Just Be Friend
16 Back and Mirai
Notas iniciais
É não tinha jeito, sem carona do Grimmjow, tínhamos que ir andando para a faculdade. Nossa sorte é que não era longe. Ichigo andava uns cincos passos a minha frente. Sinto-me incomodada com todas as situações constrangedoras que vivemos. Sério, foi traumático. Por isso, às vezes eu olhava para frente, encarando aquela cabeça laranja, rezando para tudo aquilo ser esquecido. Quando chegamos, encontrei todo o pessoal, nos esperando.
–Bom dia — Foi em coro.
–Oi – Ichigo com sua alegria contagiante. Quando chegou a minha vez de cumprimentá-los, uma sirene tocou.
– Por favor, atenção ao comunicado. Devido a problemas na fiação elétrica de diversas salas, ocorreu um incêndio durante a madrugada. Pedimos compreensão, pois em algumas salas, mais seguras, ficaram mais de uma turma. No quadro de avisos há um comunicado com as novas turmas. Toda a Direção agradece.
–Nossa alguém sabia disso – Ishida falou por todos nós – E como ficaram as aulas?As matérias são diferentes.
–Ishida, depois pensamos nisso, eles provavelmente cederão aulas extras. Vamos ver nossas salas. – Disso o Ichigo, mas no fundo eu concordava com o Uryu.
Fomos até o quadro de avisos e descobri que a minha sala era uma das que foram queimadas. Eu fui deslocada para a 68B. Eu e Orihime-san que fomos para a sala do Grimmjow, Ishida e ICHIGO! Porcaria!
Fomos até a classe, e faltavam apenas três cadeiras: duas lada-a-lado e outra isolada.
Bom, então para complicar a minha linda e fácil vida, Orihime-san ia se sentar em uma das duas cadeiras juntas, até o nosso AMADO Grimmjow puxá-la para o seu lado. Ela, obviamente, ficou com o rosto todo vermelho. E eu, quase o mandei para Marte (ou algum lugar pior). Minha vergonha já superava a minha altura, tenha dó! Sentamos-nos, mas nem trocamos uma palavra sequer. A aula começou, e eu juro que tentei me concentrar, mas a cada movimento do Ichigo, eu me desconcentrava. De vez em quando eu olhava com o canto do olho para ele, mesmo eu não sabendo o porquê disso.
Num dos únicos momentos que não viajei na maionese, o professor pediu atenção.
– Crianças – Ah sim,tenho 10 anos – O trimestre acabar logo e como sabemos, haverá um trabalho que valerá muitos pontos. Será uma historia, porém claro, isso apenas seria fácil demais. Mas deverá ser inspirada em fatos reais, nada de contos de fadas. Parece bobo, e é. Mas esse trabalho será a iniciação de um próximo trabalho, que valerá mais pontos ainda. Então se prepare, será individual.
Finalmente chegou o intervalo, que fora esperado. Eu queria pensar no que eu estava fazendo. Mas sai dos meus pensamentos quando senti o meu celular vibrar no bolso. “Vem aqui embaixo agora”, mas o numero era do Ichigo, e ele ia morre por ser tão marreto comigo.
Ao chegar no “aqui embaixo” percebi que ele estava perto de uma árvore, lendo sei lá o quê.
Entretanto, o que chamou atenção nem foi ele, mas um ser na porta da escola. Ele era lindo, me lembrava até o Kaien, mas um tanto ruim, mal. Sério, era assustador. Ele me percebeu, e deu um lindo sorriso. Aqui me dava medo, não queria ver um clone dark ainda. Tinha um único local que eu ficaria um pouco melhor seria perto do fósforo humano. Foi até a arvora e parei bem ao seu lado, até ele me encara.
–O que foi formiga?
–O que foi?Primeiro como assim vem aqui agora e segunda, que história é essa de formiga?
–Vem aqui? Aonde tem isso?
–Na mensagem que você me mandou.
–Bom você deve ter lido o meu nome, mas não fui eu que te mandei isso – Disse ele voltando para o livro. Eu revirei os olhos, obvio que deve ter sido ele para me irritar. Quando eu ia embora, percebi o Kaien 2, sentado em uma das cadeiras, me encarando. A minha sorte é que me controlei para não olhar diretamente para ele. Retornei para o lado do Ichigo, me sentado ao seu lado, olhando para baixo e me sentido que eu estava toda corada.
–O que foi? Ta passando mal? – Ele fechou o quê lia e sento direto, vendo se eu estava com febre.
–Aquele cara é estranho. – Fiz sinal com o dedo,discretamente. Ichigo o olhou com o canto do olho.
–É, mas ele não fará nada conta você aqui.
–Que saber, vou para sala.
–Não, fica aqui, é melhor por enquanto. Parecerá que você está com medo.
Ficamos assim por longos minutos, até o final do intervalo. Não olhávamos para trás um segundo sequer. Assim que entramos na sala
–Kurosaki-san e Kuchiki-san, por venham aqui. Foi apontado que os alunos que se formarão em roteiristas saberão fazer esse trabalho melhor do que os que se formaram como em professores.Por isso peço ao Kurosaki-san possa fazer com a Kuchiki-san,até por que Jaegerjaquez-san disse que são namorados.
–O quê?Namorados?- nós dois olhamos para trás e vimos o Grimmjow sorrir.
–O mais importante é que façam juntos. Também formarei outras duplas. Porém, boa sorte.
Ao chegarmos “em casa” me joguei na cama, rezando para que eu não precisa-se escrever aquele trabalho, seria vergonhoso. No entanto, eu ainda sabia que ia ter que me conformar. Mudei de roupa e corri para o terraço, para refrescar a mente. Quando cheguei até lá, coloque uma musica qualquer, e comecei a cantarolar. E a musica só ficava mais eletrizante. Garantindo que não havia mais ninguém no espaço, comecei a dançar. E dancei da pior forma possível, desajeitada, girando e caindo nas almofadas, pulando, em resumo como uma estranha mesmo. Até a musica acabar. Me jóquei nas almofadas novamente, toda suada. Mas eu não tinha me garantido. Minha cabeça nem chegou a bater nela. Parou ante, na perna do Ichigo. Isso mesmo, do ICHIGO!
–Como, o que você ta fazendo aqui — Realmente, todo o meu sangue foi para cabeça, porque eu queria matá-lo, mas eu estava com muita vergonha.
–É dona Rukia, a senhorita dança muito bem. Tanto que vou guardar esse vídeo pela eternidade.
–Como, me dá esse celular Ichigo, agora!
–Nem pensar, o mundo precisa te ver dançar – Nesse momento, eu já praticamente corria atrás dele, tentando pegar aquele bendito telefone. Mas ai, quando estávamos passando perto da beira do telhado, eu senti que era observada. Olhando para o prédio ao lado, vi alguém que não esperava.
–O que foi Ruk – É ele percebeu, e provavelmente ficou tão chocado tanto quanto eu.
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