Notas iniciais
oioi! Desculpem ter ficado sem postar... tava sem criatividade mesmo! Mas só pra avisar que agora fica meio complicado de postar pq minhas aulas começaram... mas vou fazer de tudo pra postar.

Giulia

Sábado, oito e meia da manhã. O que eu estou fazendo acordada essa hora? Simples, hoje é o dia do casamente, o que significa que eu tenho que ir no salão me arrumar com a Larissa. E lá estou eu, sendo produzida para um dos grandes eventos sociais do ano, segundo revistas de fofocas locais. A realidade? Eu não estou nem aí para isso. Só quero ver meu pai feliz, e não acho que gastando horrores, ele fica feliz. Mas sei lá sabe... só acho.

Depois de um tempão de tortura, eu fiquei pronta e fui embora para almoçar. Larissa ficou o dia naquela estética. Eu voltaria mais tarde para fazer cabelo e maquiagem. Combinei de almoçar com meu pai.

Depois de uns 30 minutos no volante, chego no restaurante, e para minha surpresa, ele já está lá.

- Oi pai — eu digo dando um beijo nele

- Oi Giu — ele disse se ajeitando no acento — O que vai querer? — ele perguntou olhando cardápio, que eu peguei na hora. Apenas passei os olhos pelo cardápio.

- O que você pegar, para mim tá ótimo — eu disso sorrindo, e no mesmo instante que meu pai fez os pedidos, meu celular apitou. Mensagem do Lucas.

"Oi fedida. Que horas é no treco com a minha mãe? Podemos nos encontrar no Hyde Park mais tarde? X"

"Fedorento! Não dá, to almoçando com meu pai e daqui saio direto para a costureira pegar o vestido da tua mãe, fica pra próxima. X"

Meu pai estava batendo com os dedos na mesa e olhando no relógio de 4 em 4 segundos.

- Pai, ta tudo bem? — eu perguntei desconfiada, mas achando engraçada a situação

- Ta. É só que... — ele disse nervoso

- É só que... Ah pai, vai dizer que tá nervoso? — eu disse brincalhona e ele riu

- Na verdade, eu tô. Como vocês dizem agora mesmo?... Ah! Eu to cagadinho — ele disse e eu comecei a rir demais. A gargalhar mesmo e ele me acompanhou. Resultado: Pessoas nos olhando com a cara fechada.

- Calma pai, vai dar tudo certo. Vocês estão planejando essa coisa a meses... Sem contar que eu vou estar lá o tempo todo. — eu disse o tranquilizando

Depois de rir um pouco mais da cara do meu pai... Ah qual é! Não é todo dia que se vê um dos mais maiores executivos do estado todo "cagadinho" porque vai se casar. Nos divertimos bastante. Mas tudo o que é bom dura pouco, então eu fui pegar o vestido da Larissa e ir pra droga da estética que ela tava.

Assim que desso do carro e vou em direção a costureira, sou parada por um cara de óculos escuros, de braços cruzados que tranca minha passagem. Ele estava com a cabeça baixa, mas quando cheguei perto para tentar passar, eu senti o perfume dele.

- Ah, qual é Lucas? Me deixa passar, eu vou me atrasar. — eu disse cruzando os braços e o encarando

- Como sabia que era eu? — ele disse tirando os óculos, sorrindo.

- Só tu faria uma coisa idiota como essa. Agora eu tenho que ir — eu disse já saindo, mas ele segurou meu braço e me beijou.

- Sou idiota, mas tu gosta — ele sussurrou no meu ouvido e eu ri de leve

- Sério, eu tenho que ir. Nos vemos depois — eu disse e lhe dei um beijinho na bochecha, entrando no treco.

- Olá, posso ajudá-la — uma pessoa aleatória e insignificante na vida da humanidade falou comigo, sorridente.

- Oi, eu vim buscar o vestido de Larissa Telles. — eu disse e ela me olhou desconfiada

- O filho dela acabou de pegar ele. O que você é dela? — ela perguntou desconfiada

- Ai não! — eu disse apavorada. Caralho, fodeu! — Sou enteada dela. — eu disse saindo da loja indo em direção ao meu carro.

Entrei no mesmo e liguei para o Lucas.

- Ta Lucas, acabou a palhaçada, me devolve o vestido. — eu disse nervosa. A Larissa vai me matar!

- Te encontro no Hyde Park, daqui 15 minutos. Tchau Giulia — ele disse desligando

Ah, eu vou matar esse garoto! Sério mesmo! Mas acho que a Larissa me mata se alguma coisa acontecer com o vestido dela, no dia do casamento dela.

Dirigi como uma maluca para o Park. Cheguei lá e já fui ligando para Lucas. Escuto Best Of You do Foo Figthres e olho para cima, em cima da árvore. Era Lucas e seu toque super discreto.

- Lucas! Cadê o vestido? — eu digo enquanto ele desse da árvore

- Está a salvo. Mas só te dou ele, depois que o nosso passeio acabar — ele disse segurando meu braço, entrelaçando o mesmo no dele.

- Que porra é essa Lucas?! Eu tenho que ir lá com a Larissa, ela vai me matar! — eu disse nervosa, em prantos e com o coração na boca.

- Então já vai ter vivido os melhores momentos da tua vida quando morrer — ele disse me levando para algum lugar que eu não estava identificando. Ah sim, o lago!

- Nós vinhamos aqui quando éramos crianças. Tu adora atirar pedrinha no lago, eu me lembro — ele disse todo bobo

- É. E tu corria atrás das pombas. Queria uma de estimação mas a Larissa nunca deixou — eu disse e nós rimos

- E foi aqui que nos vimos pela primeira vez. — ele disse me lembrando do tal dia

"Eu estava atirando pedrinhas no lago, quando um menino maluco passa gritando: "Mas mãe, eu quero um pombo! Não um cachorro!" Aquilo soava estranho, mas engraçado aos meus ouvidos.

Depois de um tempo, meu pai estava lendo embaixo de uma árvore e eu resolvi andar de bicicleta. Estava andando, e desvio de um menino, de um pombo e BUM! Caio no chão, ralando o joelho.

- Ah, desculpa! — o garotinho disse.

- Ei, você é garoto que queria um pombo agora pouco! — eu disse me levantando e me limpando, logo estendendo minha mão para ele — Meu nome é Giulia, Giulia Lersh, mas pode chamar de Giu.

- Lucas Telles, ou só Lucas mesmo — ele disse apertando minha mão."

- É, tu queria um pombo. Parece que cachorros são convencionais demais para o super Lucas! — eu disse rindo e ele me acompanhou

- Tu foi a primeira menina que eu conheci que não chorou quando caiu, e olha que tu levou dois pontos no joelho. — ele disse rindo, indo em direção ao um banquinho embaixo das árvores, que meu pai costumava ler.

- E nossos pais se conheceram no hospital. Parece que uma menina de 5 anos não pode cortar o joelho sem chorar, que já tem que ir no hospital. — eu disse me sentando no banco.

- Vivemos cada coisa estranha. Ainda vivemos, muitas coisas estranhas. — ele disse passando o braço pelos meus ombros.

- E tenho certeza que isso é só o começo. — eu disse apoiando minha cabeça em seu ombro. — Agora Lucas, me diz qual o verdadeiro motivo de ter vindo aqui? — eu disse admirando o lago que eu tanto gostava de brincar.

- Essa história de casamento ta deixando todo mundo nervoso e irritado. E eu gosto de vir aqui pra relaxar. Coisa ótimas aconteceram aqui. E eu também queria te falar uma coisa... — ele disse se ajeitando, de modo que pudesse ficar de frente para mim.

- Pode falar. — eu disse depois de um suspiro

- Me promete que sempre vamos ser amigo? Apesar disso tudo... Promete assim como prometeu que tudo iria ficar bem e que ficaria do meu lado... aquele dia... — ele perguntou e eu sorri

- E eu não te aguento até hoje? Lucas, eu tô, pra sempre contigo! — eu disse o abraçando. Um abraço infantil e sincero. Naquele momento, éramos só a Giu e o Lucas. As crianças mais estranhas do mundo.

Notas finais
Por enquanto é isso. Amanhã é sexta e eu acho que posto alguma coisa. Achei esse capitulo muito fofinho! Sério mesmo! Bjjjjjj