Notas iniciais
Fim da parte um da história!!!!!!
Inicio de um romance que tem tudo para darerrado.
Será que ele será forte o bastante para ir contra todas as convençoes sociais e principios do Rafa!!!

O dia da partida chegara em fim e não podia mais enfrentar minha ida. Enquanto colocava minhas roupas na mala, repassava em minha mente os dias felizes que me surpreenderam e as pessoas as quais conheci. E foi quando eu realmente percebi que nunca mais os veria, nunca mais O veria, a dor foi mais forte que poderia prever ou suportar e me deixei cair ao chão e chorar.


Os soluços vinham seguidos me roubando o ar e as palavras, apenas um som abafado pode sair da minha boca quando ele correu para mim e me abraçou. Mas palavras não precisavam ser ditas, pois ambos sabíamos por que estava chorando e sabíamos também o que estávamos prestes a perder. As lágrimas rolaram de seu rosto também encontrando-se com as minhas em um bale de sublime de dor e solidão.


Assim ficamos por um tempo que não posso definir. Talvez porque o tempo nestes momentos passe de uma forma diferente, e não cabe a nenhum ser humano calcular o tempo do Amor.


Amor, então era esse o sentimento que nos unia de uma forma que palavras jamais poderiam descrever. Mas como poderia ser esse mesmo o sentimento que me infligia tamanha dor e incerteza e como poderia ser ELE o objeto de meu amor.

Uma grande confusão tomou conta de mim naquele momento. Será que era certo? Será que era puro? Mas ali, envolto em seus braços quentes e firmes não sentia medo e nada daquilo importava. Antes que qualquer uma de minhas indagações pudessem ser respondidas, por apenas um segundo, nossos lábios se uniram em um beijo casto e veloz, que, em minha mente, iniciou uma tempestade na qual Ulices teria medo de navegar.

Uma onda diferente se sentimentos percorreu então meu corpo, diferente de qualquer coisa que já tivesse experimentado. Uma excitação galopante que me tomava e me induzia a querer ainda mais daquilo que ainda não conhecia.

Empurrei seus ombros contra o chão apoiando meu peito no dele e tocando seus lábios com os meus sem saber muito bem o que acontecia. Suas mãos vasculhavam meu corpo enquanto nossas línguas dançavam juntas em estase. O gosto salgado de nossas lágrimas se juntavam com o gosto dele em minha boca. Ele me guiava habilmente, embora não tivesse tido qualquer experiência sequer remotamente parecida fora de minha própria mente, meus instintos guiados pelo desejo me impeliam a continuar.

Uma sensação estranha percorria cada ponto de meu corpo como um banho quente e a realidade se tornava opcional em um suspiro, sem importância e tudo que me importava era seu toque, seu perfume, seu beijo.

Ele girou sobre mim entrelaçando nossas pernas e colando nossos ventres. Eu podia sentir as batidas rápidas de seu coração e o suor frio que brotava de sua pele macia. Sentia também o tamanho de sua vontade crescer assim como ele podia sentir a minha.

Pressionava sua pélvis contra a minha com força enquanto agora, eu vasculhava cada centímetro de seu corpo como se fosse meu. E a cada novo toque, cada novo beijo aquilo me parecia mais certo.

Entreti-me a brincar com sua língua que a todo momento teimava em fugir de mim. Minhas mãos acariciavam seu peito liso por baixo da incomoda camisa e cada vez que eu subia e descia com minha mão podia sentir o arrepio frio que percorria todo seu corpo. Ele passava suas mão pelos meu cabelos mantendo minha cabeça firme por medo de que a qualquer momento pudesse escapar de seus carinhos, como se eu fosse fugir da melhor sensação que já senti em minha vida.

Segurava agora minhas mãos sobre minha cabeça beijando meu pescoço e mordiscando minha orelha e os arrepios friso agora era eu quem sentia percorrer meu corpo. Prendi suas pernas cruzando as minhas sobre as dele e sentindo sua vontade pulsante e túrgida contra a minha. Como era estranho sentir o desejo de outro garoto que não fosse eu mesmo, ainda mais quando esse desejo era por mim. E como era estranho pensar também que eu pudesse retribuir tal sentimento e ainda gostar disso como de nada mais em minha vida. Sem medo ou culpa senti vontade de me entregar a ele ali e agora para que pudéssemos nos tornar um só no ato Maximo de amor. Mas ainda não seria ali e não seria naquele momento que fundiríamos nossas carnes e nos completaríamos como os lados de uma laranja.

Ao que me pareceram segundos depois o som de passos se propagou pelo ar até nossos ouvidos, nos indicando que nossa pequena aventura havia de chegar ao fim.

Meio que por impulso empurrei seu peito a fim de nos separar e em um pulo fiquei de pé limpando meus lábios e minhas lágrimas com as mãos enquanto ele continuava deitado no chão a me olhar estupefato com aqueles mesmos olhos penetrantes e negros que me rasgavam, me cortavam e dilaceravam minha alma e meu coração.

Fui ao corredor ver que era:

- Melhor descer logo com suas malas querido, ou vão chegar muito tarde a casa – disse Sue ao pé da escada.

Fiz que sim com a cabeça sem pronunciar nenhum som e ela se virou e começou a descer.

Voltei ao quarto fechando a porta logo atrás de mim e escorreguei de costas para ela até o chão.

Olhei para ele, mas ele não mais me fitava e nem se que podia ver seus olhos escondidos por sob seus lisos cabelos negros. Mas ainda assim entendia seu sofrimento assim como ele também entendia o meu:

- Desculpe... eu não... eu não devia – ele tentou dizer balançando a cabeça mas as lágrimas o engasgaram sem que pudesse terminar e apenas o movimento continuou.

Eu não ousava falar nada, pois o choro roubara cada uma de minhas palavras.

Alguns minutos depois nossas lágrimas cessaram, mas continuamos em silêncio contemplando nossas próprias mãos e nossos próprios sentimentos.

Foi quando ele fez menção de se levantar que eu segurei sua mão e puxei-o para mim. Ele me abraçou em silêncio e finalmente fiz a pergunta que não se calava dentro de mim:

- Por quê?

Ele apenas me apertou ainda mais forte pressionando minha cabeça contra seu colo e acariciando meu cabelo. Não era algo que precisasse ser entendido, apenas existia.

- O que agente faz agora? – essa sim parecendo uma questão mais apropriada, mas ainda assim ele não me respondia. Ele se levantou e puxou minha mão me levantando e me tomando em deu braços onde me sentia seguro. Beijou minha testa e meus lábios mais uma vez dizendo:

- Também não sei. – ele respondeu com a mesma voz com que antes fizera minhas indagações. Acho que foi só então que ele percebeu que estava tão confuso quanto eu em relação a tudo o que havia acontecido, mesmo que tentasse se convencer que não, a final, como eu viria a descobrir mais tarde, eu não era o primeiro garoto com quem ele ficava. Esse sentimento o pegara de surpresa talvez não pelo tipo, mas pela intensidade.

Não podíamos mais ficar remoendo nossas próprias lamentações por muito tempo e minha ida se aproximava cada vez mais:

- Me ajuda com as malas? — perguntei e ele fez que sim com a cabeça.

Descemos para encontrar toda a família reunida na sala conversando e quando nos viram descer Cris e Deb logo se levantaram, afinal eu os atrasara e eles quiseram por as malas no carro imediatamente para que pudéssemos sair.

Chegara em fim o memento que por dias evitara pensar. Uma onda fria percorreu meu corpo como em um pressagio de morte. E ao ver o carro pronto e todos dizendo adeus senti uma dor enorme que com muito esforço tive de suprimir assim como as lágrimas que teimavam eu escorrer pelo meu rosto antes que qualquer um pudesse ver os sinais de minha fraqueza. E as roupas preta que ele usava com tanto gosto me fizeram sentido, iniciava agora meu luto e ensejei que eu mesmo estivesse vestindo roupas tão pretas quanto meu coração se fazia sentir.

Procurava não olhar seus olhos, mas meus impulsos não me deixavam e cada vez que nossos olhos se cruzavam em pecado uma adaga se fincava em minha carne fresca. Via que também ele sofria, talvez tanto quanto eu, talvez mais que eu...

Despedi-me de todos deixando meu anjo para o final com medo que me faltasse coragem para dizer adeus e agarrasse ao seu pescoço em desespero, mas não o fiz e me orgulhei de como controlei meus sentimentos:

- Acho que é isso então – disse-me ele levantando minha cabeça para que eu olhasse diretamente seus olhos.

- Eu não quero ir.

- Eu sei. Também não quero que você vá, mas não temos escolha, temo? – assenti com a cabeça.

- Não esquece de mim?

- Só se você puder me prometer uma coisa: que não vai olhar pra mais ninguém que quando se sentir sozinho no banheiro é em mim que você vai pensar.

- KAIO, Porque você gosta de me deixar vermelho?! Não se fala coisas assim!

- É que é engraçado ver você envergonhado. Você é muito inocente!

- Você que é um pervertido – e ele me fez rir mesmo quando meu mundo recém descoberto desmoronava ao meu redor.

-Isso mesmo, é assim que eu quero me lembrar de você: rindo.

- Só você pra me fazer rir em uma hora dessas.

- acho que é melhor você ir, eles estão te chamando – disse ele apontando para o carro que buzinava para mim.

- Melhor sim – ele segurou minha cabeça e me deu um beijo no rosto.

E foi assim que nos despedimos para um longo tempo de ausência e enquanto nos distanciávamos de Montreal a paisagem me parecia menos interessante e a saudade se tornava mais pungente dentro de mim. A neve branca foi ficando para traz dando lugar ao marrom das folhas de grama queimadas pelo frio conforme nos aproximávamos do grande lago. Uma grande massa de ar quente estava se aproximando elevando as temperaturas. Culpa do aquecimento global era o que dizia no jornal que passava na pequena tela na parte da frente do carro. Mas para mim, nada daquilo parecia relevante e em estado de quase total apatia passei o resto da viagem a deslumbrar a paisagem e a lembrar de minha pequena aventura.

Apenas os anjos sabiam quanta dor ainda havia de suportar meu coração na ausência de meu amor, e apenas Deus sabia as peças que o destino ainda havia de me pregar antes que finalmente pudéssemos nos amar livremente.

“Maldita é a pele que nos impede de nos tornarmos um”.

Michiyuki:

“Mesmo que fiquemos abraçado até que comece a doer

não seremos capazes de nos tornarmos um só.

E mesmo que não seja mais profundo que um simples carinho

tocarmos um ao outro é doloroso.

Por favor entrelace nós dois.

Não sonharemos mais

tendo perdido nosso rumo, seguraremos nossas mãos na incerteza

e caminharemos em direção ao árduo amanhecer.

E as verdadeiras palavras estão certamente algum lugar desse mundo

escondidas nas noites silenciosas

certamente até agora.

Encontrarmos um ao outro

é pedirmos para encontrar a solidão

que não conheceremos até trocarmos um beijo

e mesmo assim estarei tremendo de alegria

por ter encontrado você.


Por favor apóie meu coração.


Não sonharemos mais

e não poderemos correr para algum lugar quente.

Mas iremos certamente superar

em direção ao árduo amanhecer.

Na quietude abandonada

nós certamente encontraremos as verdadeiras palavras

na permissão de amavelmente machucarmos um ao outro

algum dia com certeza.

Mesmo que fiquemos abraçados até que comece a doer

jamais seremos capazes de nos tornarmos um só.

Frias estrelas do amanhecer

por favor ilumine este caminho que é só nosso”.

“Endless and never enought”.
Notas finais

Mais nos próximos capítulos!!!!!
Valew mesmo pelas reviews!!!!
Mas continuem mandando!!!!
quero fazer dessa história um best seller!!!

O nome dessa música é 'Michiyuki' é a música final de Loveless o melhor anime já existente!!!!!!!

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!