Just Love Can
40 Capitulo 40 - Certas coisas é melhor deixar pra lá...
Notas iniciais
LONDRES
Marina levou Clara a um restaurante que estava vazio.
Clara: — Amor estamos sozinhas aqui?
Marina: — Estamos.
Clara: — E por que?
Marina: — Queria privacidade com a minha mulher.
Clara: — Eu amei.
Marina: — Precisamos conversar.
Clara: — Ah não, estou cansada dessa historia meu amor. Quero Aurora longe e vou me entender com a Chica.
Marina: — Calma meu amor, eu quero que você me escute ok?
Clara: — ok.
Marina: — Eu sei que tudo o que aconteceu nos últimos meses esta sendo muito complicado pra você e que você esta confusa e que não sabe em quem confiar, certo?
Clara: — Certo.
Marina: — Meu amor, se tem uma coisa que aprendi com meu pai é que temos que confiar em quem sempre esteve próximo a nós. Eu não estou dizendo que tem que se aproximar da Chica de novo, que dizer não agora. Eu não quero ver você sofrendo com isso, acho que devemos colocar uma borracha nessa historia e esquecer. Você sabe quem é a sua mãe biológica e se quiser procura-la sabemos aonde vamos encontrar ela, mas amor todas as pessoas que meu pai perguntou sobre ela dizem que ela não é confiável, mas não dizem o por que. Viemos pra Londres pra você se dedicar aos seus estudos e é isso que você vai fazer, certo?
Clara: — Eu não quero me aproximar da Chica e muito menos da Aurora, se ela guarda algum mistério que esse mistério morra com ela, eu não quero nenhuma da duas perto de nós ou dos nossos filhos. Agora confiar, eu só confio em você. E sim eu quero me dedicar ao nosso trabalho, as nossa exposições e principalmente o nosso amor. Dou essa historia como por encerrada, o passado já não me remete mais o que importa é o agora. O resto depois agente vê.
Marina: — Adoro ver você assim otimista.
Clara: — Um bom sinal não?
Marina: — Só mais uma pergunta e assunto encerrado ok?
Clara: — Esta bem.
Marina: — Voce vai colocar o nome da sua mãe?
Clara: — Não, somos os Fernandes Meirelles e só.
Marina: — Dou essa historia por encerrada e a partir de agora não falamos mais nisso.
Clara: — Não falamos mais nisso.
Passaram alguns dias com Helena e depois voltaram pra casa e para a sua rotina normal. Após o retorno das duas Diogo ainda tentou falar algo sobre Aurora, mas nem Clara e nem Marina quiseram ouvir. Ambas deram o assunto por encerrado e disseram que naquela casa esse era um assunto proibido, não se falaria mais sobre aquilo e ponto final.
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ABRIL
Um mês havia se passado desde da vinda de Aurora, ela ainda tentou entrar em contato com a morena que se recusava a atender os telefonemas e responder os emails o que acarretou na troca do numero da casa. A rotina continuava agitada, já que todos estavam envolvidos em algo e o estúdio já estava funcionando a todo vapor.
Marina havia começado o curso que tanto queria e estava amando aprender mais sobre aquilo que era a sua paixão. Clara estava se dando super bem em seu curso de aprimoramento em fotografia o dia da apresentação na faculdade chegou e ela convidou a sua amada e Flavinha para assistir.
Flavinha: — Esta nervosa?
Clara: — Um pouco.
Marina: — Você vai arrasar meu amor, eu sei que vai.
Clara: — Esta dizendo isso por que me ama.
Marina: — Amo mesmo. Beijou a esposa.
O professor chamou a morena era a vez dela apresentar o trabalho, ela contou com a ajuda de Flavinha para montar o trabalho, mas não deixou Marina ver nada. O professor fez sinal para que ela começasse a falar.
Clara: — Bom, primeiramente gostaria de desejar uma boa tarde a todos e dizer que montar essa mini exposição fui muito divertido e prazeroso, já que meus modelos foram a minha família, filhos e esposa. O tema livre, mas escolhendo umas das técnicas já aprendidas. Eu quis mostrar nessas fotos que selecionei o amor que eu tenho em minha casa, um amor que palavras não descrevem e que apenas com o olhar conseguimos nos entender, eu espero que gostem.
A morena deu play e um pequeno vídeo com as 10 fotos escolhidas por ela começaram a aparecer, a primeiras cinco eram de Valentina e Ivan brincando no parque e as outras cinco dela com Marina e a ultima a fotografa sozinha. O professor ficou sem palavras diante de fotos tão lindas.
Professor: — Clara eu estou sem palavras. O que posso dizer? Exelente!
Clara: — Obrigado, mas acho que o mérito é todo para os meus modelos.
Professor: — Bom a apresentação da Clara, foi a ultima de hoje nos vemos na próxima semana.
Saíram dali e Marina tinha um sorriso no rosto.
Clara: — Gostou meu amor?
Marina: — E eu achando que aquelas fotos eram apenas...
Clara: — Que eu estava brincando, essa era a intenção.
Marina: — Como assim?
Clara: — Se eu falasse que era pra um trabalho, você não ia relaxar. Assim levando na brincadeira como agente fez deu um ar de leveza.
Flavinha: — Você já viu as fotos do centro de Londres que ela tirou?
Marina: — Ainda não.
Clara: — Vai ver hoje, já que vai me ajudar a selecionar elas para a exposição na galeria de Londres do mês que vem.
Marina: — Já tirou todas as fotos?
Clara: — Ainda não. Faltam as fotos do campo, alguma coisa do interior.
Marina: — Essas fotos que mostrou hoje vão entrar também?
Clara: — Ainda não sei, eles querem mostrar todos os lados do meu estilo, foi assim que eles falaram. Então provavelmente sim, elas iram entrar.
Marina: — Vou ser modelo.
Clara: — Já é, meu amor.
Marina: — É uma honra ser sua modelo. Pode pedir sempre que precisar.
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Marina dormia deitada de bruços quando sentiu algo pesados em suas costas, já ia resmungar quando viu que era a sua pequena.
Marina: — Bom dia meu amor, ótima maneira de me acordar com a nossa pequena em cima de mim. A fotografa se virou enchendo a pequena de cosquinhas e o barulho da risada invadiu o quarto.
Clara: — Olha esse sorriso.
Marina: — Igual ao seu. E o pequeno cadê?
Clara: — Escola.
Marina: — E você não tem aula hoje?
Clara: — Não tenho e nem você. Então pensei em um dia das meninas, o que me diz?
Marina: — E o Ivan?
Clara: — Dia do futsal. Você acha que ele vai querer faltar?
Marina: — Certamente que não, mas o que você tem em mente?
Clara: — Irmos ao parque, mas não esse aqui perto de casa. Aquele que tem no centro, hoje lá tem atividades para bebes, para famílias na verdade.
Marina: — Me parece um boa idéia.
Clara: — Mas pra isso você tem que levantar e se arrumar. Te esperamos lá embaixo, certo mamãe?
Marina: — Certo. Disse já se levantando.
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Já no parque elas esticaram uma toalha e se sentaram na grama e Marina espalhou os brinquedos da pequena por ali.
Marina: — Belo dia de sol com as minhas meninas. Clara já estava com a câmera na mão. – Eu não acredito que você trouxe a câmera hoje?
Clara: — Num é você mesmo que diz que todos os nossos momentos devem se registrados.
Marina: — Você tem razão.
Ficaram ali brincando e conversando quando a morena disse.
Clara: — Amor, sabe o que eu andei pensando.
Marina: — Não, o que?
Clara: — Nossas férias.
Marina: — Mesmo? E chegou a alguma conclusão?
Clara: — Pensei que podíamos ir para Nova York.
Marina: — Boa idéia. Nada de Brasil?
Clara: — Nada de Brasil, eu ate conversei com meu irmão e ele gostou da idéia.
Marina: — E quando iríamos?
Clara: — Agosto. Assim passamos o aniversario da pequena aqui com o seu pai.
Marina: — Gostei da idéia.
Clara: — Férias em família.
Marina: — Sim, meu pai já conversou com você?
Clara: — Sobre irmos para a casa de campo?
Marina: — Sim.
Clara: — Conversou, ele quer que passamos o aniversario dela lá. Eu concordei.
Marina: — Otimo. Ele disse que quer planejar tudo.
Clara: — Por mim, tudo ótimo. Sei que ele vai pedir a ajuda da Flavinha.
Marina: — Isso é mesmo verdade.
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Clara e Marina eram um casal que todos aqueles que as viam abriam um sorriso pela cumplicidade que ambas transmitiam no olhar, o casal perfeito como Helena gostava de chamar.
Marina: — Ela já dormiu?
Clara: — Já.
Marina: — Obrigado pelo dia perfeito.
Clara: — E quem foi que disse pra você que o dia de hoje acabou?
Marina: — E não acabou?
Clara: — Bom, ai depende de você.
Marina: — De mim?
Clara: — Sim. Você tem duas opções.
Marina: — Quais?
Clara: — Nós podemos dormir... a morena se aproximou do ouvido da amada. – Ou podemos fazer outra coisa, você escolhe?
Marina: — Acho que fico com a opção numero dois. Beijou o pescoço da morena.
Estavam entre trocas de carinhos e beijos quando escutaram a baba eletrônica, era Valentina que estava chorando.
Marina: — Deixa que eu vou ver o que aconteceu com ela.
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