Just Love Can
24 Capítulo 24 - O Batizado
Notas iniciais
SANTA TEREZA
Marina estava sentada a beira da piscina pegando sol, estava sozinha Clara havia ido levar Ivan na escola e levou Valentina, depois iria ao mercado. Estava perdida em seus pensamentos quando se lembrou da conversa que teve com sua amada no início do relacionamento, se lembrou da amada grávida e de como Valentina chutava ao ouvir sua voz.
FLASH BACK ON
Marina estava sentada de frente para a morena, a fotografa estava com a mão na barriga de Clara.
Marina: — Amor você pensa em ter mais filhos?
Clara: — Só se for com você. Marina sorriu. — Posso ter perguntar uma coisa?
Marina: — Pode, pra você eu respondo tudo.
Clara: — Onde estava morando antes de vir morar no Brasil e roubar o meu coração?
Marina: — Nova York.
Clara: — E por que veio embora?
Marina ficou pálida, não gostava de lembrar daquela tempo que passou em Nova York.
Marina: — Me promete que só vai me perguntar essa história uma vez e que nunca mais vamos tocar nesse assunto? Clara concordou com a cabeça e Marina continuou. — Bom, vamos lá. Tudo começou em Londres, eu estava conversando com Flavinha em um bar sobre uma exposição que eu acabará de fazer na cidade, foi quando ela se aproximou...
Clara: — Vanessa?
Marina: — Sim, como você sabe?
Clara: — Flavinha me disse sobre ela, mas não a história toda.
Marina: — Bem voltando, ela se aproximou e disse que era fã do meu trabalho. Nós aproximamos, ela acompanhou alguns ensaios e começamos a nos envolver. Não demorou muito virou um namoro, tínhamos uma boa relação até que o ciúme dela ficou mais alto e aí começaram os problemas, ela espantava todos que se aproximavam de mim e comecei a perder alguns contratos, já que eu não conseguia trabalhar com as modelos. Até a Flavinha, minha melhor amiga de anos começou a se afastar de mim, e assim foi durante um tempo. Uma lágrima escorreu dos olhos da fotografa.
Clara: — Amor se não quiser falar esta tudo bem.
Marina: — Não eu quero falar. A fotografa continuou. — Teve um dia que ela foi visitar a mãe que morava em uma cidade próxima a Londres que Flavinha me contou de uma proposta para mim trabalhar em Nova York, eu fiquei feliz, mas por outro lado estava com medo da reação de Vanessa, nos nunca sabíamos como ela ia reagir. Acho que ela achava que eu era posse dela, não sei? Flavinha disse que tinha um plano que eu tinha que seguir a risca e assim foi feito. Esperei Vanessa voltar da casa da mãe e disse que queria terminar, ela não aceitou muito bem e partiu pra cima de mim, me arranhou toda e disse que se eu não fosse dela não seria de mais ninguém. Clara estava espantada com aquela história, mas permitiu que Marina continuasse. — Fui parar no hospital, levei pontos. No dia seguinte estava voando para o meu novo lar, Nova York. Ao chegar lá me senti livre, mas leve, me concentrei no trabalho e os três primeiros meses foram uma maravilha e eu achei que duraria para sempre até que um dia a vi no central park, meu mundo caiu naquele momento, eu estava sozinha e ela me ameaçou disse que se eu não fosse com ela, eu morreria ali naquele instante. Entrei no carro e fui com ela, não vou entrar em detalhes, mas posso dizer não foram dias fáceis. Flavinha, estranhou o meu sumiço e chamou a polícia. Começaram a busca e eu só me lembro de acordar no hospital com Flavinha e papai me acalmando. Ela tentou me matar, depois desse dia eu não dormia e não queria comer. Comecei a terapia, depois de dois meses, meu pai me mandou vir para o Brasil. Eu ainda tinha pesadelos, mas na noite em que conheci você eles foram embora, porque você tomou conta da minha mente, cada cantinho dela. Marina chorava de soluçar e abraçou a morena.
Clara: — Nunca que eu ia imaginar uma história dessas, mas e o que aconteceu com ela?
Marina: — A única coisa que fiquei sabendo foi que ela foi presa por tentativa de homicídio. Meu pai cuidou de tudo, queria me poupar.
Clara: — Ainda bem que seu pai te mudou para cá, agora eu cuido de você. Beijou a fotografa. — Unidas pra sempre.
Marina: — Agora estamos unidas para sempre, sabemos tudo uma da outra. Sem segredos.
Clara: — Que assim seja sempre.
FLASH BACK OFF
Flavinha havia chegado e estava observando a amiga e viu que ela estava distante, bem distante.
Flavinha: — Marina?
A fotografa olhou para a amiga e sorriu.
Flavinha: — Aonde você estava com esse olhar distante?
Marina: — Eu estava longe, bem longe.
Flavinha: — Lembrando do passado?
Marina: — Mais ou menos, vamos mudar de assunto?
Flavinha: — Esta bem. Queria pedir se você é a Clara e as crianças poderia ficar no seu pai sábado?
Marina: — Podemos sim, afinal você já disse a festa do batizado é surpresa. Já sabe que vai organizar o casamento também né?
Flavinha: — Não se preocupe, seu pai já veio falar comigo. Afinal vocês já escolheram a data?
Marina: — Final do mês. No último domingo do mês.
Flavinha: — Lista de convidados?
Marina: — Os meus eu já vi, falta eu ver com a Clara que ela vai querer chamar.
Flavinha: — Eu cuido disso, deixa comigo. Falando nela cade ela?
Marina: — Foi ao mercado com a Neuza.
Flavinha: — Vou para o estúdio. Se precisar me chama.
Marina: — Está bem, vou dar um mergulho.
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Marina estava curtindo a piscina não viu quando Clara chegou em casa, a morena ajudou Neuza a carregar as compras para dentro e deixou a pequena com a baba. Subiu até seu quarto e vestiu um biquíni e foi para piscina.
Marina: — Hum... Que ótima companhia para esse dia lindo de sol.
Clara: — É mesmo?
Marina: — É sim. Pena que temos ensaio a tarde se não passava o dia todo aqui.
Clara: — Minha sereia não quer sair da água é isso?
Marina: — A água me relaxa.
Clara: — Eu sei meu amor.
Marina: — Sabia que fomos expulsas de casa?
Clara: — Por que você não pagou as contas? Riram.
Marina: — Não amor, a Flavinha pediu pra gente ir pra casa do meu pai. A festa surpresa, lembra?
Clara: — Sim, podemos ir amanhã então. Prometemos para ele que passaríamos a sexta-feira lá, assim ficamos dois dias. Voltamos para casa depois do batizado, o que acha?
Marina: — Acho um ótima idéia. Ele vai adorar.
Ficaram ali curtindo a piscina até que Neuza as chamou para almoçar.
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Lá pelas duas da tarde as modelos chegaram e começaram o ensaio que seria demorado. Estavam todas no estúdio para ajudar a fotografa, Flavinha, Gi e sua amada. O cenário estava perfeito do jeito que Marina pediu, Clara admirava a amada fazendo o seu trabalho.
Marina: — Eu estava com saudade disso aqui sabia?
Clara: — Sabia, mas nada de abusar né amor?
Marina: — Sim, tudo na medida certa.
Lá pelas cinco Neuza estava chamando Clara ela iria buscar Ivan e deixou Valentina com a morena e saiu. Clara ficou ali no estúdio com a pequena que estava quietinha.
Clara: — Está vendo como sua mãe fica linda trabalhando.
Flavinha: — Ei vocês duas, já para cima se não a Marina não se concentra.
Clara: — Mais agente está quietinha tia Flavinha.
Flavinha: — Agora mocinhas.
Clara saiu rindo e foi para o quarto da filha e ligou a televisão e ficou assistindo. Neuza chegou com Ivan e perguntou se podia ir embora e a morena disse que sim. Clara colocou a pequena que já dormia no berço e foi cuidar do seu pequeno.
Clara: — Vamos tomar banho filho? Como foi a escola hoje?
Ivan: — Sim, foi legal mamãe. Cade a minha mãe?
Clara: — Trabalhando, acho que ela termina antes de você dormir.
Ivan: — Esta bem. Vou tomar banho sozinho igual a Neuza ensinou ok mamãe?
Clara: — Esta bem. Enquanto isso pego a sua roupa.
O pequeno concordou com a cabeça e foi tomar banho. A morena ajudou o filho a se vestir. Foram para cozinha para o pequeno fazer um lanche.
Clara: — O que você quer comer filho?
Ivan: — Ainda tem bolo? Clara concordou com a cabeça. — Então eu quero.
A morena cortou um pedaço de bolo e pegou suco de uva o favorito de Ivan.
Clara: — Tem lição de casa?
Ivan: — Tem sim. Você me ajuda mamãe?
Clara: — Claro meu pequeno.
Clara subiu com o filho e o ajudou com a lição que era fazer o desenho da família. Depois colocou um filme para assistir com o pequeno e os dois acabaram pegando no sono. Clara só acordou quando escutou a filha chorando, foi ver a hora já eram quase dez da noite. Pegou a filha no colo e desceu para a cozinha para preparar a mamadeira.
Clara: — Vamos procurar a sua mãe? Onde será que ela está? Disse indo em direção ao estúdio, e viu sua amada concentrada vendo as fotos do dia. — Amor, você não vai subir para dormir?
Marina: — Na verdade eu já estava subindo. E essa pequena acordada essa hora?
Clara: — Ela quer mamar, mas me disse que a mamãe Marina que tem que dar se não ela não toma.
Marina: — É mesmo? Então me da essa princesa aqui, o pedido dela é uma ordem.
Clara: — Vou subir, você coloca ela no berço?
Marina: — Coloco sim, mas por que você não me espera?
Clara: — Vou preparar o banho da minha noiva, para ela relaxar e ter uma noite tranqüila de sono.
Marina: — Que noiva sortuda com um mulher tão atenciosa. Clara deu um beijo em Marina e foi preparar o banho da amada.
Depois que Valentina mamar a fotografa colocou a filha no berço e esperou ela pegar no sono, ligou a baba eletrônica e saiu. Quando entrou no seu quarto não viu Clara e foi ao banheiro e viu que a morena estava esperando por ela.
Marina: — Banho de banheira?
Clara: — Do jeitinho que meu amor gosta e com direito a massagem.
Marina: — Hum... Gostei. Podia ser assim todas as noites.
Clara: — É só meu amor pedir. Agora vem.
Entraram na banheira e Marina ganhou a sua massagem, aquela noite elas estavam apenas afim de relaxar e se curtirem.
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Naquela manhã de sábado as duas acordaram juntas, foram arrumar as coisas das crianças para irem para a casa do avô.
Marina: — Amor?
Clara: — Fala amor.
Marina: — Eu te amo.
Clara: — Eu também te amo. A morena deu um beijo em Marina e nem viram quando Flavinha entrou.
Flavinha: — Vai mais um pouco de açúcar aí?
Marina: — Que história é essa?
Flavinha: — Esse doce já cedo.
Marina: — Acho que isso é inveja. Vem aqui eu te dou um abraço. Elas riram.
Flavinha: — Vocês já estão indo para a casa do sei pai?
Marina: — Sim.
Flavinha: — O pequeno não vai na escola hoje?
Marina: — Dia de folga para todos Flavinha. Voltamos no domingo para a festa.
Flavinha: — Amanhã eu levo a roupa da pequena, ainda não esta pronta.
Marina: — Está bem. Tudo pronto amor?
Clara: — Tudo sim, vamos que prometemos tomar café com seu pai. Flavinha a Neuza vai com agente.
Flavinha: — Está bem. Tchau meninas.
Clara e Marina da amiga e saíram, colocaram as crianças na cadeirinha e foram para Copacabana.
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COPACABANA
Chegaram no apartamento de Diogo lá pelas dez da manhã, ele já esperava elas para o café.
Diogo: — Vocês demoraram. Por que?
Marina: — Essa é fácil né pai, temos duas crianças pequenas.
Clara: — É meu sogro seus netos não são moleza. Disse abraçando Diogo.
Tomaram café e Diogo mostrou o quarto das crianças que estava quase pronto, faltava alguns detalhes.
Diogo: — Agora eles já tem aonde dormir na casa do vovô.
Ivan: — Adorei, agora eu tenho três quartos.
Diogo: — Três.
Ivan: — Sim, um na nossa casa, um aqui e num no apartamento. Né mamãe?
Clara: — É sim meu filho.
Valentina estava no colo da morena e começou a chorar, Clara deu a filha para Marina.
Clara: — Acho que alguém quer dormir.
Marina: — Deixa com a mamãe aqui.
Ivan: — Vô brinca comigo de carrinho?
Diogo: — Brinco sim.
Ficaram ali na sala conversando e Diogo dando atenção ao neto.
Ivan: — É bom ter um vô para brincar.
Clara: — Por que filho?
Ivan: — Lá em casa só tem menina.
Marina entrou na sala nesse momento.
Marina: — Acho que precisamos providenciar um irmaozinho. O que acha amor?
Clara: — Acho uma boa idéia. Ela dormiu?
Marina: — Dormiu sim e cade a Neuza?
Clara: — Na cozinha, onde mais?
Marina: — Verdade ela adora uma cozinha.
Ficaram ali conversando trocando umas idéias. Assistiram um filme e mais a noite decidiram pedir comida japonesa, jantaram e foram dormir.
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O sábado chegou trazendo com ele uma chuva chatinha, daquelas chuvas fininhas. A fotografa levantou primeiro e passou no quarto das crianças que ainda dormiam deu beijo em cada um e pegou a sua câmera e foi para a varanda e começou a tirar algumas fotos.
Clara acordou e viu que sua amada não estava na cama, passou no quarto dos filhos eles ainda dormiam, quando chegou na varanda abraçou sua amada pelas costas e lhe deu um beijo no pescoço.
Clara: — Bom dia meu amor, tirando fotos?
Marina: — Bom dia amor. Acordei inspirada hoje.
Clara: — Pena que está chovendo se não poderíamos dar uma volta no calçadão, eu sinto falta disso.
Marina: — Você fazia isso todo dia?
Clara: — Sim, pela manhã ou no final da tarde. Agora admiro o nosso jardim junto com a nossa pequena.
Marina: — Nunca vi alguém gostar de mar como você sabia?
Clara: — Olha quem fala? Você adora água.
Ficaram ali conversando e admirando a paisagem.
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Lá pelas onze da manhã todos já haviam acordado e Diogo convidou elas para sair e levar as crianças.
Marina: — Mais pai aonde agente vai?
Diogo: — Na casa de um amigo meu, ele tem filhos na idade do Ivan. Acho que nosso pequeno vai gostar.
Clara: — Acho que pode ser bom amor.
Marina: — Está bem, me convenceram.
A casa do amigo de Diogo ficava no caminho de subir a serra, era um sítio lindo. Ivan ficou encantado, quando conheceu Eduardo e Vinicius filhos do amigo de seu avô então, até se esqueceu das mães.
Diogo: — Viu eu disse que meu neto ia gostar.
Marina: — Acertou em cheio né vovô?
Diogo concordou com a cabeça.
Diogo: — Agora deixem essa pequena comigo e com a Neuza e vão dar uma volta por aí.
Clara e Marina concordaram com Diogo, o tempo no sítio estava fechado, mais não estava chovendo.
Marina: — Um belo lugar para se caminhar bem acompanhado.
Clara: — E você esta em boa companhia?
Marina: — Eu diria em perfeita companhia. Beijou a amada.
Clara: — Cade a sua câmera podia tirar algumas fotos? O que acha?
Marina: — Ficou no carro.
Clara: — Eu vou buscar.
A morena buscou a câmera da amada e passaram o dia assim tirando fotos. Ivan brincando com os novos amiguinhos e Diogo curtindo a neta com o auxílio de Neuza. Só se esbarraram para comer. Foram embora do sítio já eram quase oito da noite.
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Chegaram ao apartamento por volta de nove e meia. Neuza colocou as crianças para dormir, pois teriam que acordar cedo o batizado era as dez da manhã. Assim que chegaram no quarto Clara e Marina viram a roupa da filha que Flavinha havia escolhido.
Clara: — Amor olha que vestido lindo, tudo combinando.
Marina: — A Flavinha tem bom gosto. E pelo que conheço a roupa combina com a decoração da festa.
Clara: — Será?
Marina: — Tenho certeza. O dia hoje foi ótimo, vai ser muito bom ter meu pai por perto.
Clara: — É sim, seu pai é um amor.
Marina: — Você esta preocupada não está?
Clara: — Um pouco, você sabe que minha mãe pode aprontar a qualquer momento.
Marina: — Amor não tem como ela saber, ninguém contou.
Clara: — Assim eu espero.
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Acordaram cedo arrumaram as crianças e se arrumaram depois. Quando estavam todos prontos saíram para a igreja, assistiram a missa e se emocionaram com a cerimônia. Na hora do padre jogar a água na cabeça de Valentina a pequena chorou, mas sua madrinha logo tratou de acalma-la. No momento da consagração foi a vez de Gisele acalmar a pequena ela estava chorando, estava agitada.
Gisele: — Acho que essa pequena que as mães.
Marina: — Não é isso Gi acho que ela esta com calor.
Flavinha: — Então vamos levar essa pequena e dar um banho refrescante nela e trocar de roupa.
Clara: — Acho que todos precisamos de um banho refrescante, ninguém esperava esse calor hoje. Não é?
Todos concordaram com a morena e partiram para a casa do casal. Ao chegar lá amaram a decoração que Flavinha escolheu.
Marina: — Flavinha está tudo lindo.
Clara: — E combinando com o vestido como você disse amor.
Felipe: — Esta tudo lindo, mas podemos cair nessa piscina.
Marina: — Claro meu cunhado, fique a vontade.
Felipe se jogou na piscina e foi seguido por Gisele e Luiza. Os outros ficaram por ali conversando, mas logo entraram na água também. Flavinha havia contratado garçons, assim poderiam aproveitar mais aquela comemoração.
O dia estava animado todos em harmonia e felizes, quando o porteiro estava chamando por Marina.
Porteiro: — Dona Marina tem uma mulher no portal falando que é mãe da sua esposa.
Marina: — Mais o que ela quer?
Porteiro: — Ela disse que quer conversar com a Dona Clara.
Marina: — Mais logo hoje.
Flavinha reparou a aflição da amiga e se aproximou.
Flavinha: — O que foi Marina?
Marina: — Minha sogra resolveu fazer uma visita.
Flavinha: — Mais logo hoje.
Marina: — Deixa eu me preparar que a minha mulher vai virar uma fera.
Marina chamou Clara num canto e disse que sua mãe estava no portão querendo falar com ela.
Clara: — Eu não acredito, por que você não disse para ele mandar ela embora.
Marina: — Se ela está aqui deve ter alguma razão não?
Clara: — Sim, arrumar confusão.
Marina: — Vamos ver o que ela quer.
Clara: Esta bem. A morena chamou Flavinha e Gisele e disse. — Minha mãe está aqui peguem as crianças e levem lá para dentro ela não vai ver eles.
Flavinha: — Pode deixar com agente.
Marina interfonou para o porteiro para que ele deixasse a sogra entrar, poderia dizer que estavam todos tensos com aquela visita. Clara estava de mãos dadas com Marina quando a mãe se aproximou.
Dona Chica: — Lindo isso Dona Clara, é o batizado da minha neta e você não me chama.
Clara: — Ela não é a sua neta.
Dona Chica: — Fale o que quiser, hoje eu só saio daqui se ver os meus netos.
Clara: — Perdeu o seu tempo, pois isso não vai acontecer.
O pai de Marina se aproximou querendo entender aquela situação, mas Felipe não deixou que ele se aproximasse e explicou a situação por alto e disse que depois Marina conversava com ele.
Dona Chica: — Fiquei sabendo também de um certo casamento que não vai acontecer, eu não vou deixar.
Clara: — Como você ficou sabendo?
Dona Chica: — Naquele prédio as notícias correm, mas nem precisei vi numa revista. É essa vida que você quer dar para os seus filhos?
Clara: — Não sei aonde você quer chegar?
Dona Chica: — Não sabe não é? Você nunca sabe das coisas minha filha as pessoas te cegam, isso que você sente não é amor.
Marina escutava aquilo sem falar nada ela sabia que o mundo de Clara havia se caído naquele momento, a fotografa se enfureceu ao ouvir aquelas palavras e disse da forma mais educada possível.
Marina: — Se a senhora queria estragar o nosso dia conseguiu, sua filha está chorando com as suas palavras amargas. Estão todos tristes e o pequeno que estava se divertindo está lá dentro chorando e perguntando por que não pode sair para brincar. A senhora escute apenas uma vez o que vou lhe dizer, a Clara não queria deixar você entrar eu que pedi, afinal achei que existia um ser humano aí dentro, mas estou vendo que não. Eu não vou permitir que entre em minha casa e insulte a minha mulher e o nosso amor. Se a senhora não aceita agente o problema é seu, nossos filhos não precisam crescer próximo da senhora escutando a avó falando mal das mães. Sinceramente espero que um dia você acorde e que não seja tarde demais. Agora não ouse estragar o nosso casamento, como fez com o batizado da minha filha ou eu não respondo por mim. Isso já passou dos limites, não quero ver a minha esposa triste.
Helena se aproximou e pediu para a cunhada entrar com Clara.
Helena: — Tira ela daqui, ela não está bem.
Marina: — Eu vou levar ela daqui sim, e por favor tire essa mulher daqui. Ela não é bem-vinda em minha casa.
Helena chamou seu marido e levou a mãe embora que saiu resmungando e reclamando do jeito que Marina havia falado com ela.
Helena: — Mãe a senhora passou dos limites.
Helena disse apenas isso e levou a mãe embora para casa. O clima ficou super tenso e todos começaram a se despedir. Marina pediu para Neuza ficar com as crianças e subiu com Clara que não falava nada.
Marina: — Amor? Você está bem, quer ficar sozinha?
Clara: — Não quero ficar sozinha preciso do seu abraço. Das nossas amigas e de nossos filhos.
Marina: — Você quer descer e ficar no jardim?
Clara: — Quero.
Elas desceram para a piscina a morena se desculpou com Flavinha que disse que estava tudo bem. Flavinha tomou a liberdade de contar a Diogo toda a história do relacionamento da de Clara com mãe. A fotografa deixou a amada conversando com o sogro.
Marina: — Aí Flavinha quando eu acho que ela vai ficar bem a mãe dela vem e apronta denovo.
Flavinha: — Calma Marina isso vai passar, agora vamos tentar aproveitar o resto do dia em paz.
Marina: — Pena que foram todos embora.
Flavinha: — Felipe e Luiza ainda estão aí.
Aproveitaram o final de domingo, aquele clima que Chica deixou foi esquecido. Apesar de tudo conseguiram se divertir.
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