Just Dance
11 Capítulo 11
Notas iniciais
– Você só pode estar brincando- Jack falou nervoso passando as mãos pelo cabelo os deixando ainda mais arrepiado, viu a garota abaixar a cabeça e negar ainda encarando o chão.
– Não é mentira Jack – ela falou o encarando, os olhos banhados em lágrimas – acredite eu estou com medo, não quero isso Jack, ainda tenho 17 anos mal acabei o ensino médio – ela falou desesperada – precisava lhe contar Jack – ela sussurrou , Jack encarou a garota , o corpo dela tremia e ele percebeu, não podia amar Thooth mais ela esperava um filho seu e ao julgar a expressão dela, ela estava ainda mais apavorada do que ele.
– Quando descobriu? – ele perguntou cansado, era como se uma montanha inteira estivesse caído em seus ombros, se sentou na cama encarando o chão.
– Um pouco depois de você ser preso, comecei a passar mal e fui ao médico achando que podia ser alguma virose, não sei, quando cheguei lá ele me pediu um exame de sangue e o resultado deu positivo, não sabia o que fazer na hora Jack, fiquei desesperada, todas as vezes que ia lhe visitar queria contar, mais não conseguia, quando Breu saiu da cadeia perguntava a ele onde você estava , mais ele não me falava então ontem sua mãe me ligou e disse que já havia feito uma semana que estava aqui, eu me senti aliviada, finalmente poderia falar a verdade para você – ela alou com a voz calma mais ainda respirava fundo tentando conter as lágrimas.
– E qual a sua decisão? – ele perguntou levantando a cabeça e a encarando.
– Ainda não sei — ela se aproximou se sentando ao lado do garoto – estou com medo, minha mãe não vai ficar nenhum pouco feliz e meu padrasto pior ainda, não queria que nada disso estivesse acontecendo – ela sussurrou, Jack fechou os olhos, como havia sido burro, todas as noites que tivera com Thooth não pensaram em se proteger, apenas queria esquecer Elsa, e queria algo que fizesse esquecer, sentiu braços pequenos passar em volta de seu corpo e olhou para o lado, onde Thooth o abraçará e agora descansava a cabeça em seu corpo enquanto as lágrimas caiam.
Jack estava deitado no piso de madeira da sala de dança, era noite e não havia ninguém, não sabia como contar a Elsa, não queria contar, só que seria errado a enganá-la, depois de todo esse tempo lutando por ela, fechou os olhos respirando fundo, escutou passos e se sentou sabendo perfeitamente quem era, olhou para frente vendo à loira se aproximar com passos rápidos e um sorriso nos lábios.
– Desculpa amor – ela faliu se sentando ao lado do loiro e lhe dando um rápido selinho – minha mãe perguntou aonde eu ia então tive de falar que ia à Anna e ela quis me dar uma carona, ai tive de andar até aqui – ela falou rápido, respirou fundo tentando se acalmar, sorriu para o loiro que apenas a encarava – Está tudo bem? – ela perguntou passando os dedos nos cabelos brancos que caiam na testa dele.
Jack suspirou firme, puxou a loira a fazendo se desequilibrar caindo sobre seu corpo, ela sorriu, ele encarou seu rosto, os olhos azuis tão lindos que chegavam a hipnotiza-lo, a pele clara, o nariz pequeno e as sardas em volta, tão claras que só se olhasse atentamente eram capazes de ver, acariciou a bochecha da loira a vendo fechar os olhos, os cílios claros fazendo uma suave sombra sobre as maçãs do rosto, desceu o indicador para os lábios os contornando, eles eram delicados e pequenos, viu os lábios se esticarem formando um sorriso, céus como sentiria falta desse sorriso, juntou os lábios em um beijo calmo, não queria se separar rápido, os lábios tão macios contra os deles, ela usava um gloss labial sabor morango ele percebeu, o gosto se misturou nos lábios dos dois, as mãos da loira foram em direção aos cabelos brancos os acariciando, nada urgente assim como o beijo, só queriam aproveitar a companhia um do outro, Elsa se separou um pouco a procura de ar apenas os lábios ficaram distantes, ela abriu os olhos de leve vendo a face do loiro, ainda um tanto sério.
– Esse beijo teve algum significado? – ela perguntou sorrindo.
– Sim – Jack falou calmo – significa o quanto eu te amo, e o quão intenso me apaixonei por você. – ele falou suavemente, essas palavras doíam em seu próprio peito, cada silaba fora verdade, uma verdade tão pura e ao mesmo tempo tão intensa, a loira sorriu mais ainda.
– Também te amo Jack Frost – ela sussurrou juntando os lábios de ambos, em um demorado selinho.
– Elsa – Jack falou se separando, não tinha coragem de falar , mais precisava, havia prometido a ela que seria uma pessoa melhor – precisamos conversar.
– O que foi? – ela perguntou franzindo a testa , ele não a respondeu apenas encarou as mãos que estavam entrelaçadas- Jack você está me assustando, aconteceu algo? – ela perguntou apertando a mão do rapaz.
– A Thooth está grávida – ele falou em um sussurro , ela não respondeu, levantou a cabeça para ver se ela iria falar algo mais apenas encarou o rosto sério e sem expressão, era como se ele a estivesse explicado algo incrivelmente logico e ela tentasse decifrar – Elsa – ele a chamou, a garota separou as mãos rapidamente e Jack percebeu, fora um idiota.
– Você me disse que não estavam juntos – ela falou baixo trazendo os joelhos para perto do corpo os abraçando, os olhos já brilhantes, era como se estivesse andando em direção a saída de uma caverna, feliz e aliviada e em algum momento tudo desmoronasse a deixando sozinha no escuro, era assim que estava se sentindo.
– E não estávamos – Jack falou alto se aproximando da loira que apenas virou a cabeça encostando a testa sobre os joelhos, a olhando daquele ângulo ela parecia uma criança , depois de levar uma bronca dos pais, encolhida abraçando o próprio corpo.
– Ela está grávida Jack – Elsa falou alto enquanto levantava a cabeça, e Jack sentiu seu coração se quebrar , as lágrimas caiam dos olhos azuis.
– Elsa eu não queria juro, eu não queria nada além de você , então eu dormi com Thooth para tentar lhe esquecer mais não...
– Então a culpa por Thooth estar grávida é minha? Eu sou a culpada Jack? – Elsa gritou enquanto se levantava, Jack se levantou também, não podia deixa-la ir embora.
– Não disse isso – ele falou e pode escutar o próprio desespero na voz – Elsa por favor não me deixa – ele sussurrou se aproximando, a garota continuou parada abraçando o próprio corpo, ele deu mais um passo, ela não se moveu, deu mais um chegando de frente a ela, passou as mãos nos braços da garota os acariciando, parou a mão na cintura chegando ainda mais perto, encostou a testa de ambos, via as lágrimas escorrerem pelas bochechas indo em direção ao queixo, beijou a testa da garota – Me perdoa Elsa , você tem todo o direito de ficar brava só por favor não me abandona — ele sussurrou, a garota se mexeu nos braços dele levantando a cabeça.
– Como está Thooth? – ela perguntou limpando as lágrimas com a palma da mão, Jack a encarou assustado.
– Ela não sabe o que ela quer – ele falou massageando a nuca – está com medo não sei – ele encarou a face pensativa dela — Elsa – ele chamou a atenção da garota , ela levantou a cabeça, estava confusa.
– Jack – ela disse com a voz embargada – preciso pensar – ela falou dando as costas para ele e saindo do local.
A garota estava deitada na cama, passava a mão distraidamente pela barriga, não conseguia acreditar ainda não tinha coragem para falar aos pais, só havia falado para a amiga de escola, que estava a apoiando, mais não era isso, ela podia ser pobre mais visualizava um futuro, queria ir embora daquele local, queria estudar, e queria que Jack estivesse se apaixonado por ela, mais sabia que agora ele só estaria agora com ela por conta dessa criança, fazia apenas um dia que dera a noticia a ele, e ele não lhe atendera desde então ,escutou seu nome ser gritado e desceu as escadas, Breu estava de costas para ela conversando com alguém, quando terminou de descer os degraus olhou para a pessoa que estava ao lado de Breu, uma garota com os cabelos platinados presos em um rabo de cavalo, ela vestia uma calça legue com um sobretudo cor pastel e uma bota de salto, estava muito bonita, encarou seu rosto só o reparando agora, conhecia aquela garota.
– O que está fazendo aqui? – ela perguntou cruzando os braços, a loira suspirou, pareci cansada.
– Precisamos conversar – ela falou calma.
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