Just Love Can
39 Capitulo 39 - Qual é a verdade?
Notas iniciais
LONDRES
Clara se levantou e estendeu a mão para a mãe.
Clara: — Agora esta na hora de conhecer a minha família e principalmente a sua nora.
Aurora pegou na mão da filha e seguiram para a sala onde todos estavam sentados, depois de alguns minutos ali na sala a morena se levantou sem nada dizer a ninguém, apenas saiu e subiu as escadas e foi para se quarto.
Marina: — Vamos almoçar?
Diogo: — E a Clara?
Flavinha: — Acho melhor deixar ela um pouco sozinha.
Marina: — Muita coisa para absorver. Olhou para Aurora.
Aurora não disse nada apenas concordou com a cabeça, foram para a cozinha almoçar. O almoço correu aparentemente tranqüilo a única coisa que incomodava a fotografa era a ausência da morena ali com eles, Marina estava tão distraída com seus pensamentos que se assustou ao ouvir Aurora lhe chamando.
Aurora: — Posso pegar a pequena no colo?
Marina assentiu a filha sempre ia com todos e sempre abria um sorriso, mas dessa vez foi diferente ao ir no colo de Aurora ela chorou e esticou as mãozinhas para a mãe. Marina sem entender pegou a filha e disse:
Marina: — Acho que ela esta com sono, vou levar ela para dormir. Você já sabe onde é seu quarto certo?
Aurora: — Sim, será que a Clara desce de novo?
Marina: — Não sei, dá um tempo pra ela.
Aurora: — Esta bem.
Marina subiu as escadas e colocou a filha para dormir e disse para filha:
Marina: — Minha pequena você também sentiu que algo esta errado não é?
Clara: — Eu também.
Marina: — Amor? A quanto tempo você esta ai?
Clara: — Adoro ver você colocando ela para dormir. Marina sorriu.
Marina: — O que você quer dizer com eu também?
Clara: — Tem alguma coisa errada, eu não confio nela.
Marina: — Você estava...?
Clara: — Fingindo? Um pouco, que dizer você sabe que eu sempre olho nos olhos das pessoas e vejo se o olhar passa confiança, mas dessa vez não foi isso que eu vi.
Marina: — Estranho você dizer isso. Por que a Valentina foi no colo dela e começou a chorar e querendo voltar pro meu colo. Ate o Ivan não se aproximou muito.
Clara: — Eu quero que ela vá embora, eu prefiro acreditar nos meus irmãos.
Marina: — Você não quer tentar mais uma vez?
Clara: — Não. Disse com certeza. — Depois do que ela me contou me dei conta de que não faz diferença que o que realmente importa é o agora, eu e você e nossos filhos. Minha família.
Marina: — Eu tive uma idéia. Seu instinto aventureiro ainda esta no modo on?
Clara: — Sim, mas o que esta passando pela sua cabeça?
Marina: — Arruma uma mala para nós, para três dias. Eu cuido das crianças.
Clara: — Esta bem. Posso fazer uma pergunta?
Marina: — Pode.
Clara: — Isso tem a ver com o que a Helena te contou?
Marina: — Sim. Agora vai meu amor, para três dias esta bem?
Clara: — Ok.
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Saíram de casa sem nada dizer a ninguém e sem se despedir.
Clara: — Estou me sentindo como se a minha vida fosse uma mentira.
Marina: — Não é assim.
Clara: — Pra onde nós vamos?
Marina: — Encontrar a sua irmã.
Clara: — O que? Ela esta aqui em Londres?
Marina: — Desde sábado, ela que te mostrar uma coisa que achou no porão da casa da sua mãe... que dizer Chica.
Clara: — No porão, ela nunca deixava ninguém ir lá.
Marina: — Helena me contou que a própria a mandou ir lá, que não queria mais mentiras na fala e que seus três filhos mereciam a verdade.
Clara: — Três?
Marina: — Meu amor, apesar de tudo ela te ama, como filha. Apesar das palavras que saem da boca dela serem outra, o ódio pela Aurora que fez aquilo tudo, mas amor que ela aprendeu a ter por você esta lá, ela só não tem coragem de admitir.
Clara: — Você esta me deixando confusa, na verdade esses últimos meses tem sido assim uma confusão.
Marina: — Você vai entender, juro que vai.
Clara: — Você sabe o que é me conta?
Marina: — Esta bem, são cartas do seu pai. O celular de Marina começou a tocar e era o numero da casa delas. Clara pegou o celular e mostrou a amada que dirigia.
Clara: — Devo atender?
Marina: — Não.
Clara: — A Flavinha esta sabendo disso?
Marina: — Não.
Clara: — E seu pai?
Marina: — Ele sabe.
Clara: — Estou me sentindo em um filme.
Marina: — Ainda bem que você esta mantendo o bom humor. Não se preocupe meu pai vai cuidar da sua mãe. Você quer me contar o que ela te falou? Eu queria evitar que você passasse por isso, desde do começo.
Clara: — Você já sabia dessa historia?
Marina: — Eu sabia de uma parte, pelo menos o que o Felipe me contou. Ele disse que só confiava em mim para saber se devia contar para você ou não?
Clara: — Eu amo você, sabia? Te meti nessa família maluca.
Marina: — Meu amor, por você eu faço qualquer coisa.
Clara: — Eu sei. Agora deixa eu te contar o que ela me falou.
A morena contou a esposa tudo o que Aurora havia dito sem esquecer nenhum detalhe.
Marina: — Essa historia não faz sentido nenhum.
Clara: — Eu sei.
Marina: — Chegamos.
Clara: — Ela esta hospedada aqui?
Marina: — Sim e nós também. Marina sorriu.
A fotografa estacionou o carro e junto com a morena se dirigiu ate a recepção do hotel. Subiram para o quarto e colocaram as crianças na cama, eles ainda dormiam.
Marina: Agora vamos descansar, conversamos amanha.
Clara concordou com a cabeça.
Dormiram junto com as crianças os quatro na cama de casal. Marina acordou primeiro e logo depois acordou a esposa.
Marina: — A Helena esta esperando você para o café.
Clara: — Você não vem?
Marina: — Vou depois, ela quer conversar com você primeiro.
Clara: — Esta bem.
A morena se levantou se arrumou e foi ate o quarto da irmã que abriu a porta com um sorriso e logo Clara correu para abraçar a irmã.
Helena: — Isso tudo é saudade.
Clara: — Tem um mês que não te vejo. Sorriu.
Helena: — Entra.
Clara entrou e se sentou estavam tomando café ate que Helena resolveu falar.
Helena: — Tenho uma coisa para te entregar.
Clara: — Uma carta.
Helena: — A Marina já te contou?
Clara: — Só falou da carta. O Felipe não veio?
Helena: — Queria, mas não pode deixar o hospital.
Clara: — Ele ama o trabalho.
Helena: — Ama mesmo. Deixa eu pegar a sua carta. Helena se levantou abriu a gaveta e retirou de lá o envelope e o entregando para a irmã. Clara pegou o envelope e se levantou.
Clara: — Vou ate a varanda ler a carta.
Helena: — Fica a vontade.
A morena assentiu com a cabeça e se afastou de Helena indo em direção a varanda e abriu o envelope.
“ Minha pequena, minha caçulinha.
Filha hoje seu pai descobriu que estava doente, muito doente e que minha vida vai durar tão pouco e logo agora que descobri que tenho mais um tesouro em minha vida, por que você e seus irmãos são o melhor presente que eu ganhei da vida. Na vida de um homem, minha pequena é a sua família, ter as pessoas que se ama por perto.
Eu tenho que te contar uma coisa que aconteceu quando você era apenas um bebê, eu não sei que idade você vai estar quando ler, mas eu espero que você entenda e que tudo o que aconteceu foi para os seu bem, eu não sei o quanto você sabe ou o que te falaram, mas minha filha confie nas palavras de seu pai.
Na minha juventude eu cometi alguns erros e um deles foi a minha infidelidade com a Chica, uma mulher incrível e de coração bom que eu destrui, eu a magoei muito com as minhas traições, mas foi numa dessas traiçoes que eu ganhei você, não quero que pense que você não surgiu de uma amor, eu amei Aurora e muito, mas antes de conhecer a mãe dos seus irmãos e quando eu a reencontrei mesmo já estando casado com a Chica aquela paixão reacendeu e eu me entreguei ao sentimento, e ela partiu. Nunca me falou de sua existência, quando eu conheci você minha princesinha, você já tinha um ano e quem me trouxe você não foi a sua mãe, foi o seu avô. Ele me contou que você era minha filha e que eu tinha que ficar com você, por que sua mãe não estava passando por uma boa fase, ela estava com problemas não me disse quais apenas me deixou você e me pediu para que eu não procurasse por sua mãe.
Minha preocupação naquele momento era a sua felicidade e de seus irmãos, então conversei com a minha esposa, me desculpei por tudo e ela me perdôo e me prometeu que cuidaria de você e que não deixaria Aurora se aproximar de você, ela iria proteger a minha pequena, como protegia os mais velhos. Registramos você com o nosso nome, no começo a família dela estranhou, mas logo aceitaram você e ver o sorriso dos meus amores era a minha alegria. Eu sempre pedi a Chica para nunca contar a você sobre a sua mãe, por que Aurora não é alguém que se possa confiar minha menina, não deixe ela se aproximar de você ou de sua família, não que ela seja má pessoa, mas esse tempo todo a intenção sempre foi proteger você.
Eu não escrevi essa carta em um dia, não mesmo não seria possível, mesmo que eu quisesse, esses meses vendo você e seus irmãos tão unidos apesar de você ser tão pequena me mostrou que você seria feliz e crescia uma bela mulher.
Minha filha eu espero que isso tenha tirado as suas duvidas e que se você estiver confusa converse com sua mãe, a Chica. Eu te amo.
Confie no clã dos Fernandes. Continue sendo uma de nós.
Seu pai. “
Quando Clara terminou de ler buscou o olhar da irmã que logo encontrou o seu.
Clara: — Em quem confiar?
Helena: — Se é pra confiar em alguém confie em seu pai. Você ouviu três versões de uma mesma historia, mas posso te garantir que nosso pai é quem diz a verdade.
Clara: — Ela sabia dessa carta esse tempo todo?
Helena: — Sabia.
Clara: — E por que ela fez aquilo tudo?
Helena: — Medo de perder você, mas os sentimentos do passado voltaram quando ela viu que Aurora estava tentando achar você. Isso tudo antes de você conhecer Marina, mas quando você conheceu sua esposa, ela achou que afastando você dela, Marina te levaria pra longe e você estaria protegida dela.
Clara: — O que ela fez de tão ruim?
Helena: — Isso nenhum de nós sabe. O seu sogro esta tentando descobrir.
Clara: — Não quero Aurora em minha vida, minha mãe apesar de tudo sempre será a Chica.
Helena: — Ela só fez o que nosso pai pediu, proteger você acima de qualquer coisa.
Clara: — Agora eu entendo.
Helena: — Ela ainda esta em tratamento, mas quando vocês forem passar as férias no Brasil você conversa com ela?
Clara: — É claro.
Helena: — Agora sobre a Aurora, você tem que conversar com a Marina ela que ficou de resolver isso.
Clara: — Resolver?
Helena: — Sim.
Clara: — Acho melhor eu ir falar com ela.
Helena concordou com a cabeça e Clara saiu atrás de sua esposa. A morena entrou em seu quarto e Ivan assistia televisão.
Clara: — Cadê sua mãe?
Ivan: — Dando banho na minha irmã, eu já tomei.
Clara foi ate o banheiro e não evitou o sorriso quando viu sua amada e a filha na banheira brincando.
Clara: — Que farra não?
Marina: — Vem também mamãe.
Clara: — Não, vou esperar as minhas meninas lá no quarto com o Ivan.
Marina: — Esta bem. Nos já vamos. Disse já saindo da banheira.
Depois de se arrumar e arrumar a filha Marina colocou a pequena no cercadinho e se aproximou da amada.
Marina: — Nós vamos sair.
Clara: — Vamos?
Marina: — Vamos.
Clara: — E as crianças?
Marina: — Helena vai ficar com eles.
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Marina levou Clara a um restaurante que estava vazio.
Clara: — Amor estamos sozinhas aqui?
Marina: — Estamos.
Clara: — E por que?
Marina: — Queria privacidade com a minha mulher.
Clara: — Eu amei.
Marina: — Precisamos conversar.
Clara: — Ah não, estou cansada dessa historia meu amor. Quero Aurora longe e vou me entender com a Chica.
Marina: — Calma meu amor, eu quero que você me escute ok?
Clara: — ok.
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