Juro solenamente não fazer nada de bom
19 Meu senhor
Augusto chegou na area hospitalar da escola e encontrou sua amiga Vitória no canto da enfermaria junto com a professora Ias, se aproximou delas com o seu frasco e misturou o sangue coletado do basilisco, após agitar pingou algumas gotas na pele de ambas e aguardou.
A pele de ambas as bruxas começou a ferver e a sair uma fumaça cinza, Augusto se sobressaltou, mas ficou tranquilizado ao ver a superfície pedregosa se desfazer, Iasmin por ser a menor das duas foi a primeira a se libertar e caiu no chão e em seguida a Vitória.
Ambas se levantaram e olharam para o Augusto ali parado.
—O que aconteceu? — Perguntou a professora séria e Vitória olhou dela para o Augusto.
—Professora, a escola está sendo atacada. Vamos, vou lhes contando tudo no caminho. — Disse ele abrindo uma gaveta e pegando as varinhas das bruxas para lhes entregar.
— x -
Aron achou suspeito o diretor está com aqueles bruxos e mais suspeito ainda as vestes que ele estava usando, totalmente diferentes daquelas que usava a pouco. Como auror sentia que algo estava errado, por este motivo preferiu não se revelar à ocasião. O diretor parou em frente a aguia do seu escritório que permitiu que ele entrasse sem a senha, claro ele era o diretor, mesmo que o seu vice estivesse com o cargo, mas olho tonto Aron ainda achava estranho o comportamento dele e entrou na escritório antes que a passagem se fechasse.
Entrou e olhou para os lados, seu olho balançou de um lado para o outro a procura do bruxo, mas não o encontrou.
—Essa sem dúvidas é uma noite bonita Olho tonto. — Disse uma voz vinda atrás de si e se virou.
—De fato Milord, acho estranho você está aqui em meio a uma batalha lá embaixo.
Olho tonto percebeu que aquele Milord estava demorando a dar uma resposta, achou estranho, por mais que o amigo ficava em silêncio pensando em uma resposta a altura, aquele ali não estava pensando na melhor resposta e sim em uma resposta mentirosa, definitivamente aquele era o outro Milord que conhecera na prisão.
—E por este motivo me seguiu até aqui. Fascinante Olho tonto. Fascinante. — Disse o bruxo se deliciando com aquela conversa.
Em seus dias em Azkaban, Olho tonto Aron conheceu um bruxo que tinha a mesa aparência que a do diretor, soube que ele tinha sido pego com um artefato, uma luva com algumas joias e que dizia que com um estalar reduziria metade do universo da mesma forma que fez com o seu, porém não obteve exito.
—Fico feliz que não tenham te colocado de volta na prisão. — Disse ele
“ Prisão, ele disse prisão em vez de Azkaban, te peguei. “
A outra versão percebeu o olhar do bruxo e se adiantou com uma varinha, Aron usou o seu cajado para desviar o feitiço.
—O que me denunciou? — Perguntou aquela versão.
—Muitas coisas, porém o Milord nunca me chama de Olho Tonto. — Disse ele e bateu a ponta do cajado no chão, porém Milord desviou da onda de ar vindo em sua direção que acertou uma estante.
—Impressionante. — Disse ele.
—Então você é o Milord fajuto que quer destruir este mundo ? Ouvi falar de você em Azkaban.
—Não pretendo destruir este mundo, quero que vocês percebam a mentira que ele é, vocês estão sendo enganados por um autor, tudo isso … tudo isso é mentira.
—Cara, você é tão louco quanto o Thamer.
—Olho tonto, eu posso te provar, com essa varinha. — Mostrou e Aron percebeu o motivo dele ter vindo no escritório.
—Essa é a varinha das varinhas. Ela não te pertence. — Disse e atirou algumas bolas de fogo que foram interceptadas por outras bolas de água.
—Não pertence a ninguém, cada mundo possui o seu objeto mágico, essa varinha é capaz de realizar maravilhas se usada corretamente com os seus objetos mágicos.
Aron observou o bruxo tirar o colar e mostrar a pedra nele e ficou impressionado.
—Essa é …
—A pedra da ressurreição, sim. Ela mesmo e combinando com a capa …
—Você se torna o senhor da morte. — Disse olho tonto olhando para o terceiro item nas mãos do bruxo. — Como você as reuniu ?
—A pedra eu consegui quando fui preso e estes outros dois itens estavam no armário do diretor, bem ali. — Apontou ele e naquele momento Aron abaixou a guarda.
A outra versão pegou rapidamente a capa e uniu os três itens, ao fazer isso uma enorme onda percorreu o seu corpo e ele caiu no chão. Aron acertar o feitiço, porém nada saiu da sua varinha e ele foi arremessado para trás com força.
Se levantou e viu na sua frente uma figura encapuzada, vestes marrons com um rasgo.
—A morte. — Disse Olho tonto olhando a figura no escritório que alcançava o teto, ela se virou para o impostor.
—Meu senhor. — Sua voz era grossa e imponente. — O que deseja ?
O bruxo olhou para a enorme figura que parecia um dementador e ficou abismado com tamanha presença.
—Eu desejo … — Foram as últimas palavras antes da morte pegar-lhe pelo seu pescoço.
—Claro que isso vai lhe custar um preço, sua vida. — Disse ela olhando em seus olhos.
—Você não pode ter a minha vida, não pertenço a esse universo, sou de outra história. — Respondeu ele com um olhar zombeteiro.
—Entendo, porém se está nessa história, você pertence a ela. Mas não posso pegar a sua vida, como serei paga ? — Perguntou ela.
—Com a minha vida daqui, deste mundo. — Disse ele e a morte sorriu com seus dentes pontudos e o largou.
— NÃOOOO – Gritou Aron.
A morte pareceu perceber a inconveniente presença naquele momento e com os seus dedos que pareciam galhos estalou e uma forte bola de energia foi na direção do bruxo que usou o seu cajado para rebater ela. O seu cajado se espedaçou, mas foi suficiente para a bola de energia ser rebatida para longe, voando pela janela do escritório.
— x -
Todos estavam ali parados diante de Dolores Raquel e o seu namorado mestiço, nada podiam fazer sem que causassem algum dano ao diretor da Lufa lufa. Dolores usava vestes rosas e seus cabelos estavam soltos, porém atrapalhados. Denis estava com uma expressão de transe, estava com o peitoral de fora com seus músculos bem definidos e atraentes.
—O que você quer Dolores ? — Gritou a ministra em meio a todos.
—O que eu quero ? É simples. Eu quero ficar livre de todos vocês que sempre me odiaram gratuitamente, eu quero um mundo sem vocês e ele me prometeu isso.
—Ele quem ? — Perguntou Bela e olhou para cima. — Todos afastem … AGORA.
A ministra viu a enorme bola de luz descer e apontou sua varinha lançando um feitiço que foi absorvido. Antes que ela pudesse fazer algum outro movimento, a bola de energia desceu rapidamente e a engoliu.
Fazendo ela desaparecer dali.
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