Just Love Can
33 Capítulo 33 - Apenas o tempo...
Notas iniciais
SANTA TEREZA
Clara não dormiu a noite toda e em consequência Marina também não. A fotografa estava preocupada com sua esposa, ela não sabia o que fazer para amenizar a dor de sua amada. A morena só não chorava mais, por que cansou de chorar, ela queria resolver e entender.
Marina: — Amor eu trouxe seu café.
Clara: — Eu não estou com fome, obrigada.
Marina: — Você precisa comer. Por mim?
Clara: — Esta bem.
A morena mesmo contrata vontade resolveu tomar o café que a amada levou pra ela.
Marina: — Amor como você está?
Clara: — Perdida. Minha vida toda foi uma mentira e ela me afastou da minha mãe como ela pode fazer isso comigo? Você sabe o que ela me disse?
Marina: — Não, o que?
Clara: — Que ela fingiu me amar para depois me ver sofrer. Quem pensa assim?
Marina: — Ela não podia ter escondido isso de você, não mesmo. Meu amor, nós vamos resolver isso está bem? Seu irmão está lá embaixo, te esperando.
Clara: — Ele quer terminar a conversa?
Marina: — Que sim. Estão todos aí.
Clara: — Ela também?
Marina: — Não ela nunca mais entra nessa casa.
Clara: — Amor?
Marina: — Hum...?
Clara: — Toma um banho comigo? Preciso de você.
Marina: — Vem? Vamos eu cuido de você.
Marina pegou na mão da esposa e a levou até o banheiro, abriu o chuveiro e ajudou a amada a tirar as roupas, fez a morena entrar no banho, se despiu e entrou logo atrás.
Clara: — Faz amor comigo?
Marina: — Shhhii... Não estamos com pressa? Estamos?
Clara: — Não eles podem esperar.
Marina: — Então vamos com calma... Começou a beijar o pescoço da morena. — Quero que você relaxe, quero amar você sem pressa. Deu um beijo na amada um beijo apaixonado e cheio de carinho. As mãos de Marina começaram a acariciar o corpo da morena que se arrepiou todo ao sentir aquele toque, as mãos da fotografa passeavam por toda extensão daquele corpo moreno, até que ela resolveu acariciar os seus, aos poucos sem pressa encostou a morena na parede e disse em seu ouvido:
Marina: — Abre as pernas pra mim abre.
A morena apenas obedeceu o que a esposa pediu, uma das mãos de Marina desceu até o sexo da amada e começou a acariciar, os gemidos baixos de Clara eram sinal de que ela estava no caminho certo, voltou a beijar o pescoço da morena e desceu os beijos até os seios sem deixar de acariciar o clitóris da amada. Marina não queria torturar o seu amor, então a penetrou com dois dedos, de uma forma carinhosa e sem pressa, começou os movimentos de vai e vem e cada vez mais os gemidos de Clara se tornavam mais altos.
Clara: — Amor eu vou gozar...
Marina: — Só relaxa amor...
Marina continuou as investidas até que sentiu o líquido quente em suas mãos, sua esposa havia tido um belo orgasmo. Clara olhou nos olhos de Marina e disse:
Clara: — Me abraça?
Marina lhe deu um forte abraço e um beijo de tirar o ar. Ficaram ali abraçadas deixando que a água quente caísse sobre seus corpos. Marina saiu primeiro pegou uma toalha e se enrolou e pegou o roupão para amada.
Marina: — O que você quer vestir?
Clara: — Você escolhe.
Se vestiram e desceram para que Clara conversasse com os irmãos.
Marina: — Está pronta?
Clara: — Acho que sim, que dizer eu não sei. Marina abraçou a morena.
Marina: — Eu estou aqui com você, não esquece.
Clara: — Eu sei não vou esquecer.
As duas se sentaram no sofá e Felipe se aproximou se ajoelhando em frente a irmã e segurando a sua mão.
Felipe: — Me desculpa, não era pra você saber daquele jeito. Naquela correria, não era pra ela está aqui ontem. Eu e Helena queríamos te contar com calma, sem pressa e responder as suas perguntas.
Helena também se aproximou.
Helena: — Nos devíamos ter te contado antes, mas ela parecia que estava mudada você entende? Ela enganou todos nos.
Clara: — Eu não culpo vocês, as coisas aconteceram como deviam ser. O que eu não consigo entender é o por que?
Helena: — Talvez você nunca entenda. O importante agora é que você sabe a verdade e que agora vai poder decidir o que fazer.
Clara: — Minha vida mudou tanto em poucos meses que eu realmente não sei minha irmã, como seguir daqui pra frente depois dessa bomba. A única certeza que me resta é meu amor pela Marina, por que todo resto foi uma mentira.
Helena: — Sua vida não foi uma mentira, não ela toda. Eu e Felipe amamos você e o papai também amava, você era a princesinha dele, quando ele te viu naquele hospital ele pirou, sua mãe também.
Clara: — Ela foi no hospital, e mesmo assim ela me deixou?
Helena: — Ela confiou no nosso pai, que ele levaria você, mas ele ficou doente tão depressa. E nos deixou tão cedo.
Clara: — Vocês sabem quem é ela? Quem é a minha mãe?
Felipe: — Sabemos.
Clara: — Vocês vão me contar quem ela é?
Felipe: — Vamos depois que essa tempestade passar, você precisa estar calma. Ela tem muito para te falar.
Clara: — Você já esteve com ela?
Felipe: — Ela queria falar com a Marina, ligou pra Flavinha. Eu pedi para ela deixar que eu cuidasse disso.
Clara: — Como ela me achou?
Felipe: — As revistas. Ela reconheceu você.
Marina: — Pelo menos um lado bom nessa exposição toda. Clara sorriu. — Olha consegui tirar um sorriso da minha amada.
Felipe: — Nos não queremos ver você triste. Por isso contamos, nos não agüentávamos mais ver ela com esse teatro.
Clara: — O que vocês vão fazer com ela? Espero que ela fique longe de mim e dos meus filhos.
Felipe: — Ela vai ficar não se preocupe, eu vou cuidar de você como sempre cuidei.
Clara: — Eu sei, mas tem uma coisa me assustando ainda nessa história toda. O Cadu, ela disse que ele ia tentar tirar as crianças de mim.
Felipe: — Mentira o Cadu ainda está preso e não sai de lá tão cedo. Ela disse isso pra te magoar.
Clara: — Você disse que tinha mais coisas para me contar, o que é?
Felipe: — Bom na verdade, você já sabe a história quase toda, lembra quando eu disse que sua mãe voltou para te procurar quando você tinha três anos?
Clara: — Lembro? E que a sua não deixou?
Felipe: — Minha mãe não deixou ela te ver e disse que você estava feliz morando com ela e o papai, e que se ela levasse você nosso pai ficaria muito triste, foi por isso que ela desistiu de você.
Clara: — Ela não podia ter feito isso. Não podia.
Felipe: — Eu sei.
Clara: — Você disse que minha mãe era bailarina, não disse?
Felipe: — Sim.
Clara: — Por isso ela não deixou eu fazer dança, nem nada relacionado a arte.
Felipe: — Ela queria que você fosse diferente da sua mãe, mas ela não conseguiu.
Clara: — Ela disse que me fazia sofrer, mas eu não lembro de nada.
Felipe: — Você vivia de castigo, não lembra?
Clara: — Pra mim aquilo já era rotina. Eu nem ligava tanto.
Felipe: — Ela achava que sim.
Helena: — E os brinquedos? Você lembra?
Clara: — Eu não podia, tinha que ajudar em casa.
Helena: — Você nunca suspeitou né?
Clara: — Não eu achava aquilo normal, coisa de mãe. Nunca questionei ela, sempre segui os conselhos dela e desabafava com ela. Principalmente com relação ao meu casamento e ela dizia que era normal.
Helena: — E como está se sentindo agora?
Clara: — Eu não sinto ódio. Eu não sinto nada. Só quero recomeçar, na verdade estou começando a minha vida ao lado da Marina ela e meus filhos são a minha família.
Helena: — Eu te entendo.
Felipe: — Nos agora vamos deixar vocês sozinhas. Clara e quando estiver pronta para conhecer a sua mãe fale comigo.
Clara: — Está bem.
Helena e Felipe saíram da sala deixando o casal sozinho. Marina abraçou Clara.
Marina: — Não quero se repetitiva, mas como está se sentindo?
Clara: — Apesar de isso tudo ainda não fazer sentido na minha cabeça eu vou deixar isso pra lá, vamos esquecer e focar na nossa vida. Na nossa família eu, você e nossos filhos. A única pessoa que eu preciso ao meu lado é você, claro que amo os meus irmãos, mas vou precisar de um tempo longe, pra pensar.
Marina: — Eu entendo e vou apoiar o que você decidir.
Clara: — Vamos no estúdio?
Marina: — Pra que?
Clara: — Selecionar as fotos do nosso álbum de lua de mel.
Marina: — Você tem razão, uma boa música, vinho e a seleção de fotos, pode ser?
Clara: — Sim, mas amor e os nossos filhos?
Marina: — Voltam amanhã. Flavinha está com eles.
Foram para o estúdio, Marina colocou a música e Clara escolheu o vinho. Elas ligaram o projetor e começaram a selecionar as fotos e a fotografa reparou que Clara estava meio longe.
Marina: — Amor?
Clara: — Oi?
Marina: — Aonde está essa cabecinha?
Clara: — Na nossa primeira dança, lembra?
Marina: — Como eu poderia esquecer, nós estávamos selecionado umas fotos, aí eu coloquei uma música e quando vimos estávamos dançando.
Clara: — Mais não paramos na dança não foi?
Marina: — Verdade. Foi um dia maravilhoso, fiquei triste quando você teve que ir embora.
Clara: — Eu também fiquei triste por ter que ir.
Marina: — Mesmo? Tanto que logo que você chegou em casa me ligou.
Clara: — E ficamos horas no telefone.
Marina: — Te amo muito sabia?
Clara: — Sabia eu também te amo.
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ALGUNS MESES DEPOIS
O tempo passa sem nós darmos conta, principalmente quando estamos felizes. Nosso passado temos que conviver com ele e podemos escolher ficar remoendo ou seguir em frente, Clara decidiu seguir em frente, colocou aquela história na gaveta se dedicou a Marina e os filhos, ninguém perguntava a ela sobre o assunto, foi assinado um acordo mútuo de silêncio.
Helena cuidou da mãe a levando a um especialista e apesar se Chica não querer se tratar a filha mas velha manteve o pulso firme com a ajuda de Virgílio. Felipe e Flavinha estavam super apaixonados um já conhecia o outro super bem o problema é que ele ainda morava em Goiânia e Flavinha morava no Rio, a distância não atrapalhava o relacionamento ao contrário fortalecia.
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Clara e Marina estavam felizes e naquele final de semana estavam se reunindo para comemorar os oito meses de Valentina, Ivan já havia completado seus três anos. O relacionamento delas cada dia era mais forte, Marina havia cortado um dobrado nos primeiros dias com Clara, pois a morena apesar de querer superar ela havia ficado muito triste, mas com o amor de Marina ela logo deixou aquilo pra trás e depois de um tempo não queria mais falar sobre, essa comemorava também era uma despedida, elas estavam indo passar uma temporada em Londres. Elas queriam fazer um curso, nesse meses Clara fez um curso de fotografia no Brasil e ajudou Marina em alguns trabalhos, mas a fotografa queria que ela fizesse o curso em Londres que tem a duração de dois anos.
A princípio Clara não queria ir, mas Marina a convenceu de que era necessário e que seria bom para o currículo que ela estava construindo e a uma semana atrás elas receberam um convite para expor em Paris, o que deixou a morena nervosa, mas logo a esposa a tranqüilizou.
Clara: — Amor, tira a Valentina dessa piscina.
Marina: — Mamãe deixa agente aproveitar na nossa casa em Londres não tem piscina.
Clara: — Seu pai está amando a idéia de irmos passar dois anos lá.
Marina: — Seus irmãos não gostaram muito, principalmente o Felipe. Já que Flavinha quer ir conosco.
Clara: — Ela também que fazer o curso, só que o de produtora não é?
Marina: — Sim, fiquei triste por que a Neuza não quis ir.
Clara: — Eu sei meu amor.
Marina: — Se sabia que meu pai já viu a escola do Ivan.
Clara: — Acho que seu pai quer que agente more lá.
Marina: — Quem sabe?
Clara: — Pois é.
Marina: — Seus tios sumiram né?
Clara: — Se mudaram pro sul. A tia Ju teve um belo menino.
Marina: — Tão longe.
Clara: — Agora é sério amor, nossa pequena não pode ficar nesse sol.
Marina: — Está bem. Disse saindo da piscina. — Cade o Ivan?
Clara: — Está lá no estúdio com a Flavinha vendo um filme.
Marina: — Ele não quis entrar na piscina?
Clara: — Gripado nem pensar.
Marina: — Já chegou todo mundo.
Clara: — Estão todos na cozinha.
Marina: — Você vai sentir falta do Rio?
Clara: — Um pouco, mas estando ao seu lado não importa o lugar. Agora vamos meu amor.
Marina e Clara foram até a cozinha e todos já esperavam por elas. A morena subiu para dar banho em Valentina e colocá-la para dormir e a fotografa ficou na cozinha com os irmãos de Clara.
Felipe: — Merina a Clara já falou alguma coisa ou decidiu algo sobre a mãe dela?
Marina: — Ainda não. Acho melhor não forçar. Ela está indo na terapia.
Felipe: — Terapia?
Marina: — Sim, ela está indo no psicólogo desde daquele dia.
Felipe: — E ela está melhor?
Marina: — Bem melhor. Só que ela ainda não fala sobre o assunto, a psicóloga me disse que temos que dar tempo pra ela absorver tudo, foi um baque muito grande.
Felipe: — Você sempre cuidando e protegendo ela.
Marina: — Sempre.
Felipe: — Você acha que eu posso falar com ela?
Marina: — Eu não sei Felipe, talvez ainda não seja o momento.
Felipe: — Marina, vocês vão pra Londres e a mãe da Clara mora em Paris e ela quer muito conhecer a Clara.
Marina: — Eu sei, mas isso tem que vir dela. Ela tem que demonstrar interesse e não agente forçar entende?
Felipe: — Eu te entendo, não vou forçar nada vou tocar no assunto.
Marina: — Você que sabe, mas não me mete nessa.
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Estavam todos brincando na beira da piscina e jogando conversa fora, Clara estava sentada ao lado de Marina estavam abraçadas e riam de algo que Helena estava falando. Foi quando Felipe se aproximou e disse olhando para a irmã caçula:
Felipe: Posso falar com você.
Clara: — Claro pode falar.
Felipe: — Aqui não, a sós.
Clara: — Está bem. Vamos até o estúdio. Se levantou e deu um beijo em Marina. — Eu já volto amor. Marina concordou com a cabeça e a morena foi para o estúdio com o irmão, assim que chegaram lá Clara já estava meio impaciente e falou. — O que você quer Felipe? Que não pode falar na frente de ninguém.
Felipe: — Está animada para viagem para Londres?
Clara: — Não é viagem é mudança. Estamos nos mudando pra lá.
Felipe: — É definitivo?
Clara: — Nós ainda não sabemos. Talvez sim, mas vai depender de muitos fatores.
Felipe: — Entendo.
Clara: — Irmão o que você quer? E sei que não é falar da minha mudança para Londres.
Felipe: — Bom...eu...
Clara: — Não precisa ter medo. Você quer saber se eu decidi sobre a minha mãe, não é? Só e Helena é corajosa mesmo, só ela me perguntou. Nem a Marina falou nada.
Felipe: — Nos achamos que você não queria falar sobre.
Clara: — Num primeiro momento não queria mesmo, mas eu aprendi que devemos nos entender com o passado para ter um presente e futuro tranqüilos. O que você quer perguntar, pode falar? Sem rodeios.
Felipe: — Quero sabe e se você quer conhecê-la?
Clara: — Claro que sim, agora irmão eu estou em paz comigo mesma e não tenho mais raiva e nem ódio. Minha esposa me ajudou bastante e me aconselhou a terapia, que está ajudando muito também.
Felipe: — A Marina mima você isso sim.
Clara: — Nem vem que a Flavinha não fica atrás, eu sei de tudo viu?
Felipe: — Eu sei, vocês três não se descolam, tanto que ela vai com vocês.
Clara: — É melhor se acostumar irmão, a Flavinha não abandona a Marina.
Felipe: — Voltando a sua mãe, tenho que te contar algo.
Clara: — O que?
Felipe: — Ela mora em Paris. E ficou feliz em saber que você está indo para a Europa.
Clara: — Você tem falado com ela?
Felipe: — Sim, ela quis saber notícias suas e eu não vi mal nenhum em falar de você pra ela, fiz mal?
Clara: — Não meu irmão, está tudo bem. Você falou das crianças, ela já sabe deles?
Felipe: — Se sabe não me disse. Ela quer seu endereço de Londres.
Clara: — Pode dar.
Felipe: — Está bem.
Clara: — Só isso irmão?
Felipe: — Vou sentir sua falta. Abraçou a irmã.
Clara: — Também vou, mas você vai nas suas férias não vai?
Felipe: — Claro.
Clara: — Agora vamos voltar lá pra fora, que o dia está lindo.
Felipe: — Por que Ivan não está na piscina?
Clara: — Gripado nem pensar.
Ela e Felipe riram juntos e voltaram para a beira da piscina e Clara voltou a sentar do lado da esposa. A morena abraçou a esposa e Marina perguntou só para que Clara ouvisse:
Marina: — Você está bem?
Clara: — Estou.
Ficaram ali curtindo a tarde na piscina até que todos começaram a se despedir delas. Elas iriam para Londres no próximo final de semana.
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