Just Love Can

31 Capitulo 31- Estamos nos despedindo da Grécia


Notas iniciais
Boa tarde, Mais um capítulo para vocês. Boa leitura. Anne.

GRÉCIA/ATENAS

Marina estava sentada na varanda do quarto vendo aquele belo mar, estava relaxada, mas com o pensamento longe. Clara estava tirando um cochilo, seu sogro havia ligado a três dias e Flavinha ligava e falava com Marina todos os dias, o pequeno estava distraído brincando com o tio e não queria falar com ninguém.

A fotografa resolveu pegar um livro pra ler e pegou um sobre fotografia que falava das novas tendências e técnicas, ela estava distraídas fazendo algumas anotações que nem percebeu que Clara havia acordado e estava observando ela da porta.

Clara: — Você fica linda concentrada sabia?

Marina: — Oi amor, a quanto tempo você está aí?

Clara: — Tempo o suficiente para admirar a minha esposa.

Marina: — Você está muito romântica ultimamente sabia?

Clara: — Me inspiro em você.

Marina: — Como assim?

Clara: — Em você por que você é apaixonada pela vida.

Marina: — Não eu sou apaixonada por você.

Clara: — Não amor você não entendeu o que eu quis dizer, eu sei que você é apaixonada por mim. Só que você transmite paixão, entende?

Marina: — Na verdade não, aonde você quer chegar? A fotografa estava curiosa com o que a esposa queria dizer.

Clara: — Amor, tudo o que você faz, você faz de forma apaixonada e transmite isso para as pessoas, foram uns dos motivos pelo qual eu me apaixonei por você. Seu jeito de ver as coisas sempre calmo e sensato e justo. Você transmite paixão pelos poros, se entrega de corpo alma naquilo que se propõe a fazer, agora você entende?

Marina: — Eu acho que sim, mas você não é diferente?

Clara: — Só um pouco né amor? Eu não sou tão calma quanto você. O que posso te garantir é que eu aprendo muito com você.

Marina: — Eu também aprendo contigo, principalmente a ter pulso firme com o nosso filho. A dizer não, aprendi com você que isso é necessário.

Clara: — Nossa vida é uma troca mútua eu aprendo com você e você comigo e assim somos fortes.

Marina: — Esses últimos dias você tem andado meio preocupada não tem? Está preocupada com as crianças?

Clara: — Não amor, eu confio na minha cunhada para cuidar dos nossos filhos. A minha preocupação é outra.

Marina: — Sua mãe?

Clara: — Sim, apesar de eu ter perdoado ela, me parece que algo está errado sabe? Estou com essa sensação, por isso quero ela longe das crianças. Não confio nela, ainda não.

Marina: — Te entendo meu amor, mas você acha que ela só foi lá em casa por causa do meu pai?

Clara: — Acho, por ela teria destruído o nosso casamento e te digo mais ela não ia mudar de opinião tão fácil só com a conversa com seu pai.

Marina: — O que você acha que ela vai fazer?

Clara: — Eu não sei, tenho medo dela usar as crianças. Não que ela vá machucar eles ou coisa do tipo, eu temo as palavras que ela vai usar com eles.

Marina: — Eu sei, mas acho que teremos que arriscar. Podemos marcar um almoço ou um jantar na nossa volta e ver como ela vai reagir, ela nunca conviveu conosco. Como será o primeiro sem as crianças, dai vamos dosando e ver o que fazemos em seguida com relação a isso.

Clara: — Você tem razão, temos que ver se ela realmente nos aceitou ou é apenas fachada para se aproximar e dar o bote.

Marina: — O importante meu amor é que estamos juntas e nada vai nos atrapalhar, por que não vamos deixar. Não mesmo.

Clara: — Juntas somos fortes e nosso amor invencível.

Marina: — Minha esposa está inspirada.

Clara: — O que acha de uma volta na praia nesse final de tarde em boa companhia?

Marina: — Mas eu estou estudando amor.

Clara: — Vai mesmo ficar estudando em sua lua de mel?

Marina: — Não, mas minha esposa estava dormindo.

Clara: — Que esposa louca. Dormir com um mulherão desse.

Marina: — É pra você ver.

Clara: — E se nesse passeio eu incluir muitos beijos e sorvete de limão, você topa?

Marina: — Está ficando melhor.

Clara: — Você quer mais o que?

Marina: — Estou brincando meu amor, vou trocar de roupa.

Clara: — Eu também. Me ajuda a escolher?

Marina: — Sempre.

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BRASIL/GOIÂNIA

Flavinha: — Ivan para de correr em volta dessa piscina. Você vai cair, lembra que da ultima vez não foi legal, não é?

Ivan: — Desculpa tia.

Flavinha: — Está bem, mas nada de correr. Luiza se olha ele pra mim, vou ver como está a pequena?

Luiza: — Deve está dormindo com o tio Felipe, acho que preguiça esta começando a passar por osmose nessa família.

Flavinha riu e entrou na casa, foi em direção ao quarto que estava dividindo com Felipe naqueles dias que estava passando na casa do amado. Ao chegar no quarto viu a cena mas fofa, sobrinha e tio dormindo praticamente na mesma posição, ela resolveu tirar uma foto e mandar para as mamães corujas. Flavinha se aproximou e deitou do lado do amado que ao sentir a sua presença abriu os olhos.

Flavinha: — Você não estava dormindo?

Felipe: — Cochilando na verdade. Tenho o sono pesado e se ela acordasse.

Flavinha: — A baba eletrônica está ligada, se você não ouvisse eu ia ouvir.

Felipe: — Você vai dar uma ótima mamãe sabia? Disse dando um beijo em sua amada.

Flavinha: — Não sei, você que está dizendo.

Felipe: — Você sempre cuida de todos. Tirei a sorte grande em te encontrar.

Flavinha: — Eu que tirei a sorte grande.

Quando eles viram a pequena já estava acordada e Ivan e Luiza estavam entrando no quarto com o pequeno no colo.

Luiza: — Vamos ao shopping?

Flavinha: — Ótima idéia. Vamos nos arrumar e ainda tenho que arrumar essa princesa.

Luiza: — Eu cuido desse aqui. Disse fazendo cosquinha no primo.

Felipe: — Bom, já que estão todos de acordo. Vou me arrumar.

Se arrumaram e saíram em direção ao shopping. Luiza combinou de ir ao cinema com algumas amigas e Flavinha e Felipe ficaram com as crianças na área de recreação, Ivan adorou já que ele tinha energia de sobra para brincar. Estavam se divertindo e o celular de Flavinha tocou ela atendeu no terceiro toque, estava com a pequena no colo.

Flavinha; — Alô.

Diogo: — Oi Flavinha ligando para saber dos meus pequenos.

Flavinha: — Estão bem, estamos no shopping.

Diogo: — Que farra em? Você falou com as meninas?

Flavinha: — Sim, temos que avisar para elas da passadinha em Londres.
Diogo: — Verdade. Deixa comigo eu aviso.

Flavinha: — Esta bem.

Diogo: — Vou desligar tenho uma reunião.

Flavinha desligou o celular e o entregou para Felipe colocar na bolsa.

Felipe: — Quem era?

Flavinha: — Diogo querendo saber das crianças.

Felipe: — Ah. Olha o Ivan todo alegre correndo de um lado por outro.

Flavinha: — Queria saber a quem ele puxou a Clara parece ser tão calma.

Felipe: — Acho que ele puxou o pai, esse era terrível.

Flavinha: — Mesmo?

Felipe: — Desde novo.

Flavinha: — Ele aprontou muito com a sua irmã né?

Felipe: — Sim, mas agora ela está livre dele. Agora mudando de assunto, estava pensando em contar pra minha mãe da gente assim que elas voltarem de viagem. O que você acha?

Flavinha: — Eu não sei amor. Sei lá como ela vai reagir...

Felipe: — Amor, temos que fazer igual a Clara e Marina, não ligar para a opinião dela. Você não vê as meninas, apesar da minha mãe dizer que aceita elas tem um pé atrás não cofiam, só vamos contar pra ele saber, na verdade confirmar por que tenho certeza que ela já sabe e não disse nada só pra aporrinhar.

Flavinha: — Sua mãe sempre foi assim?

Felipe: — Desde que a Helena casou e teve a Luiza. Ela só não era assim com a Clara, mas agora ela deixou a mascara cair e minha irmã sabe a mãe que tem.

Flavinha: — Felipe aonde você quer chegar?

Felipe: — Por que você acha que ela implica com a Marina?

Flavinha: — Não sei.

Felipe: — Ciúmes, enquanto a Clara estava com o Cadu e triste e precisava dela, ela estava feliz. Agora que minha irmã esta feliz e não precisa mais dela, ela vai implicar, foi assim com a Helena e não vai ser diferente com agente o que não podemos é nos deixar levar.

Flavinha: — Sua mãe fingiu pra Clara esse tempo todo?

Felipe: — Sempre foi assim, depois da morte do nosso pai piorou. A Clara não lembra das coisas por que era muito nova agora eu e a Helena não esquecemos.

Flavinha: — Felipe você está me assustando? O que você quer dizer com isso?

Felipe se levantou e foi atrás de Ivan chamando o sobrinho para lanchar e disse para Flavinha.

Felipe: — Uma hora você vai saber, ainda não é a hora certa.

Flavinha: — Felipe?

Felipe: — Assunto encerrado. Vamos lanchar e depois ir pra casa.

Flavinha apenas concordou com a cabeça, mas aquela conversa com o namorada a deixou com uma pulga atrás da orelha o que ele queria dizer.

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GRÉCIA/ATENAS

Clara e Marina estavam amando aquela viagem, todos os programas românticos regados a um bom vinho e muito carinho. Elas estavam completando oito dias naquela bela cidade e Diogo avisou que em breve elas iriam para Londres, em dois dias para ser exato.

Marina estava feliz, pois sentia falta daquele lugar já que passou a maior parte se sua infância nela. A fotografa tinha um encantamento e amava os museus e as galerias e queria mostrar isso a Clara, já que da últimas vez não tiveram a oportunidade.

Clara: — Amor vem ver...

Marina: — O que?

Clara: — Notícia sobre nos na internet.

Marina: — Você está brincando?

Clara: — Nem um pouco, olha só com direito a foto.

Marina não estava acreditando ela não queria que sua vida ao lado de Clara fosse exposta daquela maneira e ela começou a ler em voz alta.

" O casal mais badalado do Rio de Janeiro que se casou a pouco tempo esta passando a lua de mel em Atenas, bem romântico não? Parece que agora Marina Meirelles encontrou o seu amor, afinal ela já tem dois filhos com a esposa, um menino de dois anos e uma menina de três meses e parece que o casal planeja ter mais filhos em breve. Eles formam uma legítima família e aqueles que já os viram juntos dizem que são uma bela família."

Marina ficou brava com aquela nota e não gostou da foto.

Marina: — O que eles querem dizer com isso? E essa foto esta horrível.

Clara: — Amor relaxa, essa é só uma.

Marina: — Tem mais? E você não me disse?

Clara: — Acho que é meio inevitável que não falem de nos não? Cabe a nos a levar na esportiva.

Marina: — Você tem razão. Pelo menos somos o casal mais badalado.

Clara: — Eu li uma que dizia que somos o casal mais apaixonado.

Marina: — Isso é mesmo verdade. Depositou um beijo no pescoço da morena que sorriu. — Que sorriso é esse?

Clara: — Nada é que quando você beija o meu pescoço é sinal de coisa boa.

Marina: — Você quer que eu pare?

Clara: — Não claro que não.

Marina se sentou no colo da morena e afastou o notebook o colocando na mesinha de cabeceira.

Marina: — Chega de internet por hoje né mocinha?

Clara: — Concordo plenamente.

Marina deu um beijo na boca da amada e disse em seu ouvido:

Marina: — Posse te amar agora?

Clara: — Não só agora, mas por toda a vida.

E que venha Londres...

Notas finais
E ai gostaram? Comentem... P.s.: se passou algum erro me desculpem... Anne.