Just Love Can
20 Capítulo 20 - O Jantar Surpresa
Notas iniciais
PARIS
Clara e Marina estavam no quarto com as crianças terminando de arrumar as malas, afinal partiriam para Madri no dia seguinte na hora do almoço. A exposição em Paris havia sido um sucesso e a galeria propôs uma nova exposição só que duração maior, Marina disse que iria pensar. Elas estavam ali distraídas brincando com Ivan e Valentina dormia, foi quando bateram na porta do quarto.
Marina abriu eram Flavinha e Gisele, estavam nervosas a fotografa diria ansiosas.
Marina: — Mais o que aconteceu? Por que essas caras?
Flavinha: — Ligaram lá da galeria, você tem que ir lá agora, assinar um papel que faltou.
Marina: — Não posso passar lá amanhã antes do vôo?
Flavinha: — Não eles tem mandar o papel ainda hoje.
Marina estava nervosa, não estava acreditando naquilo. Queria ficar com Clara.
Flavinha: — Nem me olha assim, você tem que ir. Por que não leva a Clara com você eu é a Gi ficamos com as crianças?
Marina olhou para Clara que estava com um olhar triste.
Marina: — Acho que nossos planos foram por água abaixo.
Clara: — Acho melhor agente se arrumar. Disse irritada. Elas haviam planejado um noite romântica para depois que as crianças dormissem.
Assim que elas saíram pela porta do quarto Flavinha e Gisele começaram a rir.
Flavinha: — Você viu a tristeza delas...
Gisele: — Vão gostar da surpresa que eu sei... Elas quase não aproveitaram Paris, tem que fechar com chave de ouro ou não?
Flavinha concordou com a cabeça e foram brincar com Ivan.
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GALERIA
Foram de taxi para lá e assim que chegaram acharam estranho não tinha ninguém por lá, Marina se perguntou o que aquelas duas estavam aprontando. Entraram e ficaram sem reação, a galeria estava vazia, mas tinha um caminho de velas acesas, elas seguiram o caminho de velas.
Clara: — O que está acontecendo aqui?
Marina: — Amor eu não faço a mínima idéia. Sorriu. — Coisa daquelas duas, vamos continuar seguindo as velas para saber o que é isso tudo.
Continuaram seguindo o caminho de velas e quando chegaram no final havia uma mesa de jantar com pratos para dois, champanhe e um cartão. Marina pegou o cartão e começou a ler para que Clara ouvir o que estava escrito.
Oi meninas,
Bom esperamos que não estejam mais bravas com agente depois da surpresa. Vocês quase não curtiram Paris, bem sozinhas não. Então decidimos fazer um surpresa para vocês, aproveitem essa noite e se amem muito e só apareçam aqui de manhã. Não se preocupem a galeria é toda de vocês. Liguem o som, curtam a trilha sonora que a Gi e eu preparamos e o jantar é comida japonesa a preferida de vocês. Ah, antes que eu me esqueça, queremos agradecer vocês por mostrar que o amor verdadeiro existe...
Só por essa noite não se preocupem com suas crias e curtam o momento...
Flavinha e Gisele.
Clara e Marina não estavam acreditando naquilo, se olharam e um sorriso se abriu. Marina abraçou a morena pela cintura e disse:
Marina: — Bom, acho melhor fazermos o que elas estão mandando só podemos volta de manhã.
Clara: — Eu concordo com você.
Marina: — Essas duas são doidas mesmo, mas amei a surpresa.
Clara: — Eu também, amei.
Clara foi ligar o som e Marina abrir o champanhe. A morena abraçou Marina pela cintura e disse em seu ouvido:
Clara: — Me concede essa dança?
Marina: — Essa e quantas você quiser. Se beijaram e começaram a dançar.
Se permitiram perder um tempo ali uma curtindo a outra. Depois de dançarem umas três músicas fizeram um brinde:
Marina: — Ao que vamos brindar?
Clara: — A nós, ao nosso amor.
Brindaram e se beijaram, um beijo apaixonado e urgente. Marina foi empurrando Clara até a parede mais próxima.
Marina: — Estava com saudade disso.
Clara: — Eu também.
Continuaram a se beijar, quando Marina parou.
Clara: — O que foi?
Marina: — O jantar...
Clara: — Jura que você que jantar agora? Tinha um olhar de interrogação.
Marina: — Não amor, só tem uma coisa que eu quero nesse momento e é você.
Clara sorriu voltaram a se beijar e se entregaram uma a outra e assim foi a noite toda.
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Quando amanheceu Marina acordou primeiro e estava observando sua morena dormindo e começou a encher ela de beijos.
Clara: — Bom dia amor, quero acordar assim todo dia.
Marina: — Bom dia meu amor, mas você acorda assim todos os dias.
Clara: — Não quando eu acordo primeiro que você. Riram juntas estavam curtindo aquele momento de cumplicidade.
Estavam se curtindo e viram a hora, já era dez horas e o vôo delas saia as uma da tarde.
Marina: — Amor, acho melhor agente ir, se não vamos nos atrasar.
Clara: — Eu nunca vou esquecer essa noite, ela foi simplesmente... Marina não deixou que ela terminasse e completou:
Marina: — Maravilhosa! Inesquecível! Perfeita!
Clara concordou com a cabeça e saíram da galeria com um sorriso no rosto. Foram para o hotel e chegaram lá pelas onze da manhã, foram direto pro quarto e o café da manhã já as esperava. Tomaram o café em clima de romance quando Flavinha entrou no quarto com Valentina no colo.
Flavinha: — Gostaram da surpresa?
Clara e Marina responderam juntas: — Sim, amamos. Obrigado. Riram por terem falado juntas.
Logo se aproximaram de Flavinha para ver a filha que estava acordada. Fizeram carinho na pequena e Marina a pegou no colo e perguntou:
Marina: — Como ela passou a noite?
Flavinha: — Bem. Dormiu a noite toda, só acordou para mamar.
Marina: — E o Ivan cade? E a Gi?
Flavinha: — Dormindo.
Marina: — Dormindo? Mais o vôo não é uma hora da tarde?
Flavinha: — Ontem depois que vocês saíram recebi um email da empresa aérea dizendo que tiveram problemas com não sei o que e nosso vôo foi remarcado para as cinco da tarde.
Marina: — Isso não vai atrasar as coisas em Madri?
Flavinha: — Não relaxa. Esta tudo certo.
Marina: — Está bem.
Clara que até o momento estava só prestando atenção abraçou Marina e disse no ouvido dela só para ela ouvir:
Clara: — Vamos tomar um banho?
Marina concordou com a cabeça e olhou para Flavinha que disse:
Flavinha: — Já estamos saindo mamães, não esqueçam de trancar a porta.
Clara e Marina caíram na risada. A fotografa trancou a porta e foram tomar banho.
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Lá pela três da tarde saíram do quarto e foram ver Ivan que agora estava acordado e brincando com Gisele montando um quebra cabeça.
Gisele: — Olá meninas e como foi a noite?
Clara: — Foi ótima, perfeita.
Marina concordou com a cabeça e se aproximou do filho fazendo carinho.
Marina: — Podemos ajudar?
Ivan concordou com a cabeça. Clara estranhou o comportamento do filho, pegou Valentina e saiu do quarto. Estava na sala andando de um lado por outro até que Flavinha entrou.
Flavinha: — Você não vai acreditar? Olhou para a morena e viu que ela estava preocupada. — O que foi que aconteceu você vai fazer um buraco no chão andando desse jeito?
Clara: — Você primeiro, no que eu não vou acreditar?
Flavinha: — Parece que só poderemos pegar o vôo a amanhã a noite. Parece que todos os vôos foram cancelados, mas eles não explicaram bem o motivo, me disseram que foi erro técnico. Nunca vi isso, mas.... Viu que Clara realmente estava aflita. — O que aconteceu? Vocês brigaram?
Clara: — Não, não brigamos. É o Ivan, ele está com aquele olhar denovo.
Flavinha: — Como assim que olhar?
Clara: — Você já sabe a história não é? Flavinha concordou com a cabeça e Clara continuou. Depois do ocorrido ele não falava e quando falava era pouco, demorou para melhorar ele até estava na psicóloga, na verdade ainda esta em acompanhamento. Sabia que ele perguntar do pai não era um bom sinal. Estou tão preocupada.
Flavinha: — Isso é normal Clara e ele ainda é muito pequeno. É o jeito dele de lidar com as mudanças.
Clara: — Se ele não falar eu não posso ajudar, ele só tem dois anos. Apesar de parecer que tem mais de tão esperto.
Nesse momento Gisele entrou na sala e viu o rosto de aflição de Clara.
Gisele: — Aconteceu alguma coisa?
Flavinha: — Ela está preocupada com o Ivan.
Gisele: — A Marina está conversando com ele, ela pediu para mim deixar eles sozinhos.
Flavinha: — Falou pra ela do vôo.
Gisele: — Falei sim. Clara não se preocupa ele esta bem.
Clara: — Eu conheço o olhar dele. Não foi fácil Gi, não foi nada fácil aquela fase dele.
Gisele: — Eu sei, mas agora é diferente. Você não está sozinha, você tem a Marina.
Depois de um tempo Marina saiu do quarto de mão dada com Ivan e disse algo no ouvido do pequeno, ele se aproximou de Clara e deu um abraço na mãe e Marina fez sinal que depois conversava com ela.
Ivan: — Eu te amo mamãe.
Clara não pode conter as lágrimas que surgiam.
Clara: — Eu também te amo filho.
Ivan: — Me desculpa?
Clara: — Pelo que filho?
Ivan: — Por ter corrido na beira da piscina...
Clara: — Oh meu pequeno, não precisa pedir desculpa essas coisas acontecem. Só da próxima vez tome mais cuidado, está bem?
Ivan concordou com a cabeça e Marina se aproximou e disse:
Marina: — Estava com medo de você brigar com ele agora que ele está melhor. Esse pequeno aqui achou... Fez cosquinha. — Que agente só estava esperando ele melhorar para dar bronca nele, mas eu já conversei com ele. Marina olhou para o filho e disse: — Agora vai lá terminar o quebra cabeça com a Gi.
Clara: — Obrigado.
Marina: — Pelo que?
Clara: — Por ser essa mãe maravilhosa. Beijou a fotografa.
Marina: — Eu aprendi com a melhor a ser uma boa mãe.
Clara: — Com quem?
Marina: — Você meu amor.
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Como o vôo só era a noite Marina teve que resolver algumas coisas por telefone. Clara havia saído com Ivan, Gisele e Valentina para um parque próximo ao hotel.
Flavinnha: — O que foi Marina?
Marina: — Queria estar lá com eles e agente presa aqui...
Flavinha: — Que horas eles voltam?
Marina: — Acho que lá pelas quatro da tarde, o vôo está marcado pra oito não é?
Flavinha: — Eu sei que você queria estar lá, mas porque não se concentra aqui, assim quando chegarmos a Madri, não terá nada para resolver eu prometo. Aí só capturo você na noite da exposição. O que acha?
Marina: — Esta bem.
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PARQUE
Gisele brincava com Ivan e Clara estava sentada na grana com Valentina, quando no outro lado da rua viu uma floricultura.
Clara: — Gi você fica de olho no Ivan?
Gisele: — Fico, mas aonde você vai? Apontou para a floricultura e Gisele entendeu.
Clara: — Acho que com o meu inglês consigo me virar, vou levar a Valentina. Vocês dois se comportem e seu Ivan nada de correr.
Ivan: — Está bem mãe. Não vou correr.
Clara atravessou a rua e foi a floricultura e comprou um belo arranjo de flores e pediu para que entregassem no hotel com um belo cartão. A morena estava feliz por fazer uma surpresa para a sua amada.
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HOTEL
Marina estava nervosa e de mal humor, bateram na porta e Flavinha abriu. Ela recebeu o arranjo e viu que era para Marina.
Flavinha: — Pra você.
Marina: — Pra mim?
Flavinha entregou o arranjo e saiu atrás de seu celular que tocava em algum lugar do quarto. Deixando Marina sozinha, abriu o cartão assim que viu a letra abriu um sorriso e começou a ler:
Oi amor,
Sei que você não está feliz por está longe de nos e nos também não gostamos de estar longe de você, mas as vezes isso é inevitável, não é mesmo? Eu poderia mandar uma mensagem de texto, mas isso é tão normal, comum, então mandei flores que apesar de ser clichê, eu sei, elas são especiais como você. Quero agradecer por ter entrado em minha vida e dizer que eu te amo muito. Marina você mudou a minha vida e dos nossos filhos pra melhor, você nos trouxe alegria, a felicidade. Tenho uma novidade para ter contar, mas só quando eu te ver daqui algumas horas, sei que você vai amar, sei que agora invés de irritada você vai ficar curiosa e ansiosa, mas amor saiba que estamos pensando em você, porque te amamos.
Um beijo de seus filhos, Valentina e Ivan e de sua eterna Clara.
Nos te amamos.
Quando terminou ela estava com um sorriso no rosto. Ficou ali relendo o cartão e mandou uma mensagem para a morena.
Flavinha: — Nossa que sorriso lindo. Quem mandou as flores?
Marina: — Minha noiva.
Flavinha: — Que noiva romântica.
Marina: — Deixa de ser boba.
Assim a tarde se passou e estava quase na hora de Clara e as crianças voltarem Marina estava curiosa. Foi tomar um banho e quando voltou eles já haviam voltando.
Marina abraçou e beijou os filhos. Pegou Valentina no colo.
Marina: — Que saudade de vocês.
Ivan: — Posso ver televisão mãe?
Clara: — Depois de um banho.
Gisele: — Eu ajudo ele. Saíram deixando elas sozinhas.
Clara: — E de mim você não sentiu falta?
Marina: — Apesar de terem sido só algumas horas, morri de saudade de você. O que você tem pra me contar?
Clara: — Recebi um email do tio Nando hoje.
Marina: — E? É algo grave?
Clara: — Não meu amor, só para te dizer que agora seus dois filhos carregam o seu sobrenome.
Marina: — Você esta brincando?
Clara: — Não, a Valentina já tinha seu nome desde que saiu do hospital e agora o Ivan também.
Marina: — Você já contou pra ele?
Clara: — Já sim, ficou todo feliz.
Marina: — Só alegria. Tenho notícias também, sobre o nosso casamento.
Clara: — Sobre o nosso casamento? O que é?
Marina: — Consegui uma juíza para ir lá em casa fazer a cerimônia, o que você acha?
Clara: — Acho ótimo amor, mas não íamos resolver isso só quando voltássemos pro Brasil?
Marina: — Não fui eu, foi seu sogro. E adivinha?
Clara: — O que?
Marina: — Ele vai se encontrar com agente em Madri e depois vai com agente pro Brasil. Ele disse que quer curtir os netos.
Clara: — Mais que notícia boa, já estava na hora de conhecer o sogro.
As duas riram e ficaram ali conversando uma sobre o dia da outra.
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Chegaram no aeroporto uma hora antes da hora do vôo. Fizeram o chekin e foram para a sala de embarque.
Marina: — Podíamos viver assim né amor viajando o que acha?
Clara: — Você esta brincando né? Estou amando viajar, mas estou com saudade da nossa casa.
Marina: — Você tem razão essa vida de cigano não combina conosco.
Ouviram a chamada para o embarque e lá foram elas...
Próxima parada Madri....
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