Just Love Can
22 Capítulo 22 - Retorno ao lar
Notas iniciais
OUTUBRO
BRASIL/LEBLON
A agitação na casa de Helena era inevitável eles estavam felizes com o retorno de Clara, Marina e as crianças, ainda mais com a notícia do batizado da pequena e do casamento. Luiza e Felipe estavam no Rio de Janeiro, todos queriam ir no aeroporto todos estavam em uma ansiedade enorme.
Felipe: — Vamos Helena? Quero saber logo o que a Clara e a Marina querem me contar.
Helena: — Calma, estou esperando o Virgílio voltar da loja e a Luiza ainda não esta pronta, então tenha paciência meu irmão. Também estou com saudade da nossa caçula, afinal tem mais de um mês que ela viajou.
Felipe: — A mamãe sabe que elas estão voltando?
Helena: — Não, da ultima vez em que se esbarraram a coisa foi feia. A Clara não entrou em detalhes, mas sei que ela está sofrendo. Ela vai precisar de nos irmão, precisamos estar do lado dela.
Felipe: — Não sei porque a mamãe esta fazendo isso com a Clara, ela sempre foi tão cuidadosa com a caçulinha dela.
Antes que Helena respondesse o seu celular tocou era Virgílio avisando que estava esperando eles lá embaixo e que Juliana e Nando iriam também. Helena foi chamar a filha que já estava pronta, desceram e quando chegaram ao saguão esbarraram com Dona Chica.
Dona Chica: — Aonde vocês vão tão felizes que não me convidaram?
Helena: — Estamos indo no aeroporto.
Dona Chica: — Estão indo lá ver aquela ingrata e a aberração que ela chama de companheira.
Helena: — Não vou permitir que fale assim da minha irmã e da minha cunhada.
Dona Chica: — Me poupe Helena, cunhada?
Helena: — Sim, é o que ela é.
Dona Chica: — É impressionante como aquela ingrata conseguiu colocar todas contra mim.
Felipe: — Mãe você mesmo se afastou e pelo que sei a Clara tentou uma aproximação, mas você não deixou. Não entendo você, como pode tratar sua filha assim, ela continua a mesma e eu diria até melhor depois que conheceu a Marina. Elas se amam e formam uma família linda. Só você que não vê isso.
Virgílio entrou atrás deles estavam demorando quando ouviu as falas de Felipe.
Virgílio: — Creio que esteja perdendo o seu tempo meu cunhado, sua mãe é caso perdido. Ela não merece a nossa atenção, não entendo daonde saiu tanto ódio por uma filha que ela dizia que amava.
Dona Chica: — Aquela lá não é a minha filha, não é a Clara que eu criei e eduquei.
Virgílio: — Desculpe Dona Chica, mas ninguém quer ouvir esse discurso novamente e estamos atrasados. Vamos pessoal o Nando e a Ju já foram de taxi, disseram que iriam nos esperar lá.
Helena: — É melhor irmos mesmo.
Todos saíram deixando Dona Chica para trás, afinal Virgílio tinha razão ninguém agüentava mais aquele discurso e ver ela falando mal de Clara e de sua relação.
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AEROPORTO
Os integrantes da família Fernandes já estavam ansiosos e toda vez que o portão abria eles olhavam para ver se eram eles. Quando eles menos esperavam Flavinha saiu pela porta, Helena foi em direção a ela e lhe deu um abraço.
Helena: — Cade aquelas duas?
Flavinha: — Estão esperando a mala de Ivan.
Helena: — Estou com tanta saudade de vocês. Dos nossos finais de semana.
Flavinha: — O que não vai faltar esse mês é comemoração, ainda mais que o Diogo veio junto e está babando nos netos.
Helena: — O pai da Marina, então ele veio mesmo.
Flavinha: — Sim, e está ansioso com o casamento.
Helena: — Queria que minha mãe aceitasse assim também.
Flavinha: — É uma pena mesmo, agora deixa eu ir buscar o carro no estacionamento.
Helena: — O carro ficou no estacionamento esse tempo todo?
Flavinha: — Não trouxeram hoje. Dois carros o da Marina e o do Diogo.
Helena: — Ele tem casa no Rio?
Flavinha: — Tem um apartamento em Copacabana, uma cobertura de frente pro mar.
Flavinha foi buscar o carro quando Helena viu a irmã saindo por aquela porta com a pequena no colo e correu em sua direção dando um abraço apertado na morena.
Clara: — Calma irmã, nos não vamos fugir.
Helena: — Estava com saudade, você nunca ficou fora tanto tempo.
Marina se aproximou abraçando a cunhada:
Marina: — Prometo que da próxima vez não roubo ela por tanto tempo.
Clara: — Amor, não prometa algo que não podemos cumprir. Agora aonde a minha noiva vai eu vou atrás.
Marina sorriu e concordou com a cabeça. Todos se abraçaram e começaram as perguntas sobre a viagem e ela disseram que responderiam outro dia que estavam cansadas e queriam ir pra casa. Se despediram e combinaram um almoço na casa delas no sábado.
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SANTA TEREZA
Chegaram em casa e as duas crianças dormiam. Clara foi colocar Ivan na cama e Marina foi colocar Valentina. As duas estavam muita cansadas, tomaram banho e foram se deitar.
Clara: — Não entendi porque seu pai não quiz ficar aqui com agente.
Marina: — Ele ama aquela vista para o mar e disse que tinha que acerta uma reforma do apartamento.
Clara: — Reforma?
Marina: — Me disse que quer fazer um quarto para as crianças lá.
Clara: — Olha só que vovô coruja.
Marina: — Esses dois são muito mimados.
Clara: — São muito amados por todos nos.
Marina: — Verdade. Adorei a surpresa dos seus irmãos em esperar agente no aeroporto.
Clara: — Eu também. Você viu a reação do meu irmão quando eu disse que ele seria o padrinho da pequena.
Marina: — Sim, acho que ele ficou feliz.
Clara: — Ficou sim. Belos padrinhos nos arrumamos.
Marina: — Acho que a escolha foi ótima. Vamos dormir que o dia amanhã será agitado.
Clara: — Agitado?
Marina: — Sim amor, temos muitas coisas para resolver. Flavinha já começou a ver a igreja para o batizado e acredite ou não ela já que ver os detalhes da festa.
Clara: — Essa Flavinha.
Se beijaram e dormiram.
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Na manhã seguinte Clara acordou primeiro estava feliz por estar em sua casa, apesar de ter amado a viagem com a sua noiva. A morena foi ver os filhos ainda dormiam, então foi a cozinha preparar o café para os seus amores, ela tinha levado a baba eletrônica com ela e escutou Valentina chorando.
Clara: — Bom dia minha pequena, vamos terminar de preparar o café da manhã.
Desceu com a filha e a colocou no carrinho e foi preparar a mamadeira da pequena. Assim que Valentina terminava de mamar, Ivan entrou na cozinha.
Ivan: — Bom dia mamãe e maminha. Cade a minha mãe?
Clara: — Sua mãe está dormindo. Porque você não vai chamar ela para tomar o café da manhã?
Ivan concordou com a cabeça e subiu as escadas para indo até os quarto das mães. Ele se aproximou de Mariana e ela ainda dormia. Ele encheu a mãe de cosquinha.
Marina acordou rindo e disse:
Marina: — Assim não vale pequeno me pegou desprevenida.
Ivan: — Ah mãe, você também faz isso comigo.
Marina: — Esta bem. Você já esta acordado e sua mãe?
Ivan: — Está chamando agente para tomar café.
Marina: — Vou tomar banho e já desço você avisa ela pra mim.
Ivan: — Aviso sim, mas não demora.
Marina: — Não vou demorar...
Depois de vinte minutos Marina desceu para tomar café com sua família, ao chegar na cozinha abraçou a noiva pela cintura e deu um beijo em seu pescoço.
Marina: — Bom dia meu amor.
Clara: — Bom dia minha vida. Está cheirosa.
Marina: — Você também.
Tomaram café e quando elas estavam saindo da cozinha Flavinha entrou com uma cara assustada e dizendo que queria conversar com Marina. Clara subiu com as crianças e disse que esperaria Marina lá em cima no quarto de Valentina.
Marina estava assustada com a reação de Flavinha.
Marina: — O que aconteceu?
Flavinha: — Você não vai acreditar que ligou para o estúdio hoje?
Marina: — Quem Flavinha? Fala você está me assustando.
Flavinha: — Vanessa.
Marina: — Vanessa? O que ela queria?
Flavinha: — Conversar com você. Disse que era urgente.
Marina: — Eu não acredito, não quero falar com ela. Muito menos ela perto da minha família.
Flavinha: — Eu sei. Não sei como ela descobriu o telefone daqui.
Marina: — Quando ela quer ela consegue, eu não vou deixar ela se aproximar. Se ela ligar denovo diga que eu não estou.
Flavinha: — E se a Clara atender?
Marina: — A Clara sabe da história, nos não temos segredos uma para a outra.
Flavinha: — Esta bem, mas conversa com ela para ela não se pega de surpresa.
Marina: — Vou conversar, agora.
Flavinha concordou com a cabeça e Marina foi conversar com a noiva. Contou o ocorrido e logo Clara entendeu a reação da assistente.
Clara: — Amor não liga para isso. Ela não vai se aproximar não vamos deixar.
Marina: — Eu sei.
Clara abraçou a fotografa e encheu de beijos.
Clara: — Curte os seus filhos e relaxa.
Marina: — Obrigado amor, por estar comigo.
Clara: — Vou estar sempre aqui, para rir e para chorar.
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Os dias passaram e o final de semana chegou, Flavinha estava organizado o almoço. Clara e Marina estava brincando com as crianças. Todos chegaram estavam curtindo aqueles momentos juntos quando Helena disse que precisava conversar com Clara.
Helena: — Irmã preciso conversar com você.
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