Just Friends
53 Pov Matt
Notas iniciais
Okay, no momento em que Rebeca me puxou para provocar Larissa e eu pude vê-la melhor, bom, ela estava linda, mesmo grávida de não sei quantos meses ela ainda era linda, o barrigão só a deixava mais incrível, e então veio o arrependimento, se eu tivesse ficado com ela, eu poderia ter acompanhado a gravidez, nós montaríamos o quarto do bebê, escolheríamos roupinhas, mas eu decidi deixa-los, me arrependo tanto, e tudo o que posso fazer agora é protegê-la da forma que der. A luta começa e Larissa e Rebeca saíram correndo, fui atrás, lutava com quem entrasse em meu caminho, fazendo de tudo para não as perder de vista. Quando finalmente elas param de correr, começam a lutar e Luan avançou em minha direção e começou a me atacar, apenas me defendia e não atacava de volta, sempre prestando atenção na luta das meninas, parecia tudo bem ate que Rebeca crava a adaga no braço de Larissa e ela solta um pequeno grito, desvio minha atenção para a luta delas e Luan me acertou, a luta das meninas começara a ficar seria, Larissa estava cedendo, Luan continuava tentando me acertar, me estressei e o derrubei, o prendendo no chão.
– Se você não se importar, eu to tentando prestar atenção na minha mulher e na minha filha que estão quase sendo mortas pela Rebeca, e eu não passei esse tempo todo ao lado daquela vaca para perde-las agora – ele arregalou os olhos e eu o soltei, quando voltei meu olhar para as meninas Larissa estava no chão, Rebeca andava ate ela, se ajoelhou ao seu lado e pegou a adaga presa ao cinto de Larissa, eu não conseguia me mover, eu estava estático, eu queria correr e salvá-la, salvar minha filha, mas é exatamente como naqueles pesadelos onde você não pode se mexer e nem gritar, Rebeca passou a lamina na barriga de Larissa e uma lagrima escorreu pelo rosto da mesma, nossos olhares se encontraram e ela apenas moveu os lábios “Salve-a”. O que aconteceu em seguida eu não esperava, um pequeno vulto passou correndo e acertou Rebeca na cabeça, esse vulto eu reconheci como sendo Gui, meu coração acelerou, ele golpeou Rebeca pelas costas e ela caiu de joelhos.
– Não toque na Princesa, Bruxa Má! – tive que sorrir com a frase, Rebeca respirou fundo e apertou a faca, corri em direção ao Gui e o levei ate Bianca.
– Leve ele, agora! – o deixei com a filha de Afrodite e corri para Rebeca, me mantendo entre ela e Larissa. Minha única meta era salvar minha filha, Rebeca avançou com a adaga, me defendi com minha espada, novamente eu não atacava, apenas me defendia e a impedia de chegar a Larissa, pelo canto do olho vejo Bianca aparecer e começar a correr até nós ao mesmo tempo em que Nico aparece e atravessa a barriga de Rebeca com sua espada de ferro Estigio, ela arregala os olhos e cai de joelhos, consigo ouvi-la dizer meu nome antes de correr em direção a Larissa, Nico me impede.
– X -
Mandamos Gui ir com as outras crianças. Sento na poltrona que se encontra no corredor ao lado da porta do quarto, onde Larissa está e apoio minha cabeça em minhas mãos, Bianca continuou parada lá, me encarando.
– Sabe que temos de parar essa guerra, certo? – assinto e me levanto – só não sei como ainda – disse, encarando um ponto fixo, comecei a pensar também, seria fácil parar os semideuses, mas não os monstros. Então tive uma ideia.
– Eu posso dar um jeito, posso chamar todo o exercito que Rebeca convocou, separarei os semideuses dos monstros e os colocarei do nosso lado, você pode aproveitar o tempo para contar para o pessoal do acampamento que a guerra será somente contra os monstros – Bianca assentiu e logo aparatamos naquela nevoa rosa de volta a batalha, Bianca foi para um lado e eu para o outro lancei um raio ao céu convocando todo o exercito e logo todos estavam reunidos em um esconderijo na entrada de Manhattan. Fiquei feliz ao notar a grande baixa no numero de monstros e um pouco chateado ao ver que o numero de semideuses também havia diminuído.
– A guerra vai muito bem, apesar de nossas baixas e a terrível perda de Reb... – antes que pudesse terminar seu nome, uma multidão de monstros se afastou, dando passagem a própria. Meus músculos ficaram tenso, ela deveria estar morta, não é possível. A olhei por inteiro, havia uma enorme mancha de sangue em sua blusa, ela pressionava sua barriga procurando estancar o sangramento, era mantida em pé por uma dracaenae – por Zeus, você está bem? – ela me olhou feio, tentava falar, mas sua boca estava cheia de sangue, ela cuspia frequentemente e conseguiu falar em um tom audível apenas uma palavra.
– Traidor – logo em seguida a mão que pressionava a barriga caiu ao lado de seu corpo e seus olhos revirara, um filho de Apolo correu ate ela e constatou que ela não estava morta por enquanto, mas que estava por um fio. Felizmente não deu tempo dela falar que eu era o suposto traidor, porem o que ela disse foi suficiente, todos olhavam e discutiam entre si, assoviei alto e todos me encararam.
– Precisamos nos manter em ordem, continuar a batalha, vamos fazer assim, os seres do submundo podem manter sua organização a mesma, mas eu gostaria de falar com os semideuses para nos organizarmos melhor depois das altas baixas – os monstros começaram a se retirar e logo só estávamos eu e os outros semideuses, alem do corpo de Rebeca – bom, pedi que eles se retirassem, pois temos algumas mudanças de planos, sofremos muitas perdas e continuaremos da mesma forma, pude presenciar a morte de muitos de nossos semideuses pelas mãos dos monstros que dizem estarem ao nosso lado, descobri que Rebeca havia prometido a eles que se a ajudassem a destruir todo o nosso mundo, todos os semideuses, ela começaria uma nova geração onde respeitássemos os monstros e os tratássemos como iguais, eu demorei a perceber que o mundo que Rebeca estava tentando construir não seria o melhor para nós, e agora, com a minha cabeça limpa de tais pensamentos, acredito que devemos nos unir a nossa verdadeira família e lutar para colocar os monstros novamente em seu lugar – os semideuses começaram a discutir entre si e aos poucos foram concordando comigo.
– Mas e como vamos fazer para que eles saibam que não estamos mais contra eles? – perguntou uma menina de Hermes. Vários outros concordaram.
– Tenho meus contatos – disse sorrindo de canto e pude ouvir vários suspiros vindos de algumas meninas e assustadoramente alguns meninos.
– Até já sei, vai procurar Larissa não estou correto? Mas duvido que ela vá acreditar em você, duvido ate que consiga chegar perto dela sem ser morto – disse um filho de Hefesto.
– Infelizmente não podemos mais contar com a ajuda de Larissa – muitas bocas se escancararam.
– Larissa está morta? Como isso é possível? Ela é a semideusa mais forte entre todos nós! Ela não era imortal? O bebê também está morto? – as várias perguntas que se seguiram me deixaram tonto.
– Ela não está morta, mas Rebeca a deixou em estado instável e sim ela e o bebê correm risco, mas não podemos focar nisso, vamos focar na luta, devemos aproveitar ao máximo enquanto os monstros ainda acham que estamos do mesmo lado para matarmos o máximo possível – todos assentiram e se retiraram, assim que todos saíram convoquei Rajada e pedi para que ele fosse até Bianca e a entregasse o recado de que estávamos todos do mesmo lado. Me coloquei a frente de meu suposto exercito e esperei um pouco para que se preparassem, lancei outro raio ao céu e todos voltaram a batalha, os semideuses matando diversos monstros pelas costas, ate que uma harpia passou voando e gritando “Traição! Eles vão nos matar! Traidores!” e com um timing perfeito os semideuses do acampamento chegam para lutar junto com alguns deuses.
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