Notas iniciais
Oii gente!! FELIZ NATAAAAL!!! ESPERO QUE TENHAM MUITAS PRENDAS E QUE SEJAM FELIZES!!! ESTA É A MINHA PRENDA PARA TODOS!! E-espero que gostem!! Vemos nos lá em baixo XD

Olhos rubis piscaram quando foram de encontro com mais luzes que iluminavam aquela fria noite em Tóquio. E um incomum silêncio penetrava-se por entre as variadas ruas vazias da cidade. Não era surpresa não ver ninguém a vaguear àquelas horas num dia como aquele — para todos aquela era a noite onde se convivia com a família, partilhava-se histórias e trocava-se presentes; a grande e esperada noite da véspera de Natal.

Uma pequena mão branca, como a neve que caía dos céus, subiu até ao cachecol que se encontrava ao pescoço do indivíduo e afagou o material em busca de qualquer sinal de calor. Quando isto foi lhe renegado, optou apenas por subir mais o tecido para cobrir as invulgarmente coradas bochechas e voltar para o bolso onde antes se encontrava. Por mais que sempre tenha sido alguém que apreciava um sossego total, não podia negar que era solitário andar num ambiente tão desabitado. Mais solitário do que estava habituado. Afinal, a solidão sempre foi algo presente no quotidiano dele, tanto que se habitou — não que tivesse outra opção.

Ele nunca tinha celebrado o Natal em família — perdeu a mãe muito cedo e não recorda quaisquer passagens importantes em que ela tenha estado presente e o seu pai estava sempre muito ocupado com o trabalho de presidente de uma grande companhia — então nunca valorizou muito esta data. Até que o destino pregou-lhe uma partida e obrigou-o a sair das barreiras que fortalecera ao longo dos anos.

E quando entrou na escola que lhe mudou a vida, Teikō Chūgakkō, fraquejou por um dos senpais do clubo de basquete. Usava o termo «fraquejou» porque não conseguia admitir que o que sentiu por ele foi...amor. Sofreu muito por ele. Porém no fim acabou ainda a sofrer mais. A culpa não foi do outro mas ele recusava-se a admiti-lo. Recusava-se a admitir que não foi o outro que manipulou para acabar nesta situação. Recusava-se a admitir que se voltasse a vê-lo não ia apaixonar-se de novo. O seu cabelo liso e negro, os seus olhos cor de ônix, a sua figura elegante e alta ao lado da dele — para qualquer um o outro estudante não era alguém exuberantemente bonito, apenas daqueles que se volta para trás para olhar de novo e empurra-se para um canto na mente...contudo aos olhos dele era a pessoa mais perfeita já criada à face da terra.

E foi ao ficar vulnerável, ao abrir as suas defesas, que acabou magoado e perdido. O Nijimura-senpai nunca notou nele; nunca o tratou diferente dos outros — se fossemos a dizer ele até se afastava mais dele do que do resto da Geração dos Milagres; nunca correspondeu os sentimentos. E num dia partiu sem despedir-se dele. Sem nunca olhar para trás para lhe dar uma única chance.

Os seus olhos vermelhos cansaram-se de tentar procurar estrelas num céu onde elas não existiam desviaram-se para o chão de cimento deixando os seus outros sentidos guiarem-no. Por momentos sentiu o cheiro de doces natalícios a pairar no ar e virou a cabeça para observar pela janela uma família feliz que ria incontrolavelmente enquanto viam as crianças a correr e abrir presentes. Ele não tinha inveja daquela família....pois não? Quando tinha celebrado o Natal foi à dois anos com o seu namorado, se poder-se chamar à relação que os dois tinham de namoro.

Lembra-se do arroxeado entrar oficialmente no seu coração quando ele ainda se encontrava num estado de fraqueza após a partida de Nijimura. O outro consolou-o da sua maneira inocente e infantil e sem se aperceber começou a depender muito do maior. Criou-se uma relação que nem ele compreendia e um pequeno fio foi criado a prendê-los. Não compreendia porque é que se apaixonou mas quando deu por isso já os dois namoravam e já Murasakibara espalhava as novidades pelos seus companheiros estupefactos.

E no Natal que passaram enquanto estavam numa relação, o arroxeado convidou-o a passar o serão da grande noite junto da sua família quando descobriu que ele nunca celebrava. E nesse ano sentiu o que era realmente ter uma família.

E tal como não viu chegar o facto de que estavam numa relação não viu eles a acabarem. Nunca pensou que o outro questionasse as suas habilidades e fosse despertar o seu outro 'eu'. Separaram-se friamente e sem ressentimentos ou palavras carinhosas — não ouve qualquer "podemos ser amigos" que fosse poupado. E quando viu que não houve nenhuma dor dilacerante no seu peito quando os dois acabaram oficialmente apercebeu-se que nunca sentiu um verdadeiro amor pelo outro. Sinceramente sentiu-se relaxado por saber isso e quando entrou na Rakuzan Kōkōemitia apenas confiança e absolutismo.

Uns meses após estar instalado naquela escola recebeu noticias de que o seu ex-namorado estava perdidamente apaixonado por um tal de Himuro Tatsuya. E foi aí que o seu coração se partiu pela segunda vez...

Suspirou. Ele nem sabia porque estava a relembrar memórias que não o iam fazer sentir-se melhor naquela já moderadamente triste noite. Arregalou os olhos, uma das primeiras emoções que transmitia à horas, quando se apercebeu que os seus pés tinham-no levado para um sítio que estimava mas o que o surpreendeu foi mais quem se encontrava lá — tinha passado apenas uma semana desde o fim da Winter Cup e a raiva de ter perdido ainda estava acordada, e a relação entre eles, desde o primeiro segundo, foi algo muito pesado e baseado em sentimentos negativos, por isso encontrá-lo no único sitio em que queria estar não lhe trouxe conforto.

– O que estás a fazer aqui? — pensou ainda em voltar para trás e ir para outro sitio mas quando viu que o outro notou na sua presença não havia mais volta a dar — Então? Não vais nem responder? — recusou-se a suspirar e apenas sentou-se na relva coberta de neve, a pouco mais de um metro de distância de Kagami. — Não precisas ficar tão longe, eu não mordo. — mandou um olhar ameaçador pelo comentário que só fez o outro sorrir vitorioso.

– ....E o que é que tu estás aqui a fazer...? — não reconhecia a sua própria voz, tão fraca, tão hesitante.

– Eu vivo sozinho então não tinha ninguém com quem celebrar o Natal. — o olhar do maior desviou-se para o céu. — E este sitio é dos únicos de onde se vêm as estrelas e isso ajuda-me a esquecer...

– ...Esquecer o quê? — ponderava de onde vinha a curiosidade súbita pelas razões do outro ruivo.

– Hm.. — os olhos rubis do outro observaram o contorno de um floco de neve que pousou na sua mão até derreter. — Bem, parece que está a resultar. — e o outro soltou um sorriso brilhante que provocou um risinho escapar dos seus lábios. — Mas agora a sério...ajuda-me a esquecer que neste mundo, por mais grandes que pareçamos, a nossa presença é minúscula. Somos apenas mais um floco de neve no meio de uma avalanche.

– .......Esses pensamentos não são um pouco tristes demais para um dia feliz?

– Não sei. — Kagami riu-se levemente e olhou para ele que ainda estava meio admirado pelas palavras sábios do outro. — Diz-me tu. Tu és o que estavas a parecer muito triste. Porque é que estavas com pensamentos desses num suposto dia feliz...?

– ......tch.. — sentiu-se corar levemente e olhar para o chão a ver os pequenos flocos fazerem marcas na neve. — Desde quando é que desenvolves-te habilidades de observação como essas....?

– Desde que tenho o Kuroko como meu parceiro. Aquele miúdo é uma rocha quando tem a ver com demonstrar sentimentos. Mas se puxarmos uns cordelinhos a máscara dele cai facilmente. — sentiu o olhar do outro nele — A comparar tu mostras mais facilmente mas parecem todos uma mentira.... Vocês os dois são iguais mas totalmente diferentes. E honestamente estou determinado em arrancar uma reacção de ti.

– P-porque é que farias isso..? Ainda por cima tu odeias-me... — tentava esconder a cara que continuava corada com o cachecol. Não percebia a repentina aproximação e relaxamento que o outro estava a ter com ele.

.- Quem é que disse que eu odeio-te? — o outro entregou-lhe um sorriso e levantou-se começando a andar lentamente e ultrapassá-lo. Contudo algo mudou do de sempre — ele olhou para trás. — Ah, e sobre isso, o que eu decido fazer é minha escolha....e eu gosto de desafios. — sentiu o corpo todo aquecer e o coração palpitar mais rapidamente quando recebeu o seu primeiro sorriso sincero de Kagami. O que ainda não sabia é que aquele seria o primeiro de muitos.

– Feliz Natal, Akashi.

FIM

Notas finais
OLÁ DE NOVO GENTE!!! Beeem, eu estava com vontade de escrever ontem à noite e decidi escrever este one-shot pequeno só mesmo para vos entregar a todos uma prendinha. Sei que não está nada de especial mas aceitem isto como um grande agradecimento! Este ano entrei no mundo das fanfics a escrever e isso realmente mudou-me a vida por completo...se não fossem vocês leitores eu nunca teria aguentado neste mundo por isso muitíssimo obrigado!!! E quero agradecer do fundo do coração a todos os que me apoiaram para escrever mais e especialmente à Alice-chan! Ela convenceu-me a começar a escrever e mudou-me a vida completamente!! E graça a ela consegui encontrar algo que me faz feroz e que (penso) faz os outros felizes!! Por isso feliz Natal Alice-chan eu adoro-a!! E FELIZ NATAL A TODOS!!Se quiserem ler mais fics minhas tenho uma corrente longfic de KnB chamada Under The Hell's Gaze e uma de One-Shots chamada Stories of Red and Blue!FELIZ NATAL~~!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!