Just Love Can

25 Capítulo 25 - Surpresa para a mamãe


Notas iniciais
Boa noite. Mais um capítulo para vocês. Aviso: Como não postei no domingo, na sexta-feira teremos dois capítulos. Boa leitura. Anne.

A segunda-feira chegou e naquela manhã Marina acordou primeiro e foi até a cozinha.

Neuza: — Já de pé Dona Marina assim tão cedo?

Marina: — Preciso de um café?

Neuza: — Está preocupada, não está?

Marina: — Está tão visível assim. Neuza concordou com a cabeça. — Estou preocupada com a Clara e essa situação com a mãe dela, sei que ela se faz de forte, mas isso afeta ela. Fica tristinha pelos cantos e isso me deixa preocupada por que ela não quer falar sobre.

Neuza: — Pede para alguém neutro na situação tentar falar com ela, quem sabe ela não se abre?

Marina: — Mais quem Neuza?

Neuza: — Se for a Flavinha ou a Gi ela pode não se abrir, mas se...?

Marina: — Se?

Neuza: — Se o seu pai falar com ela.

Marina: — Pode ser uma boa não custa tentar não é?

Neuza concordou com a cabeça e saiu da cozinha, ela foi acordar o pequeno para levá-lo para a escola.

Neuza: — Vou lá em cima cuidar das nossas crianças.

Marina: — Deixa a pequena comigo, vou fazer uma surpresa para a mamãe.

Neuza: — Está bem, não esquece a mamadeira e...

Marina: — Eu sei o remédio da alergia.

Neuza: — Que mamãe preparada.

Marina: — Sempre. Disse saindo em direção ao jardim para pegar umas flores. Voltou a cozinha e pegou a mamadeira que já estava pronta e o remédio da filha e levou as flores. Entrou no quarto da filha e viu que a pequena já estava acordada olhando o mobile que ficava em seu berço. — Já acordada filha, vim cuidar da minha princesa.

Pegou Valentina no colo deu um banho nela e a deixou bem cheirosa. Deu a mamadeira a pequena e ficou admirando a filha e percebendo que ela tinha muitos traços de sua amada.

Marina: — Vamos fazer surpresa para a sua outra mamãe? Pegou a pequena e as flores e foi em direção ao seu quadro, ao chegar lá avistou a esposa deitada de bruços. Colocou as flores na mesinha de cabeceira e colocou a pequena na cama e começou a beijar a noiva que ao sentir os carinhos começou a acordar.

Clara: — Que delicia acordar assim com as meus dois amores comigo, mas esta faltando um cade o pequeno?

Marina: — Foi para escola. Eu e a pequena estamos te esperando para pegar o sol da manhã. Já que depois nos temos que trabalhar, topa mamãe?

Clara: — Essa mamãe aqui topa, vamos levantar?

Marina: — Te esperamos no jardim. Vamos preparar a mesa do café.

Clara: — Ok. Em cinco minutos eu desço.

Marina desceu e colocou a pequena no carrinho, e começou a arrumar a mesa do café com ajuda de Neuza.

Marina: — Neuza você viu a Flavinha por aí? Ainda não apareceu hoje.

Neuza: — Esta dormindo ainda.

Marina: — Ela sempre acorda cedo.

Neuza: — Na verdade vocês é que madrugam por causa das crianças.

Marina: — Pode ser. Assim que viu a amada Marina abriu um sorriso. — Minha convidada de honra do café chegou. Deu um beijo em Clara.

Clara: — Estou gostando dessa manhã, ganhei muitos beijos.

Marina: — Você ganha beijos todos os dias.

Clara: — Eu sei amor, só que hoje eu ganhei mais.

Marina: — Posso servir o seu café?

Clara: — Pode meu amor.

Marina serviu o café das duas e ficaram conversando amenidades.

Marina: — Amor, você não acha estranho que a Flavinha ainda não acordou?

Clara: — Ela deve esta cansada amor.

Marina: — Temos ensaio hoje pela manhã?

Clara: — Temos sim, aquela campanha publicitária com crianças.

Marina: — Verdade, mas hoje a Gi só vem depois do almoço, você acha que damos conta sem elas? Não sei se a Flavinha vem agora de manhã?

Clara: — O estranho é que ela sempre avisa quando vai se atrasar.

Marina: — Sem problemas, damos conta. Vou deixar a pequena com a Neuza e te encontro no estúdio.

Clara: — Esta bem, vou olhar o seu email.

Marina: — Ok.

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Clara e Marina arrumaram o cenário e só estavam aguardando que os modelos mirins chegassem. A morena cuidou do figurino e ajudou a morena com a luz, o ensaio começou as nove da manhã e elas terminaram as onze.

Clara estava conversando com as mães que acompanhavam as crianças que Marina fotografou, quando Marina se aproximou com uma bandeja com suco de morango e suco de laranja.

Marina: — Bom, vamos brindar ao nosso ensaio que deu certo e ficou lindo. Depois estão liberados.

Ficaram ali mais um tempo conversando e depois as mães e as crianças foram embora.

Clara: — Amor, você já que ir selecionando as fotos de hoje?

Marina: — Temos que envias as fotos quando?

Clara: — No sábado.

Marina: — Estamos com a agenda cheia essa semana, melhor adiantar e ainda temos os detalhes do nosso casamento para resolver.

Clara: — Semana agitada. Temos apenas duas semanas para organizar o nosso casamento e ainda temos que trabalhar, vai ser uma loucura. Ainda bem que temos a Flavinha.

Marina: — Verdade.

Elas começaram a selecionar as fotos que nem viram a hora passar, quando era duas da tarde Neuza estava perguntando se elas não iriam almoçar.

Clara: — Nem vimos o tempo passar.

Neuza: — Isso que é amor ao trabalho.

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As duas já haviam acabado de almoçar quando Flavinha entrava na cozinha.

Marina: — Até que enfim apareceu, estávamos preocupadas. Aonde você estava?

Flavinha: — Estava com o seu pai.

Marina: — Com o meu pai?

Flavinha: — Sim, mas depois agente conversa. Na verdade não posso falar sobre.

Marina: — O que vocês estão aprontando em?

Clara: — Amor, ela já disse que não pode falar.

Marina: — Você esta sabendo de algo?

Clara: — Não, mas as surpresas da nossa amiga são sempre boas.

Marina: — Isso é verdade, vamos voltar ao trabalho?

Clara: — Vamos.

Foram para o estúdio e conseguiram terminar a seleção e os ajustes das fotos, mandaram para o cliente para que ele visse e desse o seu ok. Jantaram com Ivan e viram um filme com o pequeno, depois foram para o quarto delas onde pegaram no sono dormindo de conchinha.

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COPACABANA

Diogo e Flavinha estavam aprontando eles estavam organizando a lua de mel das duas e a festa de casamento.

Flavinha: — Se eu continuar saindo assim elas vão reparar.

Diogo: — Flavinha é por uma causa maior.

Flavinha: — Eu sei, então voltemos aqui...

Diogo: — Minha filha já comentou quanto tempo de lua de mel?

Flavinha: — Quinze dias por causa das crianças.

Diogo: — Está bem, você já teve alguma idéia?

Flavinha: — Já pensei na Grécia, mas claro que não podemos esquecer que Marina não vai a Europa sem passar em Londres.

Diogo: — Ok. Grécia e Inglaterra, vou providenciar o roteiro e depois vemos. E a festa e a cerimônia?

Flavinha: — Eu pensei que poderia ser na galeria em que elas se conheceram.

Diogo: — Onde foi a exposição da Marina aqui no Brasil, realmente você pensa em tudo.

Flavinha: — É claro que penso.

Continuaram conversando os detalhes, quando o celular de Diogo tocou

Diogo: — Alô.

Marina: — Oi pai, tudo bem?

Diogo: — Tudo sim minha filha e por aí?

Marina: — Por aqui também.

Diogo: — Que tom de voz é esse minha filha? Eu te conheço o que esta preocupando você?

Marina: — A Clara pai.

Diogo: — A Clara? Mais aconteceu alguma coisa?

Marina: — Essas situações com a mãe dela, mexem muito com ela, mas ela não se abre com ninguém. Aí conversando com a Neuza achamos que se você falasse com ela talvez ela se abrisse...

Diogo: — Ok. Eu vou ajudar você, vou buscar a Clara hoje as oito horas e diz que não aceito não como resposta.

Marina: — Obrigada pai.

Diogo: — Denada minha filha.

Diogo desligou o telefone e continuou conversando e acertando tudo com Flavinha. Diogo ficou responsável por conseguir a galeria e Flavinha de ver a decoração e de avisar as noivas de que ela só teriam que se preocupar com alguns detalhes.

Diogo: — Então tudo certo. Agora vou fazer reserva no japonês, vou levar a minha nora para jantar.

Flavinha se despediu de Diogo e voltou para Santa Tereza, afinal ela andava meio por fora do que acontecia no estúdio, queria se inteirar de tudo.

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Marina contou para Clara que o sogro iria pegar ela para jantar. A morena estranhou o fato de a fotografa não ir.

Clara: — Amor, por que você não vai?

Marina: — Ele quer passar um tempo com você.

Clara: — Está bem, vou me arrumar. Ele vem que horas mesmo?

Marina: — As oito. Vou lá ficar com as crianças.

Clara: — Está bem. Passo lá para ver vocês antes de sair, para dar um beijo.

Clara levou uma hora para se arrumar e foi ver Marina e as crianças.

Clara: — Tudo certo por aqui?

Marina: — Sim.

Clara: — Vou indo seu pai já está esperando.

Marina: — Divirta-se meu amor, você está linda. Só não fico com ciúme, por que você vai com meu pai.

Clara: — Não precisa ter ciúme nunca, sou sua. Toda sua.

Marina: — Agora vai, não deixa seu sogro esperando. Disse beijando a amada.

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Diogo já esperava a morena no carro.

Diogo: — Nossa como a minha nora está linda.

Clara: — Que isso meu sogro, você que está um gato.

Diogo: — Então vamos?

Clara: — Sim.

Entraram no carro e foram para o restaurante japonês onde Diogo havia feiro as reservas. Fizeram o pedido e enquanto esperavam o jantar chegar o sogro da morena puxou assunto.

Diogo: — Então, eu trouxe você aqui para saber as suas verdadeiras intenções com a minha filha. Pode começar? Disse em tom sério.

A morena que foi pega de surpresa engasgou com o suco que estava bebendo.

Clara: — Como que é? Isso é... Isso é sério?

Diogo: — Calma, eu estou brincando.

Clara: — Quer me matar do coração meu sogro? Mais mesmo assim eu respondo, as minhas intenções com a sua filha são as melhores, pode ter certeza.

Diogo sorriu, ele sabia que era verdade as palavras de Clara, bastava olhar para a filha para saber. O jantar chegou, e eles começaram a comer.

Clara: — Está ótimo esse jantar.

Diogo: — Você e Marina são meias suspeitas para falar de comida japonesa.

Clara: — Verdade.

Diogo: — Clara posso te fazer uma pergunta? Clara concordou com a cabeça e ele continuou. — Então um passarinho verde me contou que alguém anda meio triste pelos cantos e esse passarinho está preocupado porque você não fala nada sobre.

Clara: — Esse passarinho se chama Marina?

Diogo: — Ela está preocupada com você. Você conhece a sua mulher, ela gosta de ver todos bem e enquanto não consegue não fica quieta.

Clara: — Isso é verdade.

Diogo: — Eu suspeito do que está te deixando assim e o por que de não querer falar, mas quero ouvi de você. Tem haver com o episódio do batizado da minha neta?

Clara: — Não vou mentir meu sogro, essa situação com a minha mãe é muito complicada. Num momento eu tenho minha mãe sempre por perto e no momento em que estou feliz, ela não está ali comigo. É uma situação difícil porque ela sempre me apoiou em tudo, sempre esteve ao meu lado. Sempre pude contar com ela e agora a única coisa que ficou foi a decepção. Não suporto ver ela falando mal da Marina e do amor que eu sinto por ela e isso dói.

Diogo: — Eu te entendo, mas por que você não conversou com a Marina?

Clara: — Pra falar a verdade, eu não queria preocupar ela, mas já vi que o efeito foi ao contrário.

Diogo: — Voce precisa conversar com a sua mulher, não pode esconder as coisas dela. Precisam resolver as coisas juntas, agora vocês são uma família.

Clara: — Eu sei meu sogro, vou conversar com ela.

Diogo: — Promete?
Clara: — Prometo. Sei que ela vai ligar para você, mas não fala nada.

Diogo: — Está bem. Agora vamos que vou te devolver. Clara nunca esqueça a melhor pessoa para compartilhar as suas inseguranças é a pessoa que você ama, para assim resolver tudo juntos.

Clara: — Não vou esquecer.

Diogo deixou a morena na frente de sua casa e se despediu com um abraço. Eram dez da noite quando Clara chegou em casa, pensou que Marina já estava dormindo, mas assim que entrou viu sua amada lendo um livro. A fotografa estava tão concentrada que nem viu quando a morena se aproximou e lhe deu um beijo no rosto, chamando a sua atenção.

Marina: — Oi amor, já chegou?

Clara: — Já, estava com saudade da minha noiva.

Marina: — É mesmo?

Clara: — Sim. A morena beijou a amada. — Precisamos conversar.

Marina: — Detesto essa frase.

Clara: — Calma meu amor. Abraçou a fotografa. — Quero conversar sobre a conversa que eu tive com seu pai.

Marina concordou com a cabeça e a morena contou tudo a ela, seus medos e inseguranças. Tudo o que estava sentindo.

Marina: — Da próxima vez, promete que vai conversar comigo? Que não vai me esconder nada?

Clara: — Prometo.

Marina: — Agora vamos dormir, amanhã temos uma reunião com a Flavinha.

Clara: — Reunião?

Marina: — Não me olha assim. Eu não sei do que se trata. Coisas da Flavinha.

Notas finais
E ai gostaram? Comentem... P.s.: se passou algum erro me desculpem. Anne.