Juntos Pelo Acaso - Vondy

4 Capítulo 03 - Salvame


Notas iniciais
Decidi postar pois apareceram leitores! Estou feliz. Espero que gostem do capítulo. P.S: No momento que a Roberta ver o vídeo da música imaginem a Mia cantando sozinha pois o RBD nunca existiu na fanfic ok?

Roberta e Diego só se separaram, pois o delegado os chamou. Logo, Roberta perguntou com quem que Pietro ficaria já que os pais dele acabaram de falecer. Em resposta, o delegado diz que a criança ficará com algum parente ou pessoas de confiança do casal, como por exemplo, os padrinhos do filho deles. Roberta e Diego apenas se olham sem dizer uma só palavra.

No dia seguinte...

Sem sombras de duvidas, aquele dia é o pior da vida de Roberta Pardo e Diego Bustamante. A dor da perda não passava, além de que, no enterro dos amigos estava chovendo... O que mais simbolizava a escuridão e tristeza por ter morrido pessoas tão especiais como a Mia e o Miguel.

Notícias corriam pelo Brasil e o mundo. No país natal deles (México), vários fãs demonstraram seu amor pelo casal Ponny. No Brasil, país onde escolheram morar, a situação era a mesma.

Depois do enterro, Roberta e Diego organizaram um pequeno banquete na casa dos falecidos para os familiares, amigos e vizinhos do casal que vieram do México e de várias partes do Brasil pra dar, o último adeus á Mia e Miguel Arango.

– Roberta! — Diego a chamou para conversar em um canto da casa.

– O que foi? — Pergunta ela, com uma bandeja de docinhos — Não está vendo que estou ocupada?

– Hei! Você ouviu quando o delegado falou sobre a possibilidade do Pietro ficar com os padrinhos?

– Claro que ouvi. O que tem isso?

– Não sei. Aqui está cheio de parentes deles, será que nenhum podia ficar com o Pietro?

– Você quer se livrar dele?

– Não. Só acho que a responsabilidade é muito grande para nós, nós nem somos um casal.

– Somos só padrinhos de Pietro. — Completa Roberta.

– Concorda em procurar alguém pra ficar com Pietro?

– Sim. — Responde ela — Eu vou oferecer docinhos pra as pessoas que estiverem na sala e também vou conversar pra ver se teriam capacidade pra ficar com ele. — Fala ela — Mais, por favor, não seja direto! Apenas puxe assunto e veja se a pessoa é capaz de cuidar de uma criança de um aninho.

– Ok.

Na sala de estar...

– Ela era uma ótima pessoa... — fala a prima de Mia para as pessoas em sua volta.

– Docinhos? — Roberta aparece com um pequeno sorriso no rosto e com a bandeja em mãos.

– Eu quero! — falou a mulher que é prima de Mia — Hei! Não é você que ficará com o Pietro? — Ela pergunta.

– Algumas possibilidades, apenas. — Disse ela — E a senhora, como se chama?

– Sou Mara, prima de terceiro grau da Mia.

– Ah... — Roberta observa a mulher: um pouco acima do peso mais parece ser uma boa pessoa — A senhora tem filhos?

– Sim, dois! — E ela aponta para um casal de crianças que estavam com um homem magro — E aquele é meu marido.

– Linda família! — Roberta sorri.

– Obrigada!

Roberta logo sai e vai conversar com uma mulher magra: a tia de Mia que tem oito filhos.

– Olá — Roberta chama atenção dela — Aceita docinhos?

– Obrigada! — A mulher enche a mãos com docinhos — Crianças! — Ela gritou, quase deixando Roberta surda.

De repente, oito crianças correm em direção da mulher.

– Seus filhos dona...

– Judith, esse é meu nome! E sim, eles são meus filhos.

– Difícil cuidar de tantas crianças?

– Um pouco... — responde ela, entregando o último docinho para a caçula — Você e seu marido ficarão com o Pietro, não é?

– Diego não é meu marido, Judith! Nós éramos apenas amigos da Mia e do Miguel.

– E eles os escolheram para padrinhos do filho deles?

– Exatamente.

– Roberta! — Uma voz atrás dela á chama — Podemos conversar?

– Claro Dieguinho. — Ela responde ainda virada de costas para ele.

Roberta ouve os passos de Diego saindo dali, depois ela diz a Judith:

– Preciso ir.

– Hei Roberta! — Fala a mulher — Apesar de vocês não serem casados, formam um lindo casal.

Roberta não disse mais nada, apenas sorriu e saiu dali.

Algumas horas depois...

– Acho que agora podemos conversar! — Fala Roberta se jogando no sofá da casa dos falecidos.

– Culpa daquele Ryan que não parava de dar em cima de mim! — Bufou Diego, sentando-se no sofá ao lado de Roberta que estava rindo com o que ele falou — E aí, conversou com alguém capacitado para a responsabilidade?

– A Mara, prima de terceiro grau da Barbie, é simpática, mas quem cuida dos filhos dela, é o marido dela. Não sei se teria coragem de entregar meu afiliado á eles. — Roberta dá uma pausa e depois continua — Conversei um pouco com a Judith, aquela que tem oito filhos...

– É aquela que você estava conversando quando a chamei?

– Sim. Os filhos dela são umas pestes, ela tem cara de 80 anos por cuidar de tantas crianças, mas garanto que deve ter uns 45 anos de idade.

– Deixaria o Pietro com ela?

– Não sei. — Ela fica pensativa — E você? Falou com quem?

– Um casal de gay, primos do Miguel. O Ryan deu em cima de mim, me deixando constrangido. Porém o parceiro dele, tal de Frederico nem ligou.

– Aí como queria ter visto isso! — Roberta disse rindo — Falou com mais alguém?

– O avô do Miguel de quase 100 anos. — Diz ele — Muito velho pra essas coisas.

– Tem mais alguém?

– Hum... Eu falei com uma tia solteirona do Miguel, qual era mesmo o nome dela? Ah lembrei! Ela se chama Shirley.

– E a tia solteirona tem chances?

– Ela deu em cima de mim, ria a cada segundo parecendo uma doida! — fala Diego — Melhor não.

– Ela riu? Será de bêbada ou feliz pela morte deles?

– Acho que a primeira opção. — Falou Diego.

Depois de um longo silêncio entre eles, Roberta vai até o notebook e começa a ver o vídeo de Mia cantando a música Salvame.

– Parece que é mentira, né? — Pergunta Diego, vendo Roberta chorar.

– A ficha ainda não caiu. — Ela olha para ele — Essa música me lembra tanto dela, do jeitinho dela... — Roberta fecha os olhos deixando as lágrimas rolarem.

– Como a música diz, eles não vão voltar! Mais deixaram boas lembranças... — Ele acaricia o rosto de Roberta — Eles sempre vão estar nos nossos corações, nunca vamos esquecê-los, não é? Mais também, a gente não pode esquecer que a vida tem que continuar temos que seguir em frente.

– Você tem razão! — Ela fecha o notebook — A nossa vida tem que continuar apesar de nossos amigos não estarem mais conosco.

– Exatamente! — Diego sorri.

– Mais e o Pietro? — Perguntou Roberta, fungando.

– No momento, está no conselho tutelar. — Diz ele — Mais amanhã o advogado do Miguel e da Mia virá falar conosco.

– Pra quê?

– Esqueceu que pode ser que o Pietro fique com os padrinhos?

– Mais eles têm tantos parentes!

– Temos que ver o que o advogado irá dizer.

– Bom isso é apenas uma possibilidade não é?

– Digamos que sim.

– Acho que preciso dormir. Só de pensar nessa possibilidade de ficar como responsável do Pietro me dá uma dor de cabeça! — Roberta levanta-se da cadeira que estava sentada.

– Quer dormir no quarto deles? Eu fico com o quarto de hóspedes.

– Será? Acho melhor deixar o quarto deles fechado. Não seria bom eu dormir no quarto onde eles... Dormiam. Lembraria-me mais deles do que essa própria casa já me faz lembrar!

– Ok. Fique no quarto de hóspedes, que eu durmo no sofá.

– Obrigada Diego. — Ela sorriu — Até amanhã!

– Até...

Diego vê Roberta subir as escadas, depois que ela some da vista dele, ele deita no sofá e olha o nada. Fecha os olhos e fica se perguntando o porquê de tudo aquilo. Quando ele percebe, as lágrimas rolavam em seu rosto. Ele enfim percebe que por mais que tente se fazer de forte na frente dos outros, na frente de Roberta, no fundo ele estava sofrendo.

Notas finais
Fiquei com dó do Dieguinho agora. Bom por hoje é só tchau e até amanhã!