim acabamos. Disse deitando no chão do estúdio. – Estou morta.
Clara: — Estou cansada, mas quer saber? Valeu a pena.
Marina: — Isso é verdade.
Clara: — Amor?
Marina: — Oi.
Clara: — Eu te amo.
Marina: — Eu também te amo.
A morena se deitou ao lado da esposa e a beijou com paixão. A fotografa puxou ela para mais perto de si.
Marina: — Adoro ficar assim, grudadinha em você.
Clara: — Eu adoro ficar com você de qualquer jeito. Encheu a esposa de cosquinha e Marina ainda com a voz ofegante disse:
Marina: — Isso é muito injusto sabia?
Clara: — Não é nada. Você lembra o que fez naquele dia na casa de campo?
Marina: — Naquele dia que fomos, depois da sua exposição? Que dizer no dia seguinte a sua exposição? A morena acenou que sim com a cabeça e Marina disse rindo. — Sequestrei você.
Clara: — Isso mesmo, depois tivemos que ficar tentando explicar pro seu pai, por que sumimos.
Marina: — Eu achei que você gostasse de aventuras.
Clara: — Eu gosto. Ainda mais quando vividas ao seu lado.
Marina: — Você me mima muito, sabia?
Clara: — Mimo mesmo. Você merece.
Marina sorriu para a sua amada.
Clara: — Sabe outra coisa que lembrei?
Marina: — O que?
Clara: — A primeira vez que vi você, meu coração acelerou e a pequena não parava de mexer aqui dentro. Colocou a mão na barriga. – Na verdade ela começou a se mexer antes que eu percebesse a sua chegada.
Marina: — Você quer me fazer chorar?
Clara:- Não, claro que não. Estou querendo dizer que a nossa pequena escolheu você. Não me pergunte como eu não sei dizer, mas de alguma forma ela sabia que a mãe dela precisa de você. E hoje depois de tudo que a gente vem vivendo ate agora eu tenho a certeza disso, de que sem você a minha vida não teria nenhum sentido.
Marina: — Você tem certeza que seu objetivo, não é me fazer chorar?
Clara: — Meu objetivo é dizer pra você que você é o amor da minha vida.
Marina: — Esta vendo. E as lagrimas começaram a rolar pelos olhos da fotografa, que ganhou um abraço de sua amada.
Clara: — Obrigado por existir em minha vida e sempre esta comigo.
Marina: — Eu que tenho que agradecer, você trouxe cor pra minha vida. Eu também sem você, não seria nada.
Clara: — Meu amor por você cresce a cada dia, todos os dias me apaixono por você.
Marina: — Isso é golpe baixo, mas eu me sinto da mesma forma que você. Beijou a esposa. – Mas agora vamos ver os filhotes?
Clara: — Que tal sairmos para jantar?
Marina: — Nós quatro?
Clara: — Isso mesmo e deixamos o pequeno escolher o lugar?
Marina: — Amei a sua idéia.
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