Just Begun.

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Bom minha gente, como eu havia falado pra vocês nas notas do capitulo 15, sobre a minha vontade de transformar a JB em interativa. Como as atualizações na ffobs demoram muito, fiz em um blog, porém ainda vou posta-la na ffobs. Nos dois lugares, alias. Então, aqui está: http://justbegunfanfiction.blogspot.com.br :') Just Begun interativa pra vocês. Não deixem de comentarem, por favor :( Isso me anima muito a escrever! Obrigada por todo o apoio até agora. ♥

Thomas POVS

Deitado sobre minha cama extremamente confortável, envolto por apenas alguns lençóis, eu ainda conseguia sentir cada parte do aroma agradável de Carolina, que invadia minhas narinas. A almofada estava impregnada com seu cheiro, que possuía uma parte cítrica com uma leveza adocicada, perfeito na medida certa, sem exageros. Perfeito para fazer com que as lembranças da noite anterior não me abandonassem por um minuto sequer, muito pelo contrario, elas continuavam impregnadas e intactas em minha mente, quase como se eu estivesse vivendo tudo aquilo novamente. Toda a tensão, toda a vontade de apalpar cada parte de seu corpo, vendo-a desnuda em minha frente. Era quase surreal. Assim como todo o cheiro e calor que Carolina havia mantido em minha cama.

— Hey Tom. — A voz de Max soou curiosa por de trás da porta do quarto, onde seu rosto me observava atento. Havia o chamado para uma conversa, e propositalmente, acabei por deixar os sapatos e acessórios de Carolina a mostra, para que Max pudesse vê-los. Aquilo seria a primeira coisa que ele faria para ela se arrepender de tudo que havia dito.

— Entra, quero falar com você. — Pedi com um tom calmo na voz, mesmo ainda não sabendo sobre o que falar com ele antes que ele notasse que Carolina havia passado a noite no mesmo cômodo que eu. Felizmente, o esforço para criar algum assunto notável não foi necessário, de modo que logo que Max entrou acabou por perceber o que eu gostaria, soltando um suspiro fundo em resposta.

— Vocês passaram a noite juntos? — Max me perguntou quase como se já soubesse a resposta. — E quando eu pergunto se passaram, eu pergunto se vocês transaram. — Ele explicou com a voz um pouco mais alta, recolhendo os sapatos que eu havia deixado a sua vista. Eu apenas ignorei o visível nervosismo em sua voz.

— Sim. Desculpe, mas ela estava bêbada, e eu sou homem cara. — Respondi rapidamente, abaixando a minha cabeça para evitar qualquer contato visual que pudesse denunciar a minha mentira. Max era meu amigo, apesar de tudo. Porém eu sabia que a minha desculpa não iria falhar, qualquer homem entenderia a minha situação.

— Eu não deveria me importar. — Ele suspirou por fim sentando se na beira de minha cama de cabeças baixas. — Tom, eu não gosto dela, não amo ela nem nada disso. — Max falou, fazendo questão de deixar explicito em sua voz o fato de não ama-la. Como se eu me importasse. — Mas, eu sinto aquela vontade imensa de mudar o jeito frio dela, sabe? É quase como um desafio que eu mesmo impus pra mim. Fazê-la sentir qualquer coisa que seja, não só atração ou outra coisa fútil. — Se eu não conhecesse Max o suficiente eu poderia jurar que ele estava abalado com aquela noticia. Porém não, ele estava apenas decepcionado em perceber que não foi o bastante para Carolina. Se ele soubesse. — Semana passada a gente é... — Max coçou a nuca sem graça como se estivesse com receio de falar. Eu apenas assenti para ele continuar, o que fosse não seria tão importante assim. — Hm, a gente ficou. Foi ótimo, mas só sexo. Após isso ela voltou a ser fria comigo. Eu queria saber o que tanto a atormenta. — Max deu um suspiro alto e voltou a olhar para mim, quase como se me perguntasse mentalmente a resposta para aquela pergunta.

— Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares, amigo. — Respondi com convicção. Em resposta recebi um sorriso simpático de Max que saiu logo em seguida, levando consigo as coisas de Carolina. Sorri interiormente. A primeira batalha havia começado.

Carolina POVS

Eram exatas 3 horas da tarde quando eu terminei meus afazeres na arrumação de meu novo quarto, no novo apartamento. Não estava a perfeita organização, porém eu tinha certeza que conseguiria me encontraria. Observei minha imagem refletida no espelho e assustei-me inevitavelmente, observando meu reflexo cansado. Meus olhos estavam contornados com uma fina linha roxa, vermelhos e inchados; íris ficando escuras, estranhas e sem vida. Meu rosto pálido e abatido. O que era perfeitamente compreensível, e poderia ser explicado pelas noites mal dormidas, em consequência dos pesadelos que me atormentavam.

Apressadamente para melhorar meu estado, despi-me para encorajar-me a tomar um banho frio. Porém antes mesmo de retirar a ultima peça de meu vestuário, a campainha tocou. Revirei os olhos impaciente e corri para a sala, observando por trás do olho mágico um Max com uma expressão de poucos amigos.

— Entra e espera aí. Eu vou me trocar. — Falei rapidamente abrindo a porta, ainda sem olhar fixamente nos seus olhos. Suas mãos estavam ocupadas com meus sapatos e acessórios. Eu sabia do que se tratava aquela conversa. E pela maneira como ele me encarava, não seria uma conversa amena.

Quando voltei à sala, Max não me deu tempo nem para respirar – ou pensar em alguma explicação cabível, e me fez a pergunta que eu tanto temia. — Você realmente passou a noite com Thomas? — Ele indagou apontando para o meu sapato em suas mãos.

Tomei todo o ar que precisava e sentei a sua frente. Primeiramente, analisei a possibilidade de falar a verdade e continuar com aquela nosso “relacionamento casual”, como ele gostava de descrever. Porém a probabilidade de machucar os sentimentos dele — que poderiam ser só de atração — me pareceu muito arriscada. Eu não poderia colocar em jogo a felicidade de uma pessoa. Não quando eu não poderia corresponder qualquer sentimento bom, a não ser aquele carinho, aquela vontade de ficar perto sem pensar em mais nada.

— Sim. — Respondi rapidamente e tomei meus sapatos de suas mãos, o colocando sobre a mesa de canto do cômodo.

— Porque você é assim? Não é possível que você não sinta nada, Carolina! — Max fez sua voz se tornar um pouco mais alta no cômodo, gritando a ultima frase. Seus olhos estavam carregados de algum tipo de sentimento indefinido por mim. Por um segundo, ele me fez lembrar coisas das quais eu não gostaria.

FLASHBACK ON

“— Quando eu vou poder olhar pra você e conseguir ver algo a mais nos seus olhos? Qualquer coisa a não ser essa frieza... Quando Carol? — O garoto estava sentado no chão a minha frente, tomando sua cabeça pelas mãos, apoiando seus braços em seus joelhos. Seus olhos estavam secos, vermelhos e irritados devido a lagrimas derramadas há alguns minutos atrás.

— Essa é a sua chance de desistir. — Falei enquanto observava atentamente o desenho de um quadro a minha frente. Nada de contato visual. — Tem um mundo inteiro ai fora só esperando pra ser conquistado por ti, e você aqui perdendo tempo em uma missão impossível, há. — Deixei uma risada frouxa escapar diante dos meus lábios, totalmente sem humor. Ele continuava estático, me olhando pensativo. Deixei a observação ao quadro de lado e abracei meus joelhos, escondendo o rosto entre minhas pernas. O silencio tomou conta de tudo novamente. Então, em uma ultima tentativa desesperada de me livrar daquela situação que só o machucava, resolvi por em pratica toda a minha frieza acumulada. — Vamos! Saia por aquela porta e não volte mais. Eu estou te desafiando! Eu. Não. Quero. Mais. Você. — Fiz questão de gritar a ultima frase soletrada a todos os pulmões. De nada adiantou.

— Você deveria saber que eu não desisto fácil, e também não aceito desafios vindo de você. Só os especiais. — Ele fez questão de recitar a ultima palavra com o melhor tom de malicia em sua voz. Percebendo o efeito que aquilo causara em mim, ele se aproximou, deixando seus dedos levemente gelados percorrerem toda a extensão de minha perna descoberta. — E sim, você me quer. — O garoto sentenciou, e logo após partiu para um beijo feroz. Ele sabia que eu não precisava de sentimentos para algo carnal.

FLASHBACK OFF

Despertando de minha lembrança dolorosa, eu finalmente me recuperei e dei inicio ao meu discurso repetido pela milésima vez a ele, só que dessa vez, tentei ser clara e límpida o suficiente para que não restasse duvidas a respeito.

— Max, eu já te falei uma vez e vou falar de novo. Eu não vou mudar. Nada que você fale, faça vai modificar esse fato. Eu vou continuar sendo a que não faz questão de criar laços, pelo simples fato de que eu não sou masoquista o suficiente para isso. — Suspirei ainda sem encara-lo, enquanto massageava minhas temporas na tentativa de organizar meus pensamentos para continuar. — Eu não posso ser o que você quer que eu seja. Só estou te avisando pra você não procurar por sentimentos bons ou ruins sobre você dentro de mim. — Disparei as palavras de uma vez só, observando o rosto de Max se manter sem nenhum tipo de reação. Conforme eu falava, notei que ele havia aberto sua boca duas vezes com alguma pretensão de falar algo, porém desistiu. — E eu não sei por que você se importa tanto com meus sentimentos, você mesmo me propôs um relacionamento casual. — Fiz questão de acrescentar a ultima linha, em uma tentativa quase falha de entender o que se passava dentro dele.

Ouvi a sua voz reberverar pelo cômodo, soando mais irônica do que eu imaginava. — Relacionamento casual, Carolina? Você realmente acredita nisso? Eu falei aquilo pra ficar com você naquela noite, porque por favor, as nossas tentativas foram frustrantes! Mas isso não significa que na outra semana você devia transar com meu melhor amigo. — Ele explicou detalhadamente tudo que ele julgava achar correto para mim, sem desmanchar o sorriso irônico de seu rosto. Se ele realmente soubesse a verdade, não imaginava qual seria a reação dele. Das duas a uma: Se ele ficaria furioso com a minha tentativa de afasta-lo, ou aliviado por tudo não se passar de uma mentira, que faz parte de um jogo ridículo que eu impus para o melhor amigo dele. — Enfim, só me responde o porquê de tudo isso e eu te deixo em paz. Eu juro que não entendo Carolina, é o que eu mais queria era compreender. Uma pessoa não é assim sem motivo aparente. — Ele pediu pausadamente como quem estava perdendo a paciência. Eu apenas ignorei.

— É que todo mundo me vê com um problema. E se aproximam por causa disso, porque todo mundo ama uma causa perdida, não é? Tentam, tentam me consertar, me mudar e me transformar em uma pessoa boa e melhor e quando veem que não dá, desistem. E acabam me estragando mais ainda com a desistência. — Agora Max havia mudado sua expressão de séria e indiferente para atencioso. — Vamos supor que eu mudasse da água para o vinho e me envolvesse romanticamente com você. O que você imagina Max? Você cairia fora, sem duvida alguma. Porque não existe reciprocidade. Isso funciona em novela, mas na vida real sempre vai existir um lado que vai gostar mais e se ferrar. Então, a explicação é simples. Eu não me envolvo por pura proteção, e isso ninguém vai mudar, me desculpe por te decepcionar. — Conclui a minha fala e observei o rosto de Max totalmente paralisado a minha frente, sem proferir uma palavra sequer. — Agora, uma pergunta. O único fato de você insistir nisso foi o desafio, não é? — Fiz a pergunta quase como uma afirmação, era óbvio que se tratava disso.

— Sim. — Ele devolveu o sorriso torto para mim, um pouco sem graça por eu ter entendido tudo que se passava dentro dele. — Acho que não tenho mais nada a acrescentar. Você já sabe o que essa conversa significa. — Ele disse simplesmente, dando ombros e fazendo uma onda de perfume se desprender de sua camisa e impregnar o ar tenso do cômodo. Eu apenas abaixei a cabeça em um sinal tímido de desculpas, e o deixei ir. Dessa vez eu sabia que não tinha volta.


Notas finais
Quero comentários no blog ein. ♥
Twitter: @besidedobrev e @camoraestw
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.