Just A Favor
5 Just Once
Notas iniciais
Aquilo era irreal. E errado, de tantas formas. Mas eu simplesmente não conseguia parar. Alex tinha aberto minha camisa e passava as mãos em mim, uma carícia quente que parecia queimar a minha pele onde ela me tocava. Eu estava tremendamente excitado, mas era minha irmã, pelo amor de tudo...! Mas ela era atraente, eu não podia negar. Movi minha boca para o pescoço dela, passando a língua, os dentes, ouvindo dela gemer e sentido ela arquear o corpo contra o meu. Não sei dizer de onde eu estava tirando coragem para fazer aquilo, mas ei, ela que tinha começado.
As mãos dela continuaram descendo, e antes que eu pudesse perceber, ela tinha enroscado os dedos na cintura da minha calça. Isso pareceu me despertar e eu me afastei um pouco, sem sair de cima dela no entanto. Fitei longamente seus olhos castanhos escuros cheios de lascívia e desejo e senti um tremor me percorrer.
– Alex, não... Não podemos. – Eu odiei a fraqueza óbvia em minha voz. Ela revirou os olhos.
– E por que não? Eu quero e eu sei que você também quer...
– O problema não é querer, -Essa foi minha forma de não negar, por que negar seria mentir. – mas a gente é irmão, isso é errado.
– Quem disse? – Ela passou a mão no meu rosto como um carinho e um olhar inocente como se realmente não soubesse a resposta.
– Todo mundo. A sociedade, as leis, Deus.
– E quem precisa saber? – A resposta ficou entalada na minha garganta e diante do meu silencio ela apenas me puxou de volta para si, voltando a me beijar, e eu mais uma vez, não tive como resistir. Por mais errado que fosse, admito que eu a queria, eu desejava cada centímetro dela. Eu tinha conseguido manter tudo aquilo sob controle por tanto tempo, mas ela ter me provocado foi como uma fagulha perto da pólvora.
E apesar de ambos sermos adultos e sabermos que era errado e tudo o mais, nada nos impediu. Eu em especial, estava cego de desejo e apenas permiti que ela tirasse minha camisa, a própria blusa, desabotoasse meu cinto. Tirei a saia dela devagar, não só por que eu estava com medo do que viria a seguir, mas por que eu queria saborear o momento. Eu sabia no fundo que aquilo não poderia se repetir.
Eu não ia ser capaz de impedir as coisas, sabia que iríamos até o fim, mas ainda assim, hesitei mais uma vez. Senti Alex envolver minha cintura com as pernas finas, sabendo o que ela queria, mas sem coragem de consumar as coisas. Eu podia sentir ela molhada, pronta pra mim, e apesar de saber o que fazer, parei. Ela puxou meus cabelos, lambeu meu pescoço até chegar na base do ouvido e sussurrou um pedido:
– Por favor, Justin...
Como negar um pedido com um ‘por favor’ ronronado assim? Fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o aroma tão marcante dela no qual eu estava cercado. Penetrei devagar, ouvindo ela gemer baixo, e senti as unhas dela cravarem nas minhas costas, arranharem. Fiz uma pausa para recuperar o folego e para que ela se acostumasse.
Ela começou a se mexer embaixo de mim e eu a acompanhei, aumentando o ritmo conforme ela pedia. Não demorou para ela gozar chamando por mim, e eu vim pouco tempo depois. Minha mente conturbada se calou por um momento, e por alguns segundos eu senti um prazer tão intenso quanto proibido.
Ainda ofegando, deitei do lado dela no sofá, e ela se aninhou em mim com um suspiro satisfeito. Agora, depois que o fogo tinha passado, eu começava a sentir a culpa me corroendo. Alex estava agarrada a mim e tinha começado a ressonar, levada para o mundo dos sonhos.
Mas é óbvio que eu não consegui dormir, atormentado pelo pecado que acabara de cometer, e atormentado ainda mais por não estar arrependido. Parte de mim queria fazer de novo e eu sabia que isso era impensável. Tempo depois eu acabei dormindo.
Acordei sentindo frio, a sala escura estava vazia e silenciosa e percebi que ela já tinha ido embora. Senti um misto de sentimentos. Alívio pela tentação constante não estar mais ali, mas ao mesmo tempo queria que ela estivesse. A presença dela era inebriante afinal. Ainda me sentia culpado, e me perguntei se ela se sentia tão mal quanto eu... Mas claro que não, era Alex afinal.
Sentindo um leve desconforto percebi que só de pensar nela eu já estava ficando excitado, e fiquei ainda mais quando minha mente reviveu os momentos de horas atrás. Tive medo que isso, esse nosso “rolo”, saísse do controle mais ainda. Se eu não conseguia nem mesmo controlar meus próprios pensamentos, como seria capaz de dizer ‘não’ se, ou melhor quando, Alex voltasse? Frustrado, pensei que se eu ainda tivesse os poderes poderia fazer uma poção ou feitiço para esquecer tudo aquilo... Mas tudo tinha ido para Max. Talvez fosse hora de ir fazer uma visitinha pro meu irmão.
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