Just Love Can

12 Capítulo 12 - O Nascimento


Notas iniciais
Boa tarde. Mais um capítulo para vocês. Boa leitura! Anne.

SANTA TEREZA — JULHO

Era madrugada quando Clara começou a sentir as primeiras contrações. Ela chamou por Marina.

Clara: — Amor, acorda.

Marina: — O que foi amor?

Clara: — Chegou a hora.

Marina: — Hora de que amor? Volta a dormir.

Clara: — Nossa pequena, ela vai nascer.

Na hora em que escutou essas palavras Marina deu um pulo da cama e disse:

Marina: — O que eu faço?

Clara: — Calma meu amor.

Marina: — Calma? Você esta me pedindo calma. Você está sentindo dor? A bolsa já estourou?

Clara: — Sim, estou pedindo calma. Só um pouco de dor e a bolsa ainda não estourou. Amor olha pra mim. Se aproximou da fotografa lhe dando um beijo. — Primeira coisa ligar pra Flavinha, alguém precisa ficar com o Ivan. Pegar as minhas coisas e da pequena e colocar no carro e depois vamos pro hospital, eu vou tomar um banho, ok?

Marina apenas concordou com a cabeça estava mais calma, mas sua ansiedade era imensa. Antes de sair do quarto em busca de seu celular disse:

Marina: — Você que que eu avise a sua irmã?

Clara: — Depois agente liga, ok?

Marina: — Está bem.

Marina encontrou seu celular em uma mesa do estúdio ligou para sua assistente, que disse que estaria ali em meia hora. Ela foi até o quarto da pequena pegou as malas e colocou no carro, lembrou também de já colocar a cadeirinha da pequena. Passou pelo quarto do pequeno ele ainda dormia. Quando chegou a seu quarto Clara estava saindo do banho.

Clara: — Você vai tomar banho também?

Marina: — Vou para ver se essa ansiedade passa...

Clara se aproximou de Marina e lhe deu um beijo e disse:

Clara: — Você lembra o que a médica disse?

Marina: — Sim, que só era para ir ao hospital se a bolsa rompesse ou se as contrações estivessem num intervalo de três em três minutos. A fotografa sorriu. — Só você pra me acalmar mesmo em coisinha.

Clara: — Não quero que a mãe da minha filha tenha um treco, antes de conhecer ela.

Marina ficou sem reação num primeiro momento, mas depois disse:
Marina: — O que você disse?

Clara: — Mãe da minha filha, ou melhor dos meus filhos. Agora vai tomar seu banho. E a Flavinha consegui falar com ela?

Marina: — Consegui ela está chegando, não precisa descer ela tem a chave.

Clara concordou com a cabeça e sentou na cama. Teriam algumas horas pela frente de espera.
Flavinha chegou e subiu direto, encontrando Clara no quarto.

Flavinha: — Você está bem? A Marina estava tão nervosa no telefone.

Clara: — Senta aqui Flavinha. Disse apontando a cama pra a assistente sentar. — Mãe de primeira viagem é assim mesmo. Comecei a ter as primeiras contrações, mas ainda temos que esperar antes de ir para hospital.

Flavinha: — Entendi, mas cade ela? E o Ivan?

Clara: — Ela no banho e ele dormindo.

Marina saiu do banho bem mas calma, sentou ao lado da amada na cama e ficaram ali conversando amenidades as vezes Clara fazia uma cara de dor preocupando Marina, mas ela logo tranqüilizava a amada dizendo que aquilo era normal. As três ficaram ali no quarto do casal, até que amanheceu, decidiram ir tomar café.

A morena comeu apenas coisas leves, pois não sabia se seria parto normal ou cesariana. Tudo estava encaminhando para um parto normal, mas essas coisas mudam derrepente. Estavam na cozinha quando Marina disse que ia ao estúdio rapidinho e quando ela voltou Clara sorriu pra ela e disse:

Clara: — A bolsa estourou.

Marina: — Vou pegar outra roupa pra você, fica quietinha aí.

Clara apenas sorriu e concordou com a cabeça. A fotografa desceu com a roupa de Clara ela se trocou e Marina ajudou ela a entrar no carro. Flavinha foi até o carro desejar sorte para Clara e ela disse em seu ouvido:

Clara: — Liga pra médica, diz que estamos a caminho e que as contrações estão em intervalos de quatro minutos e que a bolsa já estourou. A Marina está muito nervosa não vai conseguir falar.

Flavinha: — Pode deixar. Clara a olhou agradecendo ia falar mais alguma coisas mais não precisou a assistente não deixou. — Não se preocupa ele vai ficar bem.

Clara assentiu e Flavinha fechou a porta do carro. Marina entrou ligou o carro e foram para o hospital.

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Quando chegaram ao hospital a médica já as esperava com uma cadeira para Clara sentar.

Médica: — Pronta mamãe?

Clara: — Prontíssima.

Médica: — Alguém precisa fazer a sua internação enquanto levamos você lá pra dentro.
Clara: — A Marina faz, não é amor?

Marina concordou com a cabeça e a médica disse olhando a fotografa:

Médica: — Não precisa fazer essa carinha com medo de não dar tempo, a Clara já tem registro aqui é só confirmar alguns dados e assinar. Jogo rápido elas estão em boas mãos.

Marina: — Eu já encontro vocês, está bem?

Clara sorriu e disse:

Clara: — Estamos te esperando.

Marina sorriu e foi em direção a recepção. Realmente não levou mais do que dez minutos para resolver a internação de Clara e logo ela encontrou a morena no quarto. A médica já havia começado os exames de praxe e logo disse:

Médica: — Bom Clara está tudo certinho, você está com oito centímetros. Creio que em duas horas ou menos você pode começar a fazer força.

A médica saiu deixando as duas sozinhas.

Marina: — Mais duas horas? Você está sentindo alguma coisa?

Clara: — Meu amor, agente esperou por ela nove meses o que são duas horas? Não eles me deram um remédio que alivia as dores.

Marina: — Verdade, eu ainda não sei como você consegue ficar tão calma.

Clara: — Essa é fácil eu tenho a pessoa que eu amo do meu lado.

Marina sorriu e deu um beijo em Clara.

Marina: — Que bom que eu te trago calma né meu amor? Mesmo com essa minha ansiedade.

Clara: — Sim, meu amor.

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Depois de uma hora de que Clara deu entrada no hospital a médica retornou para ver a dilatação e para a alegria de todos ela já estava com dez centímetros. A médico se preparou e disse:

Médica: — Chegou a hora mamãe.

Marina estava com sua câmera na mão para registrar esse lindo momento. A fotografa não saiu de perto de Clara em nenhum momento e depois de fazer força três vezes a morena deu a luz a uma bela menininha. A médica ia dar a pequena no colo de Clara primeiro, mas ela disse:

Clara: — Quero que a Marina seja a primeira a pegar.

A médica entregou a neném a Marina que a princípio ficou meio sem jeito, mas depois de alguns minutos com a pequena no colo parecia que já era mãe a uma vida. Clara se emocionou ao ver sua amada com a pequena no colo.

A médica observava a cena também emocionada e perguntou:

Médica: — Essa princesa já tem nome?

Clara: — Já sim, Valentina.

E Marina completou:

Marina: — Valentina Fernandes

Clara a olhou e perguntou:

Clara: — Você não esta esquecendo nada?

Marina: — Estou?

Clara: — Está meu amor, o nome dela vai ser Valentina Fernandes Meirelles. Ela é sua filha também, nunca se esqueça disso.

Marina: — Você esta falando sério?

Clara: — Muito sério, tio Nando já deu entrada nos papéis. A não ser que você não queira?

Marina: — Eu quero. Marina beijou Clara ainda com a pequena no colo e a fotografa pediu se a enfermeira poderia tirar uma foto. A enfermeira bateu a foto e saiu deixando elas sozinhas. — Todo esse tempo e a senhora agindo pelas minhas costas né?

Clara: — Eu queria fazer uma surpresa. Assim quando sairmos do hospital ela já vai estar registrada no nosso nome. Das duas mães.

Marina: — Eu achei que era um processo demorado.

Clara: — E é estou cuidando disso a um mês. Dela e do Ivan.

Marina: — Do Ivan?

Clara: — Sim, ele também é seu filho ou não?

Marina: — Claro que é. A fotografa começou a chora deixando a morena preocupada.

Clara: — O que foi meu amor?

Marina: — Nada meu amor, eu só estou feliz. Você me deu um belo presente uma família.

Clara: — E essa família ainda vai aumentar.

Marina: — Vai?

Clara: — Vai eu quero ter mais filhos com você. Quero um pedacinho seu crescendo aqui dentro de mim.

Marina: — Amor assim eu não vou agüentar são muitas emoções para o mesmo dia.

Marina entregou Valentina para a Clara e pegou o celular para ligar para Flavinha trazer o pequeno para conhecer a irmã, mas antes de sair do quarto perguntou:

Marina: — É pra ligar pra mais alguém?

Clara: — Sim meu amor, liga pra tia Ju e o tio Nando. Fez uma pausa como se estivesse pensando. — Pra minha irmã também. Antes de Marina sair disse. — Minha mãe não. Marina apenas concordou com a cabeça.

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No corredor Marina andava de um lado por outro falando com sua assistente ao telefone. Flavinha disse que ia arrumar Ivan e chegavam lá em uma hora. Ao desligar o telefone ligou para os tios de Clara que ficaram felizes com a notícia e estavam a caminho. A próxima ligação era mais delicada, pois a sogra poderia estar perto ou até mesmo atender o telefone da casa de Helena. Arriscou e ligou. Ao segundo toque alguém atendeu.

Marina: — Alô, é da casa da Helena?

Virgílio não reconheceu a voz, mas respondeu.

Virgílio: — É sim.

Marina: — Ela está?

Virgílio: — Está sim, vou chamar. Por uns instantes o telefone ficou mudo até que Helena atendeu.

Helena: — Alô, quem é?

Marina: — Oi Helena é a Marina. Estou ligando pra avisar que a sua sobrinha nasceu e que a Clara que que você venha, mas não quer...

Helena: — Minha sobrinha nasceu que alegria. Eu sei, ela não quer a mamãe aí. Eu entendo. Estamos indo daqui a uma hora estamos aí.

Marina desligou o telefone e ficou aliviada que quem atendeu o telefone foi o cunhado de Clara. Retornou ao quarto e encontrou sua amada amamentando a pequena.

Marina: — Posso bater uma foto?

Clara: — Ih Valentina acho melhor agente se acostumar vamos ser modelos pelos próximos anos...

As duas riram e Marina disse:

Marina: — Bom se acostumarem mesmo.

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Flavinha e Ivan chegaram primeiro e foi uma cena emocionante de se ver, como o pequeno era carinhoso com Valentina.

Ivan: — Mamãe ela é linda, mas tão pequena.

Clara: — Ela parece com você quando você nasceu.

Ivan: — Eu nasci pequeno assim?

Clara: — Sim.

Marina observada a cena emocionada junto de Flavinha, logo os tios de Clara chegaram. A visita deles foi rápida, pois Juliana tinha uma consulta com seu médico. A próxima a chegar foi Helena e o marido.

Helena entrou no quarto deu oi para todos e olhou para Valentina e disse:

Helena: — Ela é a sua cara quando você nasceu minha irmã.

Clara concordou com a cabeça. Ficaram ali conversando por um tempo e Marina tirando fotos até que a médica veio e disse que apenas uma pessoa podia ficar com Clara. Todos se despediram e apenas a fotografa ficou com a morena.

Havia sido uma tarde cansativa e Clara acabou pegando no sono. Quando acordou lá pelas nove da noite viu a cena mais linda, Marina com Valentina no colo dizendo.

Marina: — Minha pequena, você é tão linda. Deixa a mamãe te mostra um coisa. Pegou a câmera e continuou. — A mamãe vai te ensinar tudo de fotografia, aqui é o botão de ligar e aqui é onde se ver as fotos...

Marina ia continuar quando ouviu:

Clara: — Meu amor, você não acha que é meio cedo...?

Marina: — A quanto tempo está acordada?

Clara: — Alguns minutos.

Marina deu um beijo carinhoso na amada e disse:

Marina: — Casa comigo?

Clara: Pensei que já fossemos casadas.

Marina riu e disse.

Marina: — Estou falando sério meu amor.

Clara: — É claro que eu aceito.

Se beijaram e disseram juntas:

Clara e Marina: — Eu te amo.

Notas finais
E aí gostaram? E o nome da pequena gostaram? Comentem... P.S.: se passou algum erro me desculpem. Anne.