Just Friends?
12 Capítulo 12 - Descobrindo minhas origens
Notas iniciais
Pov’s Anne
Passei a madrugada inteira procurando por Seth e quando o encontro o que me acontece? Começamos a discutir. Mas isso não foi o pior: um homem muito pálido apareceu do nada dizendo estar à minha procura. Ele tinha os olhos vermelhos e era elegantemente bonito. Seu rosto parecia ter sido esculpido em porcelana. Mas apesar de toda a sua beleza, algo me dizia que ele era muito perigoso. Seth, que estava à minha frente, parecia que ia explodir a qualquer momento.
– SÓ POR CIMA DO MEU CADÁVER! – Seth gritou para o homem a nossa frente, que soltou um riso sarcástico.
– Bom, não será tão difícil acabar com você não é? Ou você vai se transformar na frente da sua amada e revelar toda a verdade? – Como assim revelar a verdade?
– Do que ele está falando Seth? – sussurrei totalmente confusa – E quem é ele?
– Ah! Peço mil desculpas minha querida Annelisie – Como ele sabia meu nome? E ainda por cima: como ele tinha me escutado? – Meu nome é Mark e vim aqui para levá-la ao meu mestre. – O homem disse se aproximando.
– NÃO CHEGUE PERTO DELA! – Seth disse rosnando para o homem.
– Você realmente acha que vai conseguir protegê-la assim? – o homem disse rindo apontando para Seth – Está tornando o jogo muito mais fácil meu jovem. Mas eu não vim aqui pra arrumar brigas. Vim apenas pegar nossa querida jóia rara.
– Do que ele está falando Seth? – Eu já estava ficando desesperada.
– Anne saia daqui agora! — Seth olhou em minha direção friamente. – VAI!
Corri em direção à floresta, mas antes que eu adentrasse a mesma, fui lançada contra uma árvore e uma dor insuportável atingiu minhas costas. Não pude evitar e soltei um gemido de dor. Olhei pra minha frente e vi Mark, que estava do outro lado do campo, sorrir maldosamente na minha direção. Como ele havia chegado ali tão rápido? Olhei em volta à procura de Seth, mas a cena que eu vi me deixou totalmente paralisada: um lobo cor de areia estava parado rosnando para Mark. Ele virou-se na direção do lobo e soltou mais um riso sarcástico.
– Ora, ora! Mas o que temos aqui! Sabia que não conseguiria se controlar, não é mesmo garoto? – o homem olhou na minha direção e deu uma piscadela – O que achou do seu namoradinho? – olhei na direção do lobo e não conseguia acreditar no que estava acontecendo.
Como isso podia ser possível? Como ele pode ter mentido todo esse tempo pra mim?
– Mas não se preocupe querida, as coisas não estão tão diferentes pra você. Imagine o quão poderosa você será com o seu maravilhoso dom? – Mark disse pensativo — Uma pena você ser uma cachorra também. – o lobo soltou outro rosnado e partiu em direção ao homem, que desviou facilmente de seus dentes afiados e o lançou na direção contrária. O lobo levantou rapidamente e correu novamente na direção de Mark. Eu estava totalmente perdida e não conseguia acompanhá-los.
Os dois entraram floresta adentro e um silêncio instalou-se no local logo em seguida. Minha cabeça estava uma confusão total! Não conseguia organizar meus pensamentos, mas apenas uma coisa fazia sentido pra mim, mesmo sendo algo impossível de ser real: Seth era um lobo!
Ignorei esses pensamentos e mesmo diante de tantos protestos de minhas costas, decidi me levantar. Precisava sair urgentemente dali antes que algum deles voltasse aqui, e não queria ter de enfrentá-los. Fui caminhando em direção à trilha novamente quando parei abruptamente ao ver o ser que me atacou parado a apenas alguns metros de mim, sorrindo. O que havia acontecido? Onde Seth estava?
– Pensou que fugiria de mim querida? Meu trabalho aqui ainda não foi finalizado. – Seu sorriso alargava-se cada vez mais enquanto ele caminhava na minha direção. Virei-me na direção contrária e comecei a correr. – Você pensa que pode fugir de mim, mas não pode Annelisie. Mas já que você quer brincar, vamos brincar.
Comecei a correr como nunca havia corrido em toda a minha vida. Ignorava cada protesto que minhas pernas e minhas costas faziam e continuava a correr. Não poderia parar agora, não enquanto Mark estava atrás de mim. Mas para minha surpresa, não havia nenhum som de passos atrás de mim. Dei uma olhada e o que eu mais desejava nesse momento era verdade: não havia nenhum sinal de Mark. Parei de correr e repousei-me em uma arvore. Minha respiração estava acelerada e eu não tinha nem noção de onde havia parado. Meus ossos clamavam por um descanso e minha cabeça latejava. Mas em menos de um segundo, fui prensada contra a árvore.
– Você pode fugir, mas não se esconder. – Mark disse sorrindo maldosamente e me prensando mais contra a árvore. – Só me responda uma coisa minha querida: Pra que fugir do que você é? Aceite os fatos! Tudo será mais fácil!
– Do que você ta falando? — Perguntei assustada.
– Ora Anne! Por favor! Depois de tudo o que você acabou de ver, você ainda fica negando a si mesma o que você é? Do mundo que faz parte? – ele disse sem paciência – Não seja tola! Vampiros, transmorfos, híbridos... Isso nunca foi um assunto que chamasse sua atenção? Você faz parte disso Anne, isso é o que você realmente é!
– NÃO! ME DEIXA SAIR DAQUI! – comecei a gritar desesperada – SETH!!!!
– Seu lobinho não vai te escutar daqui Annezinha. – o vampiro começou a apertar meu pescoço e eu tentava inutilmente afastá-lo. Minha visão já estava começando a ficar turva e meus pulmões clamavam por ar. Meu corpo estava ficando mole, mas eu não poderia me entregar tão facilmente.
– Me... solte!
No segundo seguinte, o vampiro foi arremessado para longe. Meu corpo caiu num banque no chão e eu comecei a puxar ar com muito esforço. Quando recuperei parcialmente minha respiração, vários lobos passaram na minha frente indo em direção ao vampiro. Mas o que mais me chamou atenção foi o lobo cor de areia que parou na minha frente e me analisou. Quando olhei em seus olhos castanhos, tinha plena certeza de quem era aquele lobo.
– Seth... – fui interrompida por um uivo. O lobo me analisou novamente e caminhou na minha direção. Ele passou seu focinho no meu rosto e se afastou indo em direção aos outros lobos. Fiquei esperando o lobo desaparecer na floresta e analisei o local por mais um tempo. Depois, repousei minha cabeça no tronco da árvore e me deixei ser levada pela inconsciência tendo a plena certeza de que estaria tudo bem...
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Acordei com o som do meu despertador. Minhas costas ainda ardiam. Isso significava que tudo aquilo havia sido real: tudo aquilo que pra mim eram apenas lendas na realidade, eram reais. Todas as lendas Quileutes que meus pais me contavam quando eu era pequena, eram reais. E o pior: eu me transformaria em uma deles.
“Não Annelisie pare com isso! Aquele vampiro estava apenas querendo te assustar! Você não vai virar um lobo gigante, afinal, se você fosse mesmo virar, já teria se transformado em um”.
Eliminei esse pensamento da minha cabeça e decidi ir tomar um banho. Caminhei em direção ao banheiro, mas parei abruptamente ao ver meu reflexo no espelho e não acreditei no que vi. Meu peito estava todo enfaixado, meus braços e pernas estavam arranhados e com enormes marcas roxas, meu rosto também estava todo arranhado e com uma marca roxa enorme na minha bochecha. Parecia que um caminhão tinha me atropelado. Desisti de analisar os estragos que aquela briga tinha causado e fui tomar um banho.
Coloquei um shorts jeans e uma camiseta regata. Apesar de estar frio, eu estava com muito calor. Quando fui abrir a porta pra descer, me lembrei de um fato muito importante: meus pais. O que eles sabiam que tinha ocorrido na noite passada? Um frio percorreu minha espinha com esse pensamento. Tomei coragem e decidi descer. Ao chegar aos últimos degraus da escada, parei para observar o ambiente. Ele estava totalmente silencioso. Será que meus pais não estavam em casa?
Terminei de descer as escadas e fui em direção à cozinha. Chegando lá, encontrei um bilhete da minha mãe.
“Fui ao mercado. Volto logo.”
Senti um alívio enorme naquele momento. Pelo menos não teria de enfrentá-los agora. Um problema a menos para pensar. Fui em direção à geladeira e decidi tomar um copo de suco. Coloquei o suco pra mim e fui assistir um pouco de TV. Mas me arrependi no minuto seguinte. Quando passei no noticiário, a repórter relatava mais um desaparecimento em Seattle. Desliguei a TV sem a mínima vontade de saber disso. Queria me desligar de tudo o que envolvia coisas sobrenaturais e ainda por cima que me lembravam dele.
Por que ele mentiu pra mim? O que eu realmente era? E aquele vampiro? O que está acontecendo comigo?
Meus pensamentos foram interrompidos pelo som de várias batidas na porta. Levantei do sofá sem a mínima vontade e fui atender. Abri a porta e estava prestes a mandar o sujeito ir embora, mas paralisei quando vi quem estava a minha procura.
– Precisamos conversar.
Era só o que me faltava! O que ele estava fazendo aqui?
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