Jugil, Amor e Vingança
5 Capítulo 5
Notas iniciais
‘’Eu estou decidido, eu vou falar com a meninha mimada.’’
P.O.V JU
Eu não consegui dormir, passei a noite toda pensando na Lia. Eu não posso perder minha melhor amiga. Levantei uma hora mais cedo que a hora que eu acordo de costume. Me ajeitei e fui em direção a casa da Lia. Toquei a campainha e o tio Lorenzo me atendeu.
LO: Oi Ju!
J: Oi tio, a Lia está?
LO: Não Ju, ela não te contou? Foi dormir com o namorado ontem!
J: Namorado?
LO: É, a Lia ta namorando o Dinho
J: O D-dinho? Desde quando?
LO: Que eu saiba desde ontem. Que estranho ela não ter te contado
J: Hm, ta bom tio, obrigada –falou com a voz um tanto mais baixa-
Eu não posso acreditar no que está acontecendo, a Lia ta namorado o Dinho, o meu Dinho. Quer dizer, eu sei que ele nunca foi meu mas poxa, ela sabe que eu gosto dele, eu não vou atrapalhar esse namoro, se o Dinho ama ela eu quero mais é que a minha amiga seja feliz. Sei lá, vai que algum dia eu encontro realmente o cara certo pra mim. Fui para o Quadrante, calada, perdida nos meus pensamentos. Lembrei de tudo que aconteceu entre eu e o Dinho. Eu estou feliz pela Lia, mas eu também não vou aceitar isso logo de cara.
FIM DO P.O.V JU
P.O.V GIL
Acordei mais cedo, quero falar com a patricinha, quero dizer, Ju, ainda hoje. Fui para o Quadrante e não tinham aberto o portão ainda, mas ela estava lá, de cabeça baixa, encostada na parede de braços cruzados. Fui em direção a ela.
G: A gente precisa conversar –falei seco-
Ela levantou a cabeça e olhou para mim, ela estava chorando.
J: Olha garoto, se for pra ouvir você me xingando ou ‘’botando moral’’ eu tô fora
G: Você ta chorando?
J: Não é da sua conta
G: Deixa de birra, eu tô tentando ser o mais agradável possível com você.
J: ME DEIXA! Eu tô mal, cê não percebeu? Já disse que não quero falar com você.
G: Mas a gente precisa conversar
J: Nós não temos NADA, para conversar –ela disse entrando no quadrante (tinham acabado de abrir o portão) –
Segurei ela pelo braço e disse:
G: Me desculpa
J: O que? –ela falou surpresa, com certeza não esperava que eu, Gil Porto, fosse dar o braço a tocer e a pedir desculpas-
G: Você tem razão, eu estou te julgado sem ao menos te conhecer, mas você também me julga sem me conhecer, sei lá, e se nós começássemos tudo do começo novamente.
J: O que você ta querendo com isso?
G: O QUE? CARALHO GAROTA, NEM EM UM MOMENTO DESSES VOCÊ CONSEGUE SER AGRADÁVEL? TÔ TE PEDINDO DESCULPAS, MAS ESQUECE TUDO O QUE EU TE DISSE, VOCÊ É REALMENTE UMA GAROTA MIMADA E FÚTIL –falei entrando no Quadrante SUPER bravo-
Quem essa garota pensa que é? Eu fui até ela, pedi desculpas e ela ainda fica de ‘’O que você ta querendo com isso’’ AH ME POUPE! Essa garota é uma filhinha de papai, enfim, entrei na sala e aos poucos todos os alunos foram entrando, menos a Ju. A Lia e o Dinho entraram na sala de mãos dadas, então era por isso que a Ju estava chorando hoje? HAHA eu acho bem feito pra essa patricinha aprender que não é tudo que ela quer que ela vai ter. Ela entrou na sala e viu os dois juntos, pude perceber que ela desviou o olhar dos dois e logo se sentou. Ela vinha em minha direção, com certeza ela vinha falar comigo, mas eu fingi que não vi, O Leandro chegou na mesma hora e ela deu meia volta e sentou em sua mesa.
FIM DO P.O.V GIL
P.O.V JU
Eu ia falar com o Gil, mas o Leandro chegou e eu não consegui. Não vou pedir desculpas a ele, claro que não! Só quero saber o motivo desse ódio todo que ele sente por mim. As aulas passaram rápido, a Lia e o Dinho ficavam se beijando e eu virava a cara para não ver, o Gil percebia, sempre que a Lia e o Dinho faziam alguma coisa, o Gil olhava para mim, ele deve ta gostando de me ver ‘’sofrer’’. As aulas terminaram e todos foram saindo da sala, eu fui a última a deixar a classe, a Lia nem me esperou, já saiu logo com o Dinho. Fui pra casa tomei um banho e me troquei, nem almocei, e fui direto pra casa do insuportávelzinho falar com ele, decidi ir até lá porque sei que a Marcela não ta em casa, toda quinta-feira essa hora ela sai pra caminhar com o Cézar, como eu sei disso? Tenho meus contatos! Hahaha. Chegando lá toquei a campainha e ele atendeu surpreso com a minha visita.
FIM DO P.O.V JU
P.O.V GIL
Eu estava sozinho em casa, minha mãe tinha saído com o Cézar, mas dessa vez eles não foram caminhar, foram pro cinema, e a Dona Marcela deixou bem claro que não ia dormir em casa. Se isso me incomoda? MUITO. Eu morro de ciúmes da minha mãe. Mas enfim, eu estava desenhando quando alguém tocou a campainha, fui abrir a porta era a...era a Ju?
G: Qual foi garota, o que você quer aqui?
J: Oi pra você também, posso entrar?
G: Não –falou tentando fechar a porta-
J: Que legal, mas agora eu já entrei –disse entrando no apartamento-
Ela entrou, sem eu nem dá permissão. O que essa garota quer comigo? Fechei a porta e a fiquei encarando.
G: Olha, se for pra você ficar falando merda aqui comigo, pode dar meia volta e ir embo...
Antes que eu conseguisse terminar a frase ela me interrompeu e falou:
J: Porque você me odeia?
G: Tenho meus motivos, agora sai da minha casa –falei apontado pra porta-
Ela simplesmente se sentou no sofá e cruzou os braços.
J: Não saio daqui até você me falar porque me odeia –ela disse com um sorriso sínico no rosto-
G: Você quer mesmo saber?
J: Pode ter certeza que sim
G: Era sexta-feira a noite, eu estava na sorveteria com o meu pai comemorando meu aniversário. Nós passamos a noite toda conversando e fazendo palhaçadas, quando já estava ficando tarde eu e o meu pai saímos da sorveteria, quando chegamos no estacionamento um carro passou por cima do meu pai, o atropelou... e foi embora, eu fiquei desesperado, sai correndo a procura de ajuda, corri o estacionamento todo e não encontrei ninguém. Até que eu escuto vozes masculinas. Eu me escondi atrás de um carro para ouvir o que o homem falava pro outro. Eu nunca tinha visto aquele homem, mas as palavras dele me marcaram muito. ‘’Bom trabalho amigo, aquele homem nunca mais vai ser um problema pra mim, está morto, era tudo o que eu queria’’
Eu consegui ver o rosto dele, um rosto que eu não lembrava de ter visto nunca. Dois dias depois foi o enterro do meu pai, e aquela homem estava lá. Perguntei para minha mãe quem era aquele e ela me disse que era um ‘’colega’’ de trabalho do meu pai, que estava disputando uma vaga muito importante com ele. Naquela hora, eu pude raciocinar tudo...aquele homem matou meu pai para ter a sua vaga garantida.
J: Éeeer...nossa...eu não sei o que te dizer. Mas...eu ainda não entendi o motivo de você me odiar...
G: Seu pai matou o meu! Olavo Menezes foi o grande responsável pela morte do meu pai.
J: O QUE?
FIM DO P.O.V GIL
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