Just An Excuse

1 Capítulo Único


Aquela era a última noite dele na cidade; a última noite juntos. Ambos queriam aproveitá-la do melhor modo possível. Mas não disseram nada um ao outro.

Era a despedida perfeita: seus amigos, o barzinho onde se conheceram e nenhuma preocupação sobre trabalho ou qualquer outra coisa. E tudo temperado com muita vodka e cigarros. Lea não bebia nem fumava, e enquanto Mark aproveitava para fazer isso por ela, a garota pegou as chaves do carro no bolso da calça preta que ele vestia. O loiro nem se deu o trabalho de se importar com isso.

Ela saiu do bar para buscar uma amiga dos dois que havia ligado. Quando retornou ao local, Mark veio em seu encontro abraçando-a, tentando beijar-lhe. A morena queria, mas recuou.

— Vocês não vai me beijar, Lea? — perguntou, com um olhar carente.

— Você está bêbado, não vai lembrar disso amanhã — empurrou-o levemente, mas ele nem se moveu.

Sentiu-se sendo puxada para mais perto, e também sentiu os lábios dele grudados em seu lóbulo esquerdo, fazendo sua pele se arrepiar.

— Você sabe que eu sempre lembro — sussurrou com uma voz grave, profunda.

Ela tremeu. Voltaram a conversar com seus amigos normalmente e, após algumas horas de brincadeiras e trocas de olhares, resolveram ir embora. Quase todos chamaram um táxi, mas Mark insistiu em dirigir. Lea, teimosa, não deixou — pois ele já estava meio alterado por conta da vodka que havia bebido. Não estava bêbado, somente mais... “Soltinho”.

Ele sentou-se no banco do passageiro e a morena foi dirigindo até sua casa. Ao chegarem lá, ela parou o carro e olhou para Mark.

— O que faremos agora? Você não pode ir pra casa andando — Mark argumentou.

— Eu dou um jeito, posso chamar um táxi, ou algo assim — deu ombros.

— Bom, se é assim… Tudo bem — ele concordou.

Abriu a porta do carro e desceu. Procurou as chaves de casa no bolso; tentou abrir a porta e fingiu não conseguir. Voltou até o carro onde Lea ainda estava esperando e abriu a porta.

— Sabe, não consigo abrir a porta de casa. Você pode me dar uma ajuda?

Lea riu e balançou a cabeça. Desceu do carro e ativou o alarme, trancando o mesmo. Pegou as chaves das mãos de Mark e abriu a porta com uma facilidade extrema. Olhou para ele e segurou o riso; ele a convidou para entrar.

— Por favor, entre — suplicou.

—Mark, eu não posso. Você sabe que nós dois precisamos acordar cedo amanhã, principalmente você — o loiro lançou novamente aquele olhar caridoso.

— Eu não vou conseguir dormir sozinho — Lea não resistiu.

— Ok, tudo bem. Mas só até você dormir.

Entrou na casa e trancou a porta, sentando-se no sofá. Mark sentou-se ao seu lado e suas mãos procuraram pelas dela e quando encontrou-as, ela deu um risinho. A morena levantou-se num pulo para ir embora e ele também se levantou. Ela abraçou-o, mas ele foi além; beijou-a intensamente, como se quisesse gravar cada pedaço de sua boca em sua memória. Ela correspondeu ao beijo, e então perderam o controle de suas mentes, e foram procurando cegamente pelo quarto do rapaz. Quando o encontraram, abriram a porta violentamente, e ele a jogou na cama, logo em seguida trancando a porta. Não costumava fazer isso, pois morava sozinho.

Deitou-se em cima dela e continuou a beijá-la. Esticou o braço e ligou o rádio que se encontrava ao lado da cama; uma música de sua banda favorita — Kiss — começou a tocar, eles se entreolharam. Não quebraram o beijo em momento algum, exceto quando ele tirou sua camisa e também a blusa dela.

Voltaram a se beijar. Ele tirou a própria calça, ficando somente com a boxer branca que vestia. E enquanto tirava a calça dela, beijava seu pescoço fazendo-a gemer incontrolavelmente. Alternava beijos e leves mordidas, o que a levava à loucura. Seus dedos procuravam pelos cachos loiros do rapaz, enquanto ele voltava a beijar-lhe os lábios e colocar-lhe sentada, tirando o sutiã que ela usava. Fazendo a peça desaparecer ao ser jogava em algum canto do quarto. Depositou um beijo no colo da garota e, novamente, voltou a beijá-la. A boxer branca também logo desapareceu, assim como a pequena última peça que Lea vestia.

Mark foi descendo pelo corpo da morena aos poucos, beijando suavemente cada parte dele. Subiu em cima dela mais uma vez e olhou-a nos olhos. Penetrou-a calmamente, pois sabia que aquela era a primeira vez da garota. Ambos gemeram; ele, de prazer. Ela, de dor — naquele primeiro momento. Ele afagou seus cabelos, deu-lhe um beijo apaixonado e esperou ela dar algum sinal de que ele poderia continuar. Apenas alguns segundos depois ela começou a mexer seu quadril e gemer; ele aceitou isso como o convite e começou seus movimentos devagar, aumentando o ritmo depois.

Ela gemia e isso o deixava louco. A única coisa que Lea conseguia fazer era tentar se controlar para não fincar as unhas nos ombros de Mark. Ele parou por um instante e a morena o encarou como perguntasse “por quê?”.

Ele inverteu as posições; deitou-se e a colocou por cima dele. A garota travou por um momento, pois não sabia o que fazer. Era muito inexperiente. O loiro segurou seu quadril e gentilmente e começou a guiá-la. Após entender o ritmo, Lea movimentou-se sozinha, não precisando mais de ajuda.

Continuaram naquele ritmo por mais alguns minutos, até que chegaram ao ápice. Ela — sem fôlego algum — deitou-se ao lado dele, que depositou um beijo em sua testa; enquanto Lea tentava recuperar o ar.

— Você foi ótima, sabia? Acho que esse foi o melhor presente de despedida que eu poderia ter recebido em toda minha vida — ela riu, enquanto ele continuava a afagar seus cabelos.

— Aquela coisa toda de não conseguir dormir… Era só uma desculpa, não era?

— Você é esperta, minha garota — beijou-a suavemente e, depois de alguns minutos, ambos caíram em um sono profundo e tranquilo.

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