Just Friends
40 Pov Matt
Notas iniciais
Seguimos o voo, seguimos em direção ao oeste, estava sentado ao pescoço de rajada, lari atras de mim ainda adormecida, em seguida Dani, Vitor, Jon e Anna.
"Matheus, temos que descer, prevejo uma forte tempestade daqui em diante." Rajada se comunicou em minha mente.
"Certo. Pouse ali em cima daquele prédio." apontei e descemos.
–Por que estamos descendo ? Já chegamos ? — perguntou Anna.
–Não, uma forte tempestade esta por vim. Vamos nos esconder aqui pelo momento. Tem uma entrada ali. — apontei — deve dar nas escadarias.
–Certo... vamos. — Vitor foi até a porta, onde havia um enorme cadeado. — Temos um problema...
–Sério ? Cara... nós estamos em uma semi guerra, e você se preocupando com cadeados ? — disse Dani irritada. — Sai da frente seu inutil. — ela lançou uma de suas luzes, que secou completamente o cadeado e o derreteu.
Entramos bem a tempo, pois a chuva estava a começar.
"Rajada, vem" ela diminuiu de tamanho novamente e entrou no comodo.
Era pequeno o espaço, porém cabia perfeitamente todos. Logo a nossa esquerda se via uma escadaria.
–Anna... manipule a névoa para que ninguem nos veja aqui. — Pediu Dani se encostando á parede e pegando um saco de Doritos.
–Certo... — Anna se levantou esticou as duas mãos e abaixou. — pronto. — se virou e sentou no canto do comodo com Jon.
Me encostei também, deitei Lari em meu colo, e acariciei seus cabelos. Vitor foi se sentar ao lado de Dani, o que não a deixou muito alegre. Rajada estava repousada no corrimão, uma leve onda de sono bateu em mim e apaguei.
Uma batida na porta me acordou, levantei assustado e todos estavam a dormir, menos uma pessoa... Cade a Larissa ? Corri para fora e ela estava ali, uma chuva muito, mas muito forte estava caindo, raios e nuvens pretas se formavam em todos os cantos.
–LARISSA. VENHA PARA DENTRO. — corri até metade do caminho, só aquele pouco que fiquei ali, já me encharquei por inteiro.
–SEU IDIOTA. OLHA O QUE FEZ. POR SUA CULPA, ZEUS E HADES ESTÃO BRIGANDO. VOCÊ ME SEQUESTROU. — ela veio pra cima de mim me dando tapas. Porém segurei suas mãos. — ME SOLTA, EU VOU EMBORA DAQUI. EU ODEIO VOCÊS. VOCÊS SÓ FAZEM MERDA.
–Larissa... se acalme, mais raiva não vai adiantar. Estamos muito longe para voltar agora. Precisamos de você. — disse o mais calmo possivel.
–EU TE ODEIO COMPLETA... — antes que ela terminasse eu a beijei, ficamos nos beijando ali um bom tempo, embora a chuva aumentava cada vez mais, e o frio ali aumentava junto, ela me aqueceu completamente, eu não iria parar de beija-la, e ela tambem não queria parar. Ficamos por mais uns 2 minutos nos beijando até que nos afastamos e ela abaixou a cabeça. — Seu idiota. — um sorriso se formou em seu rosto e ela me abraçou.
–Você simplesmente não consegue me odiar. — sorri e ela me deu um tapa fraco no ombro.
–Não me obrigue a tentar. — ela riu.
–Vem... vamos para dentro, antes que uma pneumonia nos domine — ri e entramos abraçados, peguei um de meus casacos e joguei pra ela, deitamos ali no chão e nos abraçamos.
–Vamos esperar eles acordarem... e vamos... — disse ela se acomodando em meu peito.
–Sim.. estamos em busca de Josh, precisamos encontrar a caixa de Pandora. -Acariciei o rosto dela e a beijei de novo.
Quando paramos de nos beijar ela se deitou em meu peito e fechou os olhos, fiz o mesmo.
"Matheus, a chuva passou... precisamos ir" disse Rajada em minha mente, me acordando.
"ah... valeu Rajada".
Me levantei devagar e acordei o pessoal.
–Vamos... a tempestade passou... — Todos bocejaram e levantaram, arrumamos as coisas, Rajada alterou seu tamanho e fomos em viagem de novo.
Lari me abraçou pelas costas e apoiou a cabeça em mim.
–Que foi ? — perguntei.
–Nada.. estou só cansada. — ela mordeu meu ombro.
–aaaaai. — ela riu e me soltou.
Eles estavam conversando entre si, mas preferi prestar atenção no caminho.
"Rajada... estamos perto ?" perguntei.
"Eu não consigo vê-lo Matheus, mas eu consigo ver algo que é dele."
"Certo... nos leve até isso."
"Estamos bem a cima do que é".
Rajada desceu, paramos em frente á entrada de uma velha mina abandonada.
–É aqui gente... chegamos. — Desci e ajudei os outros a descerem.
Rajada voltou á seu tamanho original e pousou em meu ombro.
–Fiquem preparados, não sabemos o que pode ter ai dentro. — Disse Jon pegando uma espada feita de cristal parecido com gelo.
–Certo... — todos se armaram e entramos, a caverna era escura demais.
Dani abriu sua mão e uma luz se formou nela.
–Melhor você ir na frente então... — disse Lari.
–Certo.. — ela seguiu na frente e a seguimos.
Andamos por bastante tempo, até que paramos.
–Agora vem o desafio... qual dessas passagens seguir ? — disse Dani.
Havia 6 passagens, eramos 6. O unico jeito era cada um seguir um caminho, afinal ali todos sabiam lutar e enfrentar algo perigoso...
–Gente.. vamos nos separar. Cada um pega um caminho. Se algo der errado... saiam daqui como conseguirem. Lari e Vitor podem viajar nas sombras, Anna pode usar suas asas de cupido e sair daqui rapidamente, Dani pode abrir passagem com a luz, eu tenho a Rajada, mas Jon...
–Eu sei me virar, o gelo me ajuda. — ele disse e abraçou Anna em sinal de despedida.
–Certo... então vamos. — Lari veio até mim e me beijou. — tome cuidado... — ela disse e sorriu fraco.
–Gente... usem isso para iluminar o caminho de vocês. — Dani abriu a mão e 5 luzes foram pra cima da cabeça de cada um.
–Incrivel Dani. — disse Vitor sorrindo.
–Ta ta... vamos logo. — peguei o primeiro caminho, minha sorte era ter Rajada ali. Porém os outros me preocupavam...
Seguimos em frente e todo o caminho parecia ter se perdido.
"Matheus tem algo em nossa frente, e isso não é bom."
Uma enorme figura estava ali, segurando um enorme bastão.
"Rajada... vá... isso é perigoso".
"Não... eu ficarei com você"
"Não.. vá, eu ordeno".
"ok... eu voltarei". ela saiu voando.
A criatura veio em minha direção e me deu um golpe que me lançou longe.
Uma enorme dor percorreu meu corpo após eu bater na parede.
–QUEM É VOCÊ ? -gritei.
–Eu sou um dos sete guardiões. — sua voz era horrivel, causava uma enorme dor, e havia odio, ira em sua voz. — Poucos me encontram, mas os que encontram não vivem para contar.
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