Nina Narrando

Diogo estava sentado no porta-malas enquanto eu pegava nosso kit de primeiros socorros. Ainda estávamos no cemitério, mas tudo estava mais calmo.

Foi difícil acabar com o acordo, mais conseguimos. Fernando lutou até a última hora e agora eu estava cuidando do estrago que ele fez no rosto do Diogo.

-Vou ter que dar alguns pontos!

Ele fez uma careta, ele odiava agulha.

-Vai doer?

-Muito, não prefere ir a um hospital?

- Não Nina! Faz os pontos agora e já vamos ver se a Ana esta bem!

Suspirei desistindo.

-Você que sabe! Não mexe a cabeça e nem as sobrancelhas. — Peguei as coisas para começar a dar os pontos na testa dele.

Respirei mais fundo e suspirei.

-Que foi?

-Estou com cheiro de bebida no meu corpo!

Coloquei a agulha e comecei a dar os pontos.

No meio da cara de dor Diogo deu risada.

- É! Seu perfume é um pouco melhor do que isso!

Fingi que fiquei chocada.

-Você acha meu perfume ruim?

Ele tinha um brilho divertido no olhar e ele franziu o nariz quando foi falar não tinha terminado de dar os pontos perto do olho esquerdo e comecei a passar um remédio para fazer o curativo.

-Não muito. Só um pouco.

- Mentiroso. — Dei um tapa na cabeça dele que começou a rir e quando começou a sentir dor desistiu e eu comecei a rir da cara dele.

-Você vai me deixar terminar o curativo ou não?

-Vou sim.

-Então você pode ficar quieto, por favor!

Ele apenas sorriu, mas ficou quieto.

Terminei o curativo, entramos no carro e fomos para o hotel.