Just Love Can
2 Capítulo 2 -Depois da Tempestade
Notas iniciais
Quando a policia chegou ao local Cadu foi preso por agressão a sua mulher e foi encaminhado a delegacia para depoimento, como foi pego em fragrante ficaria na delegacia. Clara insistia em ver um médico, deixando a família Fernandes mais aflita. Um policial a tranqüilizou dizendo que ela fazia o corpo de delito. Ate que ela disse com a mão na barriga:
Clara: — Eu estou bem. O que aconteceu aqui, vai passar eu vou esquecer, mas preciso saber se meu bebê esta bem. É ele que me preocupa, afinal eu cai no chão.
Dona Chica se aproxima da filha e lhe da um abraço.
Dona Chica: — Grávida? Você esta grávida?
Clara: — Estou mãe, foi esse o motivo da briga. O Cadu não quer esse filho, mas eu quero.
Dona Chica: — Oh minha filha, vai ficar tudo bem!
Clara: — Mãe o Ivan esta com quem? Meu bichinho deve esta sem entender nada, tão pequeno...
Dona Chica: — Não se preocupa, esta com a Helena. Quando agente chegou no apartamento ele estava dormindo, apesar da gritaria. Ele não vai se lembrar disso fica tranquila.
Clara: — Assim eu espero.
O policial se aproximou delas e disse a Clara que a levaria ao hospital, mas a mãe dela disse que ela mesmo levaria a filha. A morena já havia dado seu depoimento e os policias ficaram satisfeitos com as fotos tiradas de Clara e do local, ela não precisaria passar pelo exame de corpo de delito, pois os peritos presentes tinham materiais suficientes e depois pegariam uma copia do prontuário de Clara no hospital.
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Partiram em direção ao hospital, ao chegar lá explicaram o ocorrido. A recepcionista perguntou se já tinha feito um boletim de ocorrência. Clara concordou com a cabeça e foi encaminhada para a sala, onde foram feitos exames de rotina para ver se estava tudo bem e a enfermeira limpou e colocou um curativo em seu corte na testa e disse que o medico já vinha ver ela.
O medico entrou na sala com o prontuário de Clara em mãos.
Doutor: — Então Dona Clara. Já fizemos os exames, agora vamos aguardar os resultados. Enquanto isso vamos ver se esta tudo bem com o bebe?
Clara: — Sim.
O doutor começou o ultra-som e logo o som do coração do bebe invadiu o consultório e uma lagrima escorreu dos olhos de Clara. Ela estava feliz por ouvir aquele som, mas logo tratou de perguntar:
Clara: — Esta tudo bem com ele?
Doutor: — Esta sim. Os batimentos estão um pouco acelerados, mas isso é devido ao stress que vocês passaram, a sua queda não prejudicou o seu bebe. Uma boa noite de sono da mamãe, vai acalmar o bebe.
Clara: — Fico tão feliz de ouvir isso doutor. Já da pra ver se é menino ou menina?
Doutor: — Sim, pelo que eu vejo é uma menina e o tempo de gestação é quatro meses. Não tinha feito uma ultra antes?
Clara: — Não, só tinha feito e exame de farmácia, nem sabia que estava com esse tempo todo de gravidez.
Doutor: — Seus exames estão normais. Sua bebe é muito forte, mas por agora nada de emoções muito fortes e lhe indico repouso de uns dias. Nada de esforço.
Clara: — Esta bem doutor, mas agora posso ir pra casa, tenho um pequeno de dois anos a minha espera.
Doutor: — Estão liberadas.
Clara saiu do consultório com um sorriso no rosto, o que tranquilizou sua mãe.
Clara: — Agora tenho que me preocupar com os meus bichinhos o Ivan e sua netinha.
Dona Chica: — É menina?
Clara: — É sim. estou de quatro meses.
Dona Chica: — Que alegria, minha filha.
Foram para casa, e por aquela noite Clara deixou sua mente relaxar e descansar.
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Uma semana se passou, o marido de Clara estava preso. Ela foi chamada a delegacia para um novo depoimento, foi de bom grado. Queria logo se livrar desse assunto, não gostava de lembrar daquele dia. Seu tio Nando que é advogado a acompanhou e logo ela deu seu novo depoimento e foi liberada, estava livre desse assunto que a atormentou na ultima semana. Eles fecharam o inquérito de Cadu responderia por seus atos.
Ao sair da delegacia resolveram almoçar e Nando perguntou a Clara:
Nando: — Qual o próximo passo minha sobrinha?
Clara: — Quero me divorciar! Não quero ele em minha vida, nem na dos meus filhos.
Nando: — Filhos?
Clara: — Achei que já soubesse, afinal as noticias correm rápido naquele prédio.
Nando: — Que noticia boa minha sobrinha! A família Fernandes vai crescer?
Clara: — Vai sim tio e dessa vez é uma menininha!
Nando: — Pelo menos uma alegria, no meio dessa confusão e sofrimento.
Clara: — Concordo tio, mas você vai ver o divorcio pra mim né?
Nando: — Sim minha sobrinha, o mais rápido possível. Não se preocupe eu cuido de tudo. Mas e o seu apartamento o que você resolveu?
Clara: — Reforma geral, vida nova, casa nova! Vou ficar na casa da mamãe por enquanto.
Nando: — Entendi, espantar as lembranças ruins. Preciso voltar pro escritório. Quer carona? Posso te deixar em casa?
Clara: — Não tio, vou dar uma volta no calçadão.
Nando: — Está certo então. Vou indo, ate!
Se despediram com um abraço.
Clara ainda ficou alguns minutos no restaurante que era próximo a praia, foi andando e deixou seus pensamentos tomarem conta, não estava pensando em seu passado, mas sim em seu futuro. E uma pergunta rondava a sua mente:
O que aconteceria agora?
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