Just A Favor

8 Just For A While


Notas iniciais
Sim, eu voltei *vento nos cabelos e cara de determinação* Depois de um hiatus quase permanente eu resolvi voltar... Quero agradecer imensamente todos que comentaram, recomendaram e mandaram mensagens de apoio, você me ajudaram muito! Não sei dizer ao certo quantos capítulos mais a fic vai ter, mas alguns rumos mudaram. Desculpe a demora mais uma vez e espero que gostem! Alex's POV

Me levantei assim que o vi sair do elevador. Tentei oferecer meu melhor sorriso, mas não foi muito convincente. Ele olhou em choque pra mim e depois pra mala.

– Mas o que....?

– É uma longa história. Mas se você abrir a porta e me fizer um café eu posso te contar tudo.

Ele balançou a cabeça e para o meu alívio abriu a porta sem discutir. Eu gostava dele assim, especialmente. Arrastei minha mala para dentro e notei, um pouco surpresa, que a bagunça que eu fizera ainda estava do mesmo jeito. Meus livros na mesa de centro continuavam ali, intocados e o sofá onde tínhamos dormido juntos ainda estava uma zona. Não era típico de Justin.

– E então? – Ele perguntou da cozinha. Me aproximei do balcão de mármore alto que separava a sala de jantar da cozinha e observei enquanto ele fazia o café.

– Briguei com a mamãe de novo. Nenhuma novidade aí, mas dessa vez ela me irritou de verdade. Eu saí de casa. – Justin suspirou e esfregou os olhos.

– Saiu de casa. Pra onde você vai?

– Eu pensei que você não ia se importar se eu viesse ficar com você um tempinho... – Eu dei um sorriso torto e cheio de malícia. Eu ainda o desejava tanto quanto antes, por mais que soubesse que devia parar. Era errado e eu sabia, mas eu sempre tive esse gosto por coisas erradas... Era viciante demais pra parar.

– Nem pensar.

Frio e cortante assim. Ele nem ao menos me olhou ao dizer isso. Olhei pra ela surpresa, tentando adivinhar se ele estava bravo, ressentido ou arrependido. Ele parecia normal, só mais cansado. Fiz beicinho.

– Por favooooor – Eu sabia que podia ganha-lo no charme. – Você não vai largar sua irmã sozinha ao relento vai?

– Ah, então hoje você é irmã? Ontem não parecia bem assim. – Meu deus, o que tinha dado nele? Toda essa frieza e o sarcasmo não eram do feitio dele. Eu esperava uma bronca ou um sermão, mas não aquilo.

– Qual foi...? É por que eu fui embora?

– Não, Alex, não é por isso. Mas já que você entrou no assunto por que você foi? – Eu quase ri disso. Ele ficou magoado por que eu não fiquei pra dormir de conchinha? Mas eu sabia que dizer isso só ia deixar ele mais bravo e eu precisava dele agora.

– Por que eu precisava ir. E por que eu não sabia como você ia reagir depois daquilo.

Pareceu ter sido uma boa resposta e ele deu um suspiro e ficou quieto. Além de realmente não ter outro lugar pra ir, eu realmente queria ficar com ele. Por razões óbvias. Dei a volta entrando na cozinha e o abracei por trás, descansando minha testa em sua nuca. Respirei fundo sentindo o perfume tão familiar.

– Alex você não pode ficar.

– Por que não? Tem medo de não resistir? – Dei um beijo leve em seu pescoço. Pude sentir o arrepio que causei e uma parte de mim ficou perversamente feliz com isso.

– Não é só isso. Eu não posso mais te acobertar quando você se meter em confusão com a mamãe ou o papai. Se não você nunca vai mudar, nunca vai crescer.

– Acho que ontem à noite foi a prova que eu já estou bem crescida você não acha? – Provoquei. Por algum motivo eu não conseguia não falar disso.

– Você me entendeu. Ficar aqui é perfeitamente confortável pra você. Se eu deixar dessa vez, você vai fazer isso de novo, de novo e de novo.

– Então me deixa fazer. – Dessa vez mordi o ponto entre o pescoço e o ombro dele, mas ele tirou meus braços de volta de si e se afastou.

– Não, Alex. – Ele disse, firme. – Você pode ficar essa noite, mas amanhã você sai. Estou falando sério. De um jeito ou faça as pazes com a mamãe.

– Mas-...

– O café está pronto. Com licença.

Ele saiu da cozinha e se fechou no quarto. Eu não podia acreditar. Eu sabia que ele estava mais certinho e responsável do que nunca, mas achei que os últimos eventos iam fazer ele ser mais bonzinho comigo. Enquanto me servia de uma xicara de café, pensei em como tudo acontecera tão rápido. A festa, a súbita aproximação, a noite anterior. Eu achei que ia ser fácil assim, mas aparentemente Justin estava se fazendo de difícil. Eu tinha que dar um jeito de ficar.

Fui dando goles pequenos enquanto andava pelo apartamento pensando. Olhei as fotos nas paredes, os livros, absorvendo cada detalhe da vida dele. Me aproximei da porta do quarto e pude ouvir o chuveiro ligado. A porta estava aberta então eu entrei.

O quarto não estava exatamente bagunçado. Dei uma volta olhando as coisas, abri gavetas e armários procurando não sei bem o que. Talvez um diário secreto? Justin tinha essas coisas de menina como os bonecos colecionáveis e coisas meio ridículas assim então era totalmente possível.

Na última gaveta da mesa de cabeceira eu achei a caixinha de veludo com as alianças do dia da festa. Por que ele tinha aquilo de qualquer forma? Será que em algum ponto ele tivera uma namorada tão séria? Apesar de saber que não era muito possível já que ele, sendo todo certinho, teria apresentado ela pra família, não pude deixar de sentir uma ponta de ciúme. No fundo da gaveta eu encontrei o colar de coração... O que tinha brilhado nas mãos de Mason. Nossa, parecia que fazia tanto tempo dês de que-...

– Alex? O que está fazendo? – Não era óbvio? Me virei com o colar nas mãos. Ele tinha acabado de sair do banho estava só com a toalha na cintura, e todo molhado. Ignorei o arrepio de tesão que a imagem me causou e me concentrei na pergunta:

– Por que você guardou isso? – Ele fechou os olhos e suspirou.

– Alex põe isso de volta no lugar. E para de mexer nas minhas coisas.

– Isso era meu, como-...

– Alex. – Ele chegou perto de mim e me agarrou pelos pulsos. Eu larguei o colar surpresa com o toque bruto e ele me puxou em direção à porta. – Chega. De se intrometer. Na minha. Vida.

Ele me pôs pra fora do quarto e eu esperei ele bater à porta na minha cara por que era só o que estava faltando. O que tinha dado nele afinal? Ele parou e me olhou com raiva, e eu senti um quase arrependimento. Aproveitei o momento de hesitação e me aproximei dele. Pousei uma das mãos em seu peito nu, numa leve carícia.

– Justin por favor... – Ele continuou me olhando intensamente como se quisesse dizer algo, mas não conseguisse. – Eu quero tanto você... – E eu definitivamente não estava mentindo.

Fiquei na ponta dos pés e o beijei. No começo ele apenas permitiu, mas poucos segundos depois estava correspondendo. Bem quando eu achei que já tinha ganho essa, senti as mãos dele em mim, me afastando delicadamente.

– Hoje você dorme no sofá.

Ele recuou alguns passos e fechou a porta sem fazer barulho.

Notas finais
Comentários ajudam MUITO. Como fazia muito tempo que eu não escrevia, perdoem se o cap ficou meio fora de ritmo com o resto da fic. Vejo vocês no próximo!