Just Love Can
15 Capítulo 15 - Almoço de Domingo.
Notas iniciais
LEBLON
Helena estava se arrumando para visitar a irmã, a cunhada e os sobrinhos. Luiza iria com ela e Virgílio também, eles estavam saindo quando Dona Chica entrou na sala.
Dona Chica: — Vocês vão sair?
Helena: — Vamos na verdade estamos de saída.
Dona Chica: — Vocês vão lá vê ela aquela ingrata que eu ainda chamo de filha e que nem me deixa ver meus netos.
Luiza: — O que você disse vó? Ingrata, minha tia nunca foi. Não posso permitir que fale assim dela.
Dona Chica: — Vocês defendem ela como se ela estivesse certa, não vêem que o que ela está fazendo é errado?
Helena: — Mãe desde quando amar alguém é errado?
Dona Chica: — Eu não chamo aquilo de amor. Ela se afastou de nós, da família.
Luiza: — Ela se afastou de você, por que não gosta de ouvir você falando mal de quem ela ama.
Dona Chica: — Ela ainda faz vocês me abandonarem também.
Virgílio: — Desculpe me intrometer, mas suas palavras são meio injustas minha sogra. A Clara não pediu que você aceitasse a relação dela, apenas que respeitasse e ficasse do lado dela. Está perdendo o crescimento dos seus netos porque quer. Prefere apoiar as amigas do que a própria filha. Não quero você falando mal da Clara nessa casa, agora temos que ir. Vamos Luiza e Helena?!
As duas concordaram com a cabeça e saíram atrás de Virgílio. Deixaram uma Chica pensativa para trás, ela realmente não conseguia entender aquilo que a filha dizia que era amor, mas conseguia admitir para se mesma que a falta que sentia de Clara e Ivan eram imensas. Ate seus outros filhos agora passavam a maioria dos finais de semana com a caçula e ela ficava só ou saia com as amigas que só enchiam sua cabeça de caraminholas.
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Chegaram no carro Virgílio iria dirigir, Helena no banco carona e Luiza no banco de trás.
Virgílio: — Helena não vou permitir que sua mãe fale mal de Clara e Marina dentro da nossa casa.
Helena: — Só falta me dizer que não quer que ela vá mais lá.
Luiza: — Mãe não é isso e você sabe, mas acho que o pai tem razão.
Helena: — Eu sei filha. Sua avó só está colhendo o que plantou...
Virgílio ligou o carro e partiram rumo a Santa Tereza.
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SANTA TEREZA
Estava um belo domingo de sol Clara estava com Valentina em seu colo sentada na cadeira na beira da piscina e Ivan e Marina dentro da piscina fazendo a maior festa.
Clara: — Dois peixinhos!
Flavinha se aproximou entrando na piscina também.
Flavinha: — Isso é verdade, principalmente a Marina. Nunca vi gostar de água.
Marina: — Queria que vocês pudessem entrar amor.
Clara: — A Valentina só a partir do sexto mês que a pediatra falou. Eu quando a Helena chegar não desgrudarei de você.
Marina: — Sua irmã não entra na água?
Clara: — Adora o mar, mas não gosta de piscina.
Marina: — Não consigo entender quem não gosta de piscina.
Clara: — Isso é porque você é um peixinho meu amor.
Ivan: — Ma, vamos brincar?!
Marina: — Vamos sim pequeno.
Clara ria das brincadeiras do filho e da noiva até que a neném chorou e a morena entrou com a filha. Marina viu que ela entrou e resolveu ver o que era, pediu para Flavinha ficar com Ivan.
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Marina subiu as escadas e entrou no quarto da filha, viu a morena trocando a frauda da pequena.
Marina: — Tudo bem por aqui?
Clara: — Esta sim amor. Só vim trocar a frauda dela e também ela não pode ficar muito tempo naquele sol, mesmo que indiretamente. Marina abraçou a morena por trás e beijou seu pescoço, Clara se arrepiou. — Você quer colocar ela pra dormir? Vou ver como anda o almoço.
Marina: — Coloco sim. Você não esta fugindo está?
Clara: — Claro que não meu amor. É só que...
Marina: — Quando estivermos sozinhas, tem razão.
Clara: — Ei, eu também estou com saudade de você. Marina colocou Valentina no berço que já estava meio sonolenta. A morena se aproximou e beijou a fotografa só pararam o beijo por que precisavam de ar.
Marina sorriu e Clara a pegou pela mão, ligou a baba eletrônica e foram em direção ao quarto do casal. A morena trancou a porta.
Marina: — Por que trancou a porta? Ganhou um beijo de tirar o fôlego.
Clara: — Jura que você não entendeu. Pegou a mão de sua noiva e colocou a mão de Marina por debaixo da camiseta que usava a fotografa estava com o roupão e por baixo o biquíni.
Marina: — A entendi...agora entendi. Clara sorriu.
Clara: — Então meu amor, me faz sua.
Ao ouvir essas palavras Marina se animou e se entregaram a paixão. Fizeram amor, perderam a noção do tempo, só quando ouviram o choro de Valentina na baba eletrônica lembraram das visitas.
Clara: — Perdemos a noção do tempo amor, será que eles chegaram?
Marina: — Não sei, vou descer você vê se a neném acordo. Ok?
Clara concordou com a cabeça e Marina saiu. A morena foi ver a filha que já dormia novamente deve ter tido um pesadelo fez carinho na filha e desceu. Quando desceu as escadas foi direto para a cozinha e o almoço estava encaminhado, foi em direção a piscina.
Marina brincava com Ivan na piscina.
Flavinha: — Vocês demoraram pra descer, a pequena demorou para dormir?
Clara abriu um sorriso e disse:
Clara: — Um pouco, ainda bem que a Marina foi lá. Se sabe a Valentina só se acalma com ela. Minha irmã já chegou?
Flavinha: — Ainda não, por que não entra um pouco na piscina. Eu presto atenção na baba eletrônica, se ela chorar eu vou lá ver. Curti sua noiva um pouquinho, sei que não tem tido tempo.
Marina: — Gostei da idéia Flavinha, vem amor?! Fez sinal com o dedo chamando a morena.
Ivan: — Vem mãe a água esta ótima.
Clara: — Está bem me convenceram.
Clara entrou na piscina e Flavinha ficou ali sentada na beira da piscina com a baba eletrônica ao seu lado e pode observar a alegria da amiga, ela achava linda a relação de Clara e Marina. Em pouco tempo formarão um bela família, na verdade sempre foram só precisavam se encontrar pensava Flavinha.
Os três se divertiam na piscina, estavam jogando bola.
Marina: — Eu adoro ficar assim com vocês sabia?
Clara: — Eu também.
Depois de mais ou menos uma hora de farra na piscina a irmã de Clara chegou. Quando viu a irmã Clara saiu da piscina e foi ao seu encontro.
Clara: — Nossa irmã demorou muito, por que?
Helena: — Tivemos um problema com o carro. O pneu furou. Ficamos esperando o seguro.
Clara: — Os importante é que chegaram.
Helena: — Cade a pequena?
Clara: — Está dormindo.
Helena: — Posso ver ela.
Clara: — Pode sim, quer que eu va com você?
Helena: — Não, já sei o caminho.
Luiza se aproximou e abraçou a tia.
Luiza: — Saudades de você tia. Não te vejo desde que a Valentina nasceu.
Clara: — Verdade. Bora cair nessa piscina?
Luiza: — Só se for agora.
Clara: — Você não vem cunhado?
Virgílio: — Depois...
Luiza: — Mentira!
Clara e Luiza entraram na piscina.
Clara: — Flavinha, vem também?
Flavinha: — E a baba eletrônica?
Clara: — A Helena esta lá com ela não sai de lá tão cedo.
Flavinha concordou com a cabeça. Ivan estava numa alegria danada por aquela farra na piscina.
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Estavam conversando amenidades quando a empregada veio avisar que o almoço estava pronto.
Clara: — Vou tomar um banho e ver como Valentina está?
Marina: — Não vai mas entrar na piscina?
Clara: — Não meu amor, minha dose de piscina por hoje já foi preenchido.
Marina: — Está bem. Vou só tomar uma ducha mesmo.
Clara subiu as escadas e foi ao quarto da filha e viu a irmã falando ao telefone. Parecia não estar muito feliz. A morena só entrou quando viu que Helena havia desligado o telefone.
Clara: — Que cara é essa minha irmã?
Helena: — Não se preocupe, nada demais. Vou ter que ir embora.
Clara: — Ir embora, por que? Almoça pelo menos.
Helena: — Não posso.
Clara: — Era ela né? A mamãe?
Helena: — Não, era la da loja. Tivemos um problema e tenho que ir.
Helena saiu do quarto da sobrinha deixando uma Clara pensativa para trás. A bebe chorou e Clara a pegou no colo e deu de mamar. Resolveu dar um banho na filha, depois desceu as escadas para deixar a pequena com Marina.
Quando a fotografa avistou a noiva e interceptou no meio do caminho.
Marina: — O que aconteceu lá em cima?
Clara: — Nada, por que?
Marina: — Sua irmã saiu daqui sem falar com ninguém, puxando Virgílio pela mão.
Clara: — Eles foram embora.
Marina: — Luiza ficou.
Clara: — Foi ela.
Marina: — Quem meu amor?
Clara: — Minha mãe. Quando eu subi minha irmã estava no celular com alguém não estava muito feliz. Assim que perguntei o que era ela disse que era um problema na loja. Clara começou a chorar. — Ela vai afastar todos de mim.
Marina: — Calma meu amor. Estou aqui com você.
Clara não parava de chorar, Flavinha entrou com Ivan na sala. Ao ver o clima por ali subiu direto com Ivan.
Marina: — Meu amor, seus irmãos não vão se afastar de você por causa da sua mãe.
Clara não disse nada apenas abraçou Marina e ficou ali por um bom tempo.
Marina: — Você quer subir e deitar um pouco?
Clara: — Só se você ficar comigo.
Marina: — Claro que eu fico.
Marina deixou Clara no quarto delas e foi ver os filhos. Flavinha estava com os dois no quarto de Ivan.
Flavinha: — Vai ficar com ela, eu fico com eles. Qualquer coisa te chamo.
Marina: — Se Valentina quiser mamar pode dar a mamadeira. Só não esquece...
Flavinha a interrompeu:
Flavinha: — A de vidro. Eu sei. Por que você não sai com ela. Aproveita e conversa, namora um pouquinho.
Marina: — Será? Flavinha fez que sim com a cabeça. — Vou tentar. Fala pra Luiza ficar a vontade.
Flavinha: — Pode deixar.
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Marina retornou ao quarto e Clara estava concentrada na televisão em um programa qualquer.
Marina: — Voltei amor.
Clara: — E as crianças?
Marina: — Estão com Flavinha e Luiza.
Clara concordou com a cabeça e fez sinal pra que Marina se deitasse ao seu lado.
Clara: — Ela nem estava aqui e conseguiu estragar o nosso domingo.
Marina: — Eu sei o quanto isso te deixa triste, mas você não acha que está na hora de termos uma conversa com sua mãe.
Clara: — Já pensei nisso mais será que vale a pena?
Marina: — Só vamos saber se tentarmos.
Clara: — Você tem razão, mas hoje não. Amanhã.
Marina concordou e disse:
Marina: — Você não quer sair? Eu e você?
Clara sorriu e disse:
Clara: — Só nos duas?!
Marina fez que sim com a cabeça e beijou a noiva. Clara e Marina se despediram dos filhos e de Flavinha e Luiza e foram aproveitar o resto do domingo, já que o dia seguinte seria difícil.
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A segunda-feira chegou chuvosa, fazendo com que a preguiça de levantar fosse maior. Seguiram a rotina normal pela manhã, Marina levou Ivan na escola e esperaram Neuza chegar para ficar com Valentina. Flavinha e Gisele cuidariam das coisas no estúdio, não tinha ensaio marcado para aquele dia.
Quando Marina retornou pra casa, elas logo saíram em direção ao Leblon.
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LEBLON
Chegaram na frente do prédio dos Fernandes. Desceram do carro, Marina segurou a mão da morena lhe passando segurança, afinal a conversa não seria nada fácil. Haviam combinado com Helena, que gostou da tentativa das duas em harmonizar aquele clima que Chica criou.
Subiram e foram para o apartamento de Helena e esperaram. Assim que Dona Chica entrou e viu sua caçula ali a sua vontade era de abraçá-la mais se conteve por puro orgulho. Clara já fez completamente o contrário se aproximou da mãe e a envolveu em um abraço que não foi correspondido de imediato, mas logo que viu a filha chorando Chica cedeu e a abraçou e disse:
Dona Chica: — Não chora minha filha.
Clara se separou do abraço e voltou para o lado de Marina e disse:
Clara: — Nos viemos conversar.
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