Just Friends
12 Pov Anna
Filha, se precisar de camisinha, tem em baixo dos travesseiros – disse a voz de minha mãe em minha cabeça. Não poderia responder se não ele acharia que sou crazy.
O filme estava tendo uma parte erótica, percebi que ele mordia o lábio, como eu estava deitada em seu colo, percebi sua ereção.
– Ficou animado, heim? – sorri e dei atenção ao filme.
– Com uma menina linda como você, deitada comigo, é fácil – ele sorriu e deu um chupão em meu pescoço.
– Jon, estamos indo rápido de mais... Por favor, mais calma – me sentei ao lado dele e apoiei a cabeça em seu ombro. Ele acariciou minha mão.
– Tudo bem Anna, quando estiver pronta – sorri e o beijei em agradecimento.
– Olá pombinhos, já esta muito tarde, não posso permitir outros campistas aqui nesse horário – disse Mark se levantando da cama meio babado.
– Ah maninho, por favor – o olhei meio sorrindo e meio pedinte.
– O.K., mas qualquer coisa, eu estou dormindo e não vi vocês ai – ele disse e se deitou a dormir.
No filme, a mulher estava pagando um boquete pro cara, Jon estava realmente excitado, agi por impulso, abri a calça dele e ele ficou parado me olhando.
– Posso? – sorri maliciosamente e ele acenou rapidamente colocando os braços atrás da nuca.
Tirei sua cueca devagar, e comecei a masturbar seu membro, ele soltou um gemido, fui aumentando a velocidade e ele gemia mais alto.
– Shh, vai acordar o Mark – sorri e passei a língua na cabeça de seu membro, ele gemeu baixo e pediu para continuar, abocanhei o membro dele, ia cada vez mais fundo fazendo movimentos rápidos, ele colocou a mão na minha cabeça ajudando a ir mais rápido, ele ejaculou em minha boca, o gosto era meio salgado, e era geladinho, engoli seu orgasmo e mordi o lábio.
– Acho que o banheiro esta livre – ele sussurrou no meu ouvido e mordeu o lábio.
– Va...vamos – me levantei e fui para o banheiro com ele, trancamos a porta, liguei a banheira e ele entrou primeiro, se deitou e eu fui no colo dele.
Mesmo com a água quente, ele era frio, eu o beijava e ele acariciava meus seios, sei que era cedo demais pra isso, mas eu realmente queria. Beijei o pescoço dele e mordisquei, ele acariciava meus seios e mordiscava.
– Posso entrar? – ele disse com um sorriso safado.
– Hoje não – sorri e acariciei o membro dele, ele assentiu e passou a mão na minha intimidade, tirei a mão dele de lá, não queria dar falsas esperanças pra ele hoje, e outra, se ele quer um relacionamento. Eu quem vou comandar. Sorri e o beijei. Mark bateu na porta.
– Anna, preciso que saia dai... E é bom que esteja sozinha – ai deuses! Levantei-me e me sequei.
– Fique quietinho ai, nem um movimento. – sussurrei e controlei a nevoa, fazendo-o desaparecer, abri a porta e Mark olhou dentro do banheiro.
– Mana, desculpa, mas eu não posso mesmo deixar que você fique no banheiro com outros campistas, se não eu ate aliviaria.
– Mas não tem ninguém aqui mano – eu sorri e fiz reverencia pra ele entrar. Ele entrou, olhou e aprovou.
– Se me der licença, vou usar o banheiro – ele deu uma piscadinha e fechou a porta, tentei controlar mais ainda a nevoa, imagino a cena que Jon estava vendo, o pau do meu irmão, dei uma risada e Mark saiu do banheiro.
– Boa noite pirralha – ele me deu um beijo no rosto e foi deitar.
Chamei Jon e se arrumou e saiu, fui me deitar.
Quando acordei era cedo, aproveitei para tomar um banho e foi quando me lembrei do sonho louco que tive, pelos deuses, eu pagava um boquete pro Jon, okay, esse negócio de ser filha da deusa do “amor” está me enlouquecendo! Só havíamos assistido um filme.
Termino meu banho, ponho uma calça jeans superjusta, um salto não muito alto, passo uma maquiagem suave e estou pronta para sair.
Abro a porta e me deparo com Jon na porta.
– Ah, Oi! Bom dia! – disse ele, meio sem jeito.
– Bom dia, ótimo dia! — digo abraçando ele, mesmo de salto Jon era mais alto que eu — eu estava saindo para tomar café...
– E eu vim te chamar pra tomar café comigo e depois para irmos dar um mergulho no lago, como eu fiquei no chalé de Hermes, eu pedi para que um dos garotos fizesse um “mapinha” para que eu pudesse te levar ao lago... Você gostaria de ir ao lago comigo, princesa? – ele terminou de falar e sorriu, o sorriso dele é tão perfeito, uma aura rosa me envolveu, corei, e me concentrei na fome, a aura sumiu. Ai que vergonha, será que isso sempre aconteceria?
Sorri de volta, dessa vez me controlando pra não ficar rosa.
– Claro que sim, príncipe, eu só preciso colocar um biquíni.
– Tudo bem, eu te espero aqui fora – ele sorriu e eu entrei.
Coloquei o biquíni mais bonitinho que eu encontrei, era um biquíni vermelho, ele resaltava a minha cor... Gostei, vou colocar somente um short e a camiseta do acampamento, e um chinelo, até porque eu quero aproveitar, foda-se o salto, hoje eu quero me divertir. Saí e ele ainda estava na sacada, me esperando.
– Você está linda.
– Obrigada.
Eu sorri e ele passou a mão na minha bochecha, e me beijou, depois passou a mão na minha cintura e fomos abraçados até o refeitório.
Como ele não tinha chalé, Quíron deixou que ele escolhesse um chalé para se sentar enquanto ele fazia as refeições.
Matheus entrou no refeitório, 5 minutos depois que eu e Jon, ele entrou sozinho, achei meio estranho, pois ele sempre estava acompanhado de alguma vadiazinha... Ele nos encarou, e mesmo de longe, quando já estava sentado na mesa de seu chalé, continuava nos encarando, ou melhor, encarando Jon. Jon não estava nem aí, ele estava muito ocupado dividindo um milk-shake gigante comigo, Matheus olhava cada vez com mais ódio, nuvens escuras começaram a se formar em volta dele.
Larissa entra no refeitório, com os olhos vermelhos e inchados, parecia que tinha chorado a noite inteira. Uma semana atrás eu ficaria superpreocupada, faria de tudo para fazê-la feliz, mas hoje? Hoje não, hoje eu quero mais é que ela sofra mesmo.
Mas eu não quero pensar nisso, estar com Jon é tão, tão diferente, é como se eu não me importasse com mais nada além de estar com ele...
Terminamos de tomar café, e estávamos saindo de mãos dadas quando Matheus se põe na nossa frente.
– Ora, Ora, um novo casalzinho, pensei que você não saísse com qualquer um, Anna.
– Vamos Jon, não quero perder tempo com quem não tem importância.
– Até antes de ontem você era apaixonada por mim e agora, você anda de mãos dadas com esse aí.
– Eu ERA apaixonada por você, até eu descobrir que você transava com a minha melhor amiga – há dois dias eu teria me colocado em posição fetal e chorado somente por lembrar desse fato.
– Agora saia do nosso caminho, antes que eu me irrite – Jon disse, ele estava ficando mais frio a cada segundo.
– Ui e o que você vai fazer? Jogar bolinhas de neve em mim? – riu ironicamente.
–Não, eu vou fazer isso — ele fechou os olhos, e quando eu percebi, Matheus estava congelado da cintura até o pé, preso ao chão.
– Seu filho da puta! Você me paga!
Todos os semideuses estavam olhando, alguns riam, e outros do chalé de Ares olhavam em desaprovação, acho que eles queriam algo mais agressivo.
Jon deu de ombros, me pegou pela mão e saímos. Agora a mão dele não estava mais tão gélida. O trajeto até o lago foi silencioso, ainda estávamos de mãos dadas, os dedos entrelaçados, nada poderia nos separar nesse momento, a não ser que um de nós quisesse.
– Obrigada por aquilo, sério, eu não faria melhor – eu disse, quebrando o gelo, não, não literalmente.
– Não foi nada, ele merecia muito mais pelo que ele fez com você – disse sério — agora eu entendi o porquê de você ter desmentido a menina do cabelo preto e branco quando ela disse que eles também eram seus melhores amigos... Desculpe por pedir explicações, eu não deveria ter te perguntado nada... — eu o calo com um beijo.
– Não quero estragar nosso dia com eles.
Eu tiro a camiseta e o short, ficando só de biquíni. Ele tira a camiseta, me pega no colo, corre até o lago e pula na água.
A água do lago estava agradavelmente quente, ficamos abraçados por um tempo, nos beijamos, estava tudo perfeito. Ouvi uma gritaria, uma das vozes eu reconheceria mesmo depois de mil anos, Larissa, sua voz estava embargada, a outra voz eu não reconheci de imediato, forcei um pouco o ouvido, Rebeca. Suspirei, meu instinto fofoqueira me fez sair do lago.
– Eu já volto, vem comigo ou fica aqui – disse a Jon e me enfiei entre alguns arbustos, senti Jon se ajeitando ao meu lado. Larissa continuava com os olhos inchados, profundas olheiras entregavam que ela estava sem dormir, sua pele mais pálida que o normal já não me preocupava, Rebeca continha um sorriso no rosto, encarava Larissa vitoriosa.
– Tente entender queridinha, ele não gosta de você, ele só te usou, te embebedou e te comeu – disse se aproximando de Larissa – você ainda me fez um favor, afastando a putinha dele, agora você não tem ela e não tem ele, que triste – disse fazendo uma falsa cara de choro – o que você viu não foi nem metade da noite meu amor, ele é meu, você foi mais uma pra ele, eu sou única – Larissa começou a ficar mais pálida, a aura negra envolveu-a e esqueletos foram para cima de Rebeca, a mesma pegou sua espada e ia os decepando, quanto mais ela decepava, mais apareciam ao redor dela, ela começou a ficar cansada, quando ela caiu os esqueletos voltaram para o lado de Larissa e Matheus apareceu, junto com Dani e Vitor.
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