Just In Love
3 Só mais um dia...
Notas iniciais
O nome do capitulo é esse pois, é mais um dia da vida do Kai. na verdade o primeiro que eu tento descrever. Tomare que gostem.
Nunca fui muito com o meu trabalho eu o amo,mas ele parece tão parado, e ao mesmo tempo tão agitado,Yuu me deu uma carona e o Reita me entregou um saquinho de lanche pra mais tarde,eles sempre me trataram como uma criança mimada e eu sempre gostei disso.
Eles são daqueles amigos que sem eles você não saberia como vive, ama-los seria pouco eu devia uma porcentagem da minha vida pra eles.
Entrei na minha livraria/ biblioteca/ seja lá que porra for essa que eu tenho como trabalho, antes eu era professor, sabia que os adolescentes não tinha muito acesso aos livros, que realmente necessitavam, na biblioteca central. E com a ajuda da escola criei essa biblioteca, logo após de ter aberto a livraria foi tudo rápido demais, um dia eu tava abrindo uma livraria e outro eu tava com uma biblioteca no segundo andar, e depois tinha um ciber dividindo espaço com a biblioteca. Atualmente minha biblioteca é privada para os alunos, só entra com o cartão que recebem assim que fazem a incrição na escola ou na universidade.
Sorri ao ver os trabalhadores que mesmo cendo poucos se empenhavam ao máximo para ajudar-me, como tenho três departamentos em um só, alguns professores se candidataram para monitoria, então sempre tem algum professor na biblioteca com os alunos, isso nunca causou problema no meu trabalho só facilitou tanto pra mim como pros alunos que poderiam tirar duvidas importantes. E graças a isso tem como eu dividir minha atenção na minha micro empresa, são seis dias que fico aberto, segunda e quinta fico na livraria, terça e sexta passo na bilioteca, quarta e sabado vou para o ciber, hoje como uma maravilhosa quinta, fico na livraria.
Estava observando as três pesoas que eram atendidas, quando reparo em uma pequena criatura perdida na leitura olho para o Guilherme, sei que ele gosta do garoto e que sua coragem para se aproximar do garoto já se foi, o carinha muito menor que ele nunca reparou em suas investidas mais do que descaradas pra cima de si. Ele ria bobamenta vendo o rapaz lendo um livro que eu gostava Beijo Roubado, uma escritora muito famosa, que não me lembro o nome agora.
- Se gosta tanto dele vai lá, sae qual o livro que ele tá lendo, puxa assunto.
- Sei qual livro ele gosta e sei também de que mesmo se eu chegasse perto dele com uma placa de neon ele não iria notar que o amo.
- Não estou mandando canta-lo, estou mandando atender a quem você gosta, e de maneira que tenham um assunto em comum, quem sabe ele não percebeu por que você apenas se jogou, ele deve pensar que é só mais um pra sua lista de conquista.
Ele me olhou com a boca entreaberta. E sorriu. Saindo feliz pelo misero conselho que poderia dar muito errado ao meu ver. Ele se aproximou do garoto que me acenou. Eu só esqueci de dizer uma pequena coisa, o pequeno era apaixonado por ele. Ri de lado, eu nem consigo resolver meus problemas amorosos, mas resolvo dar uma de cupido. Sou uma confusão.
- Ajuda?
- Nescesito de um livro de gramática, recomendado pelo professor de letras. Mas não lembro, qual é o livro.
Guilherme o guiou até uma das estantes de gramatica, pegou um livro, entregou ao menor, tocando as pontas dos dedos ao entregar o livro branco com detalhes vermelho. O pequeno ficou vermelho agradeçeu, e ia se retirando para o balcão quando guilherme tocou em seu ombro.
- Aquele livro que estava lendo, ele é muito bom.
- Conhece, Beijo roubado?
- Sim, a trama é bastante interessante.
- Os obstaculos que eles enfretam.
- A distância. — Guilherme sem perceber se aproximou do pequeno. — Que é imposta.O amor que surge apartir de um beijo roubado e inocente.
O pequeno colocou-se na pontas dos pés e selou os lábios do maior. Esquecendo por miseros segundos o que ele enfrentava em sua vida pessoal. Deixando se levar por algo que a tanto tempo desejava, um amor que tinha tudo pra dar errado, que era alimentado por ele há mais tempo do que lembrava. Levado por uma felicidade desejada por muitos, que ele pode experimentar por segundos antes do maldito ex dele entrar na livraria ver a cena e puxa-lo com brusquidão. O derrubando no chão, dando em seguida um soco direto no rosto de Guilherme.
Uma briga se formou naquela seção, Kai viu o movimento logo chegando por trás do vandulo e o agarrando pelo pescoço. "Se fizer algum movimento eu te inforco, e nem me preocupo em ir para a cadeia."
-Você não sabe o que é uma cadeia seu vendedor de merda! O rapaz exclamou cuspindo no chão da loja.
- Se engana, já fui preso mais de uma vez, e pode crer, não tenho nada a perder. — Ele apertou mais forte o pescoço do rapaz fazendo este engolir em seco, e clamar por ar. — Guii, liga pra policia,e chama o Reita aqui. Não quero esse encrequeiro aqui, e tenho que arrumar a confusão e má impreção que ele deixou em meu estabelicimento. — A minha voz saira fria, como se eu realmente fosse tão mal assim, era dificil me verem sem expreção. Mas as coisas tinha ficado séria, e isso significava que eu faria qualquer coisa para proteger o que era meu. Ou o que era importante pra mim, e esse trabalho de certo modo era importante. Reita chegou tentou me fazer soltar o rapaz, mas quando viu que eu não faria isso, só resolveu arrumar os livros que o cara destruiu na sua briga inutil pelo pequeno Mizuki.
Mizuki foi um dos meus primeiros clientes, ele não sabia muito sobre minha vida, mas se abria tão facilmente pra mim, que as vezes me pegava pensando se um dia eu tivesse um filho, eu queria um que fosse igual a ele. Ele que tornou o estabelicimento precioso . Tá eu sempre achei o meu trabalho o meu maior erro, mas o pequeno me fez rir dos dias que eu passava olhando pro nada e atendendo pessoas que se fingia de cultas, outras que só precisavam de ler o livro por pura obrigação, me encinou a diferenciar aquelas que gostavam de ler das que tentavam me embromar. Eu daria um emprego se ele quisece,mas sempre me dizia, "Não posso diferenciar meu melhor amigo do meu chefe!!!" dava um sorriso brilhante e saia pra ler um dos livros que eu deixava de amostra.
E agora esse babaca além de vir o perseguindo a dois meses cria confusão na minha empresa, hunf.
- Kai-chan, por favor solta ele, deixa o Reita segura-lo. O cherife não vai gostar da situação sabe disso. -Mizuki tentava me acalmar, antigamente no meu momento de desespero, eu arrangei briga com muitos motoqueiros e bad-boys, a espera de morrer, mas no final a briga era separada e eu ia preso por começar mais uma discução.
Soltei o rapaz para o Reita imobiliza-lo. "Kai vai beber água, e limpar a barra com os seus clientes."
- Minna-san, gomenasai. A bagunça foi passageira, e já esta sendo resolvida. — Ditei, indo em direção ao frilto. Após realizar o pequeno desejo de Reita, o policial chegou, fazendo um pequeno questionamento para Guii e levando o rapaz para a cadeia.
Limpamos a bagunça e quando me despedi do Reita ele me abraçou apertado. "Fica fora de confusão,Uke, pensei tantas coisas quando me disseram que tava brigando novamente." Ri dele lhe dando um selinho, o empurrando até a loja dele.
- Obrigado, amigo! -Voltando para dentro lembrei que Mizuki e Guilherme não estavam muitos felizes afinal foi o momento deles que o idiota estragou. Olhei para meu pequeno amigo o vendo com um pequeno pano na cabeça. — O que foi Miizu-chan?
- Quando cai bati a cabeça, é só um galo, mas o meu irmão vai ficar preocupado então o Guii pegou um pouco de gelo e um pano para abaixar o tamanho do galo. — Ele riu me fazendo rir junto.
O resto do dia passou mais tranquilo, sem brigas, sem beijos, e sem ameaças. Quando finalmente aparecia alguma coisa boa no meu trabalho ele fazia eu perder creditos com os meus clientes, mas se esse pequeno cenário me fez perder algum cliente, só significa que este cliente não era pra ser meu,era só mais um coadjuvante.
Cheguei em casa com uma enxaqueca, brigas me lembrava o passado, memórias que eu tentava bloquear, porém o que mais me surpreendi foi o cheiro incrivel que eu senti após alguns segundos dentro de casa, me direcionei à cozinha só para me deparar com o corpo do Ishihara em uma calça folgada e um avental, ele estava a cantar uma música aleatória um sorriso desenhado no rosto. Ele estava preparando uma salada, o cheiro que eu sentia era da lasanha que ele tinha colocado no centro da mesa, em uma vazinha de vidro.
- Tadaima. — Falei o assustando, deixando a faca deslizar um pouco cortando o dedo indicador que segurava a verdura, ele me olhou sorrindo e colocando o dedo embaixo de um jato d'água. — Vou pegar a caixa de primeiros socorros, fazer um curativo.
- Okaeri Uke- san. — Voltei com a caixa, primeiro apliquei um antibacteriano, colocando depois um band-aid. -Arigatou.
É acho que conviver com ele pode ser fácil, mas será que as lembranças que ele pode reacender vai facilitar as coisas? Já não basta as minhas lembranças que vem no meu dia a dia, ele tem que fazer algo parecido com ela, mesmo não sendo filho de sangue, alguns costumes são os mesmos. Sabrina sempre me recebia com um sorriso, mesmo estando cansada, machucada, doente ou até mesmo cochilando, ela ouvia o meu "Tadaima!" e me recebia com um "Okaeri!" sorridente. No final era só mais um dia.
Por que tenho que amar tanto alguém que no final me trocou, me machucando tanto.
Continua...
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