Notas iniciais
Olá! Ultimo capítulo!

Alguns dias se passaram e Mia mostrou que não é uma rainha fútil, que fica sentada em seu trono dando ordens e se preocupando apenas com sua beleza, ela visita os vilarejos de Linderhof, conversa com os camponeses e com os comerciantes para saber se eles precisam de algo. A gentileza, o carinho e a atenção dela, os deixaram encantados com ela e diziam que Linderhof tem sorte de a ter como rainha. Mia ficou feliz em saber disso. Também é uma boa conselheira para o marido e muitas decisões que ele toma, são baseadas em uma ideia que ela teve ou sugere.

Mia é uma mulher ativa e está sempre pensando em maneiras de ajudar o seu marido e o povo de Linderhof. Porém, um dia precisou dar um tempo nesta dedicação. Ela sentiu uma forte tontura e precisou ser amparada por uma empregada, que a levou até seu quarto. Mia se deitou na cama até que se sentisse melhor, Julian ficou assustado ao ver a esposa deitada na cama e imediatamente pediu que um médico fosse chamado, Mia disse que não precisava de tanto, que já estava melhorando, só precisava descansar por alguns minutos. Mas Julian não deu ouvidos a esposa e insistiu em chamar um médico, pois, não foi a primeira vez que ela sentiu uma tontura como essa.

Algum tempo depois, o médico chegou, era um homem de baixa estatura e um pouco careca. Julian falava aflito com ele, até tropeçava nas palavras, o médico então pediu para ver a rainha e que seria melhor ela mesma explicar. O rei ficou envergonhado, se desculpou e o levou até o quarto real. Quando chegaram ao quarto, o médico conversou com Mia, que disse que já estava bem, foi uma tontura como as outras, que vieram e logo passaram.

— Tiveste outras tonturas, majestade? — Perguntou o médico.

— Sim. — Respondeu Mia. — É sempre o mesmo evento, a tontura vem, sinto tudo girar, quase desmaio, mas logo passa. Porém, uma vez, algo diferente aconteceu. Eu fiquei enjoada, muito enjoada, tanto que não conseguia comer, só de sentir o cheiro da comida, já me embrulhava o estomago. E até cheguei a vomitar. Mas depois, não tive mais enjoo, apenas as tonturas.

— Vomitaste e não me disseste nada? Mia...— Reclamou Julian.

— Não queria o preocupar, meine liebe. — Disse Mia.

O médico a olhou com curiosidade, pediu para Julian sair do quarto, pois, iria examinar Mia. Ele aceitou, mas sentiu um aperto no coração, pensando que poderia ser algo grave. A pedido de Mia, uma empregada ficou no quarto durante o exame.

A porta do quarto se fechou e Julian ficou do lado fora. Sua cabeça estava a mil, vários pensamentos chegavam. Ele andava de um lado para o outro. Nervoso. Ansioso. Preocupado. Temia pela saúde de Mia, não queria que nada de ruim acontecesse com ela, o coração dele estava apertado. Rezava para que tudo ficasse bem.

Alguns minutos depois, a porta se abriu e o médico saiu. Julian foi na direção dele e perguntou se estava tudo bem com Mia.

— Majestade, a rainha deseja falar contigo. — Disse o médico.

Julian se aproximou de Mia e deu um beijo em sua testa. Ele estranhou o sorriso no rosto e ela disse, ainda sorrindo:

— Julian, meine liebe...eu estou grávida.

Was? — Perguntou Julian confuso.

Mia pegou a mão dele e a colocou em cima de sua barriga, dizendo:

— Eu estou esperando um bebê seu. O fruto do nosso amor está aqui em meu ventre.

A preocupação deu lugar a uma imensa alegria. Julian pensava em algo ruim, acabou recebendo a maior alegria de todas, seria pai. Ele não parava de sorrir e deu vários beijos na esposa, depois cumprimentou o médico efusivamente. Alegremente, gritava pelo castelo:

— EU VOU SER PAI! EU VOU SER PAI!

...

Meses se passaram, Mia estava na biblioteca lendo um livro sentada em um confortável recamier, quando sentiu um leve incomodo, passou a mão em sua barriga e respirou fundo. Minutos depois, sentiu novamente o incomodo, só que dessa vez um pouco mais forte. E ela continuou sentindo as dores, que cada vez ficam mais fortes. Julian estava tão concentrado em seu trabalho, que não percebia as dores que a esposa sentia, até Mia soltar um grito de leve.

— Está tudo bem, Mia? — Perguntou Julian, preocupado.

— Está sim — Respondeu Mia. — Aiiii...

— Não, não está. Esse grito de dor é a prova. Vou chamar o médico...

Julian mal terminou de falar a frase, quando a bolsa de Mia estourou, o bebê iria nascer. Agora, era o desespero que tomava conta dele, não sabia o fazer.

— Julian...fique calmo. Chame o médico. — Disse Mia, calmamente. — Tu já não iria chama-lo?

— É mesmo. Vou chama-lo e vou chamar a minha mãe, para te dar um apoio e também será o primeiro neto ou a primeira neta que ela vai ver nascer.

— É uma boa ideia, mas antes, chame o médico. Sinto que está para nascer.

— É claro, meine liebe. — Julian deu um beijo em Mia e saiu sorridente.

...

Porta fechada. As vozes do médico, de Mia e de sua mãe, era tudo o que Julian ouvia, era sua única forma de saber o que estava acontecendo. Tentou olhar pelo buraco fechadura, mas não conseguiu ver muito. No quarto, Mia, com uma camisola branca, com pequenas rendas, já estava ofegante, suada e fazendo muita força. Olga a incentivava e secava o suor do rosto dela. Algum tempo depois, do lado de fora, Julian choro, ele estava incrédulo com o que acabou de ouvir e ficou paralisado. A porta do quarto se abriu e Olga saiu, dando a notícia. — Nasceu, Julian. Nasceu. — Ela abraçou o filho. — É um lindo menino.

— Menino? Eu sou pai de um menino? — Perguntou Julian, incrédulo.

— Sim, mein sohn. E é um lindo menino. Se me permite dizer, ele é bem parecido contigo quando era bebê.

Julian entrou no quarto e viu Mia, sorridente, segurando um bebê loiro.

— Venha, Julian. Venha ver como o nosso filho é lindo. — Disse Mia.

Julian se aproximou e se encantou com o menino de cabelos loiros e por um instante, ele conseguiu ver que o menino tinha os olhos verdes. Mia entregou o filho para Julian segurar. Ele segurou e disse:

— Você é lindo, meine sohn. É, é sim, muito lindo. Já tens um nome para ele?

— Sim. Eu sempre sonhei com esse nome e sempre disse que se tivesse um filho, eu coloria esse nome. Peter.

— Peter. É um belo nome. Seja bem-vindo, Peter. — Julian deu um beijo na testa do bebê.

Mia entregou o filho para Olga e deitou na cama para descansar, Julian beijou o rosto dela e se deitou ao seu lado.

Olga ninava o neto, ela não teve a oportunidade de segurar Otto quando ele nasceu, pois, Marista mora longe. Agora está tendo essa sensação, ela fica emocionada com o neto nos braços, sorri para ele e conversa com ele, enquanto Mia descansa feliz nos braços de Julian.

...

Anos se passaram, Linderhof voltou ao lugar destaque, seu minério é bem requisitado e suas cerâmicas são reconhecidas e admiradas por todos. Também é um reino próspero, a vida melhorou e camponeses e comerciantes se sentem confiantes em seus trabalhos, principalmente, com seus reis. Os outros reis, que estavam desconfiados em fazer comércio com Linderhof, agora fazem e não se arrependem. Tudo graças ao trabalho confiável de seus reis, sim, pois, Julian e Mia trabalham juntos, ele governando e ela dando conselhos valiosos.

Um dia, Julian e Mia se encontraram com seus amigos às margens do lago Ammer. Peter já estava crescido e ficou muito parecido com Julian, tem os mesmos cabelos loiros do pai, porém, tem os olhos verdes da mãe. Enquanto os adultos conversavam, as crianças brincavam. Peter se diverte muito com os primos Otto e Sophia, e também se diverte com as brincadeiras de Kai e Nico, os gêmeos de Hagan e Reyna.

...

De volta ao palácio, Julian e Mia conversavam.

— Acredita que eu estava inseguro sobre o meu reinado? — Perguntou Julian.

— Acredito. Tu és inseguro sobre em vários assuntos. — Mia o abraçou por trás. — Mas sabe o que admiro em ti? É que tens a capacidade de passar por cima dessas inseguranças e dar o seu melhor. Comigo foi assim, com Linderhof está sendo assim. E por isso, sou apaixonada por ti.

— Teu amor e tua confiança me tornam um homem melhor, um homem mais confiante. Tu e nosso filho. Ich liebe dich, Mia.

— A minha vida se tornou completa e feliz ao seu lado e ao lado do nosso filho. Ich liebe dich, Julian.

Os dois deram um beijo apaixonado. A vida de Julian era regida pela insegurança e pelo medo, mas ao se tornar rei, aprendeu a ser confiante, ter coragem para realizar os projetos que sempre quis fazer. Sempre teve sua mãe lhe dando, agora, tem Mia e Peter o encorajando. O rei de Linderhof, com seu trabalho e reinado confiável, que podem surgir obstáculos, mas com dedicação e esforço, eles podem ser superados e tornar a vida mais feliz.


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